<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381</id><updated>2011-04-21T22:59:01.827-03:00</updated><title type='text'>Tradução Half Blood-Prince</title><subtitle type='html'>Contém a tradução do Half-Blood Prince - O Sexto livro da Saga de J.K. Rowling! Sim a um lançamento mundial ou então, faremos traduções.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://traducaohpb.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traducaohpb.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Tradutora HP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17872629631848116516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.odfhp.com/quick_livro6.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>30</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381.post-112213896025583980</id><published>2005-07-23T14:15:00.000-03:00</published><updated>2005-07-23T14:16:00.276-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 30</title><content type='html'>Capítulo 30 - A Tumba BrancaTodas as aulas estavam suspensas, todas as provas adiadas. Alguns alunos foram levados de Hogwarts por seus pais nos dias seguintes - as gêmeas Patil já tinham ido antes do café da manhã após a morte de Dumbledore e Zacarias Smith foi acompanhado do castelo por seu arrogante pai. Simas Finnigan, por outro lado, bateu o pé que não queria ir para casa com sua mãe; eles tiveram uma discussão no hall de entrada que só terminou quando ela deixou que ele ficasse para o funeral. Ela achou a muito custo um leito em Hogsmeade, Simas contou a Harry e Rony, já que estavam chovendo magos e bruxas na vila, preparando-se para dar seu adeus a Dumbledore. Alguns alunos mais novos, que nunca tinham visto algo semelhante, ficaram um tanto exaltados quando uma carruagem azul do tamanho de uma casa, puxada por uma dúzia de cavalos alados gigantes, surgiu dos céus de tardinha antes do funeral e aterrissou na borda da floresta. Harry observava da janela enquanto uma linda morena gigante desceu os degraus da carruagem e se jogou nos braços de Hagrid. Enquanto isso uma delegação de oficiais do ministério da magia, incluindo o próprio Ministro da Magia, estava sendo acomodada no castelo. Harry estava deliberadamente evitando contato com qualquer um deles; tinha certeza de que, mais cedo ou mais tarde, pedir-lhe-iam que contasse sobre a última excursão de Dumbledore além dos limites do castelo. Harry, Rony, Hermione e Gina estavam juntos o tempo todo. O tempo bom parecia debochar deles; Harry imaginava como teria sido se Dumbledore não tivesse morrido, e eles tivessem algum tempo juntos no finalzinho do ano, as provas de Gina tinham acabado, o peso do dever de casa tinha acabado... e hora por hora, ele adiava dizer o que ele sabia que devia dizer, fazer o que ele sabia ser a coisa certa a fazer, porque era difícil demais esquecer sua melhor fonte de conforto.Eles visitavam a enfermaria duas vezes por dia: Neville já tinha tido alta, mas Gui ainda estava sob os cuidados de Madame Pomfrey. Suas cicatrizes estavam ainda muito ruins; na verdade, ele agora lembrava um pouco Olho-Tonto Moddy, embora graças a deus com olhos e pernas, mas em personalidade ele ainda era o mesmo de sempre. A única coisa que parecia ter mudado era que agora ele tinha um gosto por bifes raros. - Que bomm que êle vai se casarrr comigo. - disse Fleur contente, arrumando os travesseiros de Gui, - porrrque as brrritânicas cozinhamm demais a carrrne, eu semprre disse.- Acho que vou ter que aceitar que ele vai casar com ela. - suspirou Gina, mais tarde, enquanto ela, Harry, Rony e Hermione estavam sentados na janela da sala comunal da Grifinória.- Ela não é tão ruim assim. - disse Harry. - Feia, entretanto. - ele adicionou rapidamente, enquanto Gina levantava suas sobrancelhas e soltava uma gargalhada.- Bem, acho que se a mamãe consegue, eu consigo.- Mais alguém que conhecemos morreu? - Rony perguntou a Hermione, que estava folheando o Profeta Vespertino.Hermione recuou ante a dureza forçada na voz dele.- Não, - disse ela, dobrando o jornal. - ainda estão procurando Snape, mas nem sinal...- Claro que não, - disse Harry, que ficava irado cada vez que o assunto surgia. - não vão encontrar Snape enquanto não encontrarem Voldemort, e se eles não o acharam em 16 anos...- Eu vou dormir - disse Gina. - Não tenho dormido bem desde... bem... dormir um pouco me faria bem.Ela beijou Harry (Rony desviou o olhar), acenou para os outros dois e partiu para o quarto das meninas. Assim que a porta fechou atrás dela, Hermione virou-se para Harry com a maior cara de Hermione que Hermione era capaz de fazer. - Harry, eu descobri algo hoje de manhã, na biblioteca...- R. A. B.? - Disse Harry, esticando-se.Ele não se sentiu da maneira como se sentia normalmente antes, empolgado, curioso, morto de vontade de resolver um mistério; ele simplesmente sabia que a tarefa de descobrir a verdade sobre a Horcrux de verdade tinha que ser completada antes de dar alguns passos a mais no longo e curvo caminho a sua frente, o caminho que ele e Dumbledore tinham arranjado juntos, e no qual ele sabia que teria que caminhar sozinho a partir de então. Havia ainda pelo menos quatro Horcruxes em algum lugar e cada uma deveria ser encontrada e eliminada antes de haver sequer uma possibilidade de Voldemort ser morto. Ele continuava recitando nomes para si mesmo, como se os listando ele pudesse pô-los a seu alcance: "o pingente.., a copa... a cobra... algo sobre Grifinória ou Corvinal... o pingente... a taça... a cobra... Esse mantra parecia pulsar na cabeça de Harry quando ele dormiu aquela noite, e seus sonhos estavam cheios de copas, pingentes e objetos misteriosos que ele não conseguia alcançar, embora Dumbledore prestativamente oferecesse a Harry uma escada que virava cobras no instante em que ele começava a subir... Ele tinha mostrado a Hermione a nota dentro do pingente na manhã após a morte de Dumbledore, e embora ela não tivesse imediatamente reconhecido as iniciais de um bruxo sobre o qual ela tinha lido, ela vinha visitando a biblioteca um pouco demais para alguém que não tinha dever de casa. - Não, - ela disse tristemente. - eu tenho tentado, Harry, mas não achei nada... há vários bruxos conhecidos com essas iniciais: Rosalind Antigone Bungs... Rupert "Axebanger" Brookstanton... mas eles não parece se encaixar. Julgando pela nota, a pessoa que roubou a Horcrux conhecia Voldemort, e eu não acho indício algum de qualquer um dos dois ter tido algo a ver com ele... não, na verdade, é... bem, Snape. Ela ficou nervosa mesmo dizendo o nome de novo.- O que tem ele? - perguntou Harry, recostando-se em sua cadeira.- Bem, eu estava certo sobre a história do Príncipe Mestiço. - ela disse.- Precisa esfregar, Hermione? Como você acha que estou me sentindo agora?- Não, não, Harry, eu não quis dizer isso. - ela acrescentou rapidamente, checando ao redor se não estavam sendo ouvidos. - Eu estava certa sobre Eileen Prince ter tido o livro. Você sabe, ela era a mãe do Snape!- Eu achava que ela não era lá uma observadora. - disse Rony. Hermione o ignorou.- Eu estava olhando o resto do Profeta e havia um anúncio minúsculo sobre Eileen Prince se casando com um homem chamado Tobias Snape, e depois algo dizendo que ela tinha dado à luz um...- Assassino. - cuspiu Harry.- Bem... sim. - disse Hermione. - Então... eu estava certa. Snape deve ter tido orgulho de ter sido "meio-príncipe", entende? Tobias Snape era um trouxa pelo que li. - É, faz sentido, - disse Harry - ele interpretava o puro-sangue para se dar bem com Lucio Malfoy e o resto deles... ele é justamente como Voldemort. Mãe bruxa, pai trouxa... envergonhado de seus pais, tentando se fazer temido usando as Artes das Trevas, deu a si mesmo um nome forte - Lorde Voldemort - o príncipe mestiço - como Dumbledore não percebeu? Ele parou, olhando pela janela. Ele não conseguia evitar pensar sobre a inabalável confiança de Dumbledore em Snape... mas como Hermione tinha lhe lembrado, ele, Harry, foi levado da mesma maneira... apesar da crescente estranheza dos feitiços, ele tinha se recusado a acreditar naquilo sobre o garoto que tinha sido tão brilhante, que o tinha ajudado tanto... Ajudado... era quase um pensamento insuportável agora...- Eu ainda não entendi por que ele não te castigou por usar o livro. - disse Rony. - Ele devia saber de onde você estava tirando aquilo tudo.- Ele sabia, - disse Harry amargamente. - ele sabia quando eu usei Sectumsempra. Ele não precisava de Legilimância... ele já devia ter sabido até antes, com Slughom contando como eu era bom e Poções... não devia ver deixado seu livro velho na parte mais baixa do armário, não é? - Mas por que não te castigou?- Eu não acredito que ele quisesse ser associado àquele livro. - disse Hermione. - Eu não acho que Dumbledore teria gostado de saber. E mesmo que Snape fingisse que não era dele, Slughom teria reconhecido a letra dele. De qualquer maneira, o livro foi deixado na sala de aula antiga do Snape, e eu aposto que Dumbledore sabia que a mãe dele era chamada "Prince". - Eu devia ter mostrado o livro a Dumbledore. - disse Harry. - Todo esse tempo ele vinha me mostrando como Voldemort era maligno quando estava na escola, e eu tinha provas de que Snape era, também -- Maligno é uma palavra forte. - Hermione disse.- Você foi quem não parava de me dizer que o livro era perigoso!- Eu estou dizendo, Harry, que você está se culpando demais. Eu achava que Príncipe tinha um senso de humor um pouco estranho, mas nunca teria imaginado que ele era um assassino em potencial. - Nenhum de nós teria imaginado que Snape iria... você sabe. - disse Rony.O silêncio caiu entre eles, cada um perdido em seus pensamentos, mas Harry sabia que eles, como ele, estavam pensando sobre a manhã seguinte, quando o corpo de Dumbledore seria velado. Harry nunca tinha ido a um funeral antes; não tinha havido ninguém a enterrar quando Sirius morreu. Ele não sabia o que esperar e estava um pouco preocupado sobre o que veria, como se sentiria. Ele se perguntava se a morte de Dumbledore seria mais real para ele quando o funeral terminasse. Embora ele tivesse momentos nos quais o horrível fato ameaçava possuí-lo, havia espaços de branco nos quais, apesar do fato de que ninguém estava falando de nada além daquilo, ele ainda achava difícil acreditar que Dumbledore tinha morrido. Na verdade ele não tinha, como tinha com Sirius, procurado por algum tipo de revira-volta, alguma maneira de Dumbledore voltar... ele sentia em seu bolso a corrente fria da Horcrux falso, que ele carregava consigo a toda parte, não como um talismã, mas um lembrete do que aquilotinha custado e o que ainda havia a ser feito. Harry levantou-se cedo para arrumar as malas; o Expresso de Hogwarts sairia uma hora após o funeral. No andar de baixo ele encontrou o clima no hall um pouco para baixo. Todos vestiam seus robes e ninguém parecia ter fome. Professora McGonagall tinha deixado a cadeira no meio da mesa dos professores vazia. Na cadeira de Hagrid também não havia ninguém: Harry achou que talvez ele não estivesse preparado para encarar o café da manhã; mas o lugar de Snape tinha sido preenchido por Rufus Scrimgeour. Harry evitou seus olhos amarelos que observavam o salão; ele tinha a sensação desconfortável de que era procurado. Ao redor de Scrimgeour Harry viu os cabelos vermelhos de Percy Weasley. Rony não deu sinal de perceber a presença de Percy. Na mesa da Sonserina, Crabbe e Goyle estavam cochichando juntos. Eles eram garotos desajeitos e pareciam estranhamente sozinhos sem a pálida e grande presença de Malfoy em volta deles, mandando em tudo à sua volta. Harry não tinha pensado muito em Malfoy. Sua animosidade era toda contra Snape, mas ele não tinha esquecido o medo na voz de Malfoy no topo da torre, ou que ele abaixou sua varinha antes que outros Comensais da Morte chegassem. Harry não acreditava que Malfoy poderia ter matado Dumbledore. Ele ainda desprezava Malfoy pela sua paixão cega às Artes das Trevas, mas agora ele tinha um pingo de dó misturado com seu ódio. Onde, Harry questionava, estaria Malfoy agora, e o que Voldemort estaria fazendo com ele, ameaçando-o e a sua família de morte?Os pensamentos de Harry foram interrompidos por uma de Gina cutucando sua costela. Professora McGonagall tinha subido e o triste zumbido de luto no Salão morreu completamente."Está quase na hora", ela disse. "Por favor, sigam os seus Chefes das Casas até os jardins. Grifinória, comigo por favor".&lt;br /&gt;Eles formaram uma fila do lado de seus bancos praticamente em silêncio. Harry vislumbrou Slughorn na frente da coluna da Sonserina, vestindo um manto magnífico de longas esmeraldas verdes bordadas com prata. Ele nunca tinha visto a Professora Sprout, Chefe da Casa Lufa-Lufa, parecer tão pura; não havia um simples remendo no seu chapéu, e quando eles alcançaram o Salão de Entrada, eles encontraram Madame Pince ao lado de Filch, ela em um grosso véu preto que descia até seus joelhos, ele em um antigo terno e de gravata, causando a impressão de um cabide. Eles estavam sendo conduzidos, como Harry conseguiu ver quando ele saiu do caminho de pedras da porta da frente, em direção ao lago. O calor do sol acariciava seu rosto enquanto eles seguiam a Professora McGonagall em silêncio para um local onde centenas de cadeiras haviam sido colocadas em fileiras. Um corredor levava ao centro delas: havia uma mesa de mármore posta na frente, todas as cadeiras direcionadas à ela. Era o dia mais bonito do verão.Uma extraordinária diversidade de pessoas já estavam acomodadas em metade das cadeiras: pobres e sábios, velhos e novos. Muitos Harry não reconheceu, mas teve alguns que sim, incluindo membros da Ordem da Fênix: Kingsley Shacklebolt, Olho-Tonto Moody, Tonks, seu cabelo miraculosamente havia retornado para um rosa choque, Remo Lupin, com quem ela parecia estar de mãos dadas, Sr e Sra Weasley, Gui ajudado por Fleur e seguido por Fred e George, que estavam vestindo jaquetas de pele de dragão preta. Então, lá estava Madame Maxime, que ocupava sozinha duas cadeiras e meia, Tom, o proprietário do Caldeirão Furado, Arabella Figg, a vizinho trouxa de Harry, o baixista cabeludo do grupo bruxo As Esquisitonas, as Esquisitonas, Ernie Frang, motorista do Noitibus Andante, Madame Malkin, da loja de vestimentas do Beco Diagonal, e algumas pessoas que Harry conhecia somente de vista, como o garçom do Hog"s Head e a bruxa que puxava o carrinho de chá do Expresso de Hogwarts. Os fantasmas do castelotambém estavam lá, pouco visíveis no brilho do sol, discerníveis apenas quando se moviam, insubstanciavelmente resplandecendo cintilantes no ar.Harry, Ron, Hermione e Gina procuraram lugares no final da fileira ao lado do lago. As pessoas estavam sussurrando umas às outras; parecia o som de um leve movimento na grama, mas a canção de pássaro estava alta mais longe. A audiência continua a crescer; com um grande e precipitado afeto para ambos, Harry viu Neville sendo ajudado a encontrar um lugar por Luna. Eles eram os únicos da AD que haviam respondido à convocação de Hermione na noite em que Dumbledore morreu, e Harry sabia o porquê: eles eram os que mais haviam perdido com o fim da AD... provavelmente os que checavam suas moedas com frequência na esperança de que houvesse um outro encontro...Cornelius Fudge passou por eles indo em direção às fileiras da frente, sua expressão miserável, girando seu chapéu coco verde como de costume; Harry depois reconheceu Rita Skeeter, que ficou furioso em ver, com uma pena-de-escrita-rápida agarrada na sua mão rubra; e depois, com um perverso golpe de fúria, Dolores Umbridge, com uma expressão não convincente de pesar sob sua face de cogumelo, um laço de veludo preto colocado acima de seus cinzentos cabelos enrolados sob a visão do centauro Firenze, que permanecia como um sentinela próximo a margem d"água, e assim ela logo começou apressadamente a procurar lugar a uma boa distância. A equipe de apoio estava sentada ao fundo. Harry podia ver Scrimgeour olhando seriamente e digno na primeira fila com a Professora McGonagall. Ele confabulava se Scrimgeour ou qualquer uma dessas pessoas importantes estava realmente lamentando que Dumbledore se foi e ele esqueceu o seu ódio ao Ministro olhando ao redor. Ele não era o único: muitas cabeças estavam virando, procurando, um pouco alarmadas.- Ali - disse Gina cochichando no ouvido de Harry.E ele os viu claramente iluminados na água verde pelo sol, movendo-se abaixo da superfície, lembrando-o horrivelmente do Inferi; um coro de sereianos cantando em uma língua estranha que ele não entendeu, suas pálidas faces onduladas, seus cabelos purpúreos transbordando em todas as direções. A música fez o cabelo na nuca de Harry se arrepiar e isso ainda não era desagradável. Ela falou muito claramente da perda e do desespero. Conforme ele olhava para as faces selvagens dos cantores, ele tinha o sentimento de que, no final das contas, estavam pesarosos da morte de Dumbledore. Então Gina acotovelou-o novamente e ele olhou em volta.Hagrid estava caminhando vagorasamente no corredor entre as cadeiras. Ele estava chorando silenciosamente, sua face cintilando com as lágrimas, e em seus braços, escondido em um veludo decorado com lantejoulas e estrelas douradas, aquilo que Harry saiba que era o corpo de Dumbledore. Uma cortante dor cresceu na garganta de Harry com essa visão: por um momento, a música estranha e o conhecimento de que o corpo de Dumbledore estava tão perto pareceram tirar todo o calor do dia. Rony olhou pálido e chocado. As lágrimas estavam caindo densamente e rapidamente nas bainhas de Gina e Hermione.Eles não podiam ver com clareza o que estava acontecendo na frente. Hagrid parecia ter posicionado o corpo cuidadosamente em cima da mesa. Agora, ele recuou no corredor, assoando o seu nariz com proclamados e barulhentos sons que extraíram olhares escandalizados de alguns, incluindo, Harry viu, Dolores Umbridge... mas Harry sabia que Dumbledore não teria ligado. Ele tentou fazer um sinal amigável para Hagrid enquanto ele passava, mas os olhos dele estavam tão inchados que era um mistério ele poder ver aonde estava indo. Harry deu uma espiada atrás da fileira que Hagrid estava alcançando e percebeu que, guiando-o para lá, vestindo uma jaqueta de calças cada uma do tamanho de uma pequena tenda, era o gigante Grope, seu grande e feio irmão com a cabeça arqueada, que docilmente parecia quase humano. Hagrid sentou-se próximo ao seu meio irmão Grope, que duramente saciou Hagrid na cabeça, então as pernas das suas cadeiras afundaram no chão. Harry teve uma compulsão momentânea para sorrir.Mas então, a música parou novamente e ele prestou atenção à frente novamente.Um pequeno homem com chapéu de pelos e em vestimentas pretas lisas chegou à frente e ficou parado na frente do corpo de Dumbledore. Harry não conseguia ouvir o que ele estava dizendo. Palavras estranham fluiam de volta para eles em milhares de bolhas. "Nobreza de espírito" ... "contribuição intelectual" ... "gratidão de coração" ... isto não tinha muito significado. Pelo que Harry conhecia de Dumbledore, tinha pouco a ver com ele. De repente, ele lembrou das idéias de Dumbledore de algumas palavras: "pessoa estúpida", "feijãozinho de pimenta", "gordura de baleia" e "besliquei", e de novo, teve que suprimir um gracejo ... qual era o problema com eles? Havia um barulho leve de respingos atrás dele e ele viu que os sereianos tinham rompido a superfície para escutar também. Ele lembrou de Dumbledore encolhendo-se na margem d"água dois anos atrás, próximo de onde Harry estava sentado agora, e conversando em sereiês com o Chefe dos Sereianos. Harry pensou onde Dumbledore tinha aprendido sereiês. Havia tanto que ele nunca tinha perguntado a ele, tanto que ele deveria ter perguntado...E então, sem aviso, isto o tomou conta, uma terrível e completa verdade, mais completa e de modo inegável do que até agora. Dumbledore estava morto, tinha ido embora ... ele agarrou com tanta força o gelado medalhão em sua mão que machucou-o, mas ele não pode prevenir as lágrimas quentes de caírem de seus olhos: ele olhou além de Gina e os outros olhavam além do lago, direcionando-se à Floresta, como o pequeno homem de preto falava monotonamente... havia movimento entre as árvores. Os centauros vinham trazer para a situação todo o seu respeito. Eles não moverem-se para o espaço aberto, mas Harry os viu permanecerem tranquilamente, meio escondidos nas sombras, vendo os bruxos e com seus arcos ao lado. E Harry lembrou da sua primeira e atemorizante viagem pela Floresta, a primeira vez que ele encontrou a coisa que era Voldemort, e como ele o enfrentou e como ele e Dumbledore haviam discutido lutar uma batalha perdida desde então. Era importante, Dumbledore disse, lutar e lutar econtinuar lutando, somente com isso o mau poderia ser mantido sob controle, entretanto quase nunca erradicado... E Harry viu muito claramente sob o sol quente, as pessoas que se preocupavam com ele saudando-o, e estavam na frente dele o tempo todo, um por um, sua mãe, seu pai, seu padrinho, e finalmente Dumbledore, todos determinados a protegê-lo; mas agora isto estava acabado. Ele não poderia deixar mais ninguém ficar entre ele e Voldemort; ele tinha que abandonar para sempre a ilusão que ele tinha desde pequeno: que a proteção dos seus pais significava que nada poderia machucá-lo. Não havia despertar deste pesadelo, o sussurro confortante na escuridão de que ele estava realmente seguro, que tudo estava na sua imaginação; o último e o maior dos seus protetores tinham morrido e ele estava mais sozinho do que nunca.O pequeno homem de preto havia acabado finalmente o discurso e reassumido seu assento. Harry esperava que alguém fosse pegar no seu pé; ele contava com discursos, provavelmente do Ministro, mas ninguém se moveu.Então várias pessoas gritaram. Chamas brilhantes e brancas surgiram e envolveram o corpo de Dumbledore e a mesa sobre a qual ele estava: cada vez mais altas e altas elas se levantaram obscurecendo a visão do corpo. A branca fumaça espiralada compôs formas estranhas no ar. Harry teve a impressão de que a fumaça formava uma fênix a voar alegre no céu azul, mas o fogo desapareceu em um segundo. Em seu lugar estava uma tumba de mámore branco encerrando o corpo de Dumbledore e a mesa onde ele repousara.Depois de mais alguns segundos outro grito de choque houveram devido a chuva de flechas que rasgaram os ares, e caíram distantes da multidão. Harry sabia, o tributo dos centauros: viu-os virar as caudas e desaparecerem atrás das frescas árvores. Da mesma forma os sereianos, que mergulharam nas verdes águas do lago e desapareceram de vista.Harry olhou para Gina, Rony e Hermione: a expressão de Rony era confusa, como se a luz do dia o ofuscasse. A face de Hermione parecia um espelho de lágrimas, mas Gina não mais chorava. Ela encontrou o olhar de Harry com aquele mesmo olhar endurecido, da mesma forma que ela o tinha olhado quando o tinha abraçado, após vencer o torneio de quadribol na sua ausência, e soube, nesse momento, que cada um se compreendia perfeitamente, e que quando contasse o que iria fazer a partir de então ela não diria "tenha cuidado" ou "não faça isso", mas aceitaria a sua decisão, porquê não esperaria outra coisa, nem mais nem menos, dele. E assim estava preparado para dizer o que sabia que sempre deveria dizer desde que Dumbledore morreu.- "Gina, ouça..." falou muito silenciosamente, enquanto a conversa ao redor deles se tornava mais alta. - "Eu não posso mais namorar contigo. Nós temos que parar de nos ver. Nós não podemos ficar juntos".Ela disse, com um estranho sorriso, "Isto por alguma estúpida, nobre razão, não é isso?"- "Isto é como... como se alguma coisa da vida de outra pessoa, e essas últimas semanas com você", disse Harry, "mas eu não posso... não podemos... eu tenho coisas pra fazer sozinho agora." Ela não chorou, apenas olhava para ele.- "Voldemort usa as pessoas mais próximas aos seus inimigos. Ele já te usou uma vez, e justamente porquê você era a irmã de meu melhor amigo. Pense no perigo a que você estará exposta se continuarmos juntos. Ele saberá, ela a encontrará. Ele tentará me pegar através de você."- "E se eu não me importar?" , disse ferozmente Gina.- "Eu me importo", disse Harry. "contigo. Pense no que eu sentiria se eu fosse ao seu funeral ... e por minha culpa..."Ela olhou longe, para o lago, e disse "Eu nunca realmente desisti de você. Não realmente. Sempre esperei... Hermione me disse para seguir com minha vida, talvez sair com outras pessoas, relaxar quando você estava perto, porque eu nunca era capaz de falar contigo no quarto, lembra-se? E ela pensou que talvez você iria me notar um pouco mais se eu fosse eu mesma." - "Menina esperta essa Hermione" Harry disse tentando sorrir. "Eu somente queria ter perguntado para você antes. Nós poderíamos ter feito isso há tempos ... meses... anos talvez..."- "Mas, você estava muito ocupado salvando o mundo mágico", disse Gina, meio rindo. "Bem... eu não posso dizer que eu estou surpresa. Eu sabia que isso poderia acontecer no fim. Eu sei que você não será feliz até vencer Voldermort. Talvez por isso que eu goste muito de você. "Harry não poderia ouvir aquelas coisas, ou sua decisão seria continuar sentado ao lado dela. "Ronyy", viu que ele estava agora segurando Hermione e acariciando seus cabelos enquanto ela chorava em seu ombro, lágrimas escorrendo ao longo de seu nariz. Com um gesto desalentado, Harry se levantou, deu suas costas para Gina e tumba de Dumbledore e caminhou para perto do lago. Andando a tristeza é muito mais suportável que permanecendo sentado: somente encontrando as Horcruxes e eliminando Voldemolt ele se sentiria melhor do que aguardar por isso... - "Harry!"Girou. Rufus Scrimgeour estava limpando rapidamente ao redor do banco, andando inclinado em sua vara .- "Eu tenho esperado por uma palavra... você se importa se eu andar abaixado como você?- "Não", disse Harry indiferentemente e novamente concluindo.- "Harry, isso foi uma tragédia terrível", disse Scrimgeour pesarosamente. "eu não posso contar-lhe como estou ouvindo isso. Dumbledore era um grande bruxo. Nós tivemos nossos desentendimentos, e você sabe, mas ninguém o conhecia melhor que eu."- "O que você quer?", perguntou aereamente Harry.Scrimgeour olhou-o irritado mas, como antes, modificou rapidamente sua expressão para uma de pesarosa compreensão.- "Você está, certamente, desanimado", ele disse "Eu sei que você era muito íntimo de Dumbledore. Eu acho que você sempre foi seu aluno favorito. A ligação entre vocês..."- "O que você quer?", repetiu Harry, voltando a parar.Scrimgeour também parou, inclinou-se em sua vara e olhou fixamente para Harry, com expressão irritada agora.- "A palavra era você quem estava com ele quando ele deixou a escola na noite em que ele morreu?"- "Que palavra?", perguntou Harry.- "Alguém estuporou um Comensal da Morte na torre depois que Dumbledore morreu. Havia também duas varinhas no local. O Ministro pode juntar  dois e dois, Harry." - "Fico feliz em ouvir isso", disse Harry. "Bem, onde eu e Dumbledore estivemos e que fizemos são meus negócios. Eu não quero que todos saibam."- "A lealdade é admirável, realmente", disse Scrimgeour, que pareceu conter sua irritação com dificuldade, "mas Dumbledore partiu, Harry. Ele partiu."- "Somente terá partido quando não restar na escola mais ninguém leal a ele", disse Harry, sorrindo consigo mesmo.- "Meu caro garoto ... Dumbledore não poderá retornar do... "- "Eu não estou dizendo que ele possa. Você não compreenderia. Mas não tenho mais nada a lhe contar."Scrimgeour hesitou, então disse, e que foi evidentemente um tom supostamente delicado "O Ministério pode oferecer toda a sorte de proteção, você sabe, Harry. Eu ficaria muito contente se colocasse um par de Aurores ao seu serviço..."Harry riu.- "Voldemort que me matar pessoalmente e seus Aurores não irão pará-lo. Muito obrigado pela oferta, mas não, obrigado."- "Então", disse Scrimgeour, com sua voz fria, "o pedido que eu fiz para você no Natal..."- "Que pedido? Oh, sim... "aquele em que eu conto para o mundo o grande trabalho que você está realizando em troca de..."- "... para levantar a moral de todos!", sibilou Scrimgeour.Harry considerou-o por um momento.- "Libere Stan Shunpike então?"Scrimgeour ficou perigosamente roxo parecendo-se com seu tio Válter.- "Eu vejo você é..."- "Completa e completamente um homem de Dumbledore", disse Harry. "É isso.".Scrimgeour fitou-o por outro momento, então girou e seguiu seu caminho sem outra palavra. Harry pode ver Percy e o restante da delegação do Ministério esperando por ele, agrupando-se nervosamente sobre a sombra de Hagrid e Grope, que ainda permaneciam nos mesmos lugares onde estavam sentados. Rony e Hermione, deixaram Scrimgeour passar na direção oposta. Harry girou e voltou a andar lentamente, esperando que eles o alcançassem, o quê aconteceu justamente à sombra de uma árvore na qual haviam passados tempos felizes.- "O que Scrimgeour queria?", suspirou Hermione.- "O mesmo que ele queria no Natal", resmungou Harry. "Ele me procurou para obter informações sobre Dumbledore e para ser o novo garoto propaganda do Ministério"Rony pareceu esforçar-se consigo mesmo por um momento, então ele disse alto para Hermione "Olha, deixe ir e novamente acertarei Percy!".- "Não!", ela disse firmemente, segurando seu braço.- "Isso me faria sentir melhor!".Harry sorriu. Mesmo Hermione deu um pequeno sorriso, mas que se esvaneceu quando olhou para o castelo.- "Eu não posso aceitar a idéia de que nunca mais retornarei...", ela disse tristemente. "Como podem fechar Hogwarts?".- "Talvez não queiram.", disse Rony. "Nós não estaremos em perigo menor aqui tanto quanto em nossas casas, estaremos? Todos os lugares são iguais agora. Eu diria até que Hogwarts é mais segura que dentro da casa que qualquer bruxo possa defender. O quê você acha, Harry?"- "Eu não retornarei mesmo se reabrir", disse Harry.Rony se engasgou, mas Hermione disse tristemente "Eu sabia que você ia dizer isso. Mas então o que você fará?".- "Eu vou retornar a casa dos Dursleys por enquanto, porque Dumbledore assim desejou", disse Harry. -"Mas vai ser uma visita curta, e então terei ido para o bem."- "Então você partirá e não retornará para a escola?"- "Eu pensei que eu voltaria novamente para a Toca", murmurou Harry. Mas ele tinha uma idéia fixa em sua cabeça desde a noite da morte de Dumbledore. "Para mim, isto começou aqui, tudo isto. E justamente tenho a sensação de que devo partir. E preciso visitar as sepulturas de meus pais, ele desejava isso. E então...".- "E então o quê", perguntou Ronyy.- "Então eu tenho que encontrar os Horcruxes restantes, não tenho?", disse Harry, seus olhos postos sobre a branca tumba de Dumbledore, que refletiam as águas do outro lado do lago. Isso porque ele me procurou, isso porque ele me falou tudo sobre isso. Se Dumbledore estava certo - e eu tenho certeza que estava - existem ainda quatro deles lá fora. Eu preciso encontrá-los e destruí-los e então depois eu devo ir de encontro ao sétimo pedaço da alma de Voldemort, o pedaço que ainda permanece em seu corpo, e sou eu quem deverá encontrá-lo para matar. E se eu encontrar Severus Snape ao longo do caminho", acrescentou "tanto melhor para mim, quanto pior para ele".O silêncio pesava.A multidão estava quase dispersa agora, davam os pêsames com um largo abraço na figura monumental de Hagrid, cujos suspiros ainda ecoavam através das águas.- "Temos que voltar, Harry," disse Rony.- "O quê?"- "para a casa de seu tio e sua tia," disse Rony "e então iremos contigo, onde quer que você vá." - "Não -" disse rapidamente Harry, ele não contava com isso, e ele pensava que eles deviam entender que ele deveria fazer só uma longa e perigosa jornada.- "Você já nos disse isso," disse Hermione calmamente, "que tinha tempo para nós voltarmos atrás enquanto você também procura. Nós temos tempo, ou não temos?"- "Estaremos contigo pro que der e vier", disse Rony. "mas, amigo, você deve retornar à minha casa antes que a gente faça outra coisa, juntamente a papai e mamãe na Toca".- "Porquê?".- "Gui e Fleur vão se casar, lembra?".Harry olhou para ele, paralisado. A idéia de qualquer coisa tão normal como um casamento parecera incrível e, entretanto, bela.- "Sim. Não devemos faltar!", ele disse finalmente. Sua mão se fechou automaticamente sobre o Horcruxe falso, mas apesar de tudo, apesar da obscuridade e da trajetória que se apresentava diande de si, apesar do encontro final com Voldemort que sabia que poderia estar dali a um mês, a um ano, ou em dez, sentiu seu coração elevar o pensamento de que havia , junto a Rony e Hermione, ainda um dia dourado de paz para apreciar.&lt;br /&gt;FIM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Blog para a traduç?o do Half-Blood Prince - Divirtam-se!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14610381-112213896025583980?l=traducaohpb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112213896025583980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112213896025583980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traducaohpb.blogspot.com/2005/07/captulo-30_23.html' title='Capítulo 30'/><author><name>Tradutora HP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17872629631848116516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.odfhp.com/quick_livro6.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381.post-112208528832934261</id><published>2005-07-22T23:20:00.001-03:00</published><updated>2005-07-23T00:44:16.543-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 29</title><content type='html'>Capítulo 29 - O Lamento da Fênix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Venha Aqui, Harry".&lt;br /&gt;"Não"&lt;br /&gt;"Olhe, não pode ficar aqui, Harry... Venha agora... lá dentro".&lt;br /&gt;"Não".&lt;br /&gt;Ele não queria deixar Dumbledore, ele não queria ir a lugar algum. A mão de Hagrid em seu ombro estava tremendo. Então uma outra voz disse, "Harry, venha".&lt;br /&gt;Uma mão muito menor e mais quente pegou-o e puxou-o para cima. Ele obedeceu à pressão daquilo sem pensar no que era. Somente quando foi puxado cegamente para trás através da multidão ele percebeu, por um cheiro de perfume de flores, que era Gina quem o conduzia para fora do castelo. As vozes incompreensíveis golpeavam-no, choros, gritos e lamentos cortavam a noite, mas Harry e Gina caminhavam, passo a passo até o Salão Principal. Rostos passavam na visão de Harry, pessoas espreitando-o, sussurrando, admirando, os rubis da Grifinória brilhando no assoalho como gotas de sangue enquanto eles seguiam seu caminho em direção à escadaria de mármore.&lt;br /&gt;"Nós estamos indo à ala hospitalar", disse Gina.&lt;br /&gt;"Eu não estou machucado" disse Harry.&lt;br /&gt;"São ordens de McGonagall", disse Gina. "Todos estão lá. Ron, Hermione, Lupin e todos-".&lt;br /&gt;O medo assomou o peito de Harry novamente: Ele havia se esquecido das figuras inertes que havia deixado para trás.&lt;br /&gt;"Gina, quem mais está morto?".&lt;br /&gt;"Não se preocupe, não é nenhum de nós".&lt;br /&gt;"Mas e Marca Negra - Malfoy disse que pisou sobre um corpo".&lt;br /&gt;"Ele pisou em Gui, mas está tudo bem, ele está vivo".&lt;br /&gt;Mas havia algo em sua voz que Harry sabia que era de mau agouro.&lt;br /&gt;"Você tem certeza?".&lt;br /&gt;"Claro que tenho certeza... Ele só está um pouco mau, e é só. Madame Pomfrey diz que ele não - não quer mais parecer o mesmo".&lt;br /&gt;A voz de Gina estremeceu um pouco.&lt;br /&gt;"Nós não sabemos quais serão os efeitos colaterais - Quero dizer, Greyback é um lobisomem, mas não estava transformado naquele momento".&lt;br /&gt;"Mas e os outros... Havia outros corpos na terra...".&lt;br /&gt;"Neville e Prof Flitwick estão feridos, mas Madame Pomfrey disse que eles ficarão bem". E um Comensal da Morte morreu, ele recebeu um feitiço mortal de um gigante loiro que o estava soltando para todo lado - Harry, se nós não tivéssemos tomado a sua poção Felix, acho que agora nós estaríamos mortos, mas tudo nesse momento nos parece perdido-.&lt;br /&gt;Eles haviam alcançado a ala hospitalar. Harry viu Neville deitado, aparentemente adormecido, em uma cama perto da porta. Ron, Hermione, Luna, Tonks e Lupin estavam juntos em volta de outro leito no final da ala. Com o som das portas abrindo, todos olharam. Hermione correu para Harry e o abraçou; Lupin foi ao seu encontro, olhando ansioso.&lt;br /&gt;"Você está bem Harry?".&lt;br /&gt;"Estou bem... como está Gui?".&lt;br /&gt;"Ninguém respondeu". Harry olhou sobre o ombro de Hermione e viu um rosto irreconhecível deitado no travesseiro de Gui, tão gravemente retalhado e rasgado que ele olhou torto. Madame Pomfrey tocou sua pele com algum tipo de pomada verde áspera. Harry se lembrou de como Snape tinha curado as feridas de Sectumsempra de Malfoy facilmente com sua varinha.&lt;br /&gt;"Você não pode curá-las com feitiços ou algo assim?", perguntou à enfermeira.&lt;br /&gt;"Nenhuma magia vai resolver isto" disse Madame Pomfrey. "Eu tentei de tudo que conheço, mas não há nenhuma cura para mordidas de lobisomem".&lt;br /&gt;"Mas não foi mordido na lua cheia" disse Rony, que estava olhando para o rosto do seu irmão como se ele pudesse de algum jeito curá-lo apenas olhando-o fixamente.&lt;br /&gt;"Greyback não tinha se transformado, então certamente Gui não vai ser um, um...?".&lt;br /&gt;Ele olhou inseguro para Lupin.&lt;br /&gt;"Não, eu não acho que Gui tenha virado um lobisomem", disse Lupin. "Mas isso não quer dizer que não houve contaminação. Essas feridas são amaldiçoadas. É improvável que elas sejam completamente curadas e... Gui pode ter algumas características de lobo de agora em diante".&lt;br /&gt;"Acho que talvez Dumbledore saiba de alguma coisa que possa resolver" disse Rony. "Onde está ele? Gui lutou com aqueles maníacos sob Ordem de Dumbledore, Dumbledore deve a ele, ele não pode deixá-lo neste estado!".&lt;br /&gt;"Ron... Dumbledore está morto" disse Gina.&lt;br /&gt;"Não!" Lupin olhou assustado de Gina para Harry, como se Harry pudesse contradizê-la, mas, quando Harry fez sinal negativo, Lupin desmontou em uma cadeira ao lado da cama de Gui, com as mãos sobre o rosto. Harry nunca tinha visto Lupin perder o controle daquele jeito; ele sentiu como se estivesse invadindo alguma coisa pessoal. Ele se afastou e olhou pra Rony, trocando, em silêncio, um olhar que confirmava o que Gina havia dito.&lt;br /&gt;"Como ele morreu?", sussurrou Tonks. "Como isso aconteceu?".&lt;br /&gt;"Snape o matou", disse Harry. "Eu estava lá, eu o vi. Nós chegamos atrás da Torre de Astronomia porque era lá o lugar onde estava a Marca..." "Dumbledore estava ruim, estava fraco, mas eu acho que ele entendeu que aquilo era uma armadilha quando ouviu passos correndo pela escada. Ele me imobilizou, eu não podia fazer nada, estava debaixo da Capa da Invisibilidade. Então Malfoy apareceu na porta e o desarmou".&lt;br /&gt;Hermione levou as mãos à boca e Rony gemeu. A boca de Luna estremeceu.&lt;br /&gt;"Mais Comensais da Morte chegaram - e então Snape - Snape o matou. Com o Avada Kedavra". Harry não podia continuar.&lt;br /&gt;Madame Pomfrey desatou a chorar. Ninguém deu atenção a ela, a não ser Gina, que sussurrou "Shh! Escutem!".&lt;br /&gt;Engolindo o choro, Madame Pomfrey levou os dedos à boca, seus olhos arregalados. Em algum lugar na escuridão lá fora, uma Fênix estava cantando de um jeito que Harry nunca havia ouvido antes: um penetrante lamento de uma terrível beleza. E Harry sentiu, como se já tivesse sentido o som da Fênix antes, que aquela musica estava dentro dele, não fora: Ela estava, em sua tristeza, transformada magicamente em um som que ecoava através das terras e das janelas do castelo.&lt;br /&gt;Quanto tempo eles todos permaneceriam ali, ouvindo, ele não sabe, nem porquê aquilo pareceu tranqüilizar sua dor, ouvir o som de seu luto, ele sentiu como se muito tempo tivesse passado quando a Prof. McGonagall entrou na ala hospitalar. Como todo o resto, ela sofreu seqüelas da recente batalha: havia feridas em seu rosto e sua túnica estava rasgada.&lt;br /&gt;"Molly e Arthur estão a caminho" ela disse, e o feitiço da música foi quebrado. Todos despertaram como se saíssem de um transe, voltando a olhar pra Gui, sem balançarem a cabeça. "Harry, o que aconteceu? De acordo com Hagrid, você estava com Prof Dumbledore quando ele... quando aconteceu. Ele disse que Prof. Snape estava envolvido em algo".&lt;br /&gt;"Snape matou Dumbledore!", disse Harry.&lt;br /&gt;Ela fixou os olhos nele por um momento, de maneira preocupante; Madame Pomfrey, que pareceu ter desmoronado com ela, correu adiante, conjurando uma cadeira do nada que ofereceu a McGonagall.&lt;br /&gt;"Snape" repetiu McGonagall fracamente, caindo sobre a cadeira. "Nós todos sabíamos... mas ele confiou... sempre... Snape... Eu não posso acreditar...".&lt;br /&gt;"Snape era perfeito demais em Oclumência", disse Lupin, sua voz incomparavelmente áspera. "Eu sempre soube disso".&lt;br /&gt;"Mas Dumbledore jurava que ele estava do nosso lado!", murmurou Tonks. "Eu sempre achei que Dumbledore soubesse qualquer coisa sobre Snape que nós não sabíamos...".&lt;br /&gt;"Ele sempre sugeriu que tinha uma séria razão para confiar em Snape" murmurou Prof McGonagall, agora secando seus olhos molhados com um lenço. "Eu quero dizer... com a história de Snape... claro que era de se espantar... mas Dumbledore me disse claramente que o arrependimento de Snape era verdadeiro... Não ouviria uma palavra contra ele".&lt;br /&gt;"Eu adoraria saber o que Snape disse para convencê-lo", disse Tonks.&lt;br /&gt;"Eu sei", disse Harry, e todos tornaram a olhar para ele. "Snape passou a Voldemort a informação que o permitiu perseguir os meus pais. Então Snape disse a Dumbledore que não sabia o que estava fazendo, que ele estava realmente arrependido do que tinha feito, arrependido de tê-los matado".&lt;br /&gt;Todos o encararam.&lt;br /&gt;"E Dumbledore acreditou nisso?", disse Lupin, incrédulo. "Dumbledore acreditou que Snape sentia muito por Tiago estar morto? Snape odiava Tiago...".&lt;br /&gt;"E ele não achava que minha mãe valia uma maldição tampouco" disse Harry, "Porque ela havia nascido trouxa... 'Sangue-ruim'... era como ele a chamava".&lt;br /&gt;Ninguém perguntou como Harry soube disso. Todos eles pareciam estar perdidos em um choque terrível, tentando engolir a monstruosa verdade do que tinha acontecido.&lt;br /&gt;"Isso é tudo minha culpa", disse a Prof McGonagall de repente. Ela olhava desorientada, torcendo seu lenço molhado em suas mãos. "Minha culpa. Eu mandei Filius trazer Snape essa noite. Na verdade, pedi para ele vir e ajudar-nos! Se eu não tivesse alertado Snape quanto ao que estava acontecendo, ele nunca poderia ter unido forças com os Comensais da Morte. Eu não acho que ele sabia que eles estavam lá antes de Filius ter dito a ele, acho que ele não sabia que eles estavam chegando".&lt;br /&gt;"Não é sua culpa Minerva", disse Lupin firmemente. "Nós todos precisávamos de ajuda, estávamos satisfeitos por Snape estar a caminho".&lt;br /&gt;"Então, quando ele chegou para a batalha, passou para o lado dos Comensais da Morte?", perguntou Harry, que queria saber mais sobre a duplicidade e traição de Snape, coletando com ardor mais razões para odiá-lo, para jurar vingança.&lt;br /&gt;"Eu não sei realmente como isso aconteceu" disse Prof McGonagall distraidamente. "Isso tudo é tão confuso... Dumbledore havia nos dito que ia deixar a escola por poucas horas e que ficássemos patrulhando os corredores só pra garantir... Remus, Gui e Ninfadora iriam se juntar a nós... e então nós patrulhamos. Tudo parecia calmo. Toda passagem secreta para fora da escola estava coberta. Nós sabíamos que ninguém poderia entrar voando. Há poderosos encantamentos em cada entrada do castelo. Eu não sei como os comensais da Morte podem ter entrado".&lt;br /&gt;"Eu sei" disse Harry, e explicou, resumidamente, sobre o par de Armários Invisíveis e o caminho mágico que eles haviam feito. "Então eles entraram através da Sala Precisa".&lt;br /&gt;Quase contra sua vontade, ele olhou para Rony e Hermione, ambos olhavam abatidos.&lt;br /&gt;"Eu estraguei tudo, Harry" disse Rony tristemente. "Nós fizemos como você nos disse: checamos o Mapa do Maroto e não conseguimos ver Malfoy nele, então achamos que ele poderia estar na Sala Precisa. Então eu, Gina e Neville fomos checá-la... mas Malfoy tinha fugido".&lt;br /&gt;"Ele saiu da sala uma hora depois de começarmos a procurá-lo" disse Gina. "Ele estava sozinho, apertando com força aquele horrível braço enrugado".&lt;br /&gt;"Sua Mão da Glória" disse Rony "Fornece luz apenas para quem a segura, lembra?".&lt;br /&gt;"De qualquer maneira", Gina continuou "Ele poderia estar vendo se a barra estava limpa para deixar os Comensais da Morte saírem, porque, no momento em que ele nos viu, jogou alguma coisa no ar e tudo ficou negro como piche".&lt;br /&gt;"Poder Peruano de Escuridão Instantânea" disse Ron amargamente.&lt;br /&gt;"Nós tentamos de tudo, Lumus, Incêndio", disse Gina. "Nada penetrava na escuridão". "Tudo que nós pudemos fazer foi tatear a saída para o corredor de novo e, ao mesmo tempo, nós ouvimos pessoas correndo atrás de nós. Obviamente Malfoy pode ver com aquela coisa na mão e os estava guiando, mas nós não ousamos lançar feitiços ou qualquer coisa no caso de nós colidirmos e, na hora em que chegamos a um corredor iluminado, eles já tinham ido".&lt;br /&gt;"Felizmente" disse Lupin, rouco. "Rony, Gina e Neville se encontraram conosco quase que imediatamente e nos disseram o que tinha acontecido. Nós encontramos os Comensais da Morte minutos depois, indo em direção à Torre de Astronomia. Malfoy obviamente não esperava encontrar mais pessoas vigiando; ele pareceu ter esgotado seu suprimento de Poder da Escuridão, de qualquer jeito. Uma luta ocorreu, eles se dispersaram e nós começamos a persegui-los. Um deles, Gibbon, fugiu e correu para as escadarias da torre...".&lt;br /&gt;"Para conjurar a Marca?", perguntou Harry.&lt;br /&gt;"Ele podia ter feito isso, sim, eles podiam ter planejado aquilo antes de deixar a Sala Precisa" disse Lupin. "Mas eu não acho que Gibbon gostou da idéia de ficar esperando por Dumbledore lá sozinho, porque ele voltou correndo e desistiu das escadas para retornar a batalha, lançando uma maldição fatal da qual eu apenas desviei".&lt;br /&gt;"Então se Rony estava vigiando a Sala Precisa com Gina e Neville" disse Harry, olhando pra Hermione, "Onde você estava?".&lt;br /&gt;"Do lado de fora do escritório de Snape, sim", murmurou Hermione, seus olhos brilhavam com as lágrimas, "com Luna. Nós esperamos por algum tempo e nada aconteceu... Nós não sabíamos o que estava acontecendo lá em cima, Rony tinha levado o mapa... Era quase meia-noite quando o Prof. Flitwick apareceu correndo atrás de nós dentro das masmorras. Ele estava gritando sobre Comensais da Morte no castelo. Eu acho que ele não percebeu que eu e Luna estávamos lá, apenas explodiu seu caminho até o escritório de Snape e nós o ouvimos dizendo que Snape tinha que voltar com ele e ajudá-lo, e então nós ouvimos uma forte pancada e Snape veio empurrando tudo de dentro de sua sala e ele nos disse e - e..." - "O que?" Disse Harry encorajando-a.&lt;br /&gt;"Eu fui tão estúpida, Harry!", disse Hermione em um berrante sussurro. "Ele disse que o Prof Flitwick havia sofrido um colapso e que nós deveríamos ir e cuidar dele enquanto ele - enquanto ele ia ajudar na batalha contra os Comensais da Morte" - Ela cobriu o rosto por vergonha e continuou a falar entre seus dedos, sua voz estava abafada. "Nós fomos à sala dele ver se podíamos ajudar o Prof Flitwick e fazê-lo recuperar a consciência... e, oh, isso é tão óbvio agora, Snape podia ter estuporado Flitwick, mas nós não podíamos saber, Harry, nós não sabíamos, nós apenas deixamos Snape ir".&lt;br /&gt;"Não é culpa sua Hermione", disse Lupin firmemente. "Hermione, se você não tivesse obedecido Snape, tentando tirá-lo do caminho, ele provavelmente teria matado você e Luna".&lt;br /&gt;"Depois, então, ele subiu", disse Harry, que estava vendo Snape correndo para a escadaria de mármore em seu pensamento, sua capa preta balançando atrás dele como sempre, puxando sua varinha de dentro de sua capa enquanto ele subia, "e ele encontrou o lugar onde vocês todos estavam lutando...".&lt;br /&gt;"Nós estávamos com problemas, estávamos perdendo", disse Tonks em voz baixa. "Gibbon havia sido derrotado, mas o resto dos Comensais da Morte parecia disposto a lutar até o fim. Neville estava machucado; Gui havia sido ferido por Greyback... estava escuro... havia feitiços voando para todos os lados... Malfoy havia desaparecido, ele devia ter parado antes, nos degraus de cima... Então mais deles o seguiram, mas um deles bloqueou a escada atrás deles com algum tipo de feitiço... Neville correu até lá e colidiu no ar".&lt;br /&gt;"Nenhum de nós podia continuar prosseguindo" disse Rony, "e aquele Comensal da Morte forte estava atirando maldições para todo lugar, ele atingia as paredes e dificilmente nos evitava".&lt;br /&gt;"E então Snape estava lá" disse Tonks. "E então não estava -".&lt;br /&gt;"Eu o vi correndo em direção a nós, mas aquele Comensal da Morte gigante jogou um feitiço que me atirou pra trás e eu bati a cabeça, desmaiei e perdi a noção das coisas", disse Gina.&lt;br /&gt;"Eu o vi passar diretamente pela barreira de feitiço, como se ela não estivesse lá" disse Lupin. "Eu tentei segui-lo, mas fui jogado para trás, como Neville...".&lt;br /&gt;"Ele podia conhecer um feitiço que nós não sabíamos", murmurou McGonagall. "Apesar de tudo - Ele era o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas... Eu apenas supus que ele estava com pressa pra capturar os Comensais da Morte que haviam fugido para a torre...".&lt;br /&gt;"Ele estava", disse Harry com selvageria. "Mas para ajudá-los, não para impedi-los... e eu aposto que ele tinha a Marca Negra para ultrapassar aquela barreira - então, o que aconteceu quando ele voltou?".&lt;br /&gt;"Bem, o grande Comensal da Morte soltou um feitiço que fez desabar metade do teto e, além disso, quebrou o feitiço que bloqueava a passagem", disse Lupin. "Nós todos prosseguimos - aqueles que ainda estavam de pé, - e então Snape e o garoto surgiram de dentro da poeira - obviamente nenhum de nós os atacou".&lt;br /&gt;"Nós os deixamos passar", disse Tonks com uma voz vazia. "Nós achamos que eles estavam caçando Comensais da Morte - depois um outro Comensal e Greyback vieram atrás e nós lutamos de novo - Eu pensei ter ouvido Snape gritar alguma coisa, mas eu não sei o que" -.&lt;br /&gt;"Ele gritou: 'Acabou'". Disse Harry. "Ele tinha feito o que pretendia".&lt;br /&gt;Todos eles se calaram. O lamento de Fawkes ainda ecoava sobre a escuridão dos terrenos lá fora. Enquanto a música soava no ar, instantaneamente, pensamentos indesejáveis surgiram na mente de Harry... Eles já haviam tirado o corpo de Dumbledore do pé da torre? O que aconteceria depois? Onde ele jazeria? Ele apertou seu punho no bolso. Ele podia sentir o pequeno pedaço de Horcrux frio sobre as pontas de seus dedos da mão direita.&lt;br /&gt;As portas da ala hospitalar se abriram, fazendo todos se sobressaltarem: o Sr. e a Sra. Weasley estavam caminhando para a ala, Fleur estava atrás deles, seu lindo rosto aterrorizado.&lt;br /&gt;"Molly - Arthur...", disse a Prof. McGonagall levantando-se e apressando-se para cumprimentá-los. "Eu sinto muito".&lt;br /&gt;"Gui" sussurrou Sra. Weasley, deixando a Prof. McGonagall pra trás enquanto mirava o rosto mutilado de Gui. "Oh, Gui".&lt;br /&gt;Lupin e Tonks haviam levantado apressadamente e se afastado para que Sr. e Sra. Weasley pudessem se aproximar da cama. A Sra. Weasley curvou-se sobre seu filho e levou seus lábios até sua testa sangrenta.&lt;br /&gt;"Você disse que Greyback atacou-o" perguntou o Sr. Weasley à Prof. McGonagall distraidamente. "Mas ele não havia se transformado? O que isso significa? O que vai acontecer com Gui?".&lt;br /&gt;"Nós ainda não sabemos" disse a Prof. McGonagall, olhando desamparadamente para Lupin.&lt;br /&gt;"Provavelmente haverá alguma contaminação, Arthur" disse Lupin. "É um caso estranho, provavelmente o único... Nós não sabemos qual será o comportamento dele quando acordar...".&lt;br /&gt;A Sra. Weasley pegou a pegajosa pomada de Madame Pomfrey e começou a passar nas feridas de Gui.&lt;br /&gt;"E Dumbledore?" Disse o Sr. Weasley. "Minerva, isso é verdade...? Ele realmente está...?".&lt;br /&gt;Enquanto Prof. Minerva acenava afirmativamente, Harry sentiu Gina se mover perto dele e olhou para ela. Seus olhos, levemente estreitados, estavam fixos em Fleur, que observava Gui com uma expressão fria no rosto.&lt;br /&gt;"Dumbledore se foi", sussurrou o Sr. Weasley, mas a Sra. Weasley só tinha atenções para seu filho mais velho; ela começou a chorar, suas lágrimas caíam no rosto mutilado de Gui.&lt;br /&gt;"Claro que não importa como está sua aparência... Isso não é r-realmente importante... mas ele era um g-garotinho muito bonito... sempre muito bonito... e ele ia se casar!".&lt;br /&gt;"Então, o que você quer dizer com isto?", disse Fleur, de repente, e em voz alta. "O que você quis dizer com 'ele ia se casar'?".&lt;br /&gt;A Sra. Weasley levantou seu rosto coberto de lágrimas, olhando imediatamente. "Bem - só que -"&lt;br /&gt;"Você acha que Gui não gostaria de se cazzar comigo de qualquer maneira?", protestou Fleur. "Você acha que, por causa dessas mordidas, ele não vai me amar?".&lt;br /&gt;"Não, não era isso o que eu -".&lt;br /&gt;"Porque ele vai!", disse Fleur, controlando-se e jogando para trás sua cascata de cabelos prateados. "É preciso mais do que um Lobisomem para que Gui deixe de me amar".&lt;br /&gt;"Bem, sim, tenho certeza", disse Sra Weasley. "Mas eu acho que talvez - dado que ele - ele -".&lt;br /&gt;"Você achou que eu não ia querer me cazzar com ele? Ou talvez você esperasse isso?", disse Fleur, suas narinas se dilatando. "O que importa a aparência dele? Eu sou bonita o bastante para nós dois, eu acho! Todas essas feridas mostram que meu noivo é corajoso! Eu farei isto!", ela acrescentou com firmeza, empurrado Sra. Weasley pro lado e tirando a pomada das mãos dela.&lt;br /&gt;A Sra. Weasley esbarrou em seu marido e viu Fleur limpando as feridas de Gui com uma expressão muito curiosa em seu rosto. Ninguém disse nada; Harry não ousou se mexer. Como os outros, ele estava esperando pela explosão. "Nossa grande titia Muriel", disse a Sra. Weasley, depois de uma longa pausa. "Tinha uma bela grinalda - feita por um duende - que estou certa que eu posso convencê-la a emprestar para o casamento. Ela gosta muito de Gui, você sabe, e ficaria linda em seu cabelo".&lt;br /&gt;"Obrigada", disse Fleur com dignidade. "Eu estou certa de que ficará linda".&lt;br /&gt;Então, Harry não soube como aconteceu, ambas estavam chorando e se abraçando. Completamente confuso, fascinado como o mundo havia enlouquecido, ele se virou: Ron olhou impressionado, e Hermione e Gina trocavam olhares horrorizados.&lt;br /&gt;"Veja!", disse uma voz tensa. Tonks olhou deslumbrada para Lupin. "Ela ainda quer casar com ele, mesmo ele estando com essas mordidas! Ela não se importa!".&lt;br /&gt;"É diferente", disse Lupin, mexendo pouco seus lábios e olhando repentinamente tenso. "Gui não vai ser um lobisomem por completo. Os dois casos são completamente -".&lt;br /&gt;"Mas eu não me importo com nenhum dos dois, não me importo!", disse Tonks, agarrando a capa de Lupin e a chacoalhando. "Eu te disse um milhão de vezes...".&lt;br /&gt;E o significado do Patrono de Tonks e seu cabelo colorido, a razão dela ter corrido para encontrar Dumbledore quando ouviu rumores de que alguém havia sido atacado por Greyback, tudo pareceu repentinamente claro para Harry: Tonks não havia se apaixonado por Sirius afinal de contas.&lt;br /&gt;"E eu te disse milhões de vezes", disse Lupin, procurando evitar os olhos dela, olhando fixamente para o chão, "que eu sou muito velho pra você, muito pobre... muito perigoso...".&lt;br /&gt;"Eu te disse desde o começo que você está colocando obstáculos ridículos nisso, Remo", disse a Sra. Weasley sobre o ombro de Fleur, enquanto dava tapinhas nas costas dela.&lt;br /&gt;"Eu não estou sendo ridículo", disse Lupin firmemente. "Tonks merece alguém jovem e inteiro".&lt;br /&gt;"Mas ela quer você", disse o Sr. Weasley com um pequeno sorriso. "E apesar de tudo, Remo, homens jovens e inteiros não permanecem, necessariamente, assim".&lt;br /&gt;Ele gesticulou tristemente para seu filho, encostando-se ao lado dele.&lt;br /&gt;"Esse não... é o momento para discutir isso", disse Lupin, evitando o olhar de todos enquanto ele olhava em volta distraidamente. "Dumbledore está morto...".&lt;br /&gt;"Dumbledore ficaria feliz que alguém soubesse que há algum amor no mundo", disse Prof. McGonagall, de forma direta, enquanto as portas do hospital abriam novamente e Hagrid entrava.&lt;br /&gt;Apenas uma pequena parte de seu rosto não estava encoberta por seu cabelo ou por sua barba, que estava grande e molhada; Ele estava tremendo e chorando, um grande, e manchado, pano em suas mãos.&lt;br /&gt;"Eu tive... eu tive que fazer isso, Professora" ele engasgou. "Retirá-lo. A Prof. Sprout está levando as crianças de volta pra cama. O Prof. Flitwick está repousando, mas ele disse que vai ficar bem em pouco tempo, e Prof. Slughorn disse que os representantes do Ministério foram informados".&lt;br /&gt;"Obrigada, Hagrid", disse a Prof. McGonagall, levantando-se de uma vez e voltando a olhar pro grupo em volta da cama de Gui. "Eu terei que ver os representantes do Ministério, quando eles chegarem aqui. Hagrid, por favor, diga aos diretores das casas - Slughorn pode representar a Sonserina - que eu quero vê-los em minha sala imediatamente. Eu gostaria que você se juntasse a nós também".&lt;br /&gt;Enquanto Hagrid acenava afirmativamente, virou-se, e foi embora, ela olhou pra Harry atrás dela. "Antes de encontrá-los, gostaria de falar rapidamente com você, Harry. Se você vier comigo...".&lt;br /&gt;Harry levantou-se, murmurou "Vejo vocês daqui a pouco" para Ron, Hermione e Gina, e seguiu a Prof. McGonagall pra fora da ala. Os corredores de fora estavam abandonados e o único som que se ouvia era o canto da Fênix. Muito tempo depois, Harry percebeu que eles não estavam indo pra sala da Prof. McGonagall, mas para a sala de Dumbledore e, depois de um tempo, Harry percebeu que, naturalmente, se ela era vice-diretora... Aparentemente ela era agora a diretora... Então a sala atrás da gárgula agora era dela.&lt;br /&gt;Em silêncio eles subiram à escada em espiral e entraram na sala circular. Ele não sabia o que o esperava: aquela sala havia sido mudada, quem sabe, ou até o corpo de Dumbledore podia estar descansando lá. De fato, parecia quase exatamente quando ele e Dumbledore tinham deixado há poucas horas antes: os instrumentos de prata zumbiam e sopravam nas mesas de pernas finas, a espada da Grifinória na caixa de vidro brilhava ao luar, o Chapéu Seletor em uma prateleira debaixo da escrivaninha, o poleiro de Fawkes estava vazio, ela ainda ressoava seu lamento pelas terras da escola. Um novo retrato havia se juntado à fileira das diretoras e diretores mortos de Hogwarts: Dumbledore estava descansando sobre uma moldura dourada em cima da mesa, os óculos de meia-lua pendurados sobre seu nariz deformado, parecendo tranqüilo e despreocupado.&lt;br /&gt;Depois de olhar uma vez o retrato, a Prof. McGonagall fez um estranho movimento, então se virou contra a mesa pra olhar pra Harry, seu rosto tenso e levemente enrugado.&lt;br /&gt;"Harry", ela disse, "Eu gostaria de saber o que você e professor Dumbledore estavam fazendo esta noite quando você deixou a escola".&lt;br /&gt;"Eu não posso te dizer, Professora", disse Harry. Ele já esperava a pergunta e tinha sua resposta pronta. Tinha sido aqui, nesta sala, que Dumbledore havia dito a ele que não deveria confiar o conteúdo de suas lições para ninguém, a não ser Rony e Hermione.&lt;br /&gt;"Harry, isso talvez seja importante", disse a Prof. McGonagall.&lt;br /&gt;"Isso é", disse Harry "Muito, mas ele não quer que eu diga pra ninguém".&lt;br /&gt;Prof. McGonagall olhou furiosamente para ele. "Potter". Harry registrou o novo uso de seu sobrenome. "Devido à necessidade do esclarecimento da morte de Professor Dumbledore, acho que você pode ver que a situação mudou um pouco -".&lt;br /&gt;"Eu não acho", disse Harry, dando de ombros. "O Professor Dumbledore não me disse para parar de seguir suas ordens caso ele morresse -Mas...".&lt;br /&gt;"Há uma coisa que, de qualquer forma, você deveria saber antes do Ministério chegar: Madame Rosmerta está sob a Maldição Imperius. Ela estava ajudando Malfoy e os Comensais da Morte. Isso está relacionado com o colar e o hidromel envenenado".&lt;br /&gt;"Rosmerta?", disse a Prof. McGonagall, incrédula. Mas, antes que ela pudesse continuar, houve uma batida na porta atrás deles e a Prof. Sprout, Flitwick, e Slughorn entraram na sala, seguidos por Hagrid, que ainda estava chorando muito, seu corpo enorme tremendo com sofrimento.&lt;br /&gt;"Snape!", bradou Slughorn, que pareceu muito chocado, pálido e suado. "Snape! Eu o ensinei! Pensei que o conhecia!".&lt;br /&gt;Mas, antes que alguém pudesse responder - uma voz rígida falou do alto da parede: Um bruxo de rosto pálido, com uma pequena franja negra, tinha aparecido na tela de seu quadro. "Minerva, o ministro vai chegar aqui em alguns segundos, ele vai desaparatar do Ministério".&lt;br /&gt;"Obrigado, Everaldo" disse a Prof. McGonagall, e se voltou rapidamente para os professores.&lt;br /&gt;"Eu quero contar o que aconteceu em Hogwarts antes que ele chegue", disse ela rapidamente. "Pessoalmente, não estou certa de que a escola deveria reabrir no ano que vem. A morte do diretor pelas mãos de um dos nossos colegas é uma mancha terrível na historia de Hogwarts. Isso é terrível".&lt;br /&gt;"Eu estou certa de que Dumbledore gostaria que a escola fosse aberta", disse a Prof. Sprout. "Eu acho que se um único aluno queira voltar então a escola devia permanecer aberta por aquele aluno".&lt;br /&gt;"Será que vamos ter algum aluno depois disso?", disse Slughorn, agora limpando suas sobrancelhas suadas com um lenço de seda. "Os pais vão querer proteger seus filhos em casa e eu não os culpo. Pessoalmente, não acho que nós estejamos em maior perigo em Hogwarts do que em qualquer outro lugar. Mas você não pode esperar que as mães pensem a mesma coisa. Elas vão querer manter suas famílias juntas, isso é natural".&lt;br /&gt;"Eu concordo!", disse Prof McGonagall. "E, em todo caso, não é correto dizer que Dumbledore nunca encarou uma situação em que Hogwarts poderia fechar. Quando a Câmara Secreta reabriu, ele considerou o fechamento da escola - e eu posso dizer que o assassinato de Prof. Dumbledore é mais perturbador pra mim do que um monstro de Sonserina vivendo nas entranhas do castelo sem ser detectado".&lt;br /&gt;"Nós podemos consultar os responsáveis do Ministério...", disse Prof Flitwick, em sua voz estridente; Ele tinha uma grande escoriação na testa, mas parecia, por outro lado, ileso pelo seu colapso na sala de Snape. "Nós podemos seguir o protocolo estabelecido. A decisão não deve ser tomada precipitadamente".&lt;br /&gt;"Hagrid, você não disse nada", disse a Prof McGonagall. "Qual a sua opinião: Hogwarts deve permanecer aberta?".&lt;br /&gt;Hagrid, que estava chorando em silêncio em seu isolamento, limpara seu rosto durante toda a conversa, e agora seus olhos vermelhos estavam inchados e saltados, "Eu não sei, Professora... acho que isso tem que ser decidido pelos Chefes das casas e a diretoria...".&lt;br /&gt;"Prof Dumbledore sempre considerou suas opiniões", disse a Prof McGonagall com gentileza. "Então eu também considero".&lt;br /&gt;"Bem, eu permaneceria" disse Hagrid, grossas lágrimas ainda escorrendo pelos cantos de seus olhos e pingando em suas barbas embaraçadas. "Essa é minha casa... é minha casa desde que eu tinha treze anos. E se há crianças que querem que eu ensine a elas, é isso que vou fazer. Mas... eu não sei... Hogwarts sem Dumbledore...", ele engoliu em seco e desapareceu atrás de seu lenço mais uma vez, e ficou em silêncio.&lt;br /&gt;"Muito bem", disse Prof. McGonagall, olhando os terrenos pela janela, checando pra ver se o Ministro estava se aproximando, "então eu posso concordar com Filius que a melhor coisa a fazer é consultar os governantes, que terão a decisão final".&lt;br /&gt;"Agora, enquanto mandamos os estudantes pra casa... há um argumento a favor de fazer isso particularmente cedo do que mais tarde. Nós podemos fazer com que o Expresso de Hogwarts venha amanhã se necessário ".&lt;br /&gt;"O que faremos sobre o funeral de Dumbledore?", disse Harry, falando finalmente.&lt;br /&gt;"Bem...", disse a Prof. McGonagall, perdendo um pouco a voz pela comoção. "Eu - eu sei que era o desejo de Dumbledore ser enterrado aqui, em Hogwarts -".&lt;br /&gt;"Então isso é o que vai acontecer, não é?", disse Harry ferozmente.&lt;br /&gt;"Se o Ministro achar isso apropriado", disse a Prof. McGonagall. "Nenhum outro diretor ou diretora fez isso -".&lt;br /&gt;"Nenhum diretor ou diretora de Hogwarts fez tanto por essa escola", rosnou Hagrid.&lt;br /&gt;"Hogwarts deve o lugar de descanso de Dumbledore", disse Prof. Flitwick.&lt;br /&gt;"Certamente", disse Prof. Sprout.&lt;br /&gt;"Então, nesse caso", disse Harry, "você não deveriam escrever para as casas dos estudantes até que o funeral aconteça... Eles vão querer dizer... -".&lt;br /&gt;A última palavra ficou presa em sua garganta, mas Prof. Sprout completou sua frase com um "Adeus".&lt;br /&gt;"Bem lembrado" chiou o Prof. Flitwick. "Bem lembrado, de fato! Nossos estudantes deviam prestar uma homenagem, isso seria adequado. Nós podemos arranjar transporte pra casa mais tarde".&lt;br /&gt;"Apoiado", gritou Prof. Sprout.&lt;br /&gt;"Eu suponho... que sim...", disse Slughorn, em uma voz particularmente tremida, enquanto Hagrid soltou um choro emocionado de assentimento.&lt;br /&gt;"Ele está chegando", disse Prof. McGonagall repentinamente, observando os terrenos lá em baixo. "O Ministro... aparentemente. Ele está trazendo uma delegação".&lt;br /&gt;"Eu posso sair Professora?", disse Harry imediatamente.&lt;br /&gt;Ele não queria ver, nem ser interrogado por Rufus Scrimgeour naquela noite.&lt;br /&gt;"Você pode" disse Prof McGonagall. "E rapidamente".&lt;br /&gt;Ela caminhou em direção à porta e ela abriu-se para ele. Ele se apressou na descida da escadaria em espiral e se afastou pelo corredor deserto; ele tinha deixado sua Capa da Invisibilidade no alto da Torre de Astronomia, mas isso não importava; não tinha ninguém no corredor pra vê-lo passar, nem mesmo Filch, Madame Nora, ou Pirraça. Ele não encontrou uma alma viva até o corredor que levava aos dormitórios da Grifinória.&lt;br /&gt;"É verdade?", disse a Mulher Gorda enquanto ele se aproximava. "É realmente verdade? Dumbledore - morreu?".&lt;br /&gt;"Sim", disse Harry.&lt;br /&gt;Ela deixou escapar um lamento, sem esperar pela senha, e abriu passagem para deixá-lo entrar.&lt;br /&gt;Como Harry suspeitava que seria, a sala comunal estava cheia. A sala se silenciou enquanto ele atravessava o buraco do retrato. Viu Dino e Simas sentados em um grupo próximo: isso significava que o dormitório podia estar vazio, ou quase. Sem dizer nada a ninguém, sem qualquer olhar, Harry cruzou a sala e foi direto para o dormitório dos meninos.&lt;br /&gt;Como Harry imaginara, Rony estava esperando por ele, ainda vestido, sentando em sua cama. Harry sentou em sua própria cama e por um momento eles se encararam.&lt;br /&gt;"Eles estavam falando sobre o fechamento da escola", disse Harry.&lt;br /&gt;"Lupin disse que eles fechariam" disse Rony.&lt;br /&gt;Houve uma pausa.&lt;br /&gt;"Então?", disse Rony, em uma voz muito baixa, como se achasse que os móveis poderiam escutá-lo. "Você descobriu algo? Você conseguiu?... Um - um Horcrux?".&lt;br /&gt;Harry balançou a cabeça negativamente. Tudo que tinha acontecido em volta do rio negro parecia um velho pesadelo agora; aquilo realmente havia acontecido há algumas horas?&lt;br /&gt;"Você não pegou?", disse Rony desapontado. "Não estava lá?".&lt;br /&gt;"Não", disse Harry. "Alguém já o tinha levado e deixado um falso no lugar".&lt;br /&gt;"Já tinha sido levado -?".&lt;br /&gt;Sem palavras, Harry puxou o Medalhão de seu bolso, abriu-o, e deu para Rony. A história inteira podia esperar... Ela não importava naquela noite... Nada importava, a não ser o fim, o fim da sua aventura sem sentido, o fim da vida de Dumbledore...&lt;br /&gt;"R.A.B." murmurou Rony "Mas o que é isso?".&lt;br /&gt;"Não sei", disse Harry, deitando em sua cama, totalmente vestido, olhando inexpressivamente para o teto. Ele não tinha nenhuma curiosidade sobre R.A.B.; ele duvidou de que teria curiosidade de novo. Enquanto se deitava, percebeu, repentinamente, que as terras haviam silenciado. Fawkes tinha parado de cantar. E ele estava certo, sem saber como sabia daquilo, de que a fênix tinha ido, tinha deixado Hogwarts pra sempre, como Dumbledore também tinha deixado a escola, tinha deixado o mundo... Tinha deixado Harry.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Blog para a traduç?o do Half-Blood Prince - Divirtam-se!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14610381-112208528832934261?l=traducaohpb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112208528832934261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112208528832934261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traducaohpb.blogspot.com/2005/07/captulo-29.html' title='Capítulo 29'/><author><name>Tradutora HP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17872629631848116516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.odfhp.com/quick_livro6.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381.post-112207972361256192</id><published>2005-07-22T21:48:00.000-03:00</published><updated>2005-07-22T21:48:43.626-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 28</title><content type='html'>Capítulo 28 - O vôo do Príncipe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harry sentiu como se estivesse com uma dor muito forte; isso não podia ter acontecido...  Não podia ter acontecido... &lt;br /&gt;"Fora daqui, rápido" disse Snape.&lt;br /&gt;Ele agarrou Malfoy pelo pescoço e o empurrou pela porta na frente do resto; Greyback e os irmãos musculosos foram atrás, os dois últimos parecendo muito excitados. Enquanto desapareciam através da porta, Harry percebeu que poderia se mexer novamente. O que o mantinha agora paralisado junto à parede não era mágica, mas horror e choque.  Jogou a capa da invisibilidade de lado à medida que o último Comensal da Morte a deixar o alto da torre desaparecia através da porta.&lt;br /&gt;"Petrificus Totalus!".&lt;br /&gt;O Comensal da Morte endureceu como se fosse algo maciço quando teve suas costas atingidas e ele caiu no chão, rígido como um boneco de cera, mas nem tinha atingido o chão ainda quando Harry saltou sobre ele descendo a escadaria escura.&lt;br /&gt;O terror rasgou o coração de Harry...  Tinha que buscar Dumbledore e tinha que pegar Snape...  De algum modo as duas coisas estavam ligadas...  Ele poderia reverter o que havia acontecido se tivesse os dois juntos...  Dumbledore não podia ter morrido...&lt;br /&gt;Harry pulou os últimos dez degraus da escada em espiral e parou onde aterrissou, sua varinha levantada.  Iluminou o corredor que estava cheio de poeira; metade do teto parecia ter desabado; e parecia ter havido uma batalha terrível antes dele descer, mas enquanto tentava se perguntar quem lutava com quem ouviu o grito da voz odiada, "Está acabado, é hora de ir!" E viu Snape desaparecendo pelo canto no final do corredor; ele e Malfoy pareciam ter forçado caminho através dos destroços da luta.  Enquanto Harry ia atrás deles, um dos lutadores levantou-se dos escombros e atacou-o com agressividade: era o lobisomem, Fenrir. Ele foi para cima de Harry antes mesmo que Harry pudesse levantar sua varinha: Harry caiu para trás, com o pêlo opaco e imundo em sua cara, o cheiro de suor e sangue que invadia seu nariz e boca, e a respiração quente e cobiçosa em sua garganta –.&lt;br /&gt;"Petrificus Totalus!".&lt;br /&gt;Harry sentiu Fenrir desabar sobre ele; com um esforço enorme empurrou o lobisomem para o chão quando um jato de luz verde veio voando em sua direção; ele abaixou-se e correu, a cabeça erguida, em direção à luta.  Seus pés pisaram em algo espalhado e escorregadio no chão e ele escorregou: Havia dois corpos lá, os rostos para baixo encontravam-se em uma poça de sangue, mas não havia tempo para investigar.  Harry viu agora o esvoaçar de cabelos vermelhos como chamas logo à frente: Gina estava presa em combate com um empolado Comensal da Morte, Amycus, que lançava um feitiço após o outro nela enquanto ela desviava: Amycus estava tendo um ataque de riso, apreciando os movimentos dela: "Crucio - Crucio - você não pode dançar para sempre, lindinha-".&lt;br /&gt;"Impedimenta!" Gritou Harry.&lt;br /&gt;Sua azaração acertou Amycus no peito: Ele guinchou de dor como um porco, sendo erguido do chão e batendo na parede oposta, deslizando por ela, e sumindo de vista atrás de Rony, da professora McGonagall, e de Lupin, cada um duelando com um Comensal da Morte diferente.  Além deles, Harry viu Tonks lutando com um enorme bruxo loiro que lançava azarações que voavam em todos os sentidos, algumas ricocheteavam nas paredes e em torno deles, rachando pedras, e quebrando a janela mais próxima –.&lt;br /&gt; "Harry, de onde você está vindo?" Gina gritou, mas não havia nenhum tempo para responder.  Abaixou sua cabeça e correu o mais rápido possível adiante, evitando por pouco uma explosão sobre sua cabeça, lançando em todos pedaços da parede. Snape não podia escapar, ele precisava alcançar Snape –.&lt;br /&gt;"Peguem eles!" Gritou a professora McGonagall, e Harry vislumbrou um Comensal da Morte, Alecto, indo corredor abaixo com os braços sobre sua cabeça, com seu irmão logo atrás dela. Ele se lançou atrás deles, mas seu pé prendeu em algo, e no momento seguinte ele estava entre as pernas de alguém. Olhando ao redor, viu Neville pálido, seu rosto redondo virado para o chão.  "Neville, é você -?".&lt;br /&gt;"Eu estou bem" murmurou Neville, que apertava seu estômago, "Harry... Snape e Malfoy... Passaram correndo...”.&lt;br /&gt;"Eu sei, eu estou atrás deles!" Disse Harry, lançando uma azaração no enorme Comensal da Morte loiro que causava a maioria do caos.  O homem deu um uivo de dor quando o feitiço acertou em seu rosto: Ele deu meia-volta, desconcertado, e então disparou atrás dos dois irmãos.  Harry se levantou do chão e começou a correr ao longo do corredor, ignorando os estrondos emitidos atrás dele, os gritos dos outros para voltar, e o pedido silencioso das pessoas caídas no chão cujo destino ainda não conhecia...&lt;br /&gt;Ele derrapou no canto, seus pés estavam banhados em sangue; Snape tinha uma vantagem imensa.  Era possível que ele já houvesse entrado na Sala Precisa, ou a Ordem tinha feito barreiras de segurança, para impedir que os Comensais da Morte batessem em retirada? Ele não ouvia nada além de seus próprios passos, seu próprio coração disparado enquanto corria ao longo do próximo corredor vazio, mas então notou uma pegada de sangue que mostrou que ao menos um dos Comensais da Morte fugitivos estava indo em direção às portas da frente - talvez a Sala Precisa tivesse sido bloqueada completamente.&lt;br /&gt;Ele derrapou em outro canto e uma azaração passou voando por ele; ele mergulhou atrás de uma armadura que explodiu.  Viu os dois irmãos descendo as escadas de mármore em frente e lançou feitiços neles, mas eles meramente bateram em vários bruxos que usavam peruca em um retrato no patamar da escada, que correram gritando para pinturas vizinhas.  Enquanto pulava os escombros da armadura, Harry ouviu mais gritos; as pessoas dentro do castelo pareciam ter acordado...&lt;br /&gt;Ele pegou um atalho, esperando alcançar os irmãos e chegar perto de Snape e Malfoy, que deviam certamente estar alcançando os terrenos agora.  Lembrando de pular o degrau defeituoso que desaparecia na escadaria abaixo, ele irrompeu através de uma tapeçaria no pé da escada e saiu em um corredor onde estava um grupo de alunos desnorteados da Lufa-Lufa ainda vestindo seus pijamas.  "Harry! Nós ouvimos um barulho, e alguém dizendo algo sobre a Marca Negra -" começou Ernesto Macmillan.&lt;br /&gt;"Saiam do caminho!" Gritou Harry, empurrando dois meninos de lado enquanto corria para os terrenos e descia o restante da escadaria de mármore.  As portas de carvalho da entrada tinham sido abertas com uma explosão, havia manchas de sangue, e diversos estudantes estarrecidos estavam amontoados junto às paredes, um ou dois ainda estavam congelados com seus braços sobre o rosto. A enorme ampulheta da Grifinória tinha sido quebrada por uma azaração, e os rubis de dentro ainda caiam, com um barulho alto. &lt;br /&gt;Harry correu através do salão de entrada para fora nos terrenos escuros: Ele só podia perceber que três vultos corriam através do gramado, dirigindo-se para os portões além dos quais poderiam desaparatar – podia ver, o enorme Comensal da Morte loiro e, de alguma maneira na frente dele, Snape e Malfoy...&lt;br /&gt;O ar frio da noite rasgava os pulmões de Harry; viu um clarão de luz distante que mostrou por um momento a silhueta que ele perseguia.  Não sabia o que era, mas continuou a correr, ainda não estava perto o suficiente para ter uma mira boa para lançar um feitiço-.&lt;br /&gt;Um outro clarão, gritos, jatos de luz, e Harry compreendeu: Hagrid tinha saído de sua cabana e estava tentando parar os Comensais da Morte que escapavam, e embora cada respirada parecesse destruir seus pulmões e a pontada em seu peito fosse como fogo, Harry apressou-se enquanto uma voz em sua cabeça dizia constantemente: Hagrid não... Hagrid também não...&lt;br /&gt;Alguma coisa acertou as costas de Harry duramente e ele caiu para frente, seu rosto colado na terra, e sangue escorrendo de suas narinas: Soube, mesmo enquanto virava, com sua varinha pronta, que os dois irmãos o tinham alcançado usando seu atalho e estavam vindo atrás dele... &lt;br /&gt;"Impedimenta!" Ele gritou enquanto se virava novamente, agachando perto da terra escura, e milagrosamente seu raio bateu em um deles, que tropeçou e caiu, fazendo o outro tropeçar; Harry então levantou e correu atrás de Snape.&lt;br /&gt;E agora tinha visto o contorno de Hagrid, iluminado pela luz da lua crescente que fora revelada de repente por trás das nuvens; o enorme Comensal da Morte loiro lançava feitiço atrás de feitiço no guarda-caças; mas a grande força de Hagrid e a pele resistente que tinha herdado de sua mãe giganta parecia lhe proteger. Snape e Malfoy, entretanto, estavam correndo ainda; logo estariam além dos portões, capazes de desaparatar –.&lt;br /&gt;Harry passou voando por Hagrid e seu oponente, mirou as costas de Snape, e gritou, "Estupefaça!" Ele falhou; o jato de luz vermelha passou por cima da cabeça de Snape; Snape gritou, "Corra, Draco!" E se virou.  Alguns metros os separavam, ele e Harry se olharam antes de levantarem suas varinhas simultaneamente. &lt;br /&gt;"Cruc -"&lt;br /&gt;Mas Snape escapou da maldição, arremessando Harry para trás antes que ele pudesse terminar; Harry caiu e levantou-se outra vez quando um enorme Comensal da Morte atrás dele gritou, "Incêndio!" Harry ouviu uma explosão e uma luz alaranjada se esparramou sobre todos eles: A casa de Hagrid estava em chamas.&lt;br /&gt;"Canino está lá dentro, seu miserável -!" Gritou Hagrid.&lt;br /&gt;"Cruc -" gritou Harry pela segunda vez, apontando para o vulto a sua frente iluminado pelas labaredas, mas Snape bloqueou o feitiço outra vez.  Harry podia vê-lo desdenhando.&lt;br /&gt;"Sem Maldições imperdoáveis para você, Potter!" Ele gritou por cima do barulho das chamas, dos gritos de Hagrid, e do rugido selvagem de Canino preso. "Você não tem nem coragem ou habilidade -"&lt;br /&gt;"Incarc-" Harry gritou, mas Snape desviou do feitiço apenas tirando o braço devagar.&lt;br /&gt;"Volte para a luta!" Harry gritou para ele.  "Volte para a luta, seu covarde –”.&lt;br /&gt;"Você me chamou de covarde, Potter?" Snape gritou.  "Seu pai nunca me atacou a menos que estivessem em quatro contra um, do que você o chamaria, eu me pergunto?".&lt;br /&gt;"Stupe -"&lt;br /&gt;"Bloqueado mais uma vez, e o será várias outras vezes até que aprenda a manter sua boca calada e sua mente fechada, Potter!" Snape desdenhou, desviando da azaração mais uma vez.  "Agora vamos!" Ele gritou para o enorme Comensal da Morte atrás de Harry.  "É hora de ir, antes que o Ministério apareça -".&lt;br /&gt;"Impedi -"&lt;br /&gt;Mas antes que pudesse terminar este feitiço, uma dor insuportável atingiu Harry; ele desabou sobre a grama.  Alguém estava gritando, ele certamente morreria nesta agonia, Snape iria torturá-lo à morte ou à loucura.&lt;br /&gt;"Não!" Soou a voz de Snape e a dor parou de repente como tinham começado; Harry estava curvado sobre a grama escura, apertando sua varinha sem fôlego; em algum lugar acima de sua cabeça Snape gritava, "Você se esqueceu de nossas ordens? O Potter pertence ao Lord das Trevas - nós devemos deixá-lo! Vamos! Vamos!".&lt;br /&gt;E Harry sentiu o chão estremecer embaixo de seu rosto enquanto os irmãos e o enorme Comensal da Morte obedeciam, correndo para os portões.  Harry soltou um grito de raiva: Naquele momento, ele não se importava se iria viver ou morrer.  Levantando-se outra vez, ele cambaleou cegamente em direção a Snape, o homem que agora odiava tanto quanto odiava Voldemort-.&lt;br /&gt;"Sectum -"&lt;br /&gt;Snape puxou rapidamente sua varinha e o feitiço foi repelido mais uma vez; mas Harry estava muito próximo agora e podia ver a cara de Snape claramente: Ele não estava mais zombando ou rindo de Harry; as chamas que flamejavam mostraram uma cara completamente tomada de raiva. Reunindo todo seu poder de concentração, Harry pensou, Levi–.&lt;br /&gt;"Não, Potter!" Gritou Snape.  Houve um estrondo muito alto e Harry foi jogado pra trás, caindo na terra dura outra vez; mas desta vez sua varinha escapou de sua mão.  Ele podia ouvir Hagrid gritando e Canino uivando enquanto Snape se aproximava olhado pra ele ainda caído, desarmado e indefeso como Dumbledore tinha estado.  A cara pálida de Snape, iluminada pela cabana que ardia em chamas, emanando ódio como antes de amaldiçoar Dumbledore.&lt;br /&gt;"Você ousa usar meus próprios feitiços contra mim, Potter? Fui eu quem os inventou - Eu, o príncipe mestiço! E você ia usar minhas invenções em mim, como seu pai imundo, não ia? Eu acho que não... não,".&lt;br /&gt;Harry tinha mergulhado em direção à sua varinha; Snape disparou um feitiço e ela voou de seus pés sumindo na escuridão, fora de sua vista.&lt;br /&gt;"Mate me então" disse Harry sem fôlego, ele não sentia medo algum, mas somente raiva e desprezo.  "Me mate como você o matou, seu covarde -".&lt;br /&gt;"NÃO..." gritou Snape, e seu rosto ficou estranho de repente, não era humano, era como se ele estivesse sofrendo tanto quanto o cão preso na casa em chamas atrás deles - “... ME CHAME DE COVARDE!".&lt;br /&gt;E ele fez um movimento como se cortasse o ar: Harry sentiu um brilho quente, alguma coisa parecida com uma chicotada que bateu em seu rosto jogando ele para trás, no chão.  Luzes piscavam na frente de seus olhos e por um momento ele não conseguiu mais respirar, então ele ouviu um barulho de asas acima dele e algo enorme ocultou as estrelas.  Bicuço tinha voado em direção a Snape, que cambaleou para trás enquanto as garras afiadas o cortavam. Harry se sentou, sua cabeça ainda rodava por causa da última batida no chão, ele viu Snape correndo o mais rápido que podia, a fera enorme batendo as asas atrás dele guinchando como Harry nunca o tinha ouvido guinchar-.&lt;br /&gt;Harry se apoiou sobre seus pés, olhando ao redor e se arrastando até sua varinha, esperando começar outra vez a perseguição, mas enquanto seus dedos tateavam a grama, afastando os galhos, ele soube que estava muito atrasado, e sem dúvida, por causa tempo que tinha perdido tentando encontrar sua varinha, ele se virou e viu somente o hipogrifo cercando os portões.  Snape tinha conseguido desaparatar além dos limites da escola.&lt;br /&gt;"Hagrid" murmurou Harry, ainda atordoado, olhando ao redor.  "HAGRID?".&lt;br /&gt;Ele cambaleou em direção à cabana que queimava quando uma figura enorme surgiu das chamas carregando Canino em seus ombros.  Com um choro de agradecimento, Harry afundou-se em seus joelhos; cada membro de seu corpo tremia, seu corpo doía por inteiro, e sua respiração vinha em pontadas dolorosas.&lt;br /&gt;"Está tudo bem com você, Harry? Está tudo bem? Fale comigo, Harry...".&lt;br /&gt;Hagrid, com todo seu tamanho e sua cara peluda mergulhou em cima de Harry, tampando as estrelas.  Harry podia sentir o cheiro de madeira queimada e de pêlo de cachorro; ele estendeu uma mão e se tranqüilizou sentindo o corpo vivo de Canino ao seu lado, morno e trêmulo.&lt;br /&gt;"Eu estou bem" sussurrou Harry. "E você?".&lt;br /&gt;"Claro que estou... levaria muito tempo para conseguirem acabar comigo”.&lt;br /&gt;Hagrid passou suas mãos sob os braços de Harry e o levantou com tal força que os pés de Harry saíram do chão por um momento até que Hagrid o colocasse de pé outra vez.   Ele podia ver o sangue que escorria pelo rosto de Hagrid que saía de um corte profundo embaixo de seu olho, e que inchava rapidamente.&lt;br /&gt;"Nós devemos salvar sua casa" disse Harry, "O feitiço ‘Aguamenti’...”.&lt;br /&gt;"Eu sabia que ia acabar assim" resmungou Hagrid, e ele levantou um fumegante guarda-chuva cor-de-rosa, e com um floreio disse, "Aguamenti!".&lt;br /&gt;Um jato da água jorrou da ponta do guarda-chuva.  Harry levantou seu braço da varinha, que veio até sua mão, e murmurou "Aguamenti" também: Juntos, ele e Hagrid derramaram água na casa até que a última chama se apagasse. &lt;br /&gt;"Não está tão mal" disse Hagrid esperançosamente poucos minutos depois, olhando os destroços fumegantes.  "Nada que Dumbledore não seja capaz de arrumar...".&lt;br /&gt;Harry sentiu uma dor queimar em seu estômago ao som desse nome. Em silêncio e cheio de sentimentos confusos, o horror surgiu dentro dele. &lt;br /&gt;"Hagrid...".&lt;br /&gt;"Eu estava ocupado com um par de pernas do Bichento quando eu os ouvi vindo" disse Hagrid tristemente, ainda olhando fixamente sua cabana destruída.  "Vão todas as coisas pro lixo, pobrezinhas...".&lt;br /&gt;"Hagrid...".&lt;br /&gt;"Mas o que aconteceu, Harry? Eu só vi aqueles Comensais da Morte correndo do castelo, mas que inferno Snape estava fazendo com eles? Onde terá ido - estava perseguindo eles?".&lt;br /&gt;"Ele...” Harry clareou sua garganta; estava seca por causa do pânico e da fumaça. "Hagrid, ele matou...”.&lt;br /&gt;"Matou?" Falou Hagrid muito alto, olhando fixamente para Harry.  "Snape matou? Do que você está falando, Harry?".&lt;br /&gt;"Dumbledore" disse Harry.  "Snape matou... Dumbledore".&lt;br /&gt;Hagrid simplesmente olhou para ele, o pouco de sua cara que estava completamente limpa e que se podia ver parecia não compreender.&lt;br /&gt;"Dumbledore o quê, Harry?".&lt;br /&gt;"Está morto. Snape o matou...".&lt;br /&gt;"Não diga isso" disse Hagrid áspero. "Snape matou Dumbledore - não seja estúpido, Harry. O que fez você dizer isso?".&lt;br /&gt;"Eu vi acontecer”.&lt;br /&gt;"Você não pode ter visto".&lt;br /&gt;"Eu vi, Hagrid".&lt;br /&gt;Hagrid balançou a cabeça; sua expressão era de descrença, e solidariedade, e Harry soube que Hagrid pensava que ele tinha levado uma pancada na cabeça, que ele estava confuso, talvez pelos efeitos de um feitiço...&lt;br /&gt;"O que deve ter acontecido é que Dumbledore deve ter dito para Snape ir com os Comensais da Morte" disse Hagrid com segurança.  "Eu suponho que ele foi para manter seu disfarce. Olha, vamos levar você de volta para a escola. Vamos, Harry...".&lt;br /&gt;Harry não tentou discutir ou explicar. Ainda estava tremendo incontrolavelmente.  Hagrid logo iria descobrir, muito logo... Enquanto seguiam de volta para o castelo, Harry viu que muitas janelas estavam iluminadas agora.  Podia imaginar, claramente, as cenas no interior do castelo, as pessoas que deviam estar indo de quarto em quarto, dizendo umas às outras que os Comensais da Morte tinham estado lá, e que a Marca Negra estava brilhando sobre Hogwarts, que alguém devia ter sido morto...&lt;br /&gt;As portas de carvalho permaneciam abertas logo à frente deles, a luz se espalhava pra fora, pelo caminho e pelo gramado.  Lentamente, incertas, as pessoas estavam descendo as escadas, olhando ao redor nervosas e atentas a algum sinal dos Comensais da Morte que tinham fugido noite adentro. Os olhos de Harry, entretanto, estavam fixos na torre mais alta. Ele imaginou que havia visto uma onda negra se espalhando pela grama, embora estivesse realmente muito afastado para ver qualquer coisa do tipo.  Mas enquanto olhava fixamente sem palavras para o lugar onde achava que devia estar o corpo de Dumbledore, ele viu as pessoas começarem a vir em sua direção.&lt;br /&gt;"O que vocês estão olhando?" Disse Hagrid, quando ele e Harry se aproximaram da entrada do castelo. Canino se mantinha o mais perto que poderia de seus tornozelos. "O que está se espalhando pela grama?" Hagrid disse de forma aguda, olhando agora para a alta torre de Astronomia, onde se achava um pequeno grupo de pessoas.  "Está vendo, Harry? Bem no pé da torre? Embaixo de onde a marca... Ai meu Deus... você não acha que alguém foi morto lá?".&lt;br /&gt;Hagrid ficou em silêncio, com um pensamento aparentemente muito horrível para dizê-lo alto.  Harry andou em volta dele, observando os machucados e a dor em sua face, e também em suas pernas onde os vários feitiços o tinham acertado nessa última meia hora, mas por mais incrível que pudesse parecer ele estava sem expressão alguma, como se ninguém perto dele tivesse sido afetado.  A verdade da qual não se podia escapar era o sentimento terrível que pressionava seu peito...&lt;br /&gt;Ele e Hagrid andaram, sem pensar, através da multidão que murmurava para os que estavam na frente, onde os estudantes e os professores mudos haviam aberto uma passagem. &lt;br /&gt;Harry ouviu o gemido de dor e de choque de Hagrid, mas não parou; andou lentamente em frente até o lugar onde Dumbledore estava deitado e agachou-se ao lado dele.  Ele soube que não havia nenhuma esperança no momento em que o Feitiço do Corpo Preso que Dumbledore lançou o atingiu, sabia que aquilo havia acontecido porque ele estava morto, mas ele ainda não estava preparado para vê-lo ali, jogado no chão, quebrado: o maior de todos os bruxos que Harry já havia visto, ou havia, conhecido.&lt;br /&gt;Os olhos de Dumbledore estavam fechados; mas pelo ângulo que estavam seus braços e pernas, poderia estar dormido. Harry chegou perto, endireitou os óculos de meia-lua em cima do nariz curvado, e limpou o sangue da boca com sua própria manga.  Então olhou para aquele sábio rosto velho e tentou absorver aquela verdade enorme e incompreensível: Dumbledore nunca mais iria falar com ele, nunca mais poderia ajudá-lo –.&lt;br /&gt;A multidão murmurava atrás de Harry.  Após o que lhe pareceu como um longo tempo, ele percebeu que estava ajoelhado em cima de algo duro e olhou para baixo.&lt;br /&gt;O colar que haviam tentado roubar algumas horas antes tinha caído do bolso de Dumbledore. Ele estava aberto, talvez devido à força com que havia batido no chão.  E embora não pudesse sentir mais choque, horror ou tristeza do que já sentia, Harry soube, enquanto o recolhia, que havia algo errado.&lt;br /&gt;Virou o colar em suas mãos.  Não era tão grande como o colar que recordava ter visto na Penseira, nem havia nada marcando sua superfície, nenhum sinal do S gravado que supunha ser marca de Salazar Slytherin. Além disso, não havia nada dentro a não ser um pedacinho de pergaminho dobrado em triângulo preso no lugar onde devia haver um retrato.&lt;br /&gt;Automaticamente, sem realmente pensar no que fazia, Harry retirou o pedaço de pergaminho, abriu, e leu graças à luz de muitas varinhas que tinham sido acendidas agora atrás dele:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Ao Lord das Trevas&lt;br /&gt;Eu sei que eu já terei sido morto quando você ler isto, mas eu quero que você saiba que fui eu quem descobriu seu segredo.  Eu roubei o Horcrux real e pretendo destruí-lo assim que puder.&lt;br /&gt;Eu enfrento a morte na esperança de que quando você se encontrar com seu igual você será mortal outra vez.&lt;br /&gt;R.A.B.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harry não sabia nem se importava com o significado da mensagem. Somente uma coisa importava: Aquilo não era um Horcrux.  Dumbledore tinha se enfraquecido bebendo aquela poção terrível para nada.  Harry amassou o pergaminho em sua mão, e seus olhos queimaram em lágrimas enquanto atrás dele Canino começava a uivar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Blog para a traduç?o do Half-Blood Prince - Divirtam-se!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14610381-112207972361256192?l=traducaohpb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112207972361256192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112207972361256192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traducaohpb.blogspot.com/2005/07/captulo-28.html' title='Capítulo 28'/><author><name>Tradutora HP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17872629631848116516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.odfhp.com/quick_livro6.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381.post-112207965509026585</id><published>2005-07-22T21:46:00.000-03:00</published><updated>2005-07-22T21:47:35.103-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 27</title><content type='html'>Capítulo 27 -  A Torre atingida pelo Raio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez de volta sob o céu estrelado, Harry levantou Dumbledore ao topo da rocha mais próxima e então o colocou de pé. Encharcado e tremendo, com o peso de Dumbledore ainda nele, Harry se concentrou como ele jamais tinha feito, o máximo possível em seu destino: Hogsmeade. Fechando seus olhos, ele agarrou o braço de Dumbledore tão firmemente quanto pôde e se colocou adiante daquele sentimento de pressão horrível.&lt;br /&gt;Ele soube que tinha funcionado antes mesmo de abrir os olhos, o cheiro de sal e brisa marinha tinham sumido. Ele e Dumbledore estavam tremendo e gotejando no meio da escura Rua Alta em Hogsmeade. Por um momento horrível a imaginação de Harry lhe mostrou mais Inferis que rastejavam em sua direção ao redor das lojas, mas ele piscou e viu que nada estava se mexendo; tudo estava parado, uma escuridão completa à exceção de algumas lâmpadas de rua e altas janelas iluminadas.&lt;br /&gt;'Nós conseguimos, Professor!' Harry sussurrou com dificuldade; de repente ele percebeu algo queimando em seu peito. 'Nós conseguimos! Nós pegamos o Horcrux!'&lt;br /&gt;Dumbledore cambaleou contra ele. Por um momento, Harry pensou que sua inexperiente Aparatação tivesse deixado Dumbledore fora de equilíbrio; então ele viu a face dele, mais pálida e mais úmida que já vira sob a luz distante de um poste.&lt;br /&gt;'Senhor, está bem?'&lt;br /&gt; 'Já estive melhor, ' disse Dumbledore fraco, entretanto os cantos de sua boca se contraíram. 'Aquela poção... Não era nada saudável... '&lt;br /&gt;E para o horror de Harry, Dumbledore caiu no chão.&lt;br /&gt;'Senhor...Está tudo bem, senhor, vai ficar bem, não se preocupe.'&lt;br /&gt;Ele olhou em volta desesperadamente por ajuda, mas não havia ninguém para ser visto e tudo que ele podia pensar era que ele deveria, de alguma maneira, levar Dumbledore depressa a um hospital.&lt;br /&gt;'Nós precisamos chegar até a escola, Senhor... Madame Pomfrey... '&lt;br /&gt;'Não', disse Dumbledore. 'É... Do Professor Snape que eu preciso... Mas acho que não posso caminhar muito, contudo... '&lt;br /&gt;'Certo, senhor, escute... Eu vou bater em uma porta, achar um lugar onde você possa ficar - então eu posso correr e chegar a Madame...'&lt;br /&gt;'Severus', disse Dumbledore claramente. 'Eu preciso de Severus... '&lt;br /&gt;'Certo então, Snape - mas vou ter que o deixá-lo por um momento assim eu posso...'&lt;br /&gt;Antes que Harry pudesse fazer algum movimento, porém, ele ouviu passos de alguém correndo. O coração dele saltou: alguém tinha visto, alguém sabia que eles precisavam de ajuda - e dando uma olhada ao seu redor viu a Madame Rosmerta que corria rua abaixo no escuro na direção deles com salto alto, cheio dos frufrus, usando um roupão de seda bordado com dragões.&lt;br /&gt;'Eu vi vocês aparatando quando estava puxando minhas cortinas do quarto! Oh meu Deus, não pude pensar no que faz... - mas o que tem de errado com Alvo?'&lt;br /&gt;Ela veio hesitante, enquanto arquejava, e fitou os largos olhos de Dumbledore.&lt;br /&gt;'Ele está ferido', disse Harry. 'Madame Rosmerta, ele pode entrar nos Três Vassouras enquanto eu vou ate a escola e consigo ajuda para ele?'&lt;br /&gt;'Você não pode ate ir ate lá sozinho! Você não percebeu - não o viu?'&lt;br /&gt; 'Se você me ajudar a apoiá-lo', disse Harry, não a escutando, ‘eu acho que nós podemos colocá-lo lá dentro...'&lt;br /&gt;'O que aconteceu?' Perguntou Dumbledore. 'Rosmerta, o que tem de errado?'&lt;br /&gt;'A...A Marca Negra, Alvos.'&lt;br /&gt;E ela apontou para o céu, na direção de Hogwarts. O medo inundou Harry ao som dessas palavras... Ele se virou e olhou.&lt;br /&gt;Lá estava, se mantendo no céu sobre a escola: o flamejante crânio verde com uma língua de serpente, a marca que os Comensais da Morte deixavam para trás sempre que eles tinham entrado em um edifício... Onde quer que eles tivessem matado...&lt;br /&gt;'Quando apareceu?' Perguntou Dumbledore, e sua mão apertou dolorosamente o ombro de Harry enquanto ele lutava para ficar em pé.&lt;br /&gt;'Deve ter sido minutos atrás, não estava lá quando coloquei o gato para fora, mas quando eu fui para o andar superior-'.&lt;br /&gt;'Nós precisamos voltar imediatamente ao castelo, ' disse Dumbledore. 'Rosmerta', e mesmo cambaleando um pouco, ele parecia ter completamente o controle da situação, 'nós precisamos de transporte - vassouras-'.&lt;br /&gt;'Eu tenho algumas atrás no bar', ela disse, parecendo muito amedrontada. 'Eu devo correr e buscá-las?...'&lt;br /&gt;'Não, Harry pode fazer isso.'&lt;br /&gt;Harry elevou sua varinha imediatamente.&lt;br /&gt;'Accio vassouras da Rosmerta.'&lt;br /&gt;Um segundo depois eles ouviram um estrondo alto quando a porta da frente do bar se abriu; duas vassouras tinham saído para a rua, estavam correndo lado a lado e pararam imóveis ao lado de Harry, tremendo ligeiramente, na altura da cintura.&lt;br /&gt;'Rosmerta, por favor, envie uma mensagem ao Ministério, ' disse Dumbledore, enquanto ele montava na vassoura mais próxima dele. 'Pode ser que ninguém dentro de Hogwarts tenha percebido qualquer coisa de errado... Harry vista sua capa de Invisibilidade'.&lt;br /&gt;Harry tirou a sua Capa do bolso e lançou-a sobre si antes de montar sua vassoura; Madame Rosmerta já estava cambaleando de volta ao bar enquanto Harry e Dumbledore saíam fora do chão e subiam para ar.  Quando eles aceleraram em direção ao castelo, Harry olhou lateralmente para Dumbledore, pronto para agarrá-lo se ele caísse, mas a visão da Marca Negra parecia ter agido em Dumbledore como um estimulante: ele tinha se curvado baixo sobre a vassoura, com os olhos fixos na Marca, seus longos cabelos prateados e a barba voavam atrás dele no ar noturno. Harry também olhou à frente para o crânio, e o medo inchou dentro dele como uma bolha venenosa, enquanto comprimia seus pulmões, controlando todo o desconforto de sua mente...&lt;br /&gt; Quanto tempo eles tinham estado fora? Tinha a sorte de Rony, Hermione e Gina se esgotado? Era um deles que tinha feito a Marca Negra ser fixada em cima da escola, ou era Neville, ou Luna, ou algum outro sócio da AD? E se fosse... Ele que tinha lhes dito que patrulhassem os corredores, ele tinha lhes pedido que deixassem a segurança de suas camas... Seria ele responsável, novamente, pela morte de um amigo?&lt;br /&gt;Enquanto eles voavam na escuridão, passavam pelo caminho, abaixo, pelo qual eles tinham caminhado mais cedo. Harry ouviu, por cima do assobio do ar noturno em suas orelhas, que Dumbledore murmura novamente em algum idioma estranho. Ele pensou e entendeu o por que ele sentiu sua vassoura tremer em um momento quando eles voavam por cima dos muros que delimitavam a escola: Dumbledore estava desfazendo os encantos que ele tinha fixado ao redor do castelo, de forma que eles poderiam entrar com velocidade. A Marca Negra estava brilhando diretamente sobre a Torre de Astronomia, a mais alta do castelo. Isso significava que a morte tinha acontecido lá?&lt;br /&gt; Dumbledore já tinha cruzado as plataformas e estava desmontando; Harry pousou próximo há ele segundos depois e deu uma olhada em volta.&lt;br /&gt; As plataformas estavam desertas. A porta para a escada em caracol que conduzia de volta até o castelo estava fechada. Não havia sinal de luta, nem briga com morte, nenhum corpo.&lt;br /&gt; 'O que isso significa?' Harry perguntou para Dumbledore, enquanto olhava para o crânio verde com o língua de serpente que se refletia malvadamente sobre eles. 'É a Marca realmente? Alguém definitivamente foi m... Professor?'&lt;br /&gt;No brilho verde escuro da Marca Harry viu Dumbledore apertar seu tórax com sua mão enegrecida.&lt;br /&gt;'Vá e desperte Severus, ' disse Dumbledore fracamente, mas de maneira clara. Conte a ele o que aconteceu e o traga a mim. Não faça mais nada, não fale com ninguém e não remova sua Capa. Eu esperarei aqui.'&lt;br /&gt;'Mas -'&lt;br /&gt;'Você jurou me obedecer, Harry - vá!'&lt;br /&gt;Harry se apressou para porta que conduzia à escada espiral, mas sua mão só tinha há pouco fechado sobre anel de ferro da porta quando ele ouviu passos correndo do outro lado. Ele olhou em volta para Dumbledore que gesticulou para ele retroceder. Harry voltou, enquanto puxava sua varinha.&lt;br /&gt; A porta se abriu violentamente, alguém entrou e gritou: 'Expelliarmus!'&lt;br /&gt;O corpo de Harry ficou rígido e imóvel imediatamente, e ele se sentiu cair para trás apoiando na parede da Torre, como uma estátua instável, incapaz de se movimentar ou falar. Ele não pôde entender como tinha acontecido - Expelliarmus não era um encantamento para imobilizar.&lt;br /&gt;Então, pela luz da Marca, ele viu a varinha de Dumbledore voando em um arco para cima da extremidade das plataformas e então... Dumbledore imobilizou Harry sem usar palavras, e o segundo que ele tinha levado para executar o feitiço tinha lhe custado à chance de se defender.&lt;br /&gt;Levantando-se contra as plataformas, com a face muito pálida, Dumbledore ainda não mostrava nenhum sinal de pânico ou angústia. Ele somente olhou para quem o tinha desarmado e disse: 'boa noite, Draco.'&lt;br /&gt;Malfoy pisou adiante, enquanto olhava depressa ao redor para conferir se ele e Dumbledore estavam sós. Os olhos dele pararam na segunda vassoura.&lt;br /&gt;'Quem mais está aqui?'&lt;br /&gt;'Essa pergunta eu deveria lhe fazer. Ou você está agindo só?'&lt;br /&gt;Harry viu os olhos pálidos de Malfoy encarando Dumbledore por causa do clarão esverdeado da Marca.&lt;br /&gt;'Não'. Ele disse. 'Eu tenho ajuda. Há Comensais da Morte aqui em sua escola esta noite.'&lt;br /&gt;'Bem, bem.' Disse Dumbledore, como se Malfoy estivesse mostrando a ele um ambicioso projeto de lição de casa. 'Realmente muito bom. Você achou um modo para os deixar entrar, como o fez?'&lt;br /&gt;'Sim', disse Malfoy, que estava arquejando. 'Bem debaixo do seu nariz e você nunca percebeu!'&lt;br /&gt;'Engenhoso, ' disse Dumbledore. 'Contudo... Perdoe-me... Onde eles estão agora? Você parece sem assistência.'&lt;br /&gt;'Eles se encontraram com alguns de seus guardas. Estão tendo uma briga lá em baixo. Eles não vão demorar... Eu vim na frente. Eu - eu tenho um trabalho para fazer.'&lt;br /&gt;'Bem, então, você tem que seguir com o que você tem que fazer, meu querido menino', disse Dumbledore suavemente.&lt;br /&gt;Havia silêncio. Harry estava preso dentro de seu próprio invisível e paralisado corpo, enquanto encarava os dois, suas orelhas tentando ouvir os sons da briga distante dos Comensais da Morte, e em frente a ele, Draco Malfoy fez nada mais que olhar fixo a Albus Dumbledore que, inacreditavelmente, sorriu.&lt;br /&gt;'Draco, Draco, você não é um assassino.'&lt;br /&gt;'Como você sabe?' Disse Malfoy imediatamente.&lt;br /&gt;Ele parecia perceber o quão infantil suas palavras tinham soado; Harry o viu corar sob a luz esverdeada da Marca.&lt;br /&gt;'Você não sabe do que eu sou capaz, ' disse Malfoy vigorosamente, ‘você não sabe o que eu fiz!'&lt;br /&gt;'Oh, sim, eu sei', disse Dumbledore suavemente. 'Você quase matou Katie Bell e Ronald Weasley. Você tem tentado, com crescente desespero, me matar todo o ano. Perdoe-me, Draco, mas elas foram tentativas fracas... Tão fracas, para ser honesto, que eu duvido se seu coração realmente esteve empenhado... '&lt;br /&gt;'Esteve sim!' Disse Malfoy veementemente. 'Eu tenho trabalhado nisso o ano todo, e hoje à noite...'&lt;br /&gt;Em algum lugar nas profundidades do castelo, debaixo de Harry houve um grito amortecido. Malfoy endureceu e olhou por cima de seu ombro.&lt;br /&gt;'Alguém está tendo uma briga boa', disse Dumbledore convencionalmente. 'Mas você estava dizendo... Sim, como você planejou introduzir Comensais da Morte em minha escola que, eu admito, pensei ser impossível... Como você fez isso?'&lt;br /&gt;Mas Malfoy não disse nada: ele ainda estava escutando tudo aquilo que estava acontecendo abaixo e parecia quase tão paralisado quanto Harry.&lt;br /&gt;'Talvez você deva seguir com o trabalho sozinho', sugeriu Dumbledore. 'E se a sua ajuda foi impedida pelos meus guardas? Talvez você não tenha percebido, mas há membros da Ordem da Fênix aqui hoje à noite também. E afinal de contas, você realmente não precisa de ajuda... Estou sem varinha no momento... Eu não posso me defender.'&lt;br /&gt;Malfoy somente o encarou.&lt;br /&gt;'Eu vejo', disse Dumbledore amavelmente, quando Malfoy nem se moveu nem falou. 'Você tem medo de agir até que eles cheguem.'&lt;br /&gt; 'Eu não tenho medo!' Rosnou Malfoy, entretanto ele ainda não tinha feito nenhum movimento para ferir Dumbledore.&lt;br /&gt;'É você que deveria estar assustado!'&lt;br /&gt;'Mas por que? Eu não acho que você me matará, Draco. Matar não é tão fácil quanto você inocentemente acredita... Assim enquanto nós esperamos por seus amigos, me fale... Como você os contrabandeou para dentro? Parece ter levado muito tempo para calcular como fazê-lo.'&lt;br /&gt;Malfoy olhou como se ele estivesse lutando contra o desejo de gritar, ou vomitar. Ele respirou varias e fundas vezes, enquanto fitava Dumbledore, com sua varinha apontando diretamente ao coração dele. Então, como se ele não pôde se controlar, disse, 'Eu tive que reparar aquele Gabinete que Desaparece quebrado que ninguém tinha usado durante anos. Aquele onde Montague se perdeu no ano passado.'&lt;br /&gt;'Aaaah.'.&lt;br /&gt;O suspiro de Dumbledore era quase um gemido. Ele fechou seus olhos por um momento.&lt;br /&gt;'Isso foi inteligente... Há um par, eu assumo?'&lt;br /&gt;'O outro está na Borgin &amp; Burkes' disse Malfoy 'e eles têm um tipo de passagem entre eles. Montague me falou que quando ele estava preso no de Hogwarts, ele estava enrolado em limbo, mas às vezes ele podia ouvir o que acontecia na escola, e às vezes o que estava acontecendo na loja, como se o Gabinete estivesse viajando entre eles, mas ele não pôde fazer ninguém ouvi-lo... No fim ele conseguiu Aparatar para fora dele, embora ele não tivesse passado em seu teste. Ele quase morreu, fazendo isto. Todo o mundo pensou que era realmente uma boa história, mas eu fui o único que percebeu o significado -mesmo Borgin não sabia - eu fui o único que percebeu que poderia ter um modo de penetrar Hogwarts, pelos Gabinetes se eu consertasse o quebrado.'&lt;br /&gt;'Muito bom'. Murmurou Dumbledore. 'Assim os Comensais da Morte puderam passar de Borgin e Burkes para a escola e o ajudar... Um plano inteligente, um plano muito inteligente... E, como você disse, bem debaixo do meu nariz...'&lt;br /&gt;'Sim.' Disse Malfoy que, grotescamente, parecia criar coragem e confrontar do elogio de Dumbledore. 'Sim, era!'&lt;br /&gt;'Mas houve tempos', Dumbledore continuou, 'em que teve certeza do sucesso reparando o Gabinete, não é? E você resolveu, julgando mal e cruelmente, me enviar um colar amaldiçoado que acabou por alcançar as mãos erradas... Envenenando, havia só uma pequena chance que eu poderia beber... '&lt;br /&gt;'Sim, bem, mas você não descobriu quem estava por atrás daquela matéria-prima, não é?' Zombou Malfoy, Dumbledore deslizou um pouco sobre as plataformas, a força de suas pernas estavam enfraquecendo aparentemente, e Harry lutou sem resultados, contra o encanto que o mantinha.&lt;br /&gt;'De fato, eu sabia'. Disse Dumbledore. 'Eu estava seguro que era você’.&lt;br /&gt;'Por que você não me impediu, então?'&lt;br /&gt;'Eu tentei, Draco. Professor Snape tem mantido os olhos em você sob minhas ordens -'&lt;br /&gt;'Ele não tem o feito sob suas ordens, ele prometeu a minha mãe -'.&lt;br /&gt;'Claro que isso é o que ele lhe contaria, Draco, mas -'.&lt;br /&gt;'Ele é um agente duplo, seu homem velho e estúpido, ele não está trabalhando para você, você pensa que ele está!'&lt;br /&gt;'Nós temos que concordar em diferir nisso, Draco. Acontece que eu confio no Professor Snape -'&lt;br /&gt;'Bem, você está perdendo seu controle, então!' Zombou Malfoy. 'Ele me ofereceu bastante ajuda, querendo toda a glória para ele, querendo um pouco de ação. -''O que você está fazendo? Você que fez o colar, estúpido poderia ter acabado com tudo - “Mas eu não lhe contei o que estava fazendo na Sala Precisa, ele vai acordar amanhã e tudo estará terminado, ele não será mais o favorito do Senhor Escuro, ele não será nada comparado a mim, nada!’”.&lt;br /&gt;'Muito gratificante' disse Dumbledore suavemente. 'Todos nós gostamos de apreciação pelo nosso trabalho duro, claro que... Mas você deve ter tido um cúmplice, afinal de contas... Alguém em Hogsmeade, alguém que pôde levar o colar à Katie ; o, o, aaaah... '&lt;br /&gt;Dumbledore fechou os seus olhos novamente e chacoalhou a cabeça como se estivesse a ponto de dormir.&lt;br /&gt;'...Claro que... Rosmerta. Há quanto tempo ela esta debaixo do encantamento Imperius?'&lt;br /&gt;'Chegou lá afinal, não é?' Malfoy escarneceu.&lt;br /&gt;Houve outro grito vindo de baixo, muito mais alto que o último. Malfoy olhou nervosamente para trás novamente e de volta a Dumbledore, que continuou.&lt;br /&gt;'Rosmerta, pobrezinha foi forçada a se espreitar no próprio banheiro e passar o colar para qualquer estudante de Hogwarts que entrasse no lugar desacompanhado? E o licor envenenado... Bem, naturalmente, Rosmerta pôde envenená-lo para você antes dela enviar a garrafa a Slughorn, acreditando ser meu presente de Natal... Sim, muito perfeito... Bem feito... Pobre Filch, claro que não pensou em conferir uma garrafa de Rosmerta... Diga-me, como você tem se comunicado com Rosmerta? Eu pensei que nós tínhamos todos os métodos de comunicação dentro e fora da escola monitorados.'&lt;br /&gt;'Moedas encantadas', disse Malfoy, como se ele tivesse sido compelido a continuar falando, entretanto a mão de sua varinha estava tremendo bastante. 'Eu tinha uma e ela tinha a outra eu podia enviar mensagens a ela -'&lt;br /&gt;'Não é esse o método secreto de comunicação que o grupo que se chamava a Armanda de Dumbledore usou o ano passado?' Perguntou Dumbledore. A voz dele estava clara e sociável, mas Harry o viu deslizar uma polegada abaixo na parede enquanto ele disse isso.&lt;br /&gt; 'Sim, eu usei a idéia deles', disse Malfoy, com um sorriso amarelo. 'Eu peguei a idéia de envenenar o licor da sangue-ruim Granger, bem, eu a ouvi falando na biblioteca algo sobre Filch não reconhecer poções... '&lt;br /&gt;'Por favor, não use essa palavra ofensiva na minha frente'. Disse Dumbledore.&lt;br /&gt;Malfoy deu uma risada malvada.&lt;br /&gt;'Você se preocupa quando eu digo "Sangue-ruim?" Quando estou a ponto de te matar?'&lt;br /&gt;'Sim, eu me importo', disse Dumbledore e Harry viu os pés dele deslizarem um pouco mais no chão enquanto ele lutava para permanecer em pé. 'Mas sobre estar a ponto de me matar, Draco, você teve vários longos minutos. Nós estamos bastante a sós. Eu estou o mais inofensivo que você poderia ter sonhado em me encontrar e você ainda não agiu... '&lt;br /&gt;A boca de Malfoy se contorceu involuntariamente, como se ele tivesse provado algo muito amargo.&lt;br /&gt;'Agora, sobre esta noite', Dumbledore foi em frente, 'eu estou um pouco confuso sobre como aconteceu... Você soube que eu tinha deixado a escola? Mas claro que...' Ele mesmo respondeu sua própria pergunta, ' Rosmerta me viu partindo, ela passou a informação usando sua moeda engenhos, tenho certeza... '&lt;br /&gt;'Está certo', disse Malfoy. 'Mas ela disse que você só estava indo por uma bebida e estaria de volta... '&lt;br /&gt;'Bem, certamente eu tomei uma bebida... E voltei... Depois de um longo tempo', resmungou Dumbledore. ' Então você decidiu preparar uma armadilha para mim?'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Nós decidimos pôr a Marca Negra em cima da Torre para conseguir que você se apressasse para voltar, ver quem tinha sido morto'. Disse Malfoy. 'E funcionou!'&lt;br /&gt;'Bem... Sim e não...' Disse Dumbledore. 'Mas posso concluir, então, que ninguém foi assassinado?'&lt;br /&gt;'Alguém está morto' disse Malfoy e a voz dele parecia subir uma nota enquanto ele dizia isto. 'Um dos seus... Eu não sei quem, estava escuro... Eu pisei em cima de um corpo... Eu tinha que estar esperando aqui quando você voltasse, só seu grupo da Fênix ficou no caminho... '&lt;br /&gt;'Sim, eles fazem isso, ' disse Dumbledore.  &lt;br /&gt;Houve um estrondo e gritos abaixo, mais alto que nunca; soando como se as pessoas estivessem lutando na escadaria em espiral que conduziam para onde Dumbledore, Malfoy e Harry estavam e o coração de Harry trovejou despercebido no peito invisível dele... Alguém estava morto... Malfoy tinha pisado em cima do corpo... Mas quem seria?  &lt;br /&gt;Há pouco tempo, de uma maneira ou de outra, ' disse Dumbledore. ' Assim nos resta discutir suas opções, Draco. '&lt;br /&gt;'Minhas opções!' Disse Malfoy ruidosamente. 'Eu estou aqui com minha varinha - eu estou a ponto de mata-lo - '&lt;br /&gt;'Meu querido menino, você não me permitiu ter mais nenhuma pretensão sobre isso. Se você fosse me matar, você teria feito isto antes, quando você me desarmou, você não teria parado para esta conversa agradável sobre modos e meios.'&lt;br /&gt;'Eu não tenho nenhuma opção!' Disse Malfoy e ele estava com rosto tão mortalmente pálido quanto Dumbledore. 'Eu tenho que fazer isto! Ele me matará! Ele matará minha família inteira!'&lt;br /&gt;'Eu percebo a dificuldade de sua posição, ' disse Dumbledore. 'Por que outro motivo você acha que eu não o confrontei antes? Porque eu soube que você seria assassinado por Lorde Voldemort se ele percebesse que eu suspeitava. '&lt;br /&gt;Malfoy estremeceu ao som do nome.&lt;br /&gt;“Eu não ousei falar com você sobre esta missão quando eu soube que tinha sido confiada a você, no caso dele usar Legilimência contra você”. Continuou Dumbledore. “Mas agora, afinal, nós podemos falar claramente a um ao outro... Nenhum dano foi causado, você não feriu ninguém, entretanto, você tem muita sorte que suas vítimas por engano sobreviveram... eu o posso ajudar, Draco”.&lt;br /&gt;“Não, você não pode”, disse Malfoy, a mão da varinha muito mal, realmente tremendo. “Ninguém pode. Ele me disse que fizesse isto ou ele me mataria. Eu não tenho nenhuma escolha”.&lt;br /&gt;“Venha para o lado certo, Draco, e nós poderemos o esconder mais completamente que você possa imaginar possível. E mais, eu posso enviar os membros da Ordem, hoje à noite, à sua mãe e esconde-la também. Seu pai está seguro, no momento, em Azkaban... quando chegar a hora, nós poderemos o proteger também... venha para o lado certo, Draco... você não é um assassino...”&lt;br /&gt;Malfoy encarou Dumbledore.&lt;br /&gt;“Mas eu fui muito longe, não fui?” Ele disse lentamente. Eles pensaram que eu morreria na tentativa, mas eu estou aqui... E você está em meu poder... Eu sou o único com uma varinha... Você está sob minha clemência...”.&lt;br /&gt;“Não, Draco”. Disse Dumbledore, baixinho. 'É minha clemência, e a não sua o que importa agora”.&lt;br /&gt;Malfoy não falou. A boca dele estava aberta, a mão da varinha ainda tremendo. Harry pensou ter visto ele a abaixar por uma fração de segundos -&lt;br /&gt;Mas, de repente, passos estavam ressoando pelos degraus e um segundo após, Malfoy foi empurrado longe quando quatro pessoas vestidas de negro passaram pelo baluarte de entrada. Ainda paralisado, olhando sem pestanejar, Harry contemplou com terror aos quatro estranhos: parecia que os Comensais da Morte tinham ganhado a batalha lá embaixo.&lt;br /&gt;Um homem de aparência lupina com uma estranha virada para o lado, olhou de soslaio e deu uma risadinha ofegante.&lt;br /&gt;"Dumbledore acuado!" Ele disse, e virou para uma pequena mulher que parecia sua irmã e que estava sorrindo ansiosamente. "Dumbledore sem varinha, Dumbledore sozinho! Bem feito, Draco, muito bem feito!".&lt;br /&gt;"Boa noite, Amycus", disse Dumbledore calmamente, como se dando boas-vindas ao homem para uma reunião para o chá. ' E você trouxe Alecto também... Encantando... '&lt;br /&gt;A mulher deu um curto riso furioso.&lt;br /&gt;"Pensa que suas piadinhas o ajudarão na sua hora da morte, então?" Ela zombou. &lt;br /&gt;"Piadas? Não, não, de maneira alguma", respondeu Dumbledore.  &lt;br /&gt;"Faça", disse o estranho de pé mais próximo a Harry, um grande e musculoso homem com o cabelo grisalho emaranhado e bigode, cujas vestes pretas de Comensal da Morte pareciam desconfortavelmente apertadas. Ele tinha uma voz como nenhuma outra que Harry alguma vez tivesse ouvido: mais um latido áspero que uma voz. Harry poderia cheirar uma mistura poderosa de sujeira, suor e, estranhamente, de sangue que vinha dele. As mãos imundas tinham unhas amareladas há muito tempo.&lt;br /&gt;'É você, Fenrir? ' Perguntou Dumbledore.&lt;br /&gt;Isso é certo, ' disse o outro, com voz rascante. “Feliz em me ver, Dumbledore?”.&lt;br /&gt;“Não, eu não posso dizer que eu estou...”.&lt;br /&gt;Fenrir Greyback arreganhou e mostrou os dentes pontudos. Sangue gotejava pelo queixo dele e ele lambia os lábios, obscena e lentamente.&lt;br /&gt;“Mas você sabe como eu gosto de crianças, Dumbledore”.&lt;br /&gt;"Eu devo entender que isso leva você a estar atacando até mesmo agora, sem a lua cheia? Isto é muito incomum... você desenvolveu um gosto por carne humana que não pode ser satisfeita apenas uma vez no mês?".&lt;br /&gt;"Correto", disse Greyback. ' Está chocado, Dumbledore? Assusta você?'&lt;br /&gt;'Bem, eu não posso pretender que não me repugne um pouco', disse Dumbledore. ' E, sim, eu estou um pouco chocado que Draco aqui tenha convidado você, de todas as pessoas, para a escola onde os amigos dele vivem...’.&lt;br /&gt;' Eu não fiz, ' respirou Malfoy. Ele não estava olhando Greyback; parecia não querer olhar direto para ele. ' Eu não sabia que ele viria -'&lt;br /&gt;“Eu não perderia uma viagem para Hogwarts, Dumbledore”, falou Greyback. 'Não quando há gargantas para serem arrancadas... Delicioso, delicioso... '&lt;br /&gt;E ele levou uma unha amarela e passou nos dentes da frente olhando de soslaio para Dumbledore.&lt;br /&gt;“Eu o poderia fazer de aperitivo, Dumbledore...”.&lt;br /&gt;“Não” disse o quarto Comensal da Morte nitidamente. Ele tinha um rosto pesado e brutal. “Nós temos ordens. Draco é quem fará isto. Agora, Draco e depressa”.&lt;br /&gt;Malfoy estava mostrando menos resolução que o normal. Ele olhou terrificado para o rosto de Dumbledore que estava até mais pálido e baixo que o habitual, tendo deslizado para longe e abaixo do baluarte da entrada.&lt;br /&gt;'Ele não parece de qualquer maneira perigoso, se você me perguntar!' Disse o homem torto, acompanhando a irmã dele que estava rindo ofegante. 'Olhe para ele - o que é aconteceu a você, então, Dumby?’&lt;br /&gt;'Oh, resistência mais fraca, reflexos mais lentos, Amycus', disse Dumbledore. 'Idade avançada, em resumo... Um dia, talvez, acontecerá a você... Se você tiver sorte... '&lt;br /&gt;'O que significa, então, o que significa? ' Gritou o Comensal da Morte, repentinamente violento. ' Sempre o mesmo, não é, Dumby, falando e não fazendo nada, nada, nem mesmo sei por que o Lorde das Trevas se está aborrecendo para matar você! Venha, Draco, faça!’.&lt;br /&gt;Mas naquele momento, houve sons renovados de luta abaixo e uma voz gritou, ' Eles bloquearam os degraus - Reducto! REDUCTO!'&lt;br /&gt;O coração de Harry deu uma parada: então estes quatro não tinham eliminado toda a oposição, mas meramente furado a briga para o topo da Torre, e, pelo som disso, criou uma barreira atrás deles -.&lt;br /&gt;'Agora, Draco, depressa! ' Disse homem brutal furiosamente.  &lt;br /&gt;Mas as mãos de Malfoy estavam tremendo tanto, que ele mal poderia apontar.  &lt;br /&gt;"Eu farei isto" grunhiu Greyback, e se moveu para Dumbledore com as mãos estendidas, os dentes à mostra.  &lt;br /&gt;'Eu disse não!' Gritou o brutamontes; houve um flash de luz e o lobisomem foi lançado para trás; ele bateu na parede e cambaleou, parecendo furioso. O coração de Harry estava martelando tão forte que parecia impossível que ninguém pudesse ouvir e saber que estava lá, preso pelo feitiço de Dumbledore -se ele se só pudesse mover, ele poderia lançar uma maldição por baixo da capa -.&lt;br /&gt;'Draco, faça ou fique contra nós -' guinchou a mulher, mas naquele preciso momento à porta para as muralhas foi escancarada mais uma vez e lá estava Snape, a varinha apertada na mão. Com os olhos pretos dele varreu a cena, de Dumbledore que afundou contra a parede aos quatro Comensais da Morte, inclusive o lobisomem enfurecido e Malfoy.&lt;br /&gt;“Nós temos um problema, Snape” disse Amycus grosseiro, olhos e varinha apontada para Dumbledore, “o menino não parece capaz –”.&lt;br /&gt;Mas alguém falou o nome de Snape, bastante suavemente.&lt;br /&gt;“Severus...”.&lt;br /&gt;O som assustou Harry além de qualquer coisa que ele tivesse experimentado toda à noite. Pela primeira vez, Dumbledore estava suplicando.&lt;br /&gt;Snape não disse nada, mas caminhou adiante e empurrou Malfoy asperamente para fora. Os três comensais da morte se retiraram sem uma palavra. Até mesmo o lobisomem pareceu se acovardar.&lt;br /&gt;Snape contemplou por um momento a Dumbledore, e havia resolução e ódio marcadas nas linhas rígidas do rosto dele.  &lt;br /&gt;'Severus... por favor...".&lt;br /&gt;Snape elevou a varinha e apontou diretamente para Dumbledore.  &lt;br /&gt;'Avada Kedavra!'&lt;br /&gt;Um jato de luz verde saiu da ponta da varinha de Snape e acertou diretamente Dumbledore no peito. O grito de horror de Harry nunca o deixou; silencioso e preso, ele foi forçado a assistir quando Dumbledore foi lançado no ar: durante um segundo onde ele pareceu ficar suspenso em baixo do crânio brilhante, e então ele caiu lentamente para trás, como uma grande boneca de trapo, em cima das ameias e longe da vista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Blog para a traduç?o do Half-Blood Prince - Divirtam-se!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14610381-112207965509026585?l=traducaohpb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112207965509026585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112207965509026585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traducaohpb.blogspot.com/2005/07/captulo-27.html' title='Capítulo 27'/><author><name>Tradutora HP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17872629631848116516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.odfhp.com/quick_livro6.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381.post-112207954931666923</id><published>2005-07-22T21:45:00.000-03:00</published><updated>2005-07-22T21:45:49.333-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 26</title><content type='html'>Capítulo 26 - A Caverna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Harry podia sentir o cheiro de sal e ouvir a agitação das ondas; uma leve e fria brisa passava pelo seu cabelo enquanto olhava o mar iluminado pela lua e o céu cheio de estrelas.  Ele estava numa alta pedra escura, com água espumando e batendo em baixo dele.  Ele olhou para trás.  Um enorme penhasco sustentava-se atrás dele, com uma grande queda, preta e sem face.  Alguns pedaços grandes de pedras, como a qual Harry e Dumbledore estavam, pareciam como se tivessem caído do penhasco em algum lugar no passado.  Era uma escura, difícil visão, o mar e as pedras livres de qualquer árvore, areia ou grama.&lt;br /&gt;         “O que você acha?” Perguntou Dumbledore.  Ele poderia estar perguntando a opinião de Harry se aquele era um bom lugar para um piquenique, pelo seu tom de voz.&lt;br /&gt;         “Eles trouxeram as crianças do orfanato para cá?” Perguntou Harry, que não poderia imaginar um local menos aconchegante para um passeio.&lt;br /&gt;         “Não aqui, exatamente”, disse Dumbledore.  “Tem uma vila aqui perto. Eu acredito que os órfãos foram trazidos para cá para um pouco de brisa marinha e uma visão das ondas. Nenhum trouxa poderia alcançar essas rochas a não ser se fosse excelente em escalar, e barcos não podem se aproximar dessas pedras, pois as águas aqui são violentas.  Eu acredito que Riddle desceu;  magia serviria melhor do que cordas.  E ele trouxe duas crianças com ele, provavelmente pelo prazer de aterrorizá-las.  Eu acho que o passeio sozinho teria servido, não acha?”&lt;br /&gt;         Harry olhou para cima do penhasco e sentiu calafrios.&lt;br /&gt;         “Mas o destino dele - e o nosso – fica um pouco mais a frente. Venha.”&lt;br /&gt;         Dumbledore chamou Harry para o canto da pedra onde vários pedaços pontiagudos faziam uma escada levando para baixo, para a água e mais próximo ao penhasco.  Era uma descida traiçoeira e Dumbledore, atrapalhado por sua mão machucada, se movia lentamente.  As pedras em baixo eram escorregadias.  Harry podia sentir jatos de sal frio bater em seu rosto. “Lumus”, disse Dumbledore, quando alcançou a pedra mais próxima do penhasco.  Mil feixes de luz dourada atingiram a escura superfície da água um metro abaixo de onde ele se agachou; a parede preta de pedras a seu lado estava iluminada também. &lt;br /&gt;“Você vê?” Disse Dumbledore quieto, segurando sua varinha mais alto.  Harry viu um buraco no penhasco por onde a água estava entrando.  “Você não vai reclamar se ficar um pouco molhado?”.&lt;br /&gt;         “Não”, disse Harry.&lt;br /&gt;         “Então tire sua capa da invisibilidade – não precisará dela agora – e vamos entrar na água”. E com a agilidade de um homem muito mais jovem, Dumbledore desceu pela pedra e caiu no mar, começando a nadar perfeitamente bem, em direção ao espaço vazio e escuro na face da rocha, com a varinha entre os dentes.  Harry tirou a capa, guardou no bolso e o seguiu.  A água estava gelada; as roupas encharcadas de Harry se mexiam em volta dele e o afundavam.  Respirando profundamente e enchendo seus pulmões com o odor de sal e algas, ele se dirigia para a luz cintilante, que ia se movendo para dentro do penhasco.  A abertura logo levou para um túnel maior que Harry pensou que se encheria de água na maré alta.  As paredes com musgos estavam menos de um metro separadas e brilhavam como óleo quando a luz da varinha de Dumbledore se aproximava.  Um pouco depois a passagem virava para a direita, e Harry viu que ia longe para dentro do penhasco.  Ele continuou a nadar perto de Dumbledore, a ponta de seus dedos tocando de leve a dura e úmida pedra.&lt;br /&gt;Então ele viu Dumbledore sair da água em frente, seu cabelo cinza e suas roupas escuras brilhando.  Quando Harry atingiu o mesmo ponto ele encontrou degraus que levavam a uma grande caverna.  Ele os subiu, água escorrendo de suas roupas encharcadas e saiu da água, tremendo no ar parado e frio.&lt;br /&gt;         Dumbledore estava em pé no meio da caverna, sua varinha alta enquanto ele andava, examinando as paredes e o teto.&lt;br /&gt;         “Sim, esse é o lugar”, disse Dumbledore.&lt;br /&gt;          “Como você sabe?” Harry perguntou num sussurro.&lt;br /&gt;         “Tem magia conhecida”. Dumbledore falou.  Harry não sabia dizer se a tremedeira que ele sentia era em relação ao frio ou ao mesmo sentimento da magia.  Ele via enquanto Dumbledore continuava a se mexer, evidentemente se concentrando em coisas que Harry não podia ver. “Essa é meramente a antecâmara, o salão de entrada”, disse Dumbledore depois de um momento.  “Nós precisamos penetrar na parte principal... Agora são os obstáculos de Lord Voldemort que precisamos passar, não mais sendo os que a natureza fez...”.&lt;br /&gt;         Dumbledore se aproximou da parede da caverna e a acariciou com seus dedos escurecidos, murmurando palavras numa língua que Harry não compreendia. Duas vezes Dumbledore andou pela caverna, tocando o máximo possível a áspera pedra, parando às vezes, passando seus dedos por pontos específicos, até finalmente parar, sua mão pressionada contra a parede.  “Aqui”, ele falou.  “Nós vamos por aqui. A entrada está fechada”. Harry não perguntou como Dumbledore sabia.  Ele nunca viu um bruxo descobrir coisas assim, simplesmente olhando e tocando; mas Harry tinha descoberto muito antes que barulhos e fumaça eram mais freqüentemente marcas de inaptidão do que de experiência.  Dumbledore deu um passo para trás e apontou a varinha para a rocha.  Por um momento, uma linha apareceu lá, brilhando como se tivesse uma forte luz atrás da parede.&lt;br /&gt;         “Você con-conseguiu!” Disse Harry rangendo os dentes, mas antes que as palavras tivessem saído de sua boca a linha tinha desaparecido, deixando a pedra plana e sólida como antes.  Dumbledore olhou ao redor.&lt;br /&gt;         “Harry, me desculpe, eu esqueci”, ele falou; ele apontou a varinha para Harry e imediatamente suas roupas ficaram quentes e secas como se tivessem sido penduradas em frente a chamas de fogo.&lt;br /&gt;         “Obrigado”, disse Harry agradecido, mas Dumbledore tinha voltado sua atenção para a parede sólida da caverna.  Ele não tentou fazer mais mágica, mas ficou em pé olhando para ela intensamente, como se algo extremamente interessante estivesse escrito nela.  Harry permaneceu quieto; ele não queria quebrar a concentração de Dumbledore.  Então, depois de dois sólidos minutos, Dumbledore falou baixo, “Ah, certamente não. Tão deselegante”.&lt;br /&gt;         “O que é, Professor?”.&lt;br /&gt;         “Eu penso”, disse Dumbledore, colocando sua mão normal dentro da roupa e pegando uma curta faca de prata do tipo que Harry usava para cortar os ingredientes de poções, “que precisamos pagar para passar”.&lt;br /&gt;         “Pagar?” Disse Harry.  “Você tem que dar algo para a porta?”.&lt;br /&gt;         “Sim”, disse Dumbledore.  “Sangue, se não me engano”.&lt;br /&gt;         “Sangue?”.&lt;br /&gt;         “Falei que era deselegante”, disse Dumbledore, que soava desdenhoso, até desapontado, como se Voldemort não chegasse mais ao nível que Dumbledore esperava.  “A idéia, como tenho certeza de que Voldemort pensava, era que seu inimigo tivesse que se enfraquecer para entrar. De novo, Lord Voldemort falhou em descobrir que há coisas piores que dores físicas”.&lt;br /&gt;         “Sim, mas ainda, se você pode evitá-las…” disse Harry, que tinha experimentado dor o suficiente para não querer mais.&lt;br /&gt;         “Às vezes, porém, é inevitável”, disse Dumbledore, puxando a manga da roupa e expondo o antebraço da mão machucada.&lt;br /&gt;         “Professor!” Protestou Harry, correndo para ele enquanto Dumbledore levantava a faca.  “Eu o faço, eu sou –” ele não sabia o que dizer – mais jovem, mais saudável?&lt;br /&gt;         Mas Dumbledore meramente sorriu.  Houve um brilho de prata e um jorrar de vermelho; a pedra foi coberta com gotas escuras e brilhantes.&lt;br /&gt;         “Você é muito gentil, Harry”, disse Dumbledore, agora passando a ponta de sua varinha em cima do corte profundo que ele fez no próprio braço, de modo que se fechou imediatamente, assim como Snape fez com Malfoy, “Mas seu sangue vale mais do que o meu. Ah, parece que funcionou, não?” A linha cinza de um arco apareceu na parede de novo, mas dessa vez ela não desapareceu: A rocha molhada de sangue do lado de dentro simplesmente desapareceu, deixando um espaço aberto para o que parecia uma total escuridão.  “Depois de mim, eu acho”, disse Dumbledore, enquanto andava pela passagem com Harry atrás, iluminando sua varinha rapidamente enquanto avançavam.&lt;br /&gt;         Uma estranha luz encontrou os olhos deles: Eles estavam no canto de um grande lago preto, tão vasto que Harry não podia enxergar o lado oposto, numa caverna tão alta que o teto também era impossível de se ver.  Uma luz verde brilhava longe no que parecia ser o centro do lago; estava refletida na água parada abaixo. O brilho esverdeado e a luz das duas varinhas eram as únicas coisas que quebravam a completa escuridão, apesar de que seus raios não penetravam tão longe como Harry esperara. A escuridão era de alguma maneira mais densa que o normal.&lt;br /&gt;         “Vamos indo”, disse Dumbledore calmamente.  “Tenha cuidado para não pisar na água. Fique perto de mim”. Ele começou a andar ao redor do lago, e Harry o seguiu de perto.  Seus passos ecoavam, fazendo sons na estreita rocha que rodeava a água.  Eles andaram e andaram, mas a visão não mudava: de um lado, a parede da caverna, do outro, a aparentemente infinita escuridão, no meio da qual havia o brilho esverdeado.  Harry achou o lugar e o silêncio opressivos, enervantes.&lt;br /&gt;         “Professor?” Ele disse finalmente.  “Você acha que o Horcrux está aqui?”.&lt;br /&gt;         “Ah, sim”, disse Dumbledore. “Sim, eu tenho certeza que está. A questão é, como nós o pegaremos?”.&lt;br /&gt;         “Nós não poderíamos... não poderíamos tentar um feitiço Convocatório?” Harry perguntou, certo de que era uma pergunta estúpida.  Mas ele queria sair daquele lugar o mais rápido possível.&lt;br /&gt;         “Certamente nós poderíamos”. Disse Dumbledore, parando tão repentinamente que Harry quase bateu nele.  “Por que você não tenta?”.&lt;br /&gt;         “Eu? Ah… tá…” Harry não esperava por isso, mas clareou a garganta e disse em voz alta, varinha para cima, “Accio Horcrux!”.&lt;br /&gt;         Com um barulho de uma explosão, algo muito grande e pálido saiu da água escura a uns 5 metros deles; antes que Harry pudesse ver o que era, tinha desaparecido de novo num grande mergulho que fez grandes ondas na água.  Harry andou para trás em choque e bateu na parede; seu coração ainda estava em um ritmo acelerado quando se virou para Dumbledore.&lt;br /&gt;         “O que era aquilo?”.&lt;br /&gt;         “Algo, eu acho, que estava pronto para responder se tentássemos pegar o Horcrux”.&lt;br /&gt;Harry olhou de volta para a água.  A superfície do lago estava novamente como um vidro preto e brilhante: as ondas sumiram rapidamente; o coração de Harry, porém, ainda corria.&lt;br /&gt;“Você sabia que aquilo ia acontecer, senhor?”.&lt;br /&gt;“Eu sabia que alguma coisa ia acontecer se fizéssemos uma tentativa óbvia de por as mãos no Horcrux. Foi uma excelente idéia, Harry; a maneira mais simples de descobrir o que estamos enfrentando”.&lt;br /&gt;“Mas nós não sabemos o que era aquela coisa”, disse Harry, olhando para a água sinistramente calma.&lt;br /&gt;          “O que aquelas coisas são, você quer dizer”, corrigiu Dumbledore.  “Eu duvido que tenha apenas uma delas. Vamos continuar?”.&lt;br /&gt;         “Professor?”.&lt;br /&gt;         “Sim, Harry?”.&lt;br /&gt;         “Você acha que vamos ter que entrar no lago?”.&lt;br /&gt;         “Dentro dele? Só se tivermos muito azar.”&lt;br /&gt;         “Você não acha que o Horcrux está no fundo?”.&lt;br /&gt;         “Ah não... eu acho que o Horcrux está no meio”. E Dumbledore apontou para a luz verde no centro do lago.&lt;br /&gt;         “Então nós teremos que cruzar o lago para pegá-lo?”.&lt;br /&gt;         “Sim, eu acho que sim”. Harry não falou mais nada.  Seus pensamentos estavam em monstros marinhos, serpentes gigantes, Kappas, e espíritos...&lt;br /&gt;         “Ahá”, fez Dumbledore, e ele parou novamente; dessa vez, Harry realmente bateu nele; por um momento ele quase caiu na água e a mão inteira de Dumbledore se fechou no seu braço puxando-o de volta.  “Desculpe-me Harry, eu devia ter avisado. Para trás, por favor; eu acho que encontrei o lugar”.&lt;br /&gt;         Harry não fazia idéia do que Dumbledore queria dizer; esse pedaço de escuridão era exatamente igual a todos os outros para ele, mas Dumbledore parecia ter detectado algo especial.  Dessa vez sua mão não estava na parede, mas levantada para frente, tocando o ar, como se estivesse esperando encontrar algo invisível.&lt;br /&gt;         “Oba!” Disse Dumbledore feliz, segundos depois.  Sua mão se fechou no ar sobre algo que Harry não podia ver.  Dumbledore se moveu para mais próximo da água; Harry olhava nervoso enquanto as pontas dos sapatos de Dumbledore chegavam perto da água.  Mantendo sua mão apertando no ar, Dumbledore levantou a varinha com a outra e encostou seu punho com a ponta.&lt;br /&gt;          Imediatamente uma grossa corrente verde de cobre apareceu, estendendo-se das profundezas das águas até a mão de Dumbledore.  Dumbledore encostou de novo na corrente, que começou a correr pelo seu punho como uma cobra, se amontoando no chão com um barulho metálico que ecoava nas pedras, puxando algo da água escura.  Harry se engasgou quando viu a proa do pequeno barco aparecer na superfície, brilhando verde como a corrente, e flutuando levemente para o ponto da margem onde estavam Harry e Dumbledore.&lt;br /&gt;         “Como você sabia que estava lá?” Harry perguntou surpreso.&lt;br /&gt;         “Mágica sempre deixa traços” disse Dumbledore, enquanto o barco atingia a borda com uma leve batida, “às vezes muito distintos.  Eu ensinei Tom Riddle.  Eu conheço seu estilo.”&lt;br /&gt;         “Esse... esse barco é seguro?”.&lt;br /&gt;         “Ah... sim, eu acho que sim. Voldemort precisava criar uma maneira de cruzar o lago sem chamar a atenção daquelas criaturas que colocou nele no caso de querer visitar ou remover seu Horcrux”.&lt;br /&gt;         “Então as coisas na água não vão fazer nada se o cruzarmos no barco de Voldemort?”.&lt;br /&gt;         “Eu acho que precisamos aceitar o fato que elas vão, em algum momento, perceber que não somos Lord Voldemort. Até agora, porém, temos nos saído bem. Elas nos permitiram pegar o barco”.&lt;br /&gt;         “Mas por que elas deixaram?” Perguntou Harry, que não podia livrar-se da imagem de tentáculos saindo da água negra no momento em que eles se afastassem da margem.&lt;br /&gt;         “Voldemort seria razoavelmente confiante de que ninguém, exceto um grande mago, poderia achar o barco”, disse Dumbledore.  “Eu acho que ele estaria preparado para arriscar o que era, na cabeça dele, a improvável possibilidade de que alguém o encontraria, sabendo que ele colocou outros obstáculos à frente que somente ele poderia penetrar. Veremos se ele estava certo”.&lt;br /&gt;         Harry olhou para o barco.  Era realmente pequeno.  “Não parece como se tivesse sido feito para duas pessoas. Será que vai nos agüentar? Será que nós não seremos muito pesados juntos?”.&lt;br /&gt;         Dumbledore riu.  “Voldemort não se importava com o peso, mas com a quantidade de poder mágico que cruzasse o lago. Eu prefiro pensar que um encantamento foi colocado no barco de modo que somente um bruxo por vez poderia navegar nele”.&lt;br /&gt;         “Mas então -?”.&lt;br /&gt;         “Eu não acho que você conte, Harry: você é menor de idade e desqualificado. Voldemort nunca esperaria que um garoto de dezesseis anos alcançasse esse lugar: eu acho improvável que seus poderes sejam contados se comparados aos meus”. Essas palavras não ajudaram para levantar a moral de Harry; talvez Dumbledore tivesse percebido, pois continuou, “Um erro de Voldemort, Harry, um erro de Voldemort... Idade é tola e ignorável quando se subestima a juventude... Agora, você primeiro e cuidado para não encostar na água.”  Dumbledore ficou de lado e Harry entrou com cuidado no barco.  Dumbledore entrou também, largando a corrente no chão.  Eles se apertaram juntos; Harry não podia se sentar confortavelmente, mas agachou-se, seus joelhos juntos no canto do barco, que começou a se mover imediatamente.  Não havia som além do assovio da proa mexendo na água; movia-se sem a ajuda deles, como se uma corda invisível estivesse o puxando para a luz no centro.  Logo eles não puderam mais ver as paredes da caverna; eles poderiam estar no meio do oceano, exceto pelo fato de não haver ondas.&lt;br /&gt;         Harry olhou para baixo e viu o reflexo dourado da luz de sua varinha na superfície preta da água enquanto passavam.  O barco estava fazendo profundas ondas na superfície lisa do lago...&lt;br /&gt;         E então Harry a viu, branca como mármore, flutuando centímetros abaixo da superfície.  “Professor!” Ele chamou, e sua voz assustada ecoou alta sobre a água silenciosa.&lt;br /&gt;         “Harry?”.&lt;br /&gt;         “Eu acho que vi algo na água – uma mão humana!”.&lt;br /&gt;         “Sim, eu tenho certeza que você viu”, disse Dumbledore calmamente.&lt;br /&gt;         Harry olhou para a água, procurando pela mão que sumiu, e um sentimento doentio apareceu na sua garganta.&lt;br /&gt;         “Então aquela coisa que pulou da água-?”. Mas Harry sabia a resposta antes que Dumbledore respondesse; a luz da varinha passou por um espaço d’água e o mostrou, dessa vez, um homem morto deitado virado para cima centímetros abaixo da superfície, seus olhos abertos escondidos como que por teias, seus cabelos e roupas se mexendo a seu redor como fumaça. “Tem corpos aqui!” Disse Harry, e sua voz soava muito mais alta que o normal, e diferente da dele.&lt;br /&gt;         “Sim”, disse Dumbledore, “mas nós não precisamos nos preocupar com eles agora”.&lt;br /&gt;         “Agora?” Harry repetiu, tirando os olhos da água para olhar Dumbledore.&lt;br /&gt;         “Não enquanto estão meramente flutuando pacificamente aí embaixo”, disse Dumbledore.  “Não há nada que se temer de um corpo, Harry, não mais do que se a de temer da escuridão. Lord Voldemort, que obviamente temia os dois, discorda. Mas novamente ele mostra sua falta de sabedoria. É o desconhecido que tememos quando vemos morte e escuridão, nada mais”. Harry não disse nada; ele não queria discutir, mas achou a idéia de que havia corpos horrível e, pior, ele não acreditou que eles não eram perigosos.&lt;br /&gt;         “Mas um deles pulou”, ele falou, tentando fazer sua voz tão calma e baixa como a de Dumbledore.  “Quando eu tentei convocar o Horcrux, um corpo pulou do lago”.&lt;br /&gt;         “Sim”, disse Dumbledore.  “Eu tenho certeza de que uma vez que peguemos o Horcrux, nós vamos achá-los menos pacíficos. Porém, como várias criaturas que vivem no frio e na escuridão, eles temem a luz e o calor, os quais devemos chamar para nos ajudar se tivermos necessidade.  Fogo, Harry,” Dumbledore completou com um sorriso, respondendo à expressão de dúvida de Harry.&lt;br /&gt;         “Ah… certo…” disse Harry rapidamente.  Ele virou sua cabeça para olhar o brilho verde no qual o barco continuava a se movimentar.  Ele não podia mais fingir que não estava assustado.  O grande lago negro, junto com os mortos...  Pareciam que fora há horas e horas atrás que ele tinha encontrado a Professora Trelawney, que ele tinha dado o Felix Felicis para Ron e Hermione...  Ele de repente queria ter se despedido melhor deles... E ele nem viu Gina...&lt;br /&gt;         “Quase lá”, disse Dumbledore feliz.  Certamente a luz verde parecia estar crescendo, finalmente, e em minutos o barco parou, batendo gentilmente no que Harry não podia ver de primeira, mas quando levantou sua varinha iluminada viu que chegaram a uma pequena ilha de pedras no centro do lago.  “Cuidado para não tocar na água”, disse Dumbledore novamente enquanto Harry saía do barco.&lt;br /&gt;         A ilha não era maior que o escritório de Dumbledore, um amontoado de pedras pretas lisas nas quais não havia nada, exceto a fonte daquela luz verde, que parecia muito mais clara se vista de perto.  Harry piscou para ela; no começo, ele achou que fosse um tipo de lâmpada, mas então ele viu que a luz vinha de uma bacia de pedra como a penseira, que estava no topo de um pedestal.  Dumbledore aproximou a bacia e Harry o seguiu.  Lado a lado, eles a olharam.  A bacia estava cheia de um líquido esmeralda que emitia aquele brilho fosforescente.&lt;br /&gt;         “O que é isso?” Harry perguntou, baixo.&lt;br /&gt;         “Não tenho certeza”. Disse Dumbledore.  “Porém, é algo mais temível que sangue e corpos”. Dumbledore puxou a manga de sua roupa que estava sobre a mão escurecida e levou as pontas de seus dedos queimados na direção na superfície da poção.&lt;br /&gt;         “Senhor, não, não toque -!”.&lt;br /&gt;         “Eu não posso tocá-la”, disse Dumbledore, sorrindo vagamente.  “Está vendo? Eu não posso me aproximar mais do que isso. Tente”.&lt;br /&gt;         Observando, Harry pôs sua mão na bacia e tentou tocar na poção.  Ele encontrou uma barreira invisível que o prevenia de chegar a dois centímetros dela.  Não importando quão forte ele empurrasse, seus dedos só encontravam ar sólido e flexível.&lt;br /&gt;         “Fora do caminho, por favor, Harry”, disse Dumbledore.  Ele ergueu a varinha e fez complicados movimentos sobre a superfície da poção, murmurando sem fazer sons.  Nada aconteceu, exceto talvez que a poção tenha ficado mais clara.  Harry permaneceu silencioso enquanto Dumbledore trabalhava, mas depois de um tempo Dumbledore guardou a varinha, e Harry achou seguro voltar a falar.&lt;br /&gt;         “Você acha que o Horcrux está aí, senhor?”.&lt;br /&gt;         “Ah, sim”. Dumbledore olhou mais próximo da bacia.  Harry viu seu rosto refletido, de cabeça para baixo, na lisa superfície da poção verde.  “Mas como alcançá-la: Essa poção não pode ser tocada por mãos, não pode desaparecer, separar-se, despejar-se ou acabar, nem pode ser transfigurada, encantada ou de alguma forma mudar sua natureza”. Quase que inconscientemente, Dumbledore ergueu a varinha novamente, girou-a no ar, e depois pegou a taça de cristal que conjurou do nada.  “Eu só posso concluir que essa poção deve ser bebida”.&lt;br /&gt;         “O que?” Disse Harry.  “Não!”.&lt;br /&gt;         “Sim, eu acho que deve: Somente bebendo-a eu posso esvaziar a bacia para ver o que está no fundo dela”.&lt;br /&gt;         “Mas e se – e se ela te matar?”.&lt;br /&gt;         “Ah, eu duvido que ela funcione assim”, disse Dumbledore calmamente.  “Lord Voldemort não iria querer matar quem alcançasse essa ilha”. Harry não podia acreditar.  Era essa mais uma parte maluca da idéia de Dumbledore de ver o lado bom em todos?&lt;br /&gt;         “Senhor”, disse Harry, tentando manter sua voz normal, “senhor, é de Voldemort que estamos –”.&lt;br /&gt;         “Me desculpe, Harry; eu devia ter dito, ele não iria querer matar imediatamente a pessoa que chegasse a essa ilha”, Dumbledore se corrigiu.  “Ele iria querer mantê-la viva tempo o suficiente para descobrir como ela conseguiu penetrar tão longe em suas defesas e, o mais importante de tudo, por que ela estaria tão interessada em esvaziar a bacia. Não se esqueça de que Voldemort pensa que somente ele sabe sobre seus Horcruxes”.&lt;br /&gt;         Harry tentou falar novamente, mas dessa vez Dumbledore levantou a mão pedindo silêncio, observando o liquido esmeralda, evidentemente pensando.  “Sem dúvida”, ele falou, finalmente, “essa poção deve agir de modo a me prevenir de pegar o Horcrux. Pode me paralisar, me fazer esquecer por que estou aqui, me dar tanta dor que eu me distraia, ou me fazer incapaz de outra maneira. Sendo esse o caso, Harry será o seu dever me manter bebendo, mesmo que você tenha que jogar a poção na minha protestante boca. Você entende?”.&lt;br /&gt;         Seus olhos se encontraram acima da bacia, cada rosto pálido iluminado com aquela estranha luz verde.  Harry não falou nada.  Era por isso que ele tinha sido convidado – para forçar que Dumbledore bebesse a poção que poderia causar grande dor a ele?&lt;br /&gt;         “Você se lembra”, disse Dumbledore, “da condição que eu lhe dei para trazê-lo comigo?”.&lt;br /&gt;         Harry hesitou, olhando nos olhos azuis que se tornaram verdes na luz refletida da bacia.&lt;br /&gt;         “Mas e se -?”.&lt;br /&gt;         “Você jurou, ou não, que seguiria qualquer comando que eu lhe passasse?”.&lt;br /&gt;         “Sim, mas –”.&lt;br /&gt;“Eu te avisei, ou não, que poderia haver perigo?”.&lt;br /&gt;         “Sim”, disse Harry, “mas –”.&lt;br /&gt;         “Bem, então”, disse Dumbledore, sacudindo sua manga mais uma vez e levantando o cálice vazio, “você tem a minha ordem”.&lt;br /&gt;         “Por que eu não posso beber a poção no seu lugar?” Pediu Harry desesperado.&lt;br /&gt;         “Por que eu sou muito mais velho, mas esperto e menos valioso”, disse Dumbledore.  “De uma vez por todas, Harry, eu tenho ou não a sua palavra de que você vai fazer tudo a seu poder para me manter bebendo?”.&lt;br /&gt;         “Não poderia -?”.&lt;br /&gt;         “Eu a tenho?”.&lt;br /&gt;         “Mas –”&lt;br /&gt;         “A sua palavra, Harry” .&lt;br /&gt;         “Eu – tudo bem, mas –”.&lt;br /&gt;         Antes que Harry pudesse continuar a protestar, Dumbledore baixou o cálice para dentro da poção.  Por uma fração de segundo, Harry torceu para que não fosse capaz de tocar a poção com o cálice, mas o cristal afundou na superfície como se nada a impedisse; quando a taça estava cheia, Dumbledore a levou a boca.  “Para sua boa saúde, Harry”.&lt;br /&gt;         E ele bebeu o copo.  Harry assistiu, aterrorizado, suas mãos segurando a base da bacia tão fortemente que seus dedos estavam brancos.&lt;br /&gt;         “Professor?” Ele falou ansioso, enquanto Dumbledore abaixava o copo.  “Como você se sente?”.&lt;br /&gt;         Dumbledore balançou a cabeça, seus olhos fechados.  Harry imaginava se ele estava sofrendo.  Dumbledore botou a taça cegamente dentro da bacia, reencheu-a, e bebeu de novo.&lt;br /&gt;         Em silêncio, Dumbledore bebeu três copos cheios da poção.  Então, no meio do quarto, ele parou e caiu em direção a bacia.  Seus olhos ainda estavam abertos, sua respiração pesada.&lt;br /&gt;         “Professor Dumbledore?” Disse Harry, sua voz estrangulada.  “Você pode me ouvir?”.&lt;br /&gt;         Dumbledore não respondeu.  Sua face estava se torcendo como se estivesse profundamente adormecido, mas tendo um terrível pesadelo.  Sua força para segurar o cálice estava indo embora; a poção estava para se derramar.  Harry avançou e conseguiu pegar a taça, segurando-a com firmeza.  “Professor, o senhor pode me ouvir?” Repetiu alto, sua voz ecoando na caverna.&lt;br /&gt;         Dumbledore, ofegante, falou numa voz que Harry não reconheceu, pois nunca tinha ouvido Dumbledore tão assustado como nesse momento.&lt;br /&gt;“Eu não quero... Não me faça…”.&lt;br /&gt;         “Você… Você não pode parar, Professor”, disse Harry.  “Você tem que continuar bebendo, lembra? Você me disse que tinha que continuar bebendo. Aqui…” Se odiando e detestando o que estava fazendo, Harry forçou o cálice de volta para a boca de Dumbledore e o virou, para que Dumbledore bebesse o restante da poção.&lt;br /&gt;         “Não”, ele berrou, enquanto Harry abaixava o copo de volta para a bacia e reenchia-o. “Eu não quero... Eu não quero... Me deixe ir...”.&lt;br /&gt;         “Está bem, Professor”, disse Harry, suas mãos tremendo.  “Está tudo bem, estou aqui –”.&lt;br /&gt;         “Faça-o parar, faça-o parar” reclamava Dumbledore.&lt;br /&gt;         “Sim... sim, isso vai fazê-lo parar”. Mentiu Harry.  Ele derramou o conteúdo do cálice na boca aberta de Dumbledore.  Dumbledore gritou; o som ecoou pela câmara, através do lago negro.&lt;br /&gt;         “Não, não, não, não, não posso, não me faça, eu não quero...”.&lt;br /&gt;         “Está tudo bem Professor, tudo bem!” Disse Harry em voz alta, suas mãos tremendo tanto que ele quase não conseguia segurar o sexto cálice cheio da poção; a bacia estava na metade agora.  “Nada está acontecendo com você, você está a salvo, isso não é real, eu juro que não é real – tome isso, agora, tome isso...” E obedientemente, Dumbledore bebia, como se o que Harry oferecia fosse um antídoto, mas quando bebia, caia em cima de seus joelhos, tremendo incontrolavelmente.&lt;br /&gt;         “É tudo minha culpa, minha culpa”, ele soluçava.  “Faça-o parar, eu sei que eu fiz errado, por favor, faça-o parar e eu nunca, nunca mais...”.&lt;br /&gt;         “Isso vai fazê-lo parar, Professor”, disse Harry, sua foz falhando enquanto ele derramava o sétimo copo de poção na boca de Dumbledore.&lt;br /&gt;         Dumbledore começou a contrair-se como se torturadores invisíveis o rodeassem; sua mão machucada quase derrubou o cálice cheio das mãos de Harry enquanto ele chorava, “Não machuque-os, não machuque-os, por favor, por favor, é tudo minha culpa, machuque-me ao invés deles...”&lt;br /&gt;         “Aqui, beba isso, beba isso, você vai ficar bem”, disse Harry desesperadamente, e mais uma vez Dumbledore o obedeceu, abrindo a boca mesmo enquanto mantinha os olhos fechados e tremia da cabeça aos pés.  E agora ele caia para frente, gritando de novo, batendo as mãos contra o chão, enquanto Harry enchia o nono copo.&lt;br /&gt;         “Por favor, por favor, por favor, não... não aquilo, aquilo não, eu farei qualquer coisa...”.&lt;br /&gt;         “Beba, professor, apenas beba...”.&lt;br /&gt;         Dumbledore bebeu como uma criança, mas quando terminou, gritou como se estivesse pegando fogo.  “Nada mais, por favor, não quero mais...”.&lt;br /&gt;         Harry pegou uma taça cheia e sentiu o cristal arrastar no fundo da bacia.  “Estamos quase lá, Professor. Beba isso, beba...”.&lt;br /&gt;         Ele segurou Dumbledore pelos ombros e novamente, Dumbledore bebeu o copo; então Harry estava em pé mais uma vez, enchendo o cálice enquanto Dumbledore voltava a gritar mais desesperadamente que nunca, “Eu quero morrer! Eu quero morrer! Faça-o parar, faça-o parar, eu quero morrer!”.&lt;br /&gt;         “Beba isso, Professor. Beba isso…”.&lt;br /&gt;         Dumbledore bebeu, e assim que acabou, gritou “ME MATE!”.&lt;br /&gt;         “Esse – esse irá!” Ofegou Harry.  “Beba esse... vai acabar... tudo vai acabar!” Dumbledore bebeu o cálice, até a última gota, e então, com um grande soluço, caiu para frente.&lt;br /&gt;         “Não!” Gritou Harry, que tinha se levantado para encher novamente o cálice.  Porém, ele deixou cair o copo na bacia, foi para o lado de Dumbledore e virou-o sobre suas costas; os óculos de Dumbledore estavam torcidos, sua boca aberta, seus olhos fechados.  “Não!” Disse Harry, mexendo Dumbledore, “não, você não está morto, você disse que não era veneno, acorde, acorde – Rennervate!” Ele gritou, sua varinha apontando para o peito de Dumbledore; houve uma forte luz vermelha, mas nada aconteceu “Rennervate – senhor – por favor –”.&lt;br /&gt;         As pálpebras de Dumbledore tremularam; O coração de Harry deu um salto, “Senhor, você está -?”.&lt;br /&gt;         “Água”. Resmungou Dumbledore.&lt;br /&gt;         “Água”. Repetiu Harry, “Sim –” Ele se levantou e pegou a taça que deixara caída na bacia; ele mal percebeu a caixa dourada repousando em baixo dela.&lt;br /&gt;         “Aguamenti!” Ele gritou, encostando no cálice com a varinha.  O cálice se encheu de água pura; Harry deixou-se cair ao lado de Dumbledore, levantou a cabeça dele, e levou o copo a seus lábios – mas estava vazio.  Dumbledore resmungou e começou a ofegar.  “Mas eu tinha – espera – Aguamenti!” Disse Harry de novo, apontando a varinha para o cálice.  De novo, por um segundo, água apareceu nele, mas ao se aproximar de Dumbledore a água sumiu novamente.  “Senhor, estou tentando, estou tentando!” Disse Harry desesperado, mas ele não acreditava que Dumbledore podia ouvi-lo; ele rolou para seu lado e estava respirando rapidamente como se estivesse agonizando.  “Aguamenti – Aguamenti – AGUAMENTI”&lt;br /&gt;         O cálice se encheu e se esvaziou mais uma vez.  E agora a respiração de Dumbledore estava falhando. Com seu cérebro girando em pânico, Harry sabia, instintivamente, a única maneira de obter água, pois Voldemort tinha planejado isto...  Ele foi até o canto da rocha e enfiou o cálice no lago, trazendo-o para cima cheio de água gelada que não sumia.  “Senhor – aqui!” Harry gritou, e se jogando para frente, derramou a água sobre o rosto de Dumbledore.&lt;br /&gt;         Era o melhor que podia fazer, pois o sentimento gelado no seu braço não era da água fria.  Uma mão escorregadia tinha agarrado seu pulso. E a criatura à qual ela pertencia estava puxando-o, devagar, pela rocha.  A superfície do lago não era mais lisa; estava se mexendo, e para todo lugar que olhava, cabeças brancas e mãos emergiam da água negra, homens, mulheres e crianças com olhos molhados e sem visão estavam se movendo em direção à rocha; um exército de mortos aparecendo da água negra.&lt;br /&gt;“Petrificus Totalus!” Harry gritou, lutando, para a lisa e úmida superfície da ilha enquanto ele apontava a varinha no Inferius que segurava sua mão.  Ele o soltou, caindo para trás na água, mas muitos outros Inferi estavam subindo para a rocha, suas mãos de osso segurando na superfície escorregadia, seus olhos brancos fixos nele, usando trapos encharcados, rostos molhados cheios de malícia.&lt;br /&gt;         “Petrificus Totalus” Harry rugiu novamente, dando passos para trás enquanto balançava a varinha pelo ar; seis ou sete caíram, mas havia mais vindo para ele.  “Impedimenta! Incarcerous!”. Alguns deles tropeçaram, um ou dois presos em cordas, mas aqueles que estavam vindo simplesmente pisavam sobre os corpos caídos. Ainda mexendo no ar com sua varinha, Harry gritou, “Sectumsempra! SECTUMSEMPRA!” Mas apesar de cortes aparecerem nos trapos e nas peles geladas, eles não tinham sangue para derramar: eles continuavam a andar, sem sentir, suas mãos erguidas diante dele, e enquanto ele se afastava, sentiu braços se fecharem por detrás dele, finos, sem pele, frios como a morte, e seus pés perderam contato com o chão quando eles o levantaram e começaram a carregá-lo, vagarosamente e certamente de volta para a água onde ele sabia que não haveria soltura, onde ele seria afogado e se tornaria mais um guardião de um fragmento da alma de Voldemort...&lt;br /&gt;         Mas então, na escuridão, fogo surgiu: vermelho e dourado, um anel de fogo que rodeava a rocha de modo que os Inferi que seguravam tão fortemente Harry tropeçaram e hesitaram; eles não se atreviam a passar pelas chamas para chegar à água.  Eles largaram Harry; ele bateu no chão, escorregou pela rocha e caiu, mexendo seus braços, depois voltando a se levantar, erguendo a varinha e olhando ao redor.&lt;br /&gt;         Dumbledore estava em pé novamente.  Pálido como qualquer um dos Inferi ao redor deles, mas mais alto que qualquer um também, o fogo se refletindo em seus olhos; sua varinha erguida como uma tocha e de sua ponta saíam chamas, como um grande laço, circulando todos com calor.  Os Inferi batiam-se, tentando cegamente escapar do fogo no qual estavam presos...&lt;br /&gt;         Dumbledore pegou a caixa do fundo da bacia e guardou-a dentro de sua roupa.  Sem falar uma palavra, ele chamou Harry para seu lado.  Distraído pelas chamas, os Inferi pareciam não perceber que sua presa estava escapando com Dumbledore, que levava Harry de volta ao barco e o anel de fogo movendo junto a eles, fazendo com que os Inferi os acompanhassem para a borda do lago onde eles desceram agradecidos de volta para a água escura.&lt;br /&gt;         Harry, que estava tremendo, pensou por um momento que Dumbledore poderia não ser capaz de entrar no barco; ele tropeçou um pouco enquanto tentava; todos os seus esforços pareciam ser em tentar manter o anel de chamas em volta deles.  Harry o segurou e o ajudou de a subir no barco. Assim que eles ficaram a salvo apertados dentro dele, ele começou a se mover de volta pela água escura, para longe da rocha, ainda envolto pelo anel de fogo, e parecia que os Inferi amontoados na água não ousavam subir.&lt;br /&gt;         “Senhor”, chamou Harry, “senhor, eu esqueci – sobre o fogo – eles estavam vindo para mim e eu entrei em pânico –”.&lt;br /&gt;         “Compreensível”, murmurou Dumbledore.  Harry ficou alarmado ao ouvir quão fraca a voz dele estava.&lt;br /&gt;         Eles alcançaram a margem com uma leve batida e Harry saiu, depois se virou rapidamente para ajudar Dumbledore.  No momento em que Dumbledore alcançou a margem ele descansou a mão da varinha; o anel de fogo sumiu, mas os Inferi não emergiram da água novamente.  O pequeno barco afundou na água de novo; batendo e arrastando-se, a corrente desceu na água também.  Dumbledore deu um longo suspiro e se apoiou contra a parede da caverna.&lt;br /&gt;         “Eu estou fraco…” ele falou.&lt;br /&gt;         “Não se preocupe, senhor”. Disse Harry imediatamente, ansioso sobre a extrema palidez de Dumbledore e sobre seu ar de exaustão.  “Não se preocupe, eu vou nos levar de volta... Apóie-se em mim, senhor...”.&lt;br /&gt;         E puxando o braço inteiro de Dumbledore sobre seus ombros, Harry guiou seu diretor de volta ao redor do lago, carregando a maioria do seu peso.&lt;br /&gt;         “A proteção foi... depois de tudo... bem feita”. Disse Dumbledore fracamente.  “Um sozinho não conseguiria... Você fez bem, muito bem, Harry...”.&lt;br /&gt;         “Não fale agora”. Disse Harry, temendo o quão pesada a voz de Dumbledore havia ficado, o peso que seus pés estavam carregando.  “Guarde as suas energias, senhor... Nós logo sairemos daqui....”&lt;br /&gt;         “A passagem terá se fechado novamente... Minha faca…”.&lt;br /&gt;         “Não precisa, eu me cortei na pedra”. Disse Harry firmemente.  “Só me diga onde...”.&lt;br /&gt;         “Aqui...”.&lt;br /&gt;         Harry encostou seu antebraço machucado na pedra: tendo recebido o tributo de sangue, o arco se reabriu instantaneamente.  Eles saíram da caverna, e Harry ajudou Dumbledore a voltar pela água gelada do mar que enchia a abertura do penhasco.&lt;br /&gt;         “Vai ficar tudo bem, senhor”. Harry repetia, mais preocupado pelo silêncio de Dumbledore do que tinha estado pela sua voz enfraquecida.  “Estamos quase lá... Eu posso nos Aparatar de volta... Não se preocupe...”.&lt;br /&gt;         “Eu não estou preocupado Harry”. Disse Dumbledore, sua voz um pouco mais forte apesar da água gelada.  “Eu estou com você”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Blog para a traduç?o do Half-Blood Prince - Divirtam-se!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14610381-112207954931666923?l=traducaohpb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112207954931666923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112207954931666923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traducaohpb.blogspot.com/2005/07/captulo-26.html' title='Capítulo 26'/><author><name>Tradutora HP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17872629631848116516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.odfhp.com/quick_livro6.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381.post-112207946767218547</id><published>2005-07-22T21:43:00.000-03:00</published><updated>2005-07-22T21:44:27.690-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 25</title><content type='html'>Capítulo 25 -  O Vidente ouvido secretamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de que Harry Potter estava saindo com Gina Weasley pareceu interessar um grande número de pessoas, na maioria garotas; apesar disso Harry sentiu-se feliz pelas fofocas que aconteceram durante algumas semanas. Afinal, era uma boa mudança ser assunto por um motivo que o estava deixando mais feliz do que ele podia se lembrar em longo tempo, ao invés de virar fofoca por estar envolvido em horríveis cenas de magia negra.&lt;br /&gt;"Você pensaria que as pessoas têm assuntos melhores pra fofocar" - disse Gina, enquanto se sentava no chão da sala comunal, encostando-se às pernas de Harry e lendo o Profeta Diário. “Três ataques de dementadores em uma semana, e tudo o que Romilda Vane me pergunta é se é verdade que você tem um Hipogrifo tatuado no peito”.&lt;br /&gt;Rony e Hermione riram. Harry os ignorou.&lt;br /&gt;"O que você disse pra ela?”.&lt;br /&gt;"Eu disse que é um Rabo-Córneo Húngaro”, falou Gina, virando a página do jornal preguiçosamente. "Muito mais masculino".&lt;br /&gt;“Obrigado” disse Harry, sorrindo. "E o que você disse pra ela que o Rony tem?".&lt;br /&gt;"Um Ursinho Anão, mas não disse onde”.&lt;br /&gt;Rony olhou zangado enquanto Hermione rolava de rir.&lt;br /&gt;"Cuidado!" Ele disse, apontando para Harry e Gina. "Só porque eu dei minha permissão não significa que eu não posso retirá-la”.&lt;br /&gt;"Permissão?” Zombou Gina. “Desde quando você me dá permissão pra fazer alguma coisa? De qualquer forma, você mesmo disse que preferia que fosse Harry ao invés de Michael ou Dino”.&lt;br /&gt;“Sim, eu prefiro” disse Rony de má vontade. "Contanto que vocês não comecem a se agarrar em público".&lt;br /&gt;"Seu hipócrita! E você e Lilá, se pegando como enguias em todos os lugares?" - perguntou Gina.&lt;br /&gt;Mas a tolerância de Rony não estava pra ser testada enquanto eles entravam em Junho, e o tempo de Harry e Gina juntos tinha se tornado muito restrito. Os NOM's de Gina estavam se aproximando, portanto ela era forçada a revisar as matérias até de noite. Em uma delas, quando Gina foi para a biblioteca e Harry estava sentado perto da janela do salão comunal, supostamente terminando sua lição de Herbologia quando na realidade estava revivendo uma hora particularmente alegre que ele passou perto do lago com Gina na hora do almoço, Hermione se largou no assento entre Harry e Rony com uma expressão positivamente desagradável.&lt;br /&gt;"Quero falar com você Harry”.&lt;br /&gt;"Sobre o que?" Disse Harry desconfiado. No dia anterior, Hermione tinha lhe dado uma bronca por distrair Gina quando ela deveria estar se preparando para seus exames.&lt;br /&gt;“Sobre o que se autodenomina Príncipe Mestiço”.&lt;br /&gt;"Ah, não isso de novo", ele suspirou. "Deixe isso pra lá, por favor?".&lt;br /&gt;Ele não tinha se atrevido a voltar à Sala Precisa para retirar o livro, e sua performance em Poções estava sofrível. (apesar de Slughorn, que aprovava Gina, ter comicamente atribuído isso ao fato de Harry estar doente de amor). Mas Harry estava certo de que Snape ainda não tinha desistido de colocar as mãos no livro, e estava determinado a deixá-lo onde estava enquanto Snape continuasse observando.&lt;br /&gt;"Não deixo pra lá, não" disse Hermione firmemente, “Até você me escutar. Agora, eu venho tentado encontrar alguma coisa sobre quem teria como hobby inventar feitiços obscuros”.&lt;br /&gt;"Ele não fazia disso um hobby...".&lt;br /&gt;"Ele, ele - quem disse que é 'ele'?".&lt;br /&gt;"Nós já discutimos isso" disse Harry zangado. "Príncipe, Hermione, Príncipe!".&lt;br /&gt;"Certo!" Disse Hermione, com as bochechas vermelhas enquanto puxava um pedaço de jornal bem velho de dentro de sua mala e batia na mesa que estava na frente de Harry. "Olhe isso! Olhe esta foto!".&lt;br /&gt;Harry pegou o pedaço de papel e encarou a foto em movimento, amarelada pela idade. Rony se inclinou para olhar também. A foto mostrava uma garota magrinha, por volta dos 15 anos. Ela não era bonita, parecia aflita e mau-humorada ao mesmo tempo, com uma forte expressão e uma pele pálida. Embaixo da foto vinha a legenda: Eileen Prince, capitã do time de Bexigas de Hogwarts.&lt;br /&gt;"E...?" Disse Harry, lendo a curta notícia à qual a figura pertencia. Era uma história sobre competições intercolegiais.&lt;br /&gt;"O nome dela era Eileen Prince. Prince, Harry”.&lt;br /&gt;Eles se olharam e então Harry percebeu o que Hermione estava tentando dizer. Ele começou a rir.&lt;br /&gt;"Sem chances”.&lt;br /&gt;“O quê?".&lt;br /&gt;"Você acha que ela era o Half-Blood...? Ah, fala sério...".&lt;br /&gt;"Bom, por que não? Harry, não existem príncipes no mundo dos bruxos. Ou isso é um apelido, um título inventado que alguém deu para si mesmo, ou pode ser seu nome de verdade, não pode? Preste atenção! Se, digamos, o pai dela fosse um bruxo com o sobrenome 'Prince', e sua mãe fosse trouxa, isso a faria o ‘half-blood Prince!’”.&lt;br /&gt;"Sim, muito engenhoso, Hermione...".&lt;br /&gt;"Mas faria! Talvez ela tivesse orgulho de ser uma meio Prince!".&lt;br /&gt;"Ouça, Hermione, eu posso dizer que não é uma garota. Simplesmente posso”.&lt;br /&gt;"A verdade é que você não pensa que uma garota pode ter sido esperta suficiente”, disse Hermione brava.&lt;br /&gt;"Como eu posso ter andado com você por cinco anos e não pensar que as garotas são espertas?" Disse Harry atormentado. "É o jeito que ele escreve. Eu simplesmente sei que o príncipe era um homem. Essa garota não tem nada a ver com isso. Alias, onde você arranjou isso?".&lt;br /&gt;"Na biblioteca”. Disse Hermione, previsivelmente. "Tem toda uma coleção de velhos Profetas lá em cima. Bom, eu vou encontrar mais sobre Eileen Prince se eu puder”.&lt;br /&gt;"Divirta-se”. Disse Harry irritado.&lt;br /&gt;"Eu vou!" Disse Hermione. "E o primeiro lugar que eu irei olhar”, disse ela pra Harry, assim que chegou ao buraco do retrato da mulher gorda, "é o registro de antigos prêmios de Poções!".&lt;br /&gt;Harry olhou zangado para ela por um momento, e então continuou a contemplar o céu que escurecia.&lt;br /&gt;"Ela nunca vai superar o fato de que você se deu melhor que ela em Poções”, disse Rony, retornando a sua cópia de 1000 ervas mágicas e fungos.&lt;br /&gt;"Você não acha que estou louco, por querer aquele livro de volta, acha?".&lt;br /&gt;"Claro que não”, disse Rony vigorosamente. "Ele era um gênio, o príncipe. De qualquer forma, sem a dica do bezoar..." Ele passou o dedo pela própria garganta de maneira significativa, "Eu não estaria aqui pra discutir isso, estaria? Digo, não estou falando que o feitiço que você usou no Malfoy era ótimo...".&lt;br /&gt;"Nem eu”, disse Harry rapidamente.&lt;br /&gt;"Mas ele se curou bem, não? Ficou de pé novamente bem rápido”.&lt;br /&gt;"Sim", disse Harry; isso era perfeitamente verdade, apesar de que sua consciência dizia aborrecida: 'Graças ao Snape...'&lt;br /&gt;"Você ainda tem detenção com o Snape nesse sábado?" - Rony continuou.&lt;br /&gt;"Sim, e no sábado depois desse, e no outro", disse Harry. "E ele está dizendo agora que se eu não tiver terminado todas as caixas até o fim do período, nos continuaremos no ano que vem”.&lt;br /&gt;Ele estava achando essas detenções particularmente cansativas porque diminuía ainda mais o já limitado tempo que ele podia passar com Gina. De fato, ele vinha imaginando ultimamente que Snape sabia disso, porque ele segurava Harry até mais tarde, em cada sábado, enquanto falava sobre Harry estar perdendo o bom tempo e as diversas oportunidades que este oferecia.&lt;br /&gt;Harry foi sacudido dessas amargas reflexões pela chegada de Jimmy Peakes, que estava segurando um pedaço de pergaminho.&lt;br /&gt;"Obrigado Jimmy... Hei, é do Dumbledore!" Disse Harry excitado, desenrolando o pergaminho e começando a ler. "Ele quer que eu vá até a sala dele o mais rápido possível!".&lt;br /&gt;Eles se encararam.&lt;br /&gt;"Caramba", sussurrou Rony, "Você não acha... ele não encontrou...?".&lt;br /&gt;"Melhor eu ir e ver, não?" - disse Harry, levantando.&lt;br /&gt;Ele correu para fora da sala comunal e foi até o sétimo andar o mais rápido que pode, sem passar por ninguém além de Pirraça, que passava indo à direção oposta, jogando pedaços de giz em Harry de forma costumeira e rindo alto quando se esquivava da azaração defensiva de Harry. Assim que Pirraça foi embora, o corredor ficou em silêncio; com apenas 15 minutos para o toque de recolher a maioria das pessoas já tinha retornado para seus salões comunais.&lt;br /&gt;E então Harry ouviu um grito e um estampido. Ele parou e escutou.&lt;br /&gt;"Como - você - se - atreve - aaaaaargh!".&lt;br /&gt;O barulho estava vindo de um corredor próximo. Harry correu em sua direção, com sua varinha pronta, virou mais um canto e viu a Professora Trelawney estirada no chão, sua cabeça coberta por um de seus muitos xales, diversas garrafas de vinho ao lado dela, uma quebrada.&lt;br /&gt;"Professora...".&lt;br /&gt;Harry se apressou e ajudou a Professora Trelawney a se levantar. Algumas de suas brilhantes contas tinham emaranhado com seus óculos. Ela soluçou alto, arrumou o cabelo, e se apoiou no braço que Harry ofereceu.&lt;br /&gt;"O que aconteceu, professora?".&lt;br /&gt;"Você pode perguntar!" Disse ela numa voz aguda. “Eu estava caminhando por aí, meditando sobre alguns obscuros presságios que eu tive...".&lt;br /&gt;Mas Harry não estava prestando muita atenção. Ele tinha acabado de notar onde eles estavam parados. À sua direita tinha a tapeçaria dos trasgos dançantes e a esquerda aquela impenetrável parede de pedra que guardava... -&lt;br /&gt;"Professora, você estava tentando entrar na Sala Precisa?".&lt;br /&gt;"... anunciavam que eu fui autorizada - o quê?".&lt;br /&gt;De repente ela pareceu sagaz.&lt;br /&gt;"A Sala Precisa", repetiu Harry. "Você estava tentando entrar lá?".&lt;br /&gt;"Eu - bem - eu não sabia que os alunos sabiam sobre...”.&lt;br /&gt;"Nem todos sabem”, disse Harry. "Mas o que aconteceu? Você gritou! Soou como se você estivesse machucada...".&lt;br /&gt;"Bem - eu”, disse Professora Trelawney, tirando seu xale e olhando para ele como seus vastos e magníficos olhos. "Eu queria - ah - colocar certos- hum - itens pessoais na Sala..." E ela murmurou algo como "desagradáveis acusações".&lt;br /&gt;"Certo", disse Harry, olhando para as garrafas de vinho logo abaixo. "Mas você não conseguiu entrar e escondê-las?".&lt;br /&gt;Ele achou isso muito estranho. A sala abriu pra ele, quando ele quis esconder o livro do Half-Blood Prince.&lt;br /&gt;"Oh, eu entrei sim", disse Professora Trelawney, encarando a parede. "Mas já havia alguém lá dentro”.&lt;br /&gt;"Alguém lá -? Quem?" Perguntou Harry. "Quem estava lá dentro?".&lt;br /&gt;"Não tenho nem idéia”, disse a professora, estranhando a urgência na voz de Harry. "Eu entrei na sala e ouvi vozes, o que nunca tinha acontecido em todos os meus anos de esconder - de usar a sala, digo eu”.&lt;br /&gt;"Uma voz? Dizendo o quê?".&lt;br /&gt;"Eu não sei, não estava falando nada”, disse Trelawney. "Estava... gritando!".&lt;br /&gt;"Gritando?".&lt;br /&gt;"Alegremente", ela disse, balançando a cabeça afirmativamente.&lt;br /&gt;Harry a encarou.&lt;br /&gt; “Era homem ou mulher?”.&lt;br /&gt;"Eu diria que era um homem”, disse a professora.&lt;br /&gt;"E parecia feliz?".&lt;br /&gt;"Muito feliz", disse Trelawney desdenhosamente.&lt;br /&gt;“Como se estivesse celebrando?”.&lt;br /&gt;"Definitivamente...".&lt;br /&gt;"E então...?".&lt;br /&gt;"E então eu disse 'Quem está aí?'...".&lt;br /&gt;"Você não poderia ter descoberto quem era sem perguntar?" - Perguntou Harry, meio frustrado.&lt;br /&gt;"A visão interior", disse a professora com dignidade, esticando seu xale e vários cordões de contas brilhantes, "está fixada sobre coisas além do mundano campo das alegres vozes”.&lt;br /&gt;"Certo”, disse Harry de forma hostil. Ele ouvira falar da visão interior da professora com muita freqüência antes. "E a voz disse quem estava lá?”.&lt;br /&gt;"Não, não disse”, falou a professora. "Tudo escureceu e logo em seguida eu estava sendo arremessada de ponta cabeça para fora da sala!".&lt;br /&gt;"E você não previu isso?” Disse Harry, sem conseguir se conter.&lt;br /&gt;"Não, eu não previ, como eu disse, estava escuro”. Ela parou e fixou os olhos nele suspeitamente.&lt;br /&gt;"Eu acho que você deve contar ao Professor Dumbledore”, disse Harry. "Ele deve saber que Malfoy está celebrando - quer dizer, que alguém jogou você para fora da sala”.&lt;br /&gt;Para sua surpresa, Professora Trelawney o olhou de forma arrogante depois dessa sugestão.&lt;br /&gt;"O diretor disse que ele prefere receber menos visitas minhas”, disse ela, friamente. "Eu não vou pressionar a minha companhia sobre aqueles que não a valorizam. Se Dumbledore escolhe ignorar os avisos que as cartas mostram...".&lt;br /&gt;Sua mão ossuda se fechou de repente em torno do pulso de Harry.&lt;br /&gt;"De novo e mais uma vez, não importa como eu as tire-".&lt;br /&gt;E ela puxou uma carta dramaticamente de dentro de seu xale.&lt;br /&gt; “A brilhante torre”, ela sussurrou. "Calamidade. Desastre. Vindo mais perto todo o tempo...".&lt;br /&gt;"Certo”, disse Harry novamente. "Bem... Eu ainda acho que você deve contar ao Dumbledore sobre essa voz e sobre tudo ter escurecido e você ter sido jogada pra fora da sala...".&lt;br /&gt;"Você acha?" A professora parecia estar considerando o assunto por um instante, mas Harry podia dizer que ela gostou da idéia de recontar sua pequena aventura.&lt;br /&gt;"Eu estava indo vê-lo agora”. Disse Harry. Eu tenho uma reunião com ele. Nós podemos ir juntos.&lt;br /&gt;“Bom, neste caso”, disse a professora com um sorriso. Ela se abaixou, pegou suas garrafas de vinho e as jogou sem cerimônia num grande vaso azul e branco que ficava em um vão ali perto.&lt;br /&gt;“Eu sinto falta de lhe ter nas minhas aulas, Harry”, disse ela de modo nobre, quando eles começaram a andar juntos. “Você não tinha muito talento como vidente... mas era um maravilhoso Objeto...”.&lt;br /&gt;Harry não respondeu. Ele tinha odiado ser o objeto de predição de futuro da professora.&lt;br /&gt; “Eu acho que”, ela continuou, “que o cavalo – quer dizer, o centauro – não sabe nada de cartomancia. Eu perguntei pra ele – de um vidente para outro – se ele não estava sentindo a vibração de catástrofes chegando, também? Mas ele pareceu me achar quase cômica. Sim, cômica”.&lt;br /&gt;Sua voz soou meio histérica e Harry sentiu um poderoso bafo de vinho, mesmo com as garrafas de vinho tendo ficado para trás.&lt;br /&gt;“Talvez o cavalo tenha ouvido que eu não herdei o dom da minha tetravó. Esses rumores têm sido espalhados pelos invejosos por muitos anos. Você sabe o que eu digo pra esse tipo de pessoa, Harry? Dumbledore teria me deixado ensinar nessa maravilhosa escola, colocado tanta confiança em mim todos esses anos, se eu não tivesse me provado pra ele?”.&lt;br /&gt;Harry resmungou algo indistinto.&lt;br /&gt;“Eu bem me lembro da minha primeira entrevista com o Dumbledore”, continuou Professora Trelawney, em um tom gutural. “Ele estava profundamente impressionado, claro, profundamente impressionado... Eu estava hospedada no Cabeça de Javali, que, aliás, eu não recomendo – insetos na cama, querido – mas os fundos estavam baixos. Dumbledore fez a cortesia de me chamar no meu quarto da hospedaria. Ele me perguntou... Eu devo confessar que no começo ele parecia desconfiado com relação à Adivinhação... eu lembro que eu estava começando a me sentir mal, não tinha comido nada naquele dia... mas então...”&lt;br /&gt;E agora Harry estava prestando atenção, provavelmente pela primeira vez, porque ele sabia o que tinha acontecido então: a professora tinha feito a profecia que alterou todo o curso da vida dele, a profecia sobre ele e Voldemort.&lt;br /&gt; “... mas então nós fomos bruscamente interrompidos por Severo Snape!”.&lt;br /&gt;“O quê?!”&lt;br /&gt;“Sim, havia um barulho lá fora e então a porta abriu, e lá estava aquele estranho barman parado com Snape, que estava dizendo que tinha subido pelo lado errado, apesar de que eu acho que ele estava pretendendo escutar a minha entrevista com Dumbledore – veja, ele mesmo estava procurando um emprego naquele momento, e sem dúvidas esperava pegar algumas dicas! Bom, depois disso, sabe, Dumbledore pareceu muito mais disposto para me dar o emprego, e eu não consegui evitar de pensar, Harry, que isso aconteceu porque ele apreciou o rígido contraste entre os meus modestos modos e absoluto talento, comparado com o impulsivo jovem que estava pronto para ouvir pelo buraco da fechadura – Harry, querido?”&lt;br /&gt; Ela olhou pra trás, só percebendo agora que Harry não estava mais com ela; ele tinha parado de andar e eles estavam agora a 10 passos um do outro.&lt;br /&gt;“Harry?” Ela repetiu, incerta.&lt;br /&gt;Talvez o rosto dele estivesse branco, para fazer com que ela parecesse tão preocupada e assustada. Harry estava parado, chocado, apagando tudo menos a informação que tinha sido escondida dele por tanto tempo...&lt;br /&gt;Foi Snape quem ouviu a profecia. Foi Snape quem levou as notícias da profecia para Voldemort.  Snape e Pedro Pettigrew mandaram, juntos, Voldemort perseguir Lílian, Tiago e seu filho...&lt;br /&gt;Nada mais importava para Harry agora.&lt;br /&gt;“Harry?” Disse a professora mais uma vez. “Harry – eu achei que nós iríamos ver o diretor juntos?”.&lt;br /&gt;“Você fica aqui”, disse Harry através de seus lábios paralisados.&lt;br /&gt;“Mas, querido... eu ia contar a ele como eu fui atacada na Sala -”.&lt;br /&gt;“Você fica aqui!” Repetiu Harry bravo;&lt;br /&gt;Ela pareceu preocupada quando ele passou por ela, virou o canto rumo ao corredor onde ficava a gárgula que permitia a entrada no escritório de Dumbledore. Harry gritou a senha e subiu correndo a escada espiral, três degraus por vez. Ele espancou a porta, ou invés de bater. E a calma voz respondeu ‘entre’ depois que Harry já tinha se arremessado pra dentro da sala.&lt;br /&gt;Fawkes, a fênix olhou em volta, seus brilhantes olhos pretos vislumbrando o pôr do sol pela da janela. Dumbledore estava próximo à janela olhando para os terrenos com uma capa preta de viagem em seus braços.&lt;br /&gt;“Bom, Harry, eu prometi que você poderia vir comigo”.&lt;br /&gt;Por um momento, ou dois, Harry não entendeu. A conversa com Trelawney tinha tirado todo o resto de sua cabeça e seu cérebro parecia se mover de forma bem devagar.&lt;br /&gt;“Ir... com você?”.&lt;br /&gt;“Claro que somente se você quiser...”.&lt;br /&gt;“Se eu...”.&lt;br /&gt;E então Harry lembrou porque tinha sido chamado, a princípio, para ir ao escritório de Dumbledore.&lt;br /&gt;“Você achou um? Você achou um Horcrux?”.&lt;br /&gt;“Acredito que sim”.&lt;br /&gt;Raiva e ressentimento começaram a lutar contra o choque e empolgação. Por alguns momentos, Harry não conseguiu falar.&lt;br /&gt; “É natural sentir medo”, disse Dumbledore.&lt;br /&gt;“Eu não estou com medo!” Disse Harry de uma vez, e era perfeitamente verdade. Medo era uma emoção que ele não estava sentindo. “Qual Horcrux é? Onde está?”.&lt;br /&gt;“Eu não tenho certeza de qual é – apesar de que acho que podemos esquecer a cobra - mas eu acredito que está escondido numa caverna a milhares de quilômetros daqui, uma caverna que eu venho tentando localizar por muito tempo: a caverna em que Tom Riddle uma vez aterrorizou duas crianças em uma das viagens anuais de seu orfanato, você se lembra?”.&lt;br /&gt;“Sim”, disse Harry. “Como está protegido?”.&lt;br /&gt;“Eu não sei. Eu tenho algumas suspeitas que podem estar completamente erradas”, disse Dumbledore hesitante, e então disse, “Harry eu prometi que você poderia vir comigo e eu mantenho essa promessa, mas seria muito errado da minha parte não o alertar para o fato de que será extremamente perigoso”.&lt;br /&gt;“Eu vou”, disse Harry, antes mesmo de Dumbledore terminar de falar. Espumando de raiva de Snape, seu desejo de fazer algo desesperador e arriscado tinha aumentado dez vezes nos últimos minutos. Aparentemente isso tinha transparecido no rosto de Harry, porque Dumbledore se afastou da janela, e olhou mais de perto para Harry, uma pequena ruga surgindo entre suas sobrancelhas prateadas.&lt;br /&gt;“O que aconteceu com você?”.&lt;br /&gt;“Nada”, mentiu Harry prontamente.&lt;br /&gt;“O que te chateou?”.&lt;br /&gt;“Eu não estou chateado”.&lt;br /&gt;“Harry, você nunca foi um bom oclumente”.&lt;br /&gt;Essa palavra inflamou a fúria de Harry.&lt;br /&gt;“Snape!” Disse Harry, muito alto, e Fawkes deu um suave grasno atrás deles. “Snape, foi o que aconteceu! Foi ele quem contou para Voldemort sobre a profecia, foi ele, ele ouviu por fora da porta, Trelawney me contou!”.&lt;br /&gt;A expressão de Dumbledore não mudou, mas Harry percebeu que seu rosto empalideceu, por baixo do reflexo do sol que estava sumindo. Por um longo momento Dumbledore não falou nada.&lt;br /&gt;“Quando você descobriu isso?” Ele perguntou, finalmente.&lt;br /&gt;“Agora!” Disse Harry que estava se impedindo de gritar com grande dificuldade. E então, de repente, ele não conseguiu se conter. “E VOCÊ O DEIXOU ENSINAR AQUI, E ELE DISSE PARA VOLDEMOR IR ATRÁS DE MINHA MÃE E MEU PAI!”.&lt;br /&gt;Respirando com dificuldade como se tivesse lutado, Harry deu as costas para Dumbledore, que até então não tinha movido um músculo, e passeou pela sala, esfregando os nós de seus dedos e se contendo para não sair quebrando todas as coisas. Ele queria berrar com Dumbledore, mas ao mesmo tempo ele queria ir com ele e tentar destruir o Horcrux; ele queria dizer que Dumbledore era um velho idiota por confiar em Snape, mas estava com medo de que Dumbledore não o levasse se não controlasse sua raiva...&lt;br /&gt;“Harry”, disse Dumbledore calmamente. “Por favor, me escute”.&lt;br /&gt;Foi difícil controlar seus nervos para não começar a gritar. Harry parou, mordeu seus lábios e olhou para o rosto de Dumbledore.&lt;br /&gt;“O professor Snape cometeu um terrível...”.&lt;br /&gt;“Não me diga que foi um engano, senhor, ele estava ouvindo através da porta!”.&lt;br /&gt;“Por favor, deixe-me terminar”. Dumbledore esperou que Harry acenasse e então continuou. “Snape cometeu um terrível erro. Ele ainda era um empregado de Lord Voldemort na noite em que ele ouviu metade da profecia da professora. Naturalmente, ele correu para contar ao seu mestre o que tinha ouvido, porque isso muito o interessava. Mas ele não sabia – ele não tinha como saber – qual garoto Voldemort iria perseguir dali em diante, ou que os pais que ele destruiria em sua saga assassina eram pessoas que ele, Snape, conhecia; que eles eram seus pais”.&lt;br /&gt;Harry deixou escapar uma risada melancólica.&lt;br /&gt;“Ele odiava meu pai como odiava Sirius! Você não notou, Professor, como as pessoas que Snape odeia tendem a acabar morrendo?”.&lt;br /&gt;“Você não tem idéia do remorso que Snape sentiu quando ele percebeu como Voldemort tinha interpretado a profecia, Harry. Eu acredito que tenha sido o maior arrependimento da vida dele e razão que fez com que ele voltasse...”.&lt;br /&gt; “Mas ele é um ótimo oclumente, não é senhor?” Disse Harry, cuja voz estava tremendo com o esforço para mantê-la calma. “E Voldemort não estava convencido de que Snape estava do lado dele, mesmo agora? Professor... como você pode ter certeza de que Snape está do nosso lado?”.&lt;br /&gt;Dumbledore não falou nada por um instante. Ele parecia estar tentando organizar sua mente sobre alguma coisa. Enfim ele disse, “Eu tenho certeza. Eu confio completamente em Severo Snape”.&lt;br /&gt;Harry respirou profundamente por alguns instantes enquanto se esforçava para acalmar a si mesmo. Mas não funcionou.&lt;br /&gt;“Bom, mas eu não!” Disse ele tão alto quanto antes. “Ele está tramando algo com Malfoy agora, bem debaixo de seu nariz, e você ainda -”.&lt;br /&gt;“Nós já discutimos isso, Harry”, disse Dumbledore e agora ele parecia severo novamente. “Eu já te contei minha visão”.&lt;br /&gt;“Você vai deixar a escola hoje à noite e eu aposto que você nem considerou que Snape e Malfoy podem decidir -”&lt;br /&gt; “Fazer o quê?” Perguntou Dumbledore, com suas sobrancelhas levantadas. “O que você acha que eles estão fazendo, precisamente?”.&lt;br /&gt; “Eu… eles estão aprontando alguma coisa!” Disse Harry e ele cerrou os punhos enquanto falava. “Professora Trelawney estava na Sala Precisa, tentando esconder suas garrafas de vinho quando ouviu Malfoy comemorando, celebrando! Ele estava tentando fazer algo perigoso lá dentro, e se você me perguntar, ele conseguiu e você está prestes a sair da escola sem -”.&lt;br /&gt; “Chega”, disse Dumbledore. Ele disse isso calmamente, mas mesmo assim Harry finalmente se calou. Ele sabia que tinha cruzado uma linha invisível. “Você acha que alguma vez eu deixei a escola desprotegida durante minhas ausências esse ano? Não deixei. Esta noite, quando eu sair, haverá novamente proteção adicional por aqui. Por favor, não sugira que eu não levo a sério à segurança de meus alunos, Harry”.&lt;br /&gt;“Eu não -” murmurou Harry, um pouco envergonhado, mas Dumbledore o interrompeu.&lt;br /&gt;“Eu não quero mais discutir esse assunto”.&lt;br /&gt;Harry reprimiu sua resposta, com medo de ter ido longe demais, e com isso ter arruinado sua chance de acompanhar Dumbledore, mas este continuou, “Você gostaria de ir comigo hoje?”.&lt;br /&gt;“Sim”, disse Harry de uma vez.&lt;br /&gt;“Muito bem, então: escute”.&lt;br /&gt;Dumbledore se levantou por completo.&lt;br /&gt;- “Eu te levo comigo com uma condição: que você obedeça qualquer ordem que eu dê, sem questionar”.&lt;br /&gt;“Claro”.&lt;br /&gt;“Tenha certeza de que me entendeu, Harry. Eu estou dizendo que você deve obedecer até mesmo ordens como ‘corra’, ‘se esconda’ ou ‘volte’. Eu tenho sua palavra?”&lt;br /&gt;“Eu – sim, claro”.&lt;br /&gt;“Se eu falar para você se esconder, você se esconderá?”.&lt;br /&gt;“Sim”.&lt;br /&gt;“Se eu falar pra você se esconder, você irá obedecer?”.&lt;br /&gt;“Sim”.&lt;br /&gt; “Se eu falar para me deixar, e se salvar, você fará o que eu estarei dizendo?”.&lt;br /&gt;“Eu -”&lt;br /&gt;“Harry?”.&lt;br /&gt;Eles se olharam por um momento.&lt;br /&gt;“Sim senhor”.&lt;br /&gt;“Muito bem. Então eu quero que você vá, pegue sua capa e me encontre no Saguão de Entrada em 5 minutos”.&lt;br /&gt;Dumbledore se virou e olhou para fora da flamejante janela. O sol agora estava vermelho no horizonte. Harry saiu rapidamente do escritório e desceu a escada espiral. Sua mente estava estranhamente clara. Ele sabia o que fazer.&lt;br /&gt;Rony e Hermione estavam sentados juntos na sala comunal quando ele voltou.&lt;br /&gt;“O que Dumbledore queria?” – Hermione disse de uma vez. “Harry, você está bem?” Ela acrescentou ansiosa.&lt;br /&gt;“Eu estou bem”, disse Harry, passando rapidamente por eles. Ele subiu a escada e entrou no dormitório, abriu seu malão e tirou o Mapa do Maroto e um par de meias enroladas. Então ele se apressou a descer as escadas até a sala comunal, derrapando até o lugar onde Rony e Hermione estavam sentados, parecendo atordoados.&lt;br /&gt;“Eu não tenho muito tempo”, ofegou Harry, “Dumbledore pensa que eu estou pegando minha Capa da Invisibilidade. Escutem...”.&lt;br /&gt;Rapidamente ele contou aos dois onde estava indo e porquê. Não parou nem mesmo quando Hermione pareceu horrorizada ou quando Rony fez algumas perguntas; eles podiam adivinhar os detalhes por conta própria, depois.&lt;br /&gt;“... então vocês entendem o que isto significa?” Harry terminou de uma vez. “Dumbledore não estará aqui esta noite, então Malfoy terá campo livre para o que quer que seja que ele está tramando. Não, me escutem!” Ele disse bravo, quando Rony e Hermione deram sinais de que iam interromper. “Eu sei que era Malfoy celebrando na Sala Precisa. Aqui -” Ele jogou o Mapa do Maroto nas mãos de Hermione. “Vocês tem que vigiar ele e Snape também. Usem qualquer pessoa que vocês conseguirem da AD também. Hermione, aqueles galeões que usávamos para contanto ainda funcionam, certo? Dumbledore disse que ele colocou proteção extra na escola, mas se Snape estiver envolvido, ele saberá que proteção é essa e como evitá-la – mas ele não estará esperando que vocês o estejam vigiando, estará?”.&lt;br /&gt;“Harry -” começou Hermione, seus olhos cheios de medo.&lt;br /&gt; “Não tenho tempo para argumentar”, disse Harry brevemente. “Peguem isso também -” Ele jogou a meia nas mãos de Rony.&lt;br /&gt; “Obrigado”, disse Rony. “Hum – porque eu preciso de meias?”.&lt;br /&gt; “Você vai precisar do que está dentro delas, é Felix Felicis. Dividam entre vocês e Gina. Digam ‘tchau’ a ela por mim. Eu preciso ir, Dumbledore está me esperando -”.&lt;br /&gt; “Não!” Disse Hermione enquanto Rony desenrolava a pequena garrafa com a poção, olhando intimidado. “Nós não queremos, leve você, pois você, o que você estará encarando?”.&lt;br /&gt;“Eu ficarei bem, estarei com Dumbledore”, disse Harry. “Eu quero saber que vocês estarão bem... não olhe assim, Hermione. Vejo vocês depois”.&lt;br /&gt;E então ele correu para a saída do salão comunal rumo ao Saguão de  Entrada.&lt;br /&gt;Dumbledore estava esperando ao lado da porta da frente. Ele se virou enquanto Harry vinha deslizando no degrau mais alto, ofegando alto e sentindo pontadas em um dos lados do corpo.&lt;br /&gt;“Eu gostaria que você vestisse sua capa, por favor”, disse Dumbledore, e esperou que Harry tivesse jogado a capa em si antes de dizer, “Muito bem, vamos, então?”.&lt;br /&gt;Dumbledore desceu os degraus de pedra, sua capa de viagem balançando no ar de verão. Harry se apressou para ficar ao lado dele, debaixo da capa da invisibilidade, ainda ofegando e suando muito.&lt;br /&gt;“Mas o que as pessoas pensarão quando virem o senhor saindo, Professor?” Harry perguntou, pensando em Malfoy e Snape.&lt;br /&gt;“Que eu fui até Hogsmeade, beber”, disse Dumbledore. “Algumas vezes eu sou cliente de Rosmerta ou visito o Cabeça de Javali... É uma boa maneira de disfarçar meu verdadeiro destino”.&lt;br /&gt; Eles seguiram o caminho na passagem no crescente crepúsculo. O ar estava cheio de cheiros de grama quente, água do lago e fumaça de madeira vinda da cabana de Hagrid. Era difícil acreditar que eles estavam indo para algo perigoso e assustador.&lt;br /&gt; “Professor”, disse Harry calmamente, enquanto os portões apareciam no final do caminho, “nós vamos aparatar?”.&lt;br /&gt;“Sim”, disse Dumbledore. “Você consegue aparatar agora, não?”.&lt;br /&gt;“Sim”, disse Harry, “mas eu não tenho a licença”.&lt;br /&gt;Ele sentiu que era melhor ser honesto. E se ele estragasse tudo aparecendo a 100 metros de onde ele deveria aparecer?&lt;br /&gt;“Não tem problema”, disse Dumbledore, “eu posso te ajudar novamente”.&lt;br /&gt;Eles saíram e entraram no deserto caminho para Hogsmeade. A escuridão aumentava rápido, e até eles atingirem a estrada à noite já tinha finalmente caído. Luzes brilhavam nas janelas das lojas, e quando se aproximaram do Três Vassouras eles ouviram um berro rouco.&lt;br /&gt;“... e permaneça aí fora!” Gritou Madame Rosmerta, jogando para fora um bruxo com aparência suja. “Oh, olá, Alvo... você saindo tão tarde...”.&lt;br /&gt;“Boa noite, Rosmerta, boa noite... me perdoe, eu estou indo ao Cabeça de Javali... Não se ofenda, mas eu prefiro uma atmosfera mais quieta hoje...”&lt;br /&gt;Um minuto depois eles estavam virando a esquina, para o lado onde ficava o Cabeça de Javali, mas não havia nenhum barulho. Contrastando com o Três Vassouras, o pub parecia estar completamente vazio.&lt;br /&gt;“Não vai ser necessário entrar”, murmurou Dumbledore, olhando em volta. “Contando que ninguém nos veja... agora coloque sua mão em cima do meu braço, Harry. Não tem necessidade de se agarrar com muita força, eu estarei simplesmente te guiando. No três – um... dois... três...”.&lt;br /&gt;Harry girou. De uma vez, veio aquela horrível sensação de que ele estava sendo espremido em um fino tubo. Ele mal podia respirar, todo o corpo dele estava sendo comprimido, quase ultrapassando o tolerável e então, justamente quando ele pensou que estava sufocando, as fitas invisíveis pareceram abrir, e ele estava parado na gelada escuridão, respirando ar fresco e salgado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Blog para a traduç?o do Half-Blood Prince - Divirtam-se!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14610381-112207946767218547?l=traducaohpb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112207946767218547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112207946767218547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traducaohpb.blogspot.com/2005/07/captulo-25.html' title='Capítulo 25'/><author><name>Tradutora HP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17872629631848116516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.odfhp.com/quick_livro6.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381.post-112206422740437423</id><published>2005-07-22T17:28:00.000-03:00</published><updated>2005-07-22T17:30:27.433-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 24</title><content type='html'>Capítulo 24 - Sectumsempra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exausto, mas satisfeito com o trabalho noturno, Harry contou a Rony e Hermione tudo que aconteceu durante a lição de Feitiços da manhã (estavam lançando o feitiço Muffliato sobre quem estava perto). Eles estavam muito impressionados com o caminho que ele usou para descobrir a memória apagada de Slughorn e positivamente aterrorizados quando ele contou sobre os Hurcruxes de Voldemot e a promessa de Dumbledore de deixá-lo só, enquanto ele procura pelos outros.&lt;br /&gt;"Uau!", disse Rony, quando Harry finalmente terminou de contar tudo. Rony estava movendo sua mão muito vagamente na direção do teto sem prestar a mínima atenção com o que estava fazendo. "Uau!". Você junto de Dumbledore ...e tentar e destruir ... uau!&lt;br /&gt;"Rony, você está criando esta neve", disse Hermione pacientemente, segurando o seu pulso e afastando-o do teto do qual, antes vazio, grandes flocos brancos estavam começando a cair. Lilá Brown, Harry notou, fuzilava Hermione numa mesa vizinha com os olhos vermelhos, e Hermione imediatamente soltou o braço de Rony."Oh , sim!" disse Rony, olhando para baixo de seu corpo com vaga surpresa. "Desculpem-me ... ehrr... olhem como estamos com uma caspa terrível agora ..."&lt;br /&gt;Ele escovou alguma neve falsificada dos ombros de Hermione e Lilá explodiu em lágrimas... Rony olhou imensamente culpado e se virou de costas para ela. "Nós brigamos", ele disse a Harry com o canto de sua boca, "Na última noite, quando ela me viu sair do dormitório com Hermione. Logicamente ela não pode te ver, assim pensou que tinha saído apenas  nós dois".&lt;br /&gt;"Ah!" disse Harry. "Bem – pelo menos você não terminou né?”, “Não” admitiu Rony. "Era ruim enquanto ela estava gritando, mas ao menos eu não tive que terminar.".&lt;br /&gt;"Covarde!" disse Hermione, entretanto, ela olhou feliz. "Bem, hoje não foi uma boa noite para romances. Gina e Dino também terminaram, Harry.".&lt;br /&gt;Harry pensou ter visto no olhar de Hermione algo indicativo e malicioso quando ela lhe falou isto, mas Hermione não tinha a possibilidade de descobrir que, intimamente, ele dançava uma conga. Manteve sua face imóvel e com uma voz indiferente e fria, ele perguntou "E como foi isso?"&lt;br /&gt;"Oh! algo realmente tolo... ela disse que ele sempre cismava em levá-la até passar pela entrada do retrato, como se ela não pudesse fazer por ela sozinha... mas eles estavam por um fio há muito tempo.".&lt;br /&gt;Harry lançou um olhar sobre Dino no outro lado da classe. Ele certamente estava parecendo infeliz.&lt;br /&gt;"Claro! Isso te coloca em um pequeno dilema, não é mesmo?" disse Hermione.&lt;br /&gt;"O quê você quer dizer com isso?", disse Harry rapidamente.&lt;br /&gt;"O time de quadribol", disse Hermione. "Se Gina e Dino não estão se falando...."."Oh! Oh! Claro!" disse Harry."Flitwick", disse Rony em tom de alarme. O pequeno mestre de Feitiços estava se vindo para eles, e Hermione era a única que conseguiu transformar o vinagre em vinho; seu frasco de vidro estava cheio de um líquido carmesim profundo, enquanto o de Harry e Rony permanecia marrom vergonhoso."Agora, agora, garotos!" murmurou o Professor Flitwick reprovadamente. "Um pouco menos de conversa, e um pouco mais de ação ... Deixem-me ver vocês dois tentarem..."&lt;br /&gt;Juntos eles levantaram suas varinhas, concentraram todos os seus poderes, e apontaram para seus frascos. O vinagre de Harry se transformou em gelo; o frasco de Rony explodiu.&lt;br /&gt;"Sim... lição de casa" disse o Professor Flitwick, reaparecendo debaixo da mesa e limpando os cacos do alto de seu chapéu, "prática.".&lt;br /&gt;Eles tiveram um de seus raros períodos livres depois de Feitiços e voltaram para a classe juntos. Rony pareceu positivamente aliviado sobre o fim de seu relacionamento com Lilá, e Hermione pareceu adorável, também, embora quando  ele lhe perguntou o por que da felicidade, ela simplesmente dizia "Hoje é um bom dia!". Nenhum deles, porém, perceberam a batalha feroz que se passava dentro da cabeça de Harry:&lt;br /&gt;Ela é irmã do Rony...&lt;br /&gt;Mas ela acabou com Dino!&lt;br /&gt;Mas ela continua sendo irmã do Rony!&lt;br /&gt;Mas eu sou seu melhor amigo!&lt;br /&gt;Mas isso só piora!&lt;br /&gt;E se eu falar com ele primeiro -&lt;br /&gt;Ele vai te socar.&lt;br /&gt;E se eu não me importar?&lt;br /&gt;Ele é seu melhor amigo!...&lt;br /&gt;Harry já havia entrado no buraco do retrato da sala comunal ensolarada quando percebeu, vagamente, um pequeno grupo de alunos do sétimo ano juntos, enquanto Hermione gritava: "Katie! Você voltou! Você está bem?".Harry parou: Era certamente Katie Bell, o olhando completamente recuperada e cercada por seus amigos."Estou realmente bem!" ela disse alegremente. "Eles deixaram-me sair de St. Mungos no domingo, eu fiquei um par de dias em casa com mamãe e com papai e então voltei para cá nesta manhã. Leanne estava justamente me contando sobre MacLaggen e o último jogo, Harry...".&lt;br /&gt;"Sim", disse Harry, "bem, agora que você voltou e Rony melhorou, nós teremos uma chance decente de arrasar a Corvinal, acho que nós ainda podemos estar na corrida para a Taça. Ouça, Katie..."&lt;br /&gt;Ele explicou a questão, até então. Sua curiosidade até fez com que Gina saísse de sua cabeça temporariamente. Ele deixou cair sua voz quando os amigos de Katie começaram a apanhar suas coisas; aparentemente eles teriam aulas de Transfiguração mais tarde."... o colar ... você pode relembrar quem o entregou agora?""Não", disse Katie, balançando penosamente a cabeça. "Todos tem me perguntado, mas não consegui nenhuma pista. A última coisa que eu me lembro era que estava andando dentro do banheiro das meninas no Três Vassouras.".&lt;br /&gt;"Você entrou definitivamente no banheiro das meninas, então?" disse Hermione."Bem, eu sei que abri a porta", disse Katie, "e eu suponho que alguém me dominou justamente enquanto eu entrava. Depois disso minha memória está branca até dois meses atrás em St. Mungos. Ouçam, é melhor eu ir, eu não posso me atrasar na aula com McGonagall justamente no meu primeiro dia de volta...".&lt;br /&gt;Ela correu para apanhar a sua bolsa e se apressou a alcançar seus amigos, deixando Harry, Rony e Hermione sentados diante da mesa da janela e ponderando no que ela havia dito.&lt;br /&gt;"Só pode ser uma garota ou uma mulher quem deu a Katie o colar", disse Hermione, "dentro do banheiro das meninas.".&lt;br /&gt;"Ou alguém que se parecia com uma garota ou uma mulher", disse Harry. "Não esqueça, existia um caldeirão cheio de poção polisuco em Hogwarts. Sabemos que alguém conseguiu roubá-la..."&lt;br /&gt;E em seu pensamento ele observou uma parada de Crabbes e Goyles passando adiante, todos transformados em garotas.&lt;br /&gt;"Eu acho. Eu vou tomar outra dose de Felix", disse Harry, "e eu vou até a Sala Precisa novamente.".&lt;br /&gt;"Que seria uma perda completa da poção", disse Hermione logicamente, pegando a copia do livro de Feitiços de Syllabary que acabara de retirar de sua bolsa. "Sorte só se pode conseguir as vezes, Harry. A situação com Slughorn era diferente, você sempre teve habilidade para persuadi-lo, você só precisava de um pouquinho de circunstâncias favoráveis. Sorte não é suficiente se você tem um encantamento poderoso. Não vá desperdiçar o resto da poção. Você vai precisar da maior sorte do mundo se Dumblebore o levar junto com ele...". Ela abaixou sua voz a um sussurro.&lt;br /&gt;"Não podíamos fazer mais alguns?". Rony perguntou a Harry, ignorando Hermione. "Eu acho ótimo ter um estoque dela... Que tal olhar no livro..."&lt;br /&gt;Harry puxou sua cópia de Poções Avançadas de sua bolsa, e olhou em cima de Felix Felicis&lt;br /&gt;"Bom, isso é realmente complicado" ele disse, correndo os olhos sobre a lista de ingredientes. "e isso levará seis meses... Você tem que deixar cozinhar..."&lt;br /&gt;"Típico" disse Rony.&lt;br /&gt;Harry estava a ponto de guardar seu livro novamente,  quando ele notou um canto de uma pagina dobrada, desdobrando-a ele viu o feitiço Sectumsempra, e em baixo escrito: "para os inimigos" que ele havia marcado algumas semanas antes. Ele ainda não tinha encontrado o que fazer com isso, principalmente porque ele não quis testar próximo a Hermione, mas ele estava considerando usar em  McLaggen na próxima vez que ele aparecesse diante deles.&lt;br /&gt;A única pessoa que não estava particularmente agradecida por ver Katie Bell voltar à escola era Dean Thomas, porque ele não seria requerido para a  posição de artilheiro. Ele suspirou quando Harry lhe disse isso, meramente soltou um grunhindo, mas Harry teve uma sensação diferente enquanto se distanciava de Dean e Seamus..&lt;br /&gt;Na quinzena seguinte,  Harry disse que viu o melhor treino de Quadribol desde que virou Capitão. Seu time estava muito satisfeito com a saída de McLaggen, felizes por ter Katie de volta, e eles estavam voando excepcionalmente bem.&lt;br /&gt;Gina não parecia transtornada com o rompimento com Dino, ao contrário, ela era a vida e a alma do time. Suas imitações de Rony se movendo ansiosamente para cima e para baixo diante dos aros como goleiro, ou das ordens frias dadas por Harry a McLaggen antes de ser nocauteado, tornava o treino muito divertido.  Harry, sorrindo juntamente com todos, estava contente por ter uma razão inocente para olhar para Gina; e ele tinha recebido mais ferimentos durante os treinos porque não  conseguia manter seus olhos nos balaços.&lt;br /&gt;A batalha estava furiosa em sua cabeça: Gina ou Rony? Às vezes ele pensava que após Lilá,  Rony não iria se importar se ele convidasse Gina para sair, mas então ele lembrou a expressão de Rony quando ele a viu beijando Dino, e era certo que Rony consideraria uma traição se Harry caminhasse de mãos dadas com Ginny. Contudo Harry não podia ajudar-se conversando com Gina, rindo com ela, voltando do treino com ela, entretanto sua consciência doeu demais, ele encontrou-se maravilhado pensando em como poderia conseguí-la para si. Teria sido ideal se Slughorn tivesse dado outra de suas pequenos festas, para Rony não estar por perto - mas infortunadamente, Slughorn parecia tê-las acabado. Uma ou duas vezes Harry considerou em pedir ajuda a Hermione, mas ele não pensou como conseguiria olhar pra Hermione,  vendo um olhar satisfeito e acusador  em seu rosto; como varias vezes via quando Hermione o flagrava olhando para Gina ou rindo de suas piadas. E para complicar o assunto, ele teve a irritante preocupação de que se não o fizesse, um outro alguém convidaria Gina para sair em breve: ele e Rony pelo menos concordavam para seu próprio bem, o  fato de que Gina era popular demais.&lt;br /&gt;De toda a forma, a tentação de tomar outro gole de Felix Felixis estava ficando mais forte durante o dia,e certamente era um argumento para, segundo Hermione, "aproveitar as circunstâncias" Os dias monótonos correram gentilmente em Maio, e Rony parecia estar sempre no ombro de Harry quando ele via Gina. Harry descobriu que apenas um golpe de sorte poderia de alguma maneira fazer com que Rony ficasse  feliz com o seu melhor amigo e sua irmã saindo, e os deixasse sozinhos, ele  junto dela mais do que alguns segundos. Nenhuma oportunidade surgiu enquanto se aproximava o final do periodo com o Torneio de Quadribol. Rony procurava falar de táticas com Harry todo o tempo e não tinha pensamentos para mais nada.&lt;br /&gt;Rony não era o único a esse respeito; o interesse no jogo Grifinória-Corvinal estava correndo extremamente rápido na escola, para o jogo que decidiria o Campeonato das casas. Se Grifinória batesse a Corvinal por uma margem de trezentos pontos ( um número alto, porém Harry nunca tinha visto seu time voando melhor) então eles conseguiriam vencer o Campeonato. Se eles vencessem por menos de trezentos pontos, eles ficariam em segundo após Corvinal, se eles perdessem pela diferença de cem pontos ficariam em terceiro atrás da Lufa-Lufa e se eles perdessem por mais de cem pontos, estariam em quarto lugar e em lugar nenhum, e no pensamento de Harry, se eles perdessem, a casa não iria esquecer que ele foi o Capitão da Grinfinória e  que a colocaria no fundo da tabela em dois séculos.&lt;br /&gt;O ponto crítico da partida tinha as mesmas características de sempre: membros das casas rivais tentando intimidar os adversários nos corredores; desagradáveis canções sobre um jogador individual,  ensaiados com a voz de passarinhos; os próprios membros das equipes circulando ao redor para gozar de toda a atenção ou senão entrando em banheiros e dando tiros para cima. De alguma maneira o jogo havia se ligado inexplicavelmente ao êxito ou fracasso de seus planos com Gina.Ele conseguia sentir que  se eles vencesssem por mais de trezentos pontos,  nas cenas de euforia e a ótima e calorosa festa de comemoração justamente com um saboroso trago de Felix Felicis talvez houvesse alguma chance.E no meio de tantas preocupações, Harry não havia esquecido sua outra ambição; descobrir o que Malfoy estava fazendo na Sala Precisa. Ele ficava verificando o Mapa do Maroto, e ele não conseguia localizar o local onde estava Malfoy, deduzindo que o mesmo estava perdendo o seu tempo dentro daquela sala.&lt;br /&gt;Embora Harry perdesse as esperanças de descobrir o que acontecia dentro da Sala Precisa, e continuando à tentar entrar sempre que estava na vizinhança reformulando sempre seu pedido, a parede permaneceu firmemente fechada. Alguns dias antes da partida contra a Corvinal, Harry encontrou-se andando sozinho próximo a Sala Comunal, Rony estava fora em um banheiro próximo para disparar para cima novamente, e Hermione não saindo do seu normal foi ver o Professor Vector sobre um erro que ela pensou ter cometido em seu último ensaio de Aritimancia. Mais por hábito do que por qualquer coisa, Harry fez a sua usual tentativa no corredor do sétimo andar, checando o Mapa do Maroto. Por um momento ele não conseguiu localizar Malfoy em nenhum lugar e assumiu que ele estivesse dentro da Sala Precisa novamente, mas então ele viu Malfoy pequenininho, sobre um ponto no banheiro dos meninos no andar abaixo, acompanhado, não por Crabbe ou Goyle, porém por Murta que Geme.&lt;br /&gt;Harry somente parou para olhar essa improvável dupla quando ele virou a direita em um conjunto de armaduras. O alto ruído trouxe-o de volta de seu devaneio; saindo da cena antes que Filch chegasse, dos pontos tracejados na escada de mármore e ao longo da passagem abaixo. Fora do banheiro, ele pressionou sua orelha de encontro à porta. Ele não podia ouvir nada. Ele muito silenciosamente á abriu.&lt;br /&gt;Draco Malfoy estava de costas para a porta, suas mãos agarravam os lados da pia, seus cabelos brancos-louros arqueados.&lt;br /&gt;"Não!", soou a voz da Murta que Geme de um dos cubículos. "Não... conte-me o que está errado... Eu posso ajudá-lo...” “Ninguém pode me ajudar", disse Malfoy. Seu corpo estava todo tremendo. "Não posso fazer isso... Eu não posso... Não quero trabalhar... e a menos que eu faça logo... ele disse que me matará...”.&lt;br /&gt;E Harry observava, com um choque tão grande que parecia enraizá-lo àquele ponto, aquele Malfoy chorando - realmente chorando - lágrimas rolando sobre sua pálida face dentro da pia. Malfoy tossiu e engasgou-se e então, com um grande suspiro, quando olhou para a imagem no espelho rachado viu Harry parado olhando fixamente para ele.&lt;br /&gt;Malfoy olhou, puxando sua varinha. Instintivamente, Harry puxou a sua. O feitiço de Malfoy errou Harry por centímetros, quebrando a lâmpada ao lado de Harry na parede. Harry jogou-se de lado no chão, pensando Levicorpus! E apontando sua varinha, mas Malfoy bloqueou o feitiço e levantou sua varinha para outro... "Não! Não" Parem com isso!”Guinchou Murta que Geme, sua voz ecoando alto no alto de todo o andar”.Parem! PAREM!".&lt;br /&gt;Houve um estrondo alto e o escaninho atrás de Harry explodiu; Harry tentou um feitiço Prende-Pernas para contra-atacar passando ao lado da orelha de Malfoy e esmagando a cisterna abaixo de Murta que Geme, que gritava escandalosamente alto; água jorrou por todo o lado e Harry deslizou enquanto Malfoy, de face retorcida, gritou "Cruci-"&lt;br /&gt;"SECTUMSEMPRA!" Gritou Harry do assoalho, agitando sua varinha descontroladamente.&lt;br /&gt;O sangue jorrou do rosto e do peito de Malfoy como se ele tivesse sido chicoteado ou cortado por uma espada invisível. Ele balançou para trás e caiu no assoalho com um grande respingo de água, sua varinha caindo brandamente de sua mão direita. "Não ..." engasgou-se Harry.Deslisando e desconcertado, Harry colocou e  mergulhou seus pés em direção a Malfoy, cujo rosto brilhava em vermelho escalate, suas mãos brancas embebidas em sangue em seu peito.  "Não, Eu não queria...” ·Harry não sabia o que dizer. Ele caiu de joelhos ao lado de Malfoy, que estava se agitando descontroladamente banhado pelo próprio sangue. Murta que Geme soltou um grito alto e descontrolado: "ASSASSINATO! ASSASSINATO NO BANHEIRO! ASSASSINATO!"&lt;br /&gt;A porta bateu atrás de Harry que ergueu os olhos, estarrecido: Snape havia entrado no banheiro, com a face lívida. Empurrando Harry de lado, ajoelhou-se ao lado de Malfoy, pegou sua varinha, e lançou um feitiço sobre as profundas feridas que Harry tinha provocado, sussurrando um feitiço que soou quase como uma canção. O fluxo de sangue pareceu diminuir, Snape limpou o resíduo que tinha sobre a face de Malfoy e repetiu o feitiço.Agora as feridas pareciam que faziam pontos.&lt;br /&gt;Harry permaneceu observando, horrorizado com o que havia feito, pouco ciente de que estava embebido em sangue e água. Murta que Geme permaneceu gemendo e chorando logo acima. Enquanto Snape estava executando um contra-feitiço pela terceira vez, a meia-vida de Malfoy permaneceu na mesma posição.&lt;br /&gt;"Você necessita de ala hospitalar. Pode haver certa quantidade de marcas e cicatrizes, mas se você tomar ditany imediatamente pode ser que até isso evitemos... Venha...”.&lt;br /&gt;Ele apoiou Malfoy através do banheiro, voltando-se para a porta para dizer em uma voz furiosa e fria, "E você, Potter... E você espera por mim aqui”.&lt;br /&gt;Não ocorreu nem por um segundo a Harry em desobedecer. Ele levantou-se lentamente, andou olhou abaixo o assoalho molhado. Ali havia manchas de sangue flutuando como flores de carmesim sobre a sua superfície. Não poderia nem mesmo contar com a Murta que Geme para ficar quieta, e ela continuava lamentando com prazer cada vez mais evidente.&lt;br /&gt;Snape retornou dez minutos depois. Ele parou dentro do banheiro e fechou a porta atrás de si.&lt;br /&gt;"Vá!", ele disse a Murta, e ela mergulhou dentro de seu vaso de uma vez, deixando um silêncio soando atrás dela.&lt;br /&gt;"Eu não sei o que aconteceu", disse Harry por um momento. Sua voz ecoou no vazio, aquoso espaço. "Eu não sabia o que esse feitiço faria."&lt;br /&gt;Mas Snape ignorou isso. "Aparentemente eu superestimei você, Potter", ele disse calmamente. "Quem diria que você conhecia tal feitiço das Artes das Trevas? Quem lhe ensinou esse feitiço?”.&lt;br /&gt;"Eu... li sobre ele em algum lugar".&lt;br /&gt;"Onde?”.&lt;br /&gt;"Eu o li... em um livro na biblioteca", inventou Harry. "Eu não consigo recordar como ele se chamava...”!&lt;br /&gt;"Mentiroso", disse Snape. A garganta de Harry ficou seca. Ele sabia o que Snape estava fazendo e ele nunca tinha conseguido impedi-lo...&lt;br /&gt;O banheiro pareceu nublar-se diante de seus olhos. Ele tentou bloquear com toda a força de seu pensamento, mas a metade da cópia do livro do Princípe Mestiço avançava nadando nebulosa do fundo de sua mente.&lt;br /&gt;Então estava olhando para Snape novamente, no meio da destruição, no banheiro molhado. Olhou fixamente nos olhos negros de Snape, esperando esperançosamente que Snape não visse o que temia, mas...&lt;br /&gt;"Traga-me sua mala escolar", disse Snape suavemente, "e todos os seus livros escolares. Todos eles. Traga-os aqui. Agora!”.&lt;br /&gt;Não havia nenhum ponto para discutir. Harry girou uma vez e saiu fora no corredor, e foi rapidamente para a Torre da Grifinória; a maioria do povo estava andando por outro caminho, ele todo molhado, encharcado de água e sangue, mas não respondeu sobre nenhuma pergunta que lhe fizeram enquanto ele passava.&lt;br /&gt;Ele se sentia atordoado; era como se um animal de estimação tivesse retornado totalmente selvagem; em que o Príncipe tinha pensado para transcrever tal encanto em seu livro? O que aconteceria quando Snape o visse? O que diria ao Slughorn - Harry tinha seu estômago revirado - como tinha alcançado tão bons resultados em Poções durante o ano inteiro? Ele confiscaria e destruiria o livro que tinha ensinado tanto a Harry o ano inteiro? ... O livro havia se tornado uma espécie de guia e amigo? Harry não podia deixar isso acontecer,... Não podia...&lt;br /&gt;"Onde você estava? Porquê você está ensopado? E esse sangue?". Rony estava parado no alto das escadarias, olhando fascinado, o aspecto de Harry.&lt;br /&gt;"Eu preciso de seu livro", Harry arquejou. "Seu livro de Poções. Rápido... me de ele...”&lt;br /&gt;"Mas e o do príncipe—”&lt;br /&gt;"Eu explicarei depois!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ron tirou seu livro de Poções Avançadas da bolsa e entregou; Harry correu para o salão comunal. Aqui, pegou sua mochila ignorando os olhares assustados dos alunos que já tinham terminado o jantar, se atirou pelo buraco do retrato, e correu ao longo do corredor do sétimo andar.&lt;br /&gt;Ele deslizou por uma parede ao lado da tapeçaria dos duendes dançantes, e fechando os olhos começou a caminhar.&lt;br /&gt;Eu preciso de um lugar para esconder meu livro... Eu preciso de um lugar para esconder meu livro... Eu preciso de um lugar para esconder meu livro...&lt;br /&gt;Ele passou três vezes para cima e para baixo da parede branca. Quando abriu seus olhos, estava lá enfim: a porta para a Sala Precisa. Harry puxou para abrir, e se lançou para dentro, batendo a porta.&lt;br /&gt;Ofegou. Apesar da sua pressa, do seu pânico, do medo do que o esperava quando voltasse ao banheiro, não poderia se intimidar pelo que estava vendo. Ele estava em um quarto do tamanho de uma catedral grande, cujas janelas eram altas e enviavam feixes de luz para baixo, o que parecia uma cidade com paredes imponentes, construídas, pelo que Harry soube, por objetos de gerações antepassadas de Hogwarts.&lt;br /&gt;Haviam becos e estradas limitadas por pilhas de mobílias estragadas e quebradas, guardadas ali, talvez, para esconder magias mal-feitas, ou então por elfos domésticos orgulhosos. Havia milhares e milhares de livros, que sem duvida eram roubados, rabiscados ou proibidos. Havia catapultas aladas e Frisbees Dentados, alguns, com vida o suficiente para pairar sobre as montanhas de outras coisas proibidas; Haviam garrafas de poções congeladas, chapéus, jóias, capas; algo que parecia cascas de ovo de dragão, garrafas arrolhadas cujos conteúdos ainda brilhavam, várias espadas  enferrujadas e um machado pesado, manchado de sangue.&lt;br /&gt;Harry se apressou adiante de um dos becos entre todos esses tesouros escondidos. Ele virou a direita após um enorme duende gigante, correu por um curto caminho, tomou a esquerda no armário de Desaparecimento quebrado, no qual Montague perdeu-se no ano anterior, parando finalmente ao lado de um armário grande que parecia ter ácido jogado sobre a superfície embolorada. Ele abriu o armário, rangendo as portas: já tinha sido usado como esconderijo para alguma jaula que morreu há muito tempo; seu esqueleto tinha cinco pernas. Ele colocou o livro do Príncipe Mestiço escondido atrás da gaiola e bateu a porta. Ele parou por um momento, seu coração batendo horrivelmente, contemplando toda desordem ao redor... . Ele poderia achar este local novamente entre toda essa tranqueira? Ele prendeu o busto lascado de um feiticeiro velho em cima de um engradado, colocou em pé sobre o armário que o livro estava escondido, empoleirou uma peruca velha e uma tiara manchada na cabeça de estátuas deixando mais distintivo, então voltou pelos becos de tranqueiras escondidas tão rápido quanto ele chegou, voltou para porta, saiu para o corredor e a porta atrás dele voltou-se imediatamente à virar pedra.&lt;br /&gt;Harry correu para o banheiro do andar de baixo, colocando a copia de Poções Avançadas de Ron dentro da mochila. Um minuto depois, ele estava em frente a Snape que esticou a mão em direção a mochila de Harry. Harry lhe entregou, arquejando, uma dor queimava em seu peito e esperou.&lt;br /&gt;Um por um, Snape extraiu os livros de Harry e examinou. Finalmente, o único que restava era o livro de Poções, que ele olhou muito cuidadosamente antes de falar.&lt;br /&gt;"Este é seu livro de Poções Avançadas, Potter?”&lt;br /&gt;"Sim", disse Harry, ainda tomando fôlego.&lt;br /&gt;"Você esta certo disso, está, Potter?"&lt;br /&gt;"Sim" disse Harry desafiante.&lt;br /&gt;"Este é o livro de Poções Avançadas que você comprou da Floreios e Borrões?"&lt;br /&gt;"Sim" disse Harry firmemente.&lt;br /&gt;"Então por que" perguntou Snape, "tem o nome 'Roonil Wazlib' escrito dentro da contra-capa?”&lt;br /&gt;O coração de Harry perdeu uma batida.&lt;br /&gt;"É meu apelido" ele disse.&lt;br /&gt;"Seu apelido" Snape repetiu. "Sim... é assim que meus amigos me chamam" disse Harry.&lt;br /&gt;"Eu sei o que é um apelido" disse Snape. O frio dos seus olhos pretos eram  enfadonhos e marcavam Harry novamente; ele tentou não olhar. Feche sua mente...  Feche sua mente... Mas ele nunca tinha aprendido a fazer isto corretamente...&lt;br /&gt;"Sabe o que eu acho, Potter?” Disse Snape, muito calmamente. "Eu acho que você é um mentiroso e fraudulento que merece detenção comigo todos os sábados até o fim do ano. O você acha, Potter?”&lt;br /&gt;"Eu—eu não concordo, senhor" disse Harry, ainda recusando olhar nos olhos de Snape.&lt;br /&gt;"Bem, nós veremos como você sente depois de suas detenções”, disse Snape. "Sábado de manhã às dez horas, Potter. Meu escritório."&lt;br /&gt;"Mas senhor..." disse Harry, observando desesperadamente. "Quadribol... ultima partida...”&lt;br /&gt;"Dez horas" sussurrou Snape, com um sorriso que mostrou os dentes amarelos dele. “Pobre Grifinória... quarto lugar este ano, eu temo...”&lt;br /&gt;E deixou o banheiro sem mais palavras, deixando Harry fitar o espelho quebrado sentindo-se doente, como ele tinha certeza, que Ron nunca tinha sentido na vida dele.&lt;br /&gt;"Eu não vou falar ‘eu te disse", disse Hermione, uma hora depois no salão comunal.&lt;br /&gt;"Deixe-o, Hermione" disse Ron furiosamente.&lt;br /&gt;Harry nunca fez isso no jantar; ele não tinha apetite algum. Ele tinha há pouco contado a Ron, Hermione e Gina, o que tinha acontecido, não que parecia ter necessidade. As noticias correram rápido: Murta que Geme aparentemente tinha visitado todos banheiros contando a história; Malfoy já tinha sido visitado na ala hospitalar por Pansy Parkinson que não perdeu tempo em caluniar Harry de longe, e Snape contou precisamente a todos o que havia acontecido.&lt;br /&gt;Harry já tinha sido chamado ao salão comunal para suportar quinze minutos altamente desagradáveis na companhia da Professora McGonagall, que lhe dizia como ele tinha sorte em não ter sido expulso e apoiou sinceramente o castigo que Snape lhe deu, de cumprir detenção todos os sábados até o final do período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu lhe falei que havia algo errado com a pessoa do Príncipe," disse Hermione, evidentemente incapaz  de se parar. "E eu tinha razão, não tinha?."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não, eu não penso que você tem," obstinadamente  Harry disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava tendo um tempo o suficiente ruim sem precisar do que  Hermione dizia;  os olhares nos rostos  do jogadores do time da Grinfinória  quando ele tinha lhes falado que  não poderia jogar no sábado, foi o pior castigo de tudo. Ele poderia sentir os olhos de Ginny nele,  mas não os encontrou; não queria  ver decepção ou raiva lá. Ele tinha há pouco lhe falado que ela estaria jogando como apanhadora  no sábado e aquele Dino Thomas estaria se reunindo ao time como Artilheiro  no lugar dela. Talvez, se eles ganhassem, Ginny e Dino fariam as pazes durante a euforia das comemorações. . . . O pensamento passou por Harry como uma faca fria. . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Harry" disse Hermione," como você ainda tolera aquele Principe depois que ele escreveu aquele feitiço—"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para de falar  sobre o livro!" Interrompeu Harry. "O Príncipe só copiou isto na margem! Não é como se ele estivesse aconselhando qualquer um para usar o feitiço! Tudo que nós sabemos, é que  ele estava fazendo uma nota de algo que tinha sido usado contra ele!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não acredito nisto," disse Hermione. "Você está realmente o defendendo...—&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não estou me defendendo do que fiz!" disse Harry depressa. "Eu queria que não tivesse feito isto, e não é  só porque eu tenho uma dúzia de detenções. Você sabe que eu não teria usado um feitiço assim, nem mesmo em Malfoy, mas você não pode culpar o Príncipe, ele não escreveu: ‘experimente isto, é realmente bom'—ele estava fazendo notas para si próprio, ele não estava fazendo para um outro qualquer. . . ."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você está me falando," disse Hermione," que você vai  voltar e...—?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E pegar o livro? Sim, eu vou," disse  Harry vigorosamente. "Escute, sem o Príncipe eu nunca teria ganhado o Felix Felicis. Eu nunca teria sabido salvar o Ron quando ele estava envenenado, eu nunca teria —"&lt;br /&gt;"—adquirido uma reputação brilhante em  Poções, ao qual  você não merece," disse Hermione sordidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dá um tempo, Hermione!” – disse Gina, e Harry estava tão maravilhado, tão agradecido, que olhou pra cima. “Pelo som, Malfoy estava tentando usar uma  Maldição Imperdoável, você deveria estar feliz por Harry  ter tirado algo bom da manga!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bem, claro que eu estou feliz de Harry não ter sido amaldiçoado!” – disse Hermione, claramente estarrecida. “Mas você não pode dizer que aquele feitiço “Sectumsempra” seja bom, Gina, olhe onde ele o jogou! E eu tenho pensado, vendo o que isso acabou  com suas chances no jogo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oh, não comece como se você entendesse de Quadribol”, - escapou Gina, “você só se atrapalha.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harry e Ron se encararam: Hermione e Gina, que sempre havia se dado muito bem uma com a outra, estavam agora sentadas com os braços cruzados, claramente em direções opostas. Ron olhou nervosamente para Harry, e então agarrou um livro por acaso e escondeu-se atrás dele. Harry, de alguma maneira, achou que ele sabia que merecia isso, mas  sentiu-se inacreditavelmente alegre, mesmo que nenhum deles tenham se falado pelo resto da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua alegria porém, durou pouco.  Eles teriam de aturar a zombaria da Sonserina no dia seguinte, sem mencionar na raiva  dos companheiros da Grinfinória, que estavam infelizes porque seu capitão havia sido expulso do jogo final da temporada. Na manhã de sabado, o que quer que seja que Harry disse a Hermione, Harry teria trocado alegremente todos os Felix Felicis do mundo para estar se encaminhando para a quadra de Quadribol com Ron, Gina e os outros.Era praticamente insuportável fugir da massa de alunos que  corriam  em direção ao sol, todos eles vestindo chapéus e agitando bandeiras e cartazes - , descer os degraus de pedra e entrar dentro das masmorras onde  ouvir os sons da multidão era quase impossível, sabendo também que não poderia ouvir um comentário sequer ou um aplauso ou vaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, Potter," disse Snape, quando Harry bateu em sua porta  e entrou na desagradável e familiar  sala na qual Snape, que estaria lecionando em outro andar , ainda não havia liberado; era repugnante ver os mesmos seres mortos submersos em poções coloridas distribuídas em todas as  estantes. Obviamente haviam várias caixas empilhadas na mesa onde Harry supostamente deveria sentar-se; pela  áurea, Snape daria um tedioso, difícil e obtuso trabalho para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sr. Filch estava procurando alguém para limpar estes arquivos antigos," disse Snape suavemente. "Eles são as relíquias dos malfeitores de  Hogwarts e seus castigos. Onde a tinta borrou,  ou onde há pedaços de pergaminhos comidos pelos ratos, nós gostaríamos que você copiasse os crimes e punições e, tendo certeza de que eles estejam em ordem alfabética, colocasse  nestas caixas . Você não está autorizado a usar magia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certo, Professor," disse Harry, com tanto desprezo quanto ele poderia pôr nas últimas três sílabas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu pensei que você poderia começar," disse Snape, com um sorriso malicioso nos lábios, "Nas caixas de numero 1020 a 1056. Você irá encontrar alguns nomes familiares dentro, o que poderá aumentar seu interesse no trabalho...Você verá.....”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tirou uma carta entre as caixas que estavam no topo e leu:  "James Potter e Sirius Black. Apreendidos usando  um feitiço  ilegal em  Bertram Aubrey. Aubreys tinha o dobro do tamanho normal. Dupla detenção." Snape riu. "Deve ser muito reconfortante, pensar que eles foram, um recorde permanentemente em nosso arquivos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harry sentiu a sensação familiar de seu estomago estar borbulhando. Mordendo sua língua para prevenir uma futura retaliação, ele sentou de frente para as caixas e se encostou em outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era, como Harry já previra, o mais chato, e inútil trabalho, já feito (como Snape havia planejado). Com a usual pontada no estômago, - o que significava que ele acabara de ler o nome de seu pai  ou de seu padrinho, usualmente metidos em diversas confusões, ocasionalmente acompanhados por  Remus Lupin e Peter Pettigrew. - enquanto ele copiava todas as suas ofensas e punições, ele queria saber o que estava acontecendo lá fora,  o jogo já deveria ter começado . . . Gina como apanhadora contra Cho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harry olhava de tempos em tempos para o relógio pendurado na parede. Parecia estar se movendo muito mais devagar que um relógio normal ; talvez Snape o tivesse enfeitiçado para que ele fosse mais devagar? Ele não poderia estar ali por apenas meia hora... uma hora ... uma hora e meia . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estomago de Harry começou a revirar quando o relógio marcou quinze para o meio dia. Snape, que não falou nada desde que deu a Harry sua tarefa , finalmente se levantou às dez para uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Faremos o seguinte," ele disse friamente. "Marque o lugar de onde parou. Você irá continuar às dez horas no próximo sábado” Sim, senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harry colocou uma carta para marcar de onde havia parado  e saiu correndo pela porta antes que  Snape pudesse mudar de idéia, correndo pelos corredores, apertando os ouvidos para tentar escutar alguma coisa sobre o jogo, mas tudo estava quieto...., já havia terminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele hesitou um momento fora do lotado Salão Principal, depois correu pela escadaria, se Grinfinória tivesse ganhado ou perdido , eles usualmente celebravam ou choravam na sua própria sala comunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quidagis?" ele disse tendencioso para a Mulher Gorda, pensando no que poderia ter dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua expressão era ilegível, ela disse: "Você verá..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela virou o  quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um som de celebração eclodiu atrás dela. Harry parou quando as pessoas começaram a gritar atrás dele, ele foi carregado pela multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós vencemos!" gritou Ron, puxando o para dentro da sala e agitando a Taça de Prata para Harry. "Nós vencemos! Quatrocentos e cinqüenta a cento e quarenta! Nós ganhamos!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harry olhou a sua volta; Gina estava correndo em sua direção; ela tinha um largo sorriso no rosto quando se jogou em seus braços. E sem pensar, sem planejar, sem se preocupar com o fato de ter 50 pessoas em volta .Harry a beijou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um longo momento — que lhe pareceu  mais ou menos uma meia hora — ou possivelmente  varias manhãs de sol— eles se separaram. A sala estava muito silenciosa. Mas então várias pessoas assobiaram e começaram  a dar uma série de  risadas nervosas. Harry olhou por cima da cabeça de Ginny para ver Dean Thomas segurando um copo quebrado em sua mão, e Romilda Vance olhando como se fosse atirar alguma coisa.  Hermione estava radiante, mas Harry estava procurando Rony com os olhos. Finalmente Harry o encontrou, ainda segurando a taça, e com uma expressão apropriada de quem tinha levado uma pancada na cabeça. Durante uma fração de segundo eles se olharam, e Rony  deu um pequeno aceno com a cabeça, que Harry entendeu significar; Bem – se você quer...&lt;br /&gt;A criatura em seu peito rugiu em triunfo, ele sorriu para Ginny e indicou, silenciosamente o lado de fora do buraco do retrato. Um longo passeio pela propriedade parecia conveniente, durante o qual - SE eles tivessem tempo – eles poderiam discutir a partida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Blog para a traduç?o do Half-Blood Prince - Divirtam-se!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14610381-112206422740437423?l=traducaohpb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112206422740437423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112206422740437423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traducaohpb.blogspot.com/2005/07/captulo-24.html' title='Capítulo 24'/><author><name>Tradutora HP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17872629631848116516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.odfhp.com/quick_livro6.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381.post-112205307194437986</id><published>2005-07-22T14:23:00.000-03:00</published><updated>2005-07-22T14:24:31.970-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 23</title><content type='html'>Capítulo 23 - Horcruxes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harry pôde sentir o efeito da poção Felix Felicis acabar enquanto ele se movia lentamente de volta ao castelo. A porta da frente havia permanecido aberta para ele, mas no terceiro andar ele encontrou Peeves e evitou que o percebesse se esquivando por um de seus atalhos. Mas até que ele chegasse ao retrato da Mulher Gorda e tirasse sua capa, não se surpreendeu ao encontra-la num grande mau humor.&lt;br /&gt;- Isso são horas?&lt;br /&gt;- Eu realmente sinto muito - precisei sair por um motivo importante.&lt;br /&gt;- Bem, a senha mudou à meia-noite, portanto você terá que simplesmente dormir no corredor, certo?&lt;br /&gt;- Você está brincando! -disse Harry - Por que ela teve que mudar à meia-noite?&lt;br /&gt;- Porque é este o procedimento, disse a Mulher Gorda. Se você está zangado, procure o diretor, ele é quem reforçou a segurança.&lt;br /&gt;- Ótimo! -disse Harry amargamente, olhando à sua volta no corredor - Realmente brilhante! Sim, eu poderia conversar com Dumbledore se ele estivesse aqui, pois foi ele quem me pediu para...&lt;br /&gt;- Ele está aqui! -disse uma voz atrás de Harry - Professor Dumbledore retornou à escola há uma hora.&lt;br /&gt;Nick Quase Sem Cabeça estava flutuando em direção a Harry, sua cabeça oscilando como sempre sobre a gola de rufos.&lt;br /&gt;- O Barão Sangrento o viu chegar - disse Nick - Ele aparenta estar muito bem, segundo o Barão, mas um pouco cansado, é claro.&lt;br /&gt;- Onde ele está? - disse Harry, com o coração aos pulos.&lt;br /&gt;- Oh, suspirando e gemendo na Torre de Astronomia, um de seus passatempos favoritos.&lt;br /&gt;- Não o Barão Sangrento, Nick, o Dumbledore!&lt;br /&gt;- Oh, em seu escritório - disse Nick - Eu creio, pelo que o Barão disse, que ele tinha negócios a resolver após sua chegada.&lt;br /&gt;- Sim, ele tinha. - disse Harry, uma chama de excitamento dentro de si ante a perspectiva de contar a Dumbledore que ele havia resgatado a memória. Ele deu meia-volta e correu a toda velocidade, ignorando os gritos da Mulher Gorda que o chamava:&lt;br /&gt;- Volte! Ok, eu menti! Eu estava aborrecida porque você me acordou! A senha continua sendo "tapeworm" (tênia, solitária).&lt;br /&gt;Mas Harry já estava voltando pelo longo corredor e, em poucos minutos, ele dizia "toffee eclairs" (?) para a gárgula de Dumbledore, que pulou para o lado, dando a Harry o acesso à escada espiral.&lt;br /&gt;- Entre! -disse Dumbledore, quando Harry bateu à porta. Sua voz dava sinais de exaustão. Harry empurrou e abriu a porta. Lá estava o escritório de Dumbledore, com a mesma aparência de sempre, mas com o céu negro pontilhado de estrelas visível através das janelas.&lt;br /&gt;- Que bom, Harry! - disse Dumbledore surpreso. A que eu devo este tardio gosto?&lt;br /&gt;- Senhor, eu consegui. Eu consegui a memória de Slughorn.&lt;br /&gt;Harry puxou a garrafa de vidro e mostrou-a a Dumbledore. Por um momento ou dois, o diretor olhou atordoado. Então sua face se rasgou num vasto sorriso.&lt;br /&gt;- Harry, estão são notícias espetaculares! Você fez muito bem, de fato! Eu sabia que você conseguiria!&lt;br /&gt;Com o atraso da hora aparentemente esquecido, ele rapidamente rodeou sua escrivaninha, pegou a garrafa com a memória de Slughorn com sua mão ilesa, e foi com passos largos até o armário onde ele mantinha a Penseira.&lt;br /&gt;- E agora - disse Dumbledore, colocando a bacia de pedra sobre a escrivaninha e esvaziando o conteúdo da garrafa nela.- agora, finalmente nós iremos ver. Harry, rápido...&lt;br /&gt;Harry se curvou obedientemente sobre a penseira e cruelmente seus pés deixaram o chão do escritório. ... Mais uma vez ele sentiu a escuridão do escritório de Horace Slughorn de anos atrás. Lá estava o muito mais novo Slughorn, com seu abundante e brilhante cabelo sem cor, e seu enérgico bigode loiro, sentado novamente numa confortável poltrona em seu escritório, seus pés descansando sobre um aveludado pufe, um pequeno copo de vinho em uma mão, e a outra remexendo numa caixa de abacaxis cristalizados. E lá estava a meia dúzia de adolescentes sentados em volta de Slughorn, Tom Riddle entre eles, o anel negro e dourado dos Marvolos vislumbrando em seu dedo.&lt;br /&gt;Dumbledore apareceu ao redor de Harry quando Riddle perguntou: "Senhor, é verdade que o Professor Merrythought está se aposentando?".&lt;br /&gt;- Tom, Tom, se eu soubesse eu não poderia dize-lo. - disse Slughorn, sacudindo seu dedo de modo repreensivo para Riddle, embora pestanejasse ao mesmo tempo. - Eu devo dizer, eu gostaria de saber onde você ouviu isso, garoto, pois tem mais conhecimento do que metade do corpo docente, sabe?&lt;br /&gt;Riddle riu. Os outros garotos gargalharam e olharam admirados para ele.&lt;br /&gt;- Com sua habilidade sobrenatural de saber coisas que não devia, e sua bajulação às pessoas que importam - obrigada pelos abacaxis, a propósito; você estava certo, são meus favoritos - Vários alunos tagarelaram novamente - Eu espero confiantemente que você chegue a Ministro da Magia em vinte anos. Quinze, se você continuar me mandando abacaxis, eu tenho excelentes contatos com o Ministro.&lt;br /&gt;Tom Riddle meramente sorriu enquanto os outros riram novamente. Harry observou que ele não era o mais velho do grupo de garotos, mas todos os outros olhavam para ele como para seu líder.&lt;br /&gt;- Eu não sei para que a política me serviria, senhor - ele disse quando as risadas acabaram. - Eu não tenho o tipo certo para a coisa.&lt;br /&gt;Um par de garotos ao redor dele riram uns dos outros. Harry teve certeza de que eles apreciavam um gracejo confidencial, indubitavelmente sobre o que eles sabiam, ou suspeitavam, a respeito do famoso antecessor de seu líder.&lt;br /&gt;- Absurdo - disse Slughorn vivamente - não poderia ser mais franco do que você vindo de uma maravilhosa descendência de Magia, habilidades como as suas. Não, você irá longe, Tom, Eu nunca estive errado sobre um estudante até agora.&lt;br /&gt;O pequeno relógio de ouro na escrivaninha de Slughorn marcou onze horas atrás dele, e ele olhou ao redor.&lt;br /&gt;Bom Deus, já é esta hora? É melhor vocês irem, garotos, ou nós todos teremos problemas. Lestrange, eu quero seu dever amanhã ou você receberá uma detenção. O mesmo para você, Avery.&lt;br /&gt;Um por um, os meninos saíram da sala. Slughorn se levantou de sua poltrona e levou o copo vazio até sua escrivaninha. Um movimento atrás dele o fez olhar em volta: Riddle ainda estava ali.&lt;br /&gt;- Fique vigilante, Tom, você não quer ser encontrado fora de sua cama após o horário, e você é monitor...&lt;br /&gt;- Senhor, eu queria lhe perguntar algo...&lt;br /&gt;- Pergunte então, meu garoto, pergunte...&lt;br /&gt;- Senhor, eu queria saber o que você sabe sobre... sobre Horcruxes?&lt;br /&gt;Slughorn olhou fixamente para ele, seus grossos dedos pressionando sem sentir seu copo de vinho.&lt;br /&gt;- Um projeto para Defesa Contra Artes das Trevas, é?&lt;br /&gt;Mas Harry poderia dizer que Slughorn sabia perfeitamente que isso não tinha nada a ver com escola.&lt;br /&gt;- Não exatamente, senhor. - disse Riddle. - Eu me deparei com o termo quando lia e não o compreendi totalmente.&lt;br /&gt;- Não... Bem... Você teria um árduo trabalho para encontrar um livro em Hogwarts que lhe desse detalhes sobre Horcruxes, Tom, isso é material muito escuro, muito escuro. - disse Slughorn.&lt;br /&gt;- Mas você obviamente sabe tudo sobre isso, senhor? Quero dizer, um bruxo como o senhor - desculpe, digo, se você não puder me dizer, obviamente - eu só saberia se alguém pudesse me contar, você poderia; então eu apenas pensei que...&lt;br /&gt;Foi muito bem feito, Pensou Harry, a hesitação, o tom casual, a bajulação cuidadosa, nenhum deles exagerado. Ele, Harry, havia tido muita experiência de tentar tirar informações de pessoas relutantes para não reconhecer um mestre no serviço. Ele poderia dizer que Riddle queria muito a informação; talvez viesse trabalhando para este momento há semanas.&lt;br /&gt;- Bem, -disse Slughorn, sem olhar para Riddle, mas brincando com a fita em cima da sua caixa de abacaxis cristalizados - bem, não fará mal lhe dar uma visão geral, naturalmente. Somente para que você entenda o termo. Um Horcrux é a palavra usada para um objeto onde a pessoa escondeu uma parte de sua alma.&lt;br /&gt;- Eu não entendi exatamente como isso funciona, entretanto, senhor. - disse Riddle.&lt;br /&gt;Sua voz estava cuidadosamente controlada, Harry podia sentir sua excitação.&lt;br /&gt;- Bem, você divide sua alma, você vê - disse Slughorn - e oculta parte dela em um objeto fora do corpo. Então, se seu corpo é atacado ou destruído, ele não pode morrer, pois resta uma parte da alma segura e não danificada. Mas, é claro, a existência em tal forma...&lt;br /&gt;A face de Slughorn se contraiu e Harry se viu lembrando as palavras que havia ouvido dois anos antes: "Eu fui tirado do meu corpo, era menos que um espírito, menos que um simples fantasma... mas, ainda assim, eu estava vivo".&lt;br /&gt;-... poucos iriam quere-la, Tom, muito poucos. A morte seria preferível.&lt;br /&gt;Mas a ansiedade de Riddle era agora aparente; sua expressão era voraz, ele não poderia esconder seu desejo.&lt;br /&gt;- Como você divide sua alma?&lt;br /&gt;- Bem, - disse Slughorn desconfortável - você precisa entender que a alma foi feita para permanecer intacta e inteira. Racha-la é um ato de violação, é contra a natureza.&lt;br /&gt;- Mas como se faz isso?&lt;br /&gt;- Através de um ato de maldade - o supremo ato da maldade. Cometendo assassinato. Matar rasga a alma. A intenção do bruxo criando um Horcrux usará os prejuízos a seu favor. Ele encaixaria a parte rasgada...&lt;br /&gt;- Encaixaria? Mas como?&lt;br /&gt;- Há um feitiço, mas não me pergunte, eu não sei! -disse Slughorn balançando sua cabeça como um velho elefante incomodado por mosquitos. - Eu pareço alguém que tentou - eu pareço um assassino?&lt;br /&gt;- Não, senhor, claro que não, - disse Riddle rapidamente. - Eu sinto muito... Eu não queria ofendê-lo.&lt;br /&gt;- De modo nenhum, de modo nenhum, não estou ofendido. - disse Slughorn rudemente.-é natural sentir curiosidade sobre essas coisas. Bruxos de um certo tipo foram sempre atraídos por esse aspecto da magia...&lt;br /&gt;- Sim, senhor, - disse Riddle. - O que eu não entendo, contudo - apenas por curiosidade- quero dizer, um Horcrux seria de muito uso? Você poderia dividir sua alma somente uma vez? Não seria melhor, para faze-lo mais forte, dividir sua alma em mais partes, digo, por exemplo, não é sete o número mágico mais poderoso, não seria?&lt;br /&gt;- Pelas barbas de Merlin, Tom! - ganiu Slughorn. - Sete! Não é mau o bastante pensar em matar uma pessoa? E em todo caso... mau o bastante para dividir a alma... mas dividi-la em sete pedaços...&lt;br /&gt;Slughorn parecia profundamente incomodado agora. Ele estava olhando Riddle como se nunca o tivesse visto claramente antes, e Harry poderia dizer que ele lamentava ter entrado no assunto.&lt;br /&gt;- É claro, ele resmungou, isso tudo é hipotético, o que estamos discutindo, não é mesmo? Tudo acadêmico...&lt;br /&gt;- Sim, é claro! - disse Riddle rapidamente&lt;br /&gt;- Mas reafirmo o que disse Tom... mantenha-se em silêncio, eu havia lhe dito - sobre isso que discutimos. As pessoas não gostariam de pensar que nos estivemos discutindo sobre Horcruxes. É um assunto banido em Hogwarts, você sabe... Dumbledore fica particularmente feroz sobre isso...&lt;br /&gt;- Eu não direi uma palavra, senhor. - disse Riddle, e ele saiu, mas não antes que Harry observasse sua face, cheia da mesma felicidade extenuada que o tinha atingido quando ele soube que era um bruxo; esta felicidade não realçou suas características boas, mas o fez, de alguma forma, menos humano.&lt;br /&gt;- Obrigada, Harry - disse Dumbledore tranqüilamente. - Vamos...&lt;br /&gt;Quando Harry retornou ao escritório, Dumbledore já estava sentado atrás de sua escrivaninha. Harry se sentou também e esperou que Dumbledore falasse.&lt;br /&gt;- Eu tenho esperado por esta peça de evidência por muito tempo - disse Dumbledore finalmente. Isto confirma a teoria na qual eu tenho trabalhado, me diz como eu estou certo, e também o quão longe ainda será necessário ir...&lt;br /&gt;Harry observou de repente que cada diretor e diretora nos retratos da parede estava acordado e ouvindo a conversa. Um bruxo corpulento, e de nariz vermelho, estava tirando uma trombeta de ouvido.&lt;br /&gt;- Bem, Harry, estou certo de que você entendeu o significado do que acabamos de ouvir. Quando tinha a sua idade, com mais ou menos meses, Tom Riddle estava fazendo tudo o que podia para descobrir como se tornar imortal.&lt;br /&gt;- Você acha que ele obteve sucesso, senhor? Ele fez um Horcrux? E este é o motivo dele não ter morrido quando me atacou? Ele tinha um Horcrux escondido em algum lugar? Um pouco da sua alma estava segura?&lt;br /&gt;- Um pouco... ou mais - disse Dumbledore - Você ouviu Voldemort, ele quis de Horace uma opinião sobre o que aconteceria ao bruxo que criasse mais do que um Horcrux, o que aconteceria ao bruxo determinado a vencer a morte, que ele estaria preparado para matar muitas vezes, dividir sua alma repetidamente, para armazena-la em muitos Horcrux escondidos separadamente. Nenhum livro daria a ele tal informação. Tanto quanto eu sei - como estou certo, Voldemort soube - nenhum bruxo havia tentado mais do que rasgar sua alma em dois.&lt;br /&gt;Dumbledore ficou em silêncio por um momento, organizando seus pensamentos, e então disse:&lt;br /&gt;- Quatro anos atrás, eu recebi o que considerei uma prova de que Voldemort havia rachado sua alma.&lt;br /&gt;- Onde? - perguntou Harry - Como?&lt;br /&gt;- Você o trouxe até mim, Harry - disse Dumbledore. - O diário, o Diário de Riddle, com instruções de como reabrir a Câmara Secreta.&lt;br /&gt;- Eu não entendo, Senhor. - disse Harry.&lt;br /&gt;- Bem, embora eu não tenha visto o Riddle que saiu do diário, o que você me descreveu foi um fenômeno que nunca vi. Uma mera memória, consumindo a vida da garota em cujas mãos havia caído? Não, algo muito mais sinistro vivia dentro daquele livro. Um fragmento da alma, eu estava quase certo disso. O diário tinha sido um Horcrux. Mas isso trouxe tantas perguntas quanto respondeu. O que me intrigou e alarmou mais foi que aquele diário tinha pretendido ser tanto uma arma quanto uma proteção.&lt;br /&gt;- Eu continuo sem entender - disse Harry.&lt;br /&gt;- Bem, Funcionou como um Horcrux deveria supostamente funcionar - em outras palavras, o fragmento de alma dentro dele foi mantido seguro e tinha feito sua parte para prevenir a morte do seu proprietário. Mas não poderia haver nenhuma dúvida que Riddle realmente queria que o diário fosse lido, queria que a parte de sua alma habitasse ou possuísse mais alguém, de modo que o monstro de Slyterin atacasse outra vez.&lt;br /&gt;- Bem, ele não quis que seu trabalho duro fosse desperdiçado. - disse Harry. - Ele quis que as pessoas soubessem que ele era o herdeiro de Slyterin, porque não podia levar o crédito por isso naquela época.&lt;br /&gt;- Completamente correto - disse Dumbledore, assentindo. - Mas você não vê, Harry, se ele pretendia que o diário fosse passado, ou plantado em algum futuro estudante de Hogwarts, ele estava sendo notavelmente negligente com o precioso pedaço de sua alma que estava escondida nele. O ponto de um Horcrux deve ser, conforme a explicação do Professor Slughorn, manter parte de si escondido seguramente, e não dar para qualquer pessoa, correndo o risco de destruí-lo - como realmente aconteceu. Aquele fragmento da alma não existe mais, você viu isso.&lt;br /&gt;- A maneira descuidada com que Voldemort considerou este Horcrux pareceu muito omisso a mim. Isto sugeriu que ele deve ter feito, ou estava planejando fazer, mais Horcruxes, então a perda do seu primeiro não seria tão prejudicial. Eu não desejo acreditar nisso, mas nada mais pareceu fazer sentido. Então você disse a mim, dois anos mais tarde, na noite que Voldemort retornou a seu corpo, que ele deu um inquietante e esclarecedor aviso aos seus Comensais da Morte. "Eu, que cheguei mais longe do que qualquer outro no caminho que leva à imortalidade!" Foi como você me disse que ele falou. "Mais longe do que qualquer outro!" E eu pensei que sabia o que isso significava, entretanto os Comensais não compreendiam. Ele estava se referindo a seus Horcruxes, Horcruxes no plural, Harry, o que não acredito que outro bruxo já havia feito. Todavia era certo: Lord Voldemort pareceu menos humano no passar dos anos, e a transformação a que havia se submetido só poderia ser explicada para mim se sua alma houvesse sido mutilada além dos domínios do que nós chamamos de "mal usual".&lt;br /&gt;- Então ele se tornou impossível de matar assassinando outras pessoas? - disse Harry. - Por que ele não fez uma Pedra Filosofal, ou roubou uma, se estava tão interessado em ser imortal?&lt;br /&gt;- Bem, nós sabemos que ele tentou fazer isso, há cinco anos. Mas eu creio que há diversas razões pelas quais se explicaria que uma Pedra Filosofal seria menos atrativa do que Horcruxes a Lord Voldemort. Para que o elixir da vida torne alguém imortal, é preciso bebê-lo regularmente, por toda a eternidade. Conseqüentemente, Voldemort seria inteiramente dependente do elixir, e se ele acabasse, ou fosse contaminado, ou se a pedra fosse roubada, ele morreria como qualquer outro homem. Voldemort gosta de trabalhar sozinho, lembre-se. Eu acredito que ele achou a idéia de ser dependente, para sempre, do elixir, intolerável. É claro que ele estava preparado para bebê-lo se fosse para se livrar da semivida horrível à qual ele estava condenado após ter atacado você, mas somente para recuperar um corpo. Depois disso, eu estou convencido, ele pretendia continuar confiando em seus Horcruxes. Ele não precisaria de nada mais, se ele pudesse retornar à forma humana. Ele já era imortal, como pode ver... Ou estava mais próximo de ser imortal do que qualquer homem já havia estado. Mas agora, Harry, armado com esta informação, esta importante memória que você obteve para nós, estamos mais perto do segredo de como derrotar Voldemort do que jamais estivemos. Você o ouviu, Harry: "Não seria melhor, para faze-lo mais forte, dividir sua alma em mais partes, digo, por exemplo, não é sete o número mágico mais poderoso, não seria?". Sim, eu acredito que a idéia de dividir a alma em sete partes atrairia Lord Voldemort.&lt;br /&gt;- Ele fez sete Horcruxes? - disse Harry, golpeado pelo horror, enquanto vários dos retratos nas paredes fizeram ruídos similares ao choque e ultraje. - Mas eles poderiam estar em qualquer lugar no mundo - escondidos - enterrados ou invisíveis!&lt;br /&gt;- Fico feliz em perceber sua avaliação correta do problema. - disse Dumbledore calmamente. - Mas, primeiramente, Harry, não sete Horcruxes: seis. A sétima parte de sua alma, mutilada de qualquer forma, reside no interior do seu corpo regenerado. Esta foi a parte dele que teve uma existência espectral por tantos anos durante seu exílio; sem ela, ele não teria nada de si afinal. A sétima parte de sua alma será a que qualquer um que deseja matar Voldemort deve atacar por último - a parte que vive em seu corpo.&lt;br /&gt;- Mas os seis Horcruxes, então, - disse Harry, um pouco desesperado, - como poderemos encontra-los?&lt;br /&gt;- Você está se esquecendo... Você já destruiu um deles. E eu destruí outro.&lt;br /&gt;- Você destruiu? - disse Harry ansiosamente.&lt;br /&gt;- Sim, certamente. - disse Dumbledore, e levantou sua mão machucada. - O anel, Harry, o anel de Marvolo. E uma terrível maldição estava sobre ele também. Se não fosse - desculpe-me pela falta de falsa modéstia - por minha própria habilidade, e pela ação oportuna do Professor Snape quando eu retornei a Hogwarts, desesperadamente ferido, eu poderia não ter sobrevivido para contar a história. Entretanto, uma mão mutilada não parece uma troca injusta por um sétimo da alma de Voldemort. O anel não é mais um Horcrux.&lt;br /&gt;- Mas como você o encontrou?&lt;br /&gt;- Bem, como você sabe, por muitos anos eu me esforcei ao máximo para descobrir tudo quanto foi possível sobre o passado de Voldemort. Viajei extensamente, visitando aqueles lugares onde ele esteve. Eu tropecei no anel escondido nas ruínas da casa de Gaunt. Parece que uma vez que Voldemort tinha resolvido selar uma parte de sua alma ao lado dele, não quis o desgastar mais. Escondeu-o, protegido por encantamentos poderosos, na cabana onde seus ancestrais haviam vivido uma vez (Morfin havia estado preso em Azkaban, é claro), sem supor que chegaria o dia em que eu visitaria a ruína, ou que eu poderia estar mantendo um olho aberto para traços de magia oculta.&lt;br /&gt;- Entretanto, não devemos nos congratular demais. Você destruiu o diário, e eu o anel, mas se nós estamos certos quanto à teoria das sete partes da alma, restam quatro Horcruxes.&lt;br /&gt;- E eles poderiam ser qualquer coisa? - disse Harry - Poderiam ser latas, imagino, ou fracos vazios de poções...&lt;br /&gt;- Você está pensando em coisas portáteis, Harry, que poderiam ser objetos comuns, fáceis de negligenciar. Mas Voldemort usaria latas ou frascos vazios de poções para guardar sua preciosa alma? Você está esquecendo do que mostrei a você. Voldemort gostava de colecionar troféus, e preferia objetos um poder mágico histórico em si, sua crença em sua própria superioridade, sua determinação em esculpir para si um lugar de destaque na História da Magia,... Estas coisas sugerem a mim que Voldemort escolheu seus Horcruxes com algum cuidado, favorecendo objetos dignos de honra.&lt;br /&gt;- O diário não era tão especial.&lt;br /&gt;- O diário, como você mesmo disse, era a prova de que ele era o herdeiro de Slyterin. Eu tenho certeza que Voldemort considera esse fato como sendo de extrema importância.&lt;br /&gt;- Então, e os outros Horcruxes? - disse Harry - Você acha que sabe o que são eles, senhor?&lt;br /&gt;- Eu só posso supor. - disse Dumbledore - Pelas razões que já lhe dei, acredito que Lord Voldemort iria preferir objetos que, em si próprios, tivessem certa grandeza. Eu viajei pelo passado de Voldemort para ver se descobria evidências de que tais artefatos desapareceram ao redor dele.&lt;br /&gt;- O medalhão! -disse Harry - A taça de Hufflepuff!&lt;br /&gt;- Sim, disse Dumbledore, sorrindo. Eu apostar - talvez não a minha outra mão, mas um par de dedos, que eles são o terceiro e o quarto Horcruxes. Os dois restantes, supondo que ele criou um total de seis, são mais um problema, mas eu arrisco um palpite que, assegurando-se de pegar objetos de Hufflepuff e Slyterin, ele prosseguiu em busca de objetos de Gryffindor ou Ravenclaw. Quatro objetos dos quatro fundadores teriam, estou certo, exercido uma atração poderosa na imaginação de Voldemort. Eu não posso dizer se ele conseguiu achar algo de Ravenclaw. Estou confiante, contudo, que a única relíquia deixada por Gryffindor permanece segura.&lt;br /&gt;- Dumbledore apontou seus dedos enegrecidos para a parede atrás dele, onde uma espada incrustada com rubis repousava numa proteção de vidro.&lt;br /&gt;- Você acha que esta é a razão pela qual ele queria tanto voltar para Hogwarts, senhor? Para tentar achar algo de algum dos outros fundadores?&lt;br /&gt;- Meus pensamentos, precisamente. - disse Dumbledore. -Mas, infelizmente, isso não nos leva muito adiante, porque ele não voltou, ou assim acredito eu, a ter a oportunidade de procurar a escola. Sou forçado a concluir que ele nunca alcançou sua ambição de colecionar objetos dos quatro fundadores. Definitivamente ele teve dois - ele pode ter encontrado três - isso é o melhor que podemos fazer agora.&lt;br /&gt;- Mesmo se ele houvesse conseguido algo de Ravenclaw ou de Gryffindor, isso nos leva a seis Horcruxes, - disse Harry, contando nos dedos - a menos que ele tenha conseguido ambos?&lt;br /&gt;- Não penso assim. - disse Dumbledore - Acredito que sei o que é o sexto Horcrux. Gostaria de saber o que você dirá quando eu confessar que o comportamento da cobra, Nagini, me deixou curioso?&lt;br /&gt;- A cobra? - disse Harry, estarrecido. Pode-se usar animais como Horcruxes?&lt;br /&gt;- Bem, é inapropriado faze-lo, porque confiar uma parte de sua alma a algo que pode pensar e se movimentar seria obviamente muito arriscado. Entretanto, se meus cálculos estão corretos, Voldemor mantinha um último Horcrux em suas metas ao entrar na casa de seus pais para matar você. Parece ter reservado o processo de fazer Horcruxes para mortes particularmente significativas. Sua morte certamente seria uma destas. Ele acreditou que matando você, estaria destruindo o perigo que a profecia havia mencionado. Acreditou que se faria invencível. Estou certo que ele tinha a intenção de fazer o último Horcrux com sua morte. Como sabemos, ele falhou. Depois de um alguns anos, porém, ele usou Nagini para matar um velho trouxa, e pode ter-lhe ocorrido usa-la em seu último Horcrux. Ela destaca a ligação com Slyterin, que realça o mistério de Lord Voldemort. Penso que talvez ele tenha encontrado nela o que poderia encontrar em qualquer coisa; ele certamente gosta de mantê-la por perto, e ele parece ter um controle incomum sobre ela, mesmo para um Ofidiodiglota.&lt;br /&gt;- Então, - disse Harry - o diário se foi, o anel também. A taça, o medalhão e a cobra continuam intactos, e você acredita que há um Horcrux de Ravenclaw ou Gryffindor?&lt;br /&gt;- Um admirável e correto resumo, sim. - disse Dumbledore, curvando a cabeça.&lt;br /&gt;- Então... você ainda está procurando por ele, senhor? Foi onde o senhor esteve quando não se encontrava na escola?&lt;br /&gt;- Certo! Eu estive procurando por um longo tempo. Penso que... talvez... Posso estar próximo de encontrar outro. Há esperançosos sinais.&lt;br /&gt;- E se você o encontrar - disse Harry rapidamente - eu posso ir com o senhor e ajudar a se livrar dele?&lt;br /&gt;Dumbledore fitou Harry intensamente por um momento antes de responder.&lt;br /&gt;- Sim, acredito que sim.&lt;br /&gt;- Eu posso? - disse Harry completamente aparvalhado.&lt;br /&gt;- Oh, claro. - disse Dumbledore, sorrindo ligeiramente. - Creio que você ganhou esse direito.&lt;br /&gt;Harry sentiu seu coração se elevar.Era muito ouvir palavras diferentes de cuidado e precaução pra variar. Os diretores e diretoras nas paredes pareceram menos impressionados pela decisão de Dumbledore. Harry viu alguns deles balançando suas cabeças, e Phineas Nigellus bufou.&lt;br /&gt;- Voldemort sabe quando um Horcrux foi destruído, senhor? Ele pode sentir isso? - Harry perguntou, ignorando os retratos.&lt;br /&gt;- Uma pergunta muito interessante, Harry. Eu acredito que não. Acho que Voldemort está tão inundado de maldade, e estas partes dele estão distantes há tanto tempo, que ele não sente como nós. Talvez, no momento da morte, ele possa estar ciente de sua perda... Mas ele não sabia, por exemplo, que o diário havia sido destruído, até que forçou a verdade de Lúcio Malfoy. Quando Voldemort descobriu que o diário havia sido mutilado e destituído de seus poderes, acredito que sua raiva foi algo terrível de se observar.&lt;br /&gt;- Mas eu pensei que ele havia pedido a Lúcio Malfoy que contrabandeasse o diário para Hogwarts.&lt;br /&gt;- Sim, ele pediu, anos atrás, quando ele estava certo que seria capaz de criar mais Horcruxes, mas ainda que Lúcio estivesse disposto a esperar a ordem de Voldemort, e ele nunca a recebeu, pois Voldemort desapareceu após ter lhe dado o diário. Não há dúvidas de que ele acreditava que Lúcio não ousaria fazer qualquer coisa com o Horcrux além de protege-lo cuidadosamente, mas ele contava acima de tudo com o medo de Lúcio de um mestre que havia sumido há anos o que Lúcio considerasse morto. Claro, Lúcio não sabia o que o diário realmente era. Eu acredito que Voldemort lhe disse que o diário abriria novamente a Câmera Secreta porque ele tinha um encantamento de inteligência. Se Lúcio soubesse que teve em suas mãos uma porção da alma de seu mestre, certamente a teria tratado com mais reverência - mas ele foi adiante e continuou o velho plano visando seus próprios objetivos. Passando o diário para a filha de Arthur, ele desejava desacreditar Arthur e se desfazer de um objeto mágico extremamente incriminador de uma vez. Ah, pobre Lúcio... com a fúria que despertou em Voldemort ao usar um Horcrux para seus fins, somada ao fiasco no Ministério no ano anterior, não me surpreenderia se ele estivesse secretamente feliz por estar seguro em Azkaban no momento.&lt;br /&gt;Harry refletiu por um momento, e então perguntou: Então se todos os Horcruxes forem destruídos, Voldemort poderá ser morto?&lt;br /&gt;- Sim, acredito que sim. -disse Dumbledore - Sem os Horcruxes, Voldemort será um homem mortal com uma alma mutilada e destruída. Nunca se esqueça, contudo, embora sua alma possa estar danificada além do reparo, seu cérebro e seus poderes mágicos continuam intactos. Será necessário poder e habilidade incomuns para matar um bruxo como Voldemort, mesmo sem os seus Horcruxes.&lt;br /&gt;- Mas eu não tenho poderes e habilidades incomuns. - disse Harry, antes que pudesse se conter.&lt;br /&gt;- Sim, você tem. - disse Dumbledore com convicção. - Você tem um poder que Voldemort nunca teve. Você tem...&lt;br /&gt;- Eu sei! - disse Harry bruscamente. - Eu tenho amor. - Com grande dificuldade Harry se conteve de acrescentar: Grande coisa!&lt;br /&gt;- Sim, Harry, você pode amar. - disse Dumbledore, como se soubesse exatamente o que Harry havia pretendido dizer - E, considerando tudo o que aconteceu com você, é um feito notável. Você é muito jovem para entender o quão incomum você é, Harry.&lt;br /&gt;- Então, quando a profecia disse que eu teria um poder que o Lord das Trevas desconhece, se referia somente a... amor? - perguntou Harry, se sentindo um pouco desanimado.&lt;br /&gt;- Sim, somente amor. - disse Dumbledore. - Mas, Harry, nunca se esqueça que o que a profecia diz tem significado porque Voldemort a fez assim. Eu lhe disso isso no fim do ano passado. Voldemort escolheu você como a pessoa que representava um maior perigo para ele, e fazendo isso, fez de você a pessoa que mais perigosa para ele!&lt;br /&gt;- Mas continua sendo o mesmo...&lt;br /&gt;- Não, não continua! - Dumbledore disse impacientemente agora. Apontando a Harry com sua mão mutilada e enegrecida, ele disse: - Você está dando muito valor à profecia!&lt;br /&gt;- Mas - atalhou Harry - você disse que a profecia significa...&lt;br /&gt;- Se Voldemort nunca tivesse ouvido a profecia, ela se cumpriria? Significaria qualquer coisa? Claro que não! Você acredita que cada profecia da sala de Profecias se cumpriu?&lt;br /&gt;- Mas - disse Harry completamente desnorteado - no ano passado, você disse que um de nós terá que matar o outro...&lt;br /&gt;- Harry, Harry, isso somente porque Voldemort cometeu um grave erro, e agiu conforme as palavras da Professora Trelawney. Se Voldemort nunca tivesse assassinado o seu pai, você teria em si esse furioso desejo de vingança? É claro que não! Se ele não tivesse forçado a sua mão a morrer por você, ele teria lhe dado uma proteção mágica que não podia superar? Claro que não, Harry! Você não percebe? Voldemort criou seu próprio inimigo, assim como os tiranos fazem por todo o lado! Você faz idéia do quanto os tiranos temem as pessoas que eles oprimem? Todos eles acreditam que, um dia, dentre suas muitas vítimas, é certo que haverá um que irá se levantar contra ele e enfrenta-lo. Voldemort não é diferente! Sempre foi cuidadoso para com aquele que o desafiaria. Ele ouviu a profecia e entrou em ação, e como resultado não somente escolheu cuidadosamente aquele que poderia derrotá-lo, mas deu a ele armas excepcionalmente mortais!&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- É essencial que você entenda isso! - disse Dumbledore, se levantando e dando passos largos pelo escritório, suas vestes resplandecentes farfalhando em seu rastro; Harry nunca o tinha visto tão agitado. - Tentando mata-lo, Voldemort fez com que a pessoa notável que está sentada diante de mim se revelasse, e lhe deu as armas para o trabalho! É uma falha de Voldemort que você possa ver seus pensamentos, suas ambições, que você compreenda a língua das cobras e até lhes dê ordens, no entanto, Harry, a despeito de sua privilegiada inserção no mundo de Voldemort (que, incidentalmente, é um dom que qualquer Comensal da Morte mataria para ter), você nunca foi seduzido pelas Artes das Trevas, nunca, nem por um segundo, demonstrou o desejo de se tornar um dos seguidores de Voldemort!&lt;br /&gt;- É claro que não! - Harry se sentiu indignado - Ele matou meus pais!&lt;br /&gt;- Você é protegido, levemente, por sua habilidade de amar! - disse Dumbledore sonoramente - A única proteção que tem possibilidade de ir contra a atração pelo poder que Voldemort tem. Apesar de toda a tentação contra a qual você lutou, todo o sofrimento, você permanece puro em seu coração, tão puro quando como você tinha onze anos, quando você olhou fixamente num espelho que mostrava o desejo de seu coração, e ele mostrou a você a única maneira de impedir Lord Voldemort, e não imortalidade ou riquezas. Harry, você faz idéia de quão poucos bruxos veriam o que você viu no espelho? Voldemort deveria então ter percebido do que se tratava, mas ele não conseguiu! Mas ele sabe disso agora. Você invadiu a mente de Voldemort sem danos a si próprio, mas ele não pode possuí-lo sem sentir uma agonia mortal, como você descobriu no Ministério. Eu não creio que ele entende porquê, Harry, mas naquele tempo, ele tinha tal pressa de mutilar sua própria alma, que ele nunca parou para entender o incomparável poder de uma alma imaculada e inteira.&lt;br /&gt;- Mas senhor, - disse Harry, se esforçando corajosamente para não soar argumentativo- tudo volta para a mesma questão, não é? Eu tenho que tentar mata-lo, ou...&lt;br /&gt;- Morrer? - disse Dumbledore - É claro que terá! Mas não por causa da profecia. Mas porque você, você mesmo, nunca descansará até que tenha tentado! Ambos sabemos disso! Imagine, por um breve momento, que você nunca tivesse ouvido aquela profecia! Como você se sentiria em relação a Voldemort agora? Pense!&lt;br /&gt;Harry observou Dumbledore andando de um lado para o outro à sua frente, e pensou. Ele pensou em sua mãe, em seu pai, e em Sirius. Ele pensou em Cedrico Diggory. Ele pensou em todas as terríveis ações que Lord Voldemort cometeu. Uma chama pareceu pular dentro do seu peito, queimando sua garganta.&lt;br /&gt;- Eu iria que ele morresse. - disse Harry serenamente - E eu iria querer fazer isso.&lt;br /&gt;- Naturalmente você iria querer! - exclamou Dumbledore! - Veja, a existência da profecia não significa que você tem que fazer alguma coisa. Mas a profecia fez com que Voldemort o marcasse como um igual. Em outras palavras, você é livre para escolher seu caminho, igualmente livre para se voltar à profecia! Mas Voldemort continua a escolher seu caminho pela profecia. Ele continuará a caça-lo... O que se mostra correto, realmente, uma vez que...&lt;br /&gt;- Um de nos acabará matando o outro. - disse Harry - Sim.&lt;br /&gt;Mas Harry finalmente entendeu o que Dumbledore vinha tentando lhe explicar. Era, ele pensou, como a diferença entre ser levado para uma arena para enfrentar uma batalha até à morte e andar em direção à arena de cabeça elevada. Algumas pessoas, talvez, diriam que havia pouca diferença entre as duas maneiras, mas Dumbledore sabia - e eu também, pensou Harry e, com um sentimento feroz de orgulho, assim como meus pais - que fazia toda a diferença do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Blog para a traduç?o do Half-Blood Prince - Divirtam-se!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14610381-112205307194437986?l=traducaohpb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112205307194437986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112205307194437986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traducaohpb.blogspot.com/2005/07/captulo-23.html' title='Capítulo 23'/><author><name>Tradutora HP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17872629631848116516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.odfhp.com/quick_livro6.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381.post-112205282106379989</id><published>2005-07-22T14:19:00.000-03:00</published><updated>2005-07-22T14:20:21.100-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 22</title><content type='html'>Capítulo 22 - Depois do Enterro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedaços de céu azul luminoso estavam começando a aparecer por cima das torres de castelo, mas estes sinais de chegada do verão não melhoraram o humor de Harry. Ele estava fracassado, em ambas as tentativas: a de descobrir o que Malfoy estava fazendo e nos esforços para começar uma conversa com Slughorn que poderia conduzir, de alguma maneira, para a memória que Slughorn tinha escondido, aparentemente, durante décadas.&lt;br /&gt;" Esqueça Malfoy por um tempo", Hermione falou firme para Harry.&lt;br /&gt;Eles estavam sentados com Ron num canto ensolarado do pátio depois do almoço. Hermione e Ron estavam folheando um folheto Ministério da Magia - Enganos Comuns de Aparatação e Como os Evitar - porque eles estariam fazendo as provas nesta mesma tarde, mas no geral os folhetos não estavam acalmando aos nervos deles.&lt;br /&gt;Ron começou a tentar se esconder atrás de Hermione quando uma garota veio em direção a eles.&lt;br /&gt;"Não é a Lilá", disse Hermione penosamente.&lt;br /&gt;"Ah, bom", disse Ron, relaxando.&lt;br /&gt;"Harry Potter? " disse a garota. "Me pediram para lhe entregar isto."&lt;br /&gt;"Obrigado... "&lt;br /&gt;O coração de Harry afundou quando ele pegou o rolo pequeno de pergaminho. Uma vez que a garota estava fora do alcance de sua voz, ele disse, "Dumbledore disse que nós não teríamos mais nenhuma lição até que eu conseguisse a lembrança! "&lt;br /&gt;"Talvez ele queira verificar como você está fazendo?" Hermione sugeriu, quando Harry mostrou o pergaminho; mas em vez de encontrar a letra longa, inclinada e fina de Dumbledore, ele viu uma letra desalinhada, muito difícil de ler devido à presença de grandes manchas no pergaminho onde a tinta tinha escorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Queridos Harry, Ron e Hermione!&lt;br /&gt;Aragogue morreu ontem à noite. Harry e Ron, vocês o conheceram e sabem como ele era especial.&lt;br /&gt;Hermione, eu sei que você teria gostado dele.&lt;br /&gt;Significaria muito para mim se vocês dessem um pulo aqui hoje à noite para o enterro.&lt;br /&gt;Eu estou planejando fazer isto ao crepúsculo que era o horário favorito dele do dia.&lt;br /&gt;Eu sei que não é permitido a vocês saírem a noite, mas vocês podem usar a capa.&lt;br /&gt;Eu não pediria, mas não posso enfrentar isto sozinho.&lt;br /&gt;Hagrid "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olhe para isto", disse Harry, dando a nota para Hermione. "Oh, Deus", ela disse, lendo depressa e passando para Ron que lia ficando cada vez mais incrédulo. "Ele é louco" ele falou furioso. "Aquela coisa disse para seus filhos comerem o Harry e eu! Disse para se servirem! E, agora, Hagrid espera que a gente desça lá e chore em cima de seu corpo cabeludo horrível! "&lt;br /&gt;"Não é só isso", disse Hermione. "Ele está nos pedindo para deixar o castelo à noite e ele sabe que a segurança está milhões de vezes mais apertada, e em quanta dificuldade nós estaríamos se fôssemos pegos."&lt;br /&gt;"Nós iremos descer para vê-lo antes de anoitecer", disse Harry.&lt;br /&gt;"Sim, mas para quê? " disse Hermione. "Nós nos arriscamos muito para ajudar Hagrid, mas afinal de contas - Aragogue está morto. Se fosse uma questão de salvá-lo - "&lt;br /&gt;"- Eu nem ao menos queria ir," disse Ron firmemente. "Você não o conheceu, Hermione. Acredite-me, estando morto estaremos muito melhor."&lt;br /&gt;Harry pegou o pergaminho de volta e viu, por toda parte, manchas grandes que borraram a tinta. Claramente, lágrimas tinham caído grossas e rápidas no pergaminho. . . .&lt;br /&gt;"Harry, você não pode estar pensando em ir", disse Hermione. "É uma coisa insensata para se ganhar uma detenção."&lt;br /&gt;Harry suspirou. "Sim, eu sei", ele disse. "Eu suponho que Hagrid terá que enterrar Aragogue sem nós."&lt;br /&gt;"Sim, ele vai", disse Hermione, olhando-o aliviada. "Olhe, a aula de poções estará quase vazia esta tarde, conosco fazendo nossos testes... Tente e amoleça Slughorn mais um pouco! "&lt;br /&gt;"Cinqüenta e sete vezes mais sorte, você acha? " disse Harry amargamente.&lt;br /&gt;"Sorte", disse Ron de repente. "Harry, é isto - fique mais sortudo! "&lt;br /&gt;"Que significa isso? "&lt;br /&gt;"Use sua poção afortunada! "&lt;br /&gt;"Ron o que é - é isto! " disse Hermione, soando atordoada. "Claro! Por que eu não pensei nisto? "&lt;br /&gt;Harry os encarou. "Felix Felicis? " ele disse. "Eu não... Eu queria guardá-la. ... "&lt;br /&gt;"Para que? " Ron perguntou incrédulo.&lt;br /&gt;"O que no mundo é mais importante que esta memória, Harry? " Hermione perguntou.&lt;br /&gt;Harry não respondeu. O pensamento daquela pequena garrafa dourada tinha pairado nas margens de sua imaginação durante algum tempo; planos vagos e indefinidos de Gina terminando com Dino e Ron de algum modo contente de a ver com um namorado novo, tinha estado adormecido nas profundezas do cérebro dele, desconhecido exceto durante os sonhos ou no tempo entre o dormir e o despertar. . . .&lt;br /&gt;"Harry? Você está nós ouvindo? " Hermione perguntou.&lt;br /&gt;"Que -? Sim, claro", ele disse, se concentrando. "Bem... está certo. Se eu não puder conseguir que Slughorn fale esta tarde, eu usarei um pouco da Felix e voltarei hoje à noite."&lt;br /&gt;"Está decidido, então", disse Hermione vivamente, ficando em pé e executando uma pirueta graciosa. "Destino... determinação... deliberação... " ela murmurou.&lt;br /&gt;"Oh, pare", Ron implorou, "eu fico bastante mal com - rápido, me esconda! "&lt;br /&gt;"Não é a Lilá! " disse Hermione impaciente, quando outras garotas apareceram no pátio e  Ron mergulhou atrás dela.&lt;br /&gt;"Legal", disse Ron, investigando por cima de Hermione para conferir. "Elas não parecem felizes, parecem? "&lt;br /&gt;"Elas são as irmãs Montgomery e claro que elas não parecem felizes, você não ouviu o que aconteceu ao irmãozinho delas? " disse Hermione.&lt;br /&gt;"Eu estou perdendo tudo o que está acontecendo aos parentes dos outros, para ser honesto", disse Ron.&lt;br /&gt;"Bem, o irmão delas foi atacado por um lobisomem. Há um boato que a mãe deles se recusou a ajudar os Comensais da Morte. De qualquer maneira, o menino só tinha cinco anos e morreu no St. Mungus, eles não o puderam salvar."&lt;br /&gt;"Ele morreu?" Harry repetiu, chocado. "Mas, seguramente, lobisomens não matam, eles não só o transformam em um deles? "&lt;br /&gt;"Eles às vezes matam", disse Ron com olhar extraordinariamente grave agora. "Eu ouvi falar que isso acontece quando o lobisomem foge."&lt;br /&gt;"Qual o nome do lobisomem? " disse Harry depressa.&lt;br /&gt;"Bem, o boato é que era Fenrir Greyback", disse Hermione.&lt;br /&gt;"Eu conheço ele - um maníaco que gosta de atacar crianças, Lupin me falou sobre ele! " Harry disse furioso.&lt;br /&gt;Hermione olhou para ele desolada.&lt;br /&gt;"Harry, você tem que conseguir aquela lembrança", ela disse. "Isso é tudo para parar Voldemort, não é? Estas coisas terríveis que estão acontecendo são culpa dele . . . "&lt;br /&gt;O sino tocou no castelo e Hermione e Ron se sobressaltaram, parecendo apavorados.&lt;br /&gt;"Vocês se sairão bem", Harry lhes disse, quando eles foram em direção a porta de entrada para se juntar ao restante das pessoas que fariam a Prova de Aparatação. "Boa sorte".&lt;br /&gt;"Você também!" disse Hermione com um olhar significativo, quando Harry foi para os calabouços.&lt;br /&gt;Havia só três deles em Poções naquela tarde: Harry, Ernie e Draco Malfoy.&lt;br /&gt;"Muito jovens para Aparatar? disse Slughorh obviamente, "não têm dezessete ainda? "&lt;br /&gt;Eles negaram com a cabeça.&lt;br /&gt;"Ah, bem", disse Slughorn animado, "como nós somos tão poucos, nós faremos algo divertido. Eu quero que vocês todos preparem-me uma poção para diversão! "&lt;br /&gt;"Isso soa bem, senhor", disse Ernie,  esfregando as mãos. Por outro lado, Malfoy não abriu um sorriso.&lt;br /&gt;"O que você quer dizer com, 'para diversão'? " ele disse irritado. "Oh, surpreenda-me, disse Slughorn levianamente.”&lt;br /&gt;Malfoy abriu a cópia dele de Poções Avançadas com uma expressão mal humorada. Não poderia estar mais claro que ele pensava que esta lição era um desperdício de tempo. Indubitavelmente, Harry pensou, olhando para ele por cima do próprio livro, Malfoy estava com raiva pelo tempo que ele poderia estar passando na Sala Precisa.&lt;br /&gt;Era imaginação dele, ou tanto Malfoy quanto Tonks, pareciam mais magros! Certamente, ele parecia mais pálido; a pele dele ainda estava naquela cor acinzentada, provavelmente porque ele tão raramente via luz do dia estes tempos. Mas não havia nenhum ar de presunção, excitação ou superioridade; de quando ele estava se vangloriando no Expresso de Hogwarts, quando ele tinha ostentado abertamente da missão que tinha sido determinado por Voldemort... Poderia haver só uma conclusão, na opinião de Harry: a missão, ao que tudo indicava, ia mal.&lt;br /&gt;Alegre por este pensamento, Harry folheou a cópia dele de Poções Avançadas e achou a versão do Príncipe Mestiço bastante corrigida de "Um Elixir para Induzir Euforia" que não só parecia conhecer as instruções de Slughorn, mas que pode (o coração de Harry saltou ante este pensamento) colocar Slughorn com tanto bom humor que ele estaria preparado para entregar aquela memória se Harry o pudesse persuadir provar um pouco. . . .&lt;br /&gt;"Bem, ora, isto parece absolutamente maravilhoso", disse Slughorn uma hora e meia depois, aplaudindo quando ele olhou, sob o sol, o conteúdo amarelo do caldeirão de Harry. "Euforia, eu creio? E o que é que eu cheiro? Mmmm. . . você adicionou um galho de hortelã, não foi? Pouco ortodoxo, mas isso é um golpe de inspiração, Harry, claro que isso tenderia a contrabalançar os efeitos colaterais ocasionais de cantoria e nariz formigando... Eu realmente não sei onde você adquire estas inspirações, meu menino... A menos que - "&lt;br /&gt;Harry empurrou o livro do Príncipe Mestiço mais para o fundo da bolsa dele com o pé.&lt;br /&gt;"- que sejam os genes de sua mãe que há em você! "&lt;br /&gt;"Oh. . . sim, talvez", disse Harry, aliviado.&lt;br /&gt;Ernie parecia bastante amuado; determinado a exceder em brilho Harry pelo menos uma vez, ele  inventou a maior parte da própria poção e ela tinha coalhado e formado um tipo de bolinho de massa roxo ao fundo do caldeirão dele. Malfoy já estava recolhendo seu material, azedo; Slughorn tinha dito que a Poção de Soluço dele era meramente "passável."&lt;br /&gt;O sino tocou e Ernie e Malfoy partiram imediatamente. "Senhor", Harry começou, mas Slughorn olhou imediatamente por cima do ombro dele; quando ele viu que a sala estava vazia somente com ele e Harry, saiu com pressa, tão rápido quanto ele pôde.&lt;br /&gt;"Professor - Professor, você não quer experimentar minha po -? " Harry chamou desesperado.&lt;br /&gt;Mas Slughorn tinha ido. Desapontado Harry esvaziou o caldeirão, juntou as coisas dele, deixou o calabouço e caminhou lentamente para escada em direção à sala comunal.&lt;br /&gt;Ron e Hermione voltaram no fim da tarde.&lt;br /&gt;"Harry! " gritou Hermione quando ela entrou pelo buraco do retrato. "Harry, eu passei! "&lt;br /&gt;"Ótimo! " ele disse. "E Ron? "&lt;br /&gt;"Ele - ele falhou", Hermione sussurrou, quando Ron veio encurvado pelo quarto parecendo muito sombrio. "Realmente uma falta de sorte, uma coisa minúscula, o examinador notou que ele tinha deixado para trás meia sobrancelha... Como foi com Slughorn? "&lt;br /&gt;"Nenhuma novidade", disse Harry, quando Ron se uniu a eles. "Falta de sorte, companheiro, mas você passará da próxima vez - nós podemos fazer isto juntos."&lt;br /&gt;"Sim, eu acho", disse Ron amuado. "Mas meia sobrancelha - como se fosse importante! "&lt;br /&gt;"Eu sei", disse Hermione ternamente, "parece realmente severo. ... "&lt;br /&gt;Eles gastaram a maior parte do jantar deles xingando o examinador de Aparatação completamente, e Ron parecia parcialmente mais alegre quando eles voltaram para a sala comunal, agora, continuando a discutir sobre o problema de Slughorn e a memória.&lt;br /&gt;"Então, Harry - você vai usar o Felix Felicis ou o quê? " Ron exigiu.&lt;br /&gt;"Sim, eu acho que será melhor", disse Harry. "Eu não acho que precisarei de tudo, não vinte e quatro horas de sorte, não devo gastar a noite toda.... eu levarei só um pouco. Duas ou três horas devem dar para fazer isto."&lt;br /&gt;"Será uma grande responsabilidade quando você tomar", disse Ron. "Você não fará nada errado"&lt;br /&gt;“Sobre o que você está falando? " disse Hermione, rindo. "Você nunca tomou! "&lt;br /&gt;"Sim, mas eu pensei que tomei, não é? " disse Ron, pensando o óbvio. " Realmente, tem alguma diferença... "&lt;br /&gt;Como eles só veriam Slughorn no Salão Principal e soubessem que ele gostava de se demorar nas refeições, eles ficaram durante algum tempo na sala comunal, planejando como Harry deveria ir mais uma vez ao escritório de Slughorn e quanto tempo o professor levaria para voltar para lá. Quando o sol tinha descido ao nível das copas de árvore da Floresta Proibida, eles decidiram que era o momento, e depois de verificarem cuidadosamente se Neville, Dino e Simas eram os únicos na sala comunal, se moveram furtivamente até o dormitório dos meninos.&lt;br /&gt;Harry retirou o par de meias do fundo do malão dele e extraiu a minúscula e cintilante garrafa.&lt;br /&gt;"Bem, aqui está", disse Harry e ele elevou a pequena garrafa e deu um trago cuidadosamente medido.&lt;br /&gt;“Como é que se sente? " Hermione sussurrando.&lt;br /&gt;Harry não respondeu por um momento. Então, lenta, mas seguramente, um senso engraçado de oportunidade infinita tomou conta ele; ele se sentia como se ele pudesse fazer qualquer coisa, qualquer coisa... e obter a memória de Slughorn repentinamente não só pareciam possível, mas positivamente fácil...&lt;br /&gt;Ele se ergueu, sorrindo, completamente cheio de confiança.&lt;br /&gt;"Excelente", ele disse. "Realmente, excelente. Certo... Eu estou indo ao Hagrid. "&lt;br /&gt;"O que? " disseram Ron e Hermione juntos, parecendo espantados.&lt;br /&gt;"Não, Harry - você tem que ir e ver Slughorn, se lembra?" disse Hermione.&lt;br /&gt;"Não", disse Harry confiante. "Eu vou ao Hagrid, eu tenho um bom pressentimento sobre ir ver Hagrid. "&lt;br /&gt;"Você tem um sentimento bom sobre enterrar uma aranha gigantesca? " Ron perguntou, parecendo atordoado.&lt;br /&gt;"Sim", disse Harry, arrancando a Capa da Invisibilidade da bolsa dele. "Eu sinto como se fosse o lugar certo para ir hoje à noite, você sabe o que eu quero dizer? "&lt;br /&gt;"Não", disseram Ron e Hermione juntos, ambos olhando claramente alarmados agora.&lt;br /&gt;"Isto é Felix Felicis, certo? " disse Hermione ansiosa, levando a garrafa à luz. "Você não utilizou outra pequena garrafa cheio de - eu não sei - "&lt;br /&gt;"Essência de Loucura? " Ron sugeriu, quando Harry balançou a capa por cima de seus ombros.&lt;br /&gt;Harry riu e Ron e Hermione o olharam ainda mais alarmados.&lt;br /&gt;"Confiem em mim", ele disse. "Eu sei o que eu estou fazendo... ou pelo menos" ele foi confiantemente para porta – “a Felix sabe."&lt;br /&gt;Ele puxou a capa da invisibilidade por cima da cabeça e desceu os degraus, Ron e Hermione se apressaram juntos atrás dele. Aos pés da escada, Harry deslizou pela porta aberta.&lt;br /&gt;"O que você estava fazendo lá em cima com ela!" Lilá Brown gritou, olhando diretamente por Harry, para Ron e Hermione que saíam juntos dos dormitórios dos meninos. Harry ouviu Ron balbuciando atrás dele antes de sair pela sala para longe deles.&lt;br /&gt;Sair pelo buraco de retrato era simples; quando ele foi fazer isso, Gina e Dino passaram por ele e Harry pôde deslizar entre eles. Quando fez ele isso, esbarrou em Gina acidentalmente.&lt;br /&gt;"Por favor, não me empurre, Dino", ela disse, soando aborrecida. ; "Você sempre está fazendo isso, eu posso perfeitamente seguir bem por conta própria... "&lt;br /&gt;O retrato fechou atrás de Harry, mas não antes dele ter ouvido Dino fazer uma réplica brava... . O sentimento dele de exaltação aumentou, Harry saiu andando pelo castelo. Ele não teve que rastejar porque ele não encontrou ninguém pelo caminho, mas isto não o pegou de surpresa nem de leve. Hoje à noite, ele era a pessoa mais afortunada a Hogwarts.&lt;br /&gt;Por que ele sabia que ir à casa de Hagrid era a coisa certa a fazer, ele não tinha nenhuma idéia. Era como se a poção iluminasse alguns passos do caminho de cada vez. Ele não podia ver o destino final, ele não podia ver onde Slughorn entrava, mas ele sabia que ele estava no caminho certo para conseguir aquela memória. Quando ele chegou ao corredor de entrada ele viu que Filch tinha esquecido de fechar a porta da frente. Radiante, Harry saiu para espaço aberto e inspirou o cheiro de ar limpo e grama por um momento antes descer em direção ao crepúsculo.&lt;br /&gt;Quando ele alcançou o fundo do vale, lhe ocorreu quão agradável seria entrar naquela vegetação na ida dele a casa de Hagrid. Não estava no caminho estritamente, mas parecia claro a Harry que este era um capricho com o qual ele deveria agir, assim ele redirecionou os pés dele imediatamente para a vegetação onde ele ficou contente, mas não completamente surpreso, em achar o Professor Slughorn em conversação com a Professora Sprout. Harry espreitou por trás de uma parede de pedra, sentindo-se em paz com o mundo e escutando a conversa deles.&lt;br /&gt;"Eu lhe agradeço por ter tomado seu tempo, Pomona", Slughorn estava dizendo cortesmente, “a maioria das autoridades concorda que eles são mais eficazes se colhidos ao crepúsculo."&lt;br /&gt;"Oh, eu concordo totalmente,” disse a Professora Sprout calorosamente. "Isto é o bastante para você? "&lt;br /&gt;"Bastante, bastante", disse Slughorn que, Harry viu, estava levando uma braçada de plantas copadas. "Isto deveria dar algumas folhas para cada de meus terceiranista, e algumas para guardar se qualquer pessoa precisar. Bem, boa noite para você e muito obrigado novamente! "&lt;br /&gt;A professor Sprout se dirigiu na escuridão em direção às estufas e Slughorn dirigiu os passos ao lugar onde Harry estava de pé, invisível.&lt;br /&gt;Tomado por um desejo súbito de se revelar, Harry saiu debaixo da capa com um floreio.&lt;br /&gt;"Boa noite, Professor".&lt;br /&gt;Pela barba de Merlin", Harry, você me assustou", disse Slughorn, parando e parecendo cauteloso. "Como você saiu do castelo? "&lt;br /&gt;"Eu acho que Filch deve ter esquecido de fechar as portas", disse Harry alegremente e encantado ao ver carranca de Slughorn.&lt;br /&gt;"Eu irei informar sobre aquele homem, ele se preocupa mais com lixo que com própria segurança se você me perguntar... Mas por que você está aqui fora então, Harry? "&lt;br /&gt;"Bem, senhor, é Hagrid", disse Harry sabendo que a coisa certa para fazer agora, era mesmo falar a verdade. "Ele está bem chateado... Mas você não contará para ninguém, Professor? Eu não quero dificuldades para ele. ... "&lt;br /&gt;A curiosidade de Slughorn foi evidentemente despertada. "Bem, eu não posso prometer", ele disse grosseiramente. "Mas eu sei que Dumbledore confia muito em Hagrid, assim estou seguro que ele não pode estar com nada muito terrível...."&lt;br /&gt;"Bem, era uma aranha gigantesca, ele tem há anos.... Morava na floresta. Podia falar e tudo—"&lt;br /&gt;"Eu ouvi rumores que havia acromântulas na floresta," disse Slughorn suavemente, enquanto examinava a massa de árvores pretas. "É verdade, então"?.&lt;br /&gt;"Sim", disse Harry. "Mas esta aqui, Aragogue, foi a primeira que Hagrid adquiriu, que morreu ontem à noite. Ele está arrasado. Ele quer companhia para enterrá-la e eu disse que iria."&lt;br /&gt;"Tocante, tocante", disse Slughorn distraidamente, seus olhos grandes e inclinados se fixaram nas luzes distantes da cabana de Hagrid. "Mas veneno de acromântula é muito valioso... Se a besta só morreu ainda pode não ter secado totalmente... Claro que, eu não iria querer fazer qualquer coisa insensível se Hagrid for ficar chateado... mas se houvesse um modo de obter algumas amostras... Eu quero dizer, é quase impossível obter veneno de uma acromântula enquanto viva... ".&lt;br /&gt;Slughorn parecia estar falando mais com ele do que com Harry. "... parece um desperdício terrível não coletar isto... poderia adquirir uns mil Galeões... Para ser honesto, meu salário não é grande..."&lt;br /&gt;E agora, Harry viu o que devia ser feito claramente. "Bem", ele disse, com uma hesitação mais convincente, "se você quisesse vir, Professor, Hagrid provavelmente ficaria realmente agradecido... Dar a Aragogue um fim mais digno, você sabe..."&lt;br /&gt;"Sim, claro", disse Slughorn, os olhos dele vislumbram com entusiasmo. "Eu lhe falo, Harry, te encontrarei lá embaixo com uma garrafa ou duas... Nós encheremos na pobre besta —sem saúde— e guardaremos, de qualquer maneira, no enterro. Vou então mudar minha gravata, esta aqui, um modelo exuberante para a ocasião...".&lt;br /&gt;Ele estava atarefado no castelo, enquanto Harry correu para a cabana Hagrid, encontrá-lo.&lt;br /&gt;"Vem, entra", coaxou Hagrid, quando abriu a porta e viu Harry emergir da Capa de Invisibilidade.&lt;br /&gt;"Sim — Ron e Hermione não puderam, entretanto", disse Harry. "Eles realmente sentem muito".&lt;br /&gt;"Não —não importa... estou comovido por você estar aqui, Harry...".&lt;br /&gt;Hagrid deu um grande soluço. Ele tinha se feito uma braçadeira preta que mais se parecia um trapo imenso de plástico de botas, e os olhos dele estavam vermelhos e inchados. Harry bateu levemente consolando-o, no cotovelo, que era o ponto mais alto de Hagrid que ele poderia alcançar facilmente.&lt;br /&gt;"Onde nós o enterraremos?" ele perguntou. "Na floresta?”&lt;br /&gt;"Melhor não," disse Hagrid, enquanto esfregava os olhos no remendo da camisa dele. "As outras aranhas não me deixariam chegar próximo das teias agora que Aragogue se foi. Voltei lá sem as ordens dela e elas ameaçaram comer! Pode acreditar, Harry?”&lt;br /&gt;A resposta honesta era" sim"; Harry recordou com facilidade a dolorosa cena quando ele e Ron tinham visto face-a-face as acromântulas. Eles tinham tido certeza que Aragogue era a única coisa que não deixava atacarem Hagrid.&lt;br /&gt;"Nunca mais andarei pela floresta como antes!" disse Hagrid, enquanto balançava a cabeça. "Isto não é fácil, tirar o corpo de Aragogue, eu posso imaginar—eles normalmente comem seus mortos... Mas eu quis dar a ela um enterro agradável... um fim digno...".&lt;br /&gt;Ele rompeu em soluços novamente e Harry tornou a bater levemente no cotovelo dele, enquanto dizia para não ficar assim (para a situação parecia a coisa certa a fazer), "Professor Slughorn me viu vindo aqui, Hagrid".&lt;br /&gt;"Você não está em apuros, está?” disse Hagrid observando alarmado. Você não pode estar fora do castelo a essa hora', eu reconheço, é uma falta minha —".&lt;br /&gt;"Não, não, quando ele ouviu o que eu estava fazendo, disse que gostaria de vir e dar seus últimos cumprimentos também a Aragogue", disse Harry.&lt;br /&gt;"Ele foi vestir algo melhor, eu acho… e disse que traria algumas garrafas assim nós podemos beber em memória de Aragogue...”.&lt;br /&gt;"Sim?” disse Hagrid, enquanto olhava surpreendido. "certo! É muito agradável  da parte dele. Eu nunca tive muitas relações com Horace Slughorn antes... Vindo ver a velha Aragogue, no entanto, é? Bem... se ele gostar, Aragogue também iria...".&lt;br /&gt;Harry pensou reservadamente que o que Aragogue teria gostado de Slughorn, era a ampla quantia de carne comestível nele, mas ele somente moveu-se à janela de trás da cabana de Hagrid, onde teve a visão horrível da enorme aranha morta que estava com a parte de trás exposta, suas pernas enroladas e enroscadas.&lt;br /&gt;"Nós vamos enterrá-la aqui, Hagrid, em seu jardim"?&lt;br /&gt;“Por trás das abóboras, pensei", disse Hagrid em uma voz sufocada. "Eu já cavei —você sabe— a sepultura. Só quero dizer coisas agradáveis sobre isso —recordações felizes, você sabe—"&lt;br /&gt;A voz dele tremeu e falhou. Bateram na porta, e ele virou para atender, enquanto assoava o nariz no grande lenço já manchado. Slughorn se apressou pelo batente, com várias garrafas nos braços, usando um paletó preto sombrio.&lt;br /&gt;"Hagrid", ele disse, em uma voz funda, séria. "estou muito sentido, ouvi falar de sua perda."&lt;br /&gt;"Obrigado", disse Hagrid. "Muito obrigado. E obrigado por não dar a Harry nenhuma detenção...".&lt;br /&gt;"Nem teria pensado isto", disse Slughorn. Noite triste, noite triste... Onde a pobre criatura está?”.&lt;br /&gt;"Aqui fora", disse Hagrid em uma voz trêmula. "Vamos começar, então?”.&lt;br /&gt;Os três foram para o jardim da parte de trás da cabana. A lua estava brilhando palidamente entre as árvores, e seus raios entrosavam-se com a luz claro da janela de Hagrid, iluminando o corpo de Aragogue que jazia na extremidade de uma cova volumosa, por volta de uns dez pés – e um monte alto terra frescamente cavada.&lt;br /&gt;"Magnífico", disse Slughorn, enquanto aproximava-se da cabeça da aranha, onde oito olhos sem vida encaravam o céu inexpressivamente e dois alicates enormes, curvados, imóveis, brilhavam ao luar. Harry ouviu o tinido de garrafas quando Slughorn se agachou próximo às pinças, examinando a enorme cabeça cabeluda atentamente.&lt;br /&gt;"Não há seres tão bonitos quanto estes', disse Hagrid para Slughorn, com lágrimas escoando dos cantos dos olhos marejados. "Eu não sabia que você se interessava por criaturas como Aragogue, Horace".&lt;br /&gt;"Interessado? Meu querido Hagrid, eu os venero", disse Slughorn, enquanto levantava. Harry viu o reflexo de uma garrafa desaparecer por baixo do capote de Slug, entretanto Hagrid, esfregando os olhos mais uma vez, não notou nada. "Agora... podemos iniciar o enterro?".&lt;br /&gt;Hagrid acenou com a cabeça e avançou. Ele levantou a aranha gigantesca nos braços e, com um grunhido enorme, colocou-a na cova escura. Ela bateu no fundo com um estrondo horrível, chocante. Hagrid começou a chorar novamente.&lt;br /&gt;"Claro que, é difícil para você, que o conheceu melhor," disse Slughorn que como Harry  não poderia alcançar nada mais alto que cotovelos de Hagrid, mas bateu levemente neles assim mesmo. "Por que eu não digo algumas palavras?".&lt;br /&gt;Ele deve ter pegado muito veneno de boa qualidade de Aragogue, Harry pensou, porque Slughorn tinha um sorriso satisfeito à beira da cova e dizia, numa voz lenta, impressionante:&lt;br /&gt;"Adeus, Aragogue, rainha dos aracnídeos que lhe ofereceram uma amizade fiel, e que souberam que você não os esquecerá! Embora seu corpo se deteriore, que seu espírito permanece aqui, nos círculos das teias de sua casa na floresta. Que seus muitos descendentes floresçam e seus amigos humanos achem consolo pela perda."&lt;br /&gt;"Tão... tão... Bonito!" Hagrid uivou, desmoronando sobre o monte de terra, e chorando copiosamente.&lt;br /&gt;"Ora, ora." disse Slughorn, enquanto balançava a varinha de forma que a pilha enorme de terra caísse no buraco, produzindo um estrondo amortecido, sobre a aranha morta, formando um monte liso. "Vamos entrar e tomar algo. Segure-o, do outro lado, Harry... Isso, isto... Venha, Hagrid... Bem..."&lt;br /&gt;Eles colocaram Hagrid em uma cadeira à mesa. Canino, que estava escondido em sua cesta durante o enterro, veio agora, acolchoando-se suavemente entre eles e pondo a cabeça pesada como sempre no colo de Harry. Slughorn desarrolhou um das garrafas de vinho que ele tinha trazido.&lt;br /&gt;"Eu testei todas contra veneno", ele assegurou a Harry, enquanto vertia grande parte da primeira garrafa em um copo, que classificou como balde devido ao tamanho, e deu a Hagrid. "Testei todas as garrafas depois do que aconteceu a seu pobre amigo Rupert".&lt;br /&gt;Harry viu, em sua mente, a expressão na face de Hermione se ela ouvisse falar deste abuso das regras das casas, e decidiu nunca mencionar isto a ela.&lt;br /&gt;"Um para Harry..." dito Slughorn, enquanto dividia uma segunda garrafa entre dois copos. "... e um para mim. Bem — ele elevou o copo dele ao alto—" para Aragogue".&lt;br /&gt;"Aragogue" disseram Harry e Hagrid juntos. Slughorn e Hagrid beberam profundamente. Porém, Harry iluminado pela Felix Felicis, soube que não devia beber, assim ele fingiu tomar um gole e virou o copo atrás de si.&lt;br /&gt;"Eu o criei desde ovo, foi, sabem", disse Hagrid sombriamente. "Era uma pequena coisa minúscula quando chocou. 'Do tamanho de um Pekingese”&lt;br /&gt;"Que doce", disse Slughorn.&lt;br /&gt;“Usei um armário na escola para ele atéque... bem..."&lt;br /&gt;A face de Hagrid escureceu e o Harry soube por que: Tom Riddle tinha, para Hagrid ser expulso da escola, culpado-o por abrir a Câmara Secreta. Porém, Slughorn não parecia estar escutando; ele estava olhando para o teto do qual várias panelas de metal pendiam, e também uma meada longa, sedosa de cabelo branco luminoso.&lt;br /&gt;"Isso é pêlo de unicórnio não é, Hagrid?"&lt;br /&gt;"Oh, sim" disse Hagrid indiferentemente. É arrancado dos rabos deles, na floresta, sim sabem..."&lt;br /&gt;"Mas meu querido parceiro, você sabe quanto isso vale?"&lt;br /&gt;"Eu uso isto em bandagens quando alguma criatura se machuca" disse Hagrid, enquanto encolhia os ombros. "Está morto, mas útil... muito forte”&lt;br /&gt;Slughorn tomou outro gole, movendo os olhos cuidadosamente ao redor da cabana, observando, Harry sabia, para achar mais tesouros com os quais poderia suprir suas manipulações, carvalho maduro, abacaxis cristalizados, e jaquetas aveludadas. Ele reencheu o copo de Hagrid e o dele, e o questionou sobre as criaturas que moravam na floresta e como Hagrid pôde cuidar de tudo. Hagrid, vistosamente expansivo sob a influência da bebida e lisonjeado pelo interesse de Slughorn, deixou de esfregar os olhos e entrou alegremente em uma explicação longa de criação de bowtruckle.&lt;br /&gt;O Felix Felicis deu em Harry um pequeno cutucão neste momento, e ele notou que a provisão de bebida que Slughorn tinha trazido acabando rapidamente. Harry não conseguiu, no entanto, realizar o Encanto de Reencher sem dizê-lo em voz alta, mas ele não tinha idéia quando saiu do castelo de como esta noite seria cômica: Realmente, Harry sorriu a ele mesmo, enquanto Hagrid e Slughorn (falando contos do comércio ilegal de dragões) apontou a vara debaixo da mesa às garrafas vazias e eles começaram a se reencher imediatamente.&lt;br /&gt;Depois de uma hora ou mais, Hagrid e Slughorn começaram a fazer comentários extravagantes: para Hogwarts, para Dumbledore, para vinho feito por duendes, e para...-&lt;br /&gt;"Harry Potter!" Hagrid berrou, espirrando um pouco do seu décimo quarto copo de vinho pelo queixo.&lt;br /&gt;Realmente, "sim" chorou Slughorn um pouco densamente, "Parry Otter, o Menino Escolhido que — bem — ...algo desse tipo," ele resmungou, e escoou o vinho dele também.&lt;br /&gt;Não muito depois disto, Hagrid ficou choroso novamente e deu o rabo de unicórnio inteiro para Slughorn que embolsou isto gritando, "Pela amizade! Por generosidade! Por dez Galeões um cabelo!".&lt;br /&gt;E durante algum tempo depois disso, Hagrid e Slughorn ficaram sentados lado a lado, abraçados, enquanto cantavam uma canção triste e lenta sobre um feiticeiro agonizante, chamado Odo.&lt;br /&gt;"Aaargh, os bons morrem jovens", murmurou Hagrid, enquanto caía embaixo da mesa, um pouco estrábico, e Slughorn continuava a soltar o refrão. "Meu pai não tinha idade pra ir... nem mamãe, nem papai, Harry...".&lt;br /&gt;Grandes e gordas lágrimas escoaram novamente pelo canto dos olhos marejados de Hagrid; ele agarrou o braço de Harry e o balançou.&lt;br /&gt;“Grandes bruxos e bruxas de sua era… como eu nunca soube... coisa terrível... coisa terrível...".&lt;br /&gt;“E Odo, o herói, voltou para casa,&lt;br /&gt;Para o lugar que ele tinha conhecido quando rapaz,” cantava tristemente Slughorn.&lt;br /&gt;“Eles o puseram para descansar com seu chapéu,&lt;br /&gt;E a varinha deu dois estalos tristes”.&lt;br /&gt;"...terrível", Hagrid grunhiu, e a grande cabeça felpuda dele rolou lateralmente sobre os braços e dormiu, enquanto roncava profundamente.&lt;br /&gt;"Comovente", disse Slughorn com um soluço. "Não pode a música salvar minha vida".&lt;br /&gt;"Hagrid não estava falando sobre seu cantar", disse Harry quietamente. "Ele estava falando sobre a morte de meus pais".&lt;br /&gt;"Oh", disse Slughorn, enquanto reprimia um arroto grande. "Oh querido. Sim, isso e —realmente terrível. Terrível... terrível...".&lt;br /&gt;Ele contemplou uma falta do que dizer, e tornou a reencher seus copos.&lt;br /&gt;"Eu não —não suponho que você se lembre disto, Harry?”, ele perguntou desajeitadamente.&lt;br /&gt;"Não —bem, eu era o único lá quando eles morreram", disse Harry, os olhos na chama da vela que iluminava os roncos pesados de Hagrid. "Mas eu descobri quase tudo o que aconteceu desde então. Meu pai morreu primeiro. Você sabe algo?".&lt;br /&gt;"Eu — eu não sei", disse Slughorn em uma voz silenciada.&lt;br /&gt;"Sim... Voldemort o assassinou e então pisou em cima do corpo dele para chegar a minha mãe", disse Harry.&lt;br /&gt;Slughorn deu um grande tremor, mas ele não parecia capaz de tirar o olhar horrorizado da face de Harry.&lt;br /&gt;"Ele lhe disse que saísse", disse Harry com remorso. "Ele falou a ela que não precisava morrer. Ele só queria a mim. Ela poderia ter corrido".&lt;br /&gt;"Oh querido", respirou Slughorn. "Ela poderia ter... ela não precisava... Isso é terrível...".&lt;br /&gt;"É, não é?”, disse Harry, em uma voz pouco mais que um sussurro. "Mas ela não se moveu. Meu pai já estava morto, e ela não queria que eu fosse também. Ela tentou negociar com Voldemort... mas ele só riu...".&lt;br /&gt;"Isso é bastante!", disse Slughorn de repente, enquanto elevava uma mão tremendo. "Realmente, meu querido menino, bastante... Eu sou um homem velho... Eu não preciso ouvir... Eu não quero ouvir...".&lt;br /&gt;"Desculpe", mentiu Harry, Felix Felicis o seduzindo. "Você gostava dela, não?”.&lt;br /&gt;"Gostar dela?", disse Slughorn, os olhos dele enchendo até a borda mais uma vez com lágrimas. "Eu não imagino qualquer um que a conheceu que não tenha gostado dela... Muito valente... Muito engraçada... Isso é a coisa mais horrível...".&lt;br /&gt;"Mas você não ajuda o filho dela", disse Harry. "Ela me deu a vida dela, mas você não me dá uma memória".&lt;br /&gt;Os roncos estrondosos de Hagrid encheram a cabana. Harry olhava continuamente nos olhos cheios de lágrimas de Slughorn. O professor de Poções parecia impossibilitado olhar para fora.&lt;br /&gt;“Não diga que," ele sussurrou. " Não é uma pergunta... Se fosse o ajudar, claro que. . . mas há nenhum propósito pode servir. . ."&lt;br /&gt;" Pode”, Harry disse claramente. " Dumbledore precisa da informação. Eu preciso da informação ".&lt;br /&gt;Ele sabia que ele estava seguro: Felix estava lhe dizendo que Slughorn não se lembraria de nada disto de manhã. Olhando Slughorn diretamente nos olhos, Harry foi um pouco mais além.&lt;br /&gt;" Eu sou o Escolhido. Eu tenho que o matar. Eu preciso daquela memória”.&lt;br /&gt;Slughorn ficou mais pálido que o normal; a testa brilhante, cintilando com suor.&lt;br /&gt;" Você é o Escolhido?. Eu...”&lt;br /&gt;" Claro que eu sou, Harry " disse calmamente.&lt;br /&gt;" Entretanto. . . meu querido menino. . . você está tentando um grande negócio... você está, de fato, pedindo-me para o ajudar em sua tentativa de destruir -"&lt;br /&gt;" Você não quer pegar o bruxo que matou Lílian Evans? '"&lt;br /&gt;" Harry, Harry claro que eu quero, mas -"&lt;br /&gt;" Você está com medo dele descobrir que me " ajudou?&lt;br /&gt;Slughorn não disse nada; o olhar terrificado.&lt;br /&gt;" Seja valente como minha mãe, Professor...&lt;br /&gt;Slughorn ergueu uma mão rechonchuda e apertou a boca com os dedos tremendo; ele pareceu, por um momento, um bebê bastante grande.&lt;br /&gt;"Eu não estou orgulhoso. . ". Ele sussurrou através ele. "Eu estou envergonhado disso que - disso que está naquela de memória. ... Eu creio que possa ter feito um grande mal naquele dia. ..."&lt;br /&gt;" Você cancelará qualquer coisa que você fez me entregando a memória", Harry disse. "Seria uma coisa muito valente e nobre de se fazer ".&lt;br /&gt;Hagrid encrespou no sono e roncou, Slughorn e Harry encararam um ao outro por cima da vela de tripa. Houve um longo tempo em silêncio, mas Felix Felicis disse para Harry não o quebrar e esperar. Então, muito lentamente, Slughorn pôs a mão no bolso e retirou a varinha. Ele pôs a outra mão dentro da capa e tirou uma garrafa pequena e vazia. Ainda olhando nos olhos de Harry, Slughorn encostou a ponta da varinha na têmpora dele e retirou algo, na forma de uma linha longa e prateada de memória e agarrada a ponta da varinha. Mais e mais tempo de memória se esticou até que quebrou e balançou, prateada e luminosa, da varinha. Slughorn levou até a garrafa onde enfiou e expandiu como gás. Ele arrolhou a garrafa com uma mão trêmula e então passou pela mesa para Harry.  &lt;br /&gt;" Muito obrigado, Professor ".&lt;br /&gt;" Você é um menino bom," disse o Professor Slughorn, lágrimas caindo pelas bochechas gordas dele no bigode de morsa. " E você tem os olhos dela... Apenas não pense tão mal sobre mim uma vez que você tenha entendido isso&lt;br /&gt;E ele deitou a cabeça sobre os braços, deu um suspiro fundo e dormiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Blog para a traduç?o do Half-Blood Prince - Divirtam-se!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14610381-112205282106379989?l=traducaohpb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112205282106379989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112205282106379989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traducaohpb.blogspot.com/2005/07/captulo-22.html' title='Capítulo 22'/><author><name>Tradutora HP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17872629631848116516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.odfhp.com/quick_livro6.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381.post-112198118948961525</id><published>2005-07-21T18:24:00.000-03:00</published><updated>2005-07-22T15:29:26.853-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 21</title><content type='html'>Capítulo 21 – A Sala Desconhecida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 21 –  A Sala Desconhecida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harry quebrou a cabeça durante a semana seguinte pensando em como ele persuadiria Slughorn para que ele desse a verdadeira memória, mas nada ocorreu em sua mente e ele se reduziu à fazer o que agora sempre fazia quando tinha uma decepção: Folheava seu livro de Poções, esperando que o Príncipe tivesse escrito algo proveitoso em alguma margem, como ele havia feito muitas vezes antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você não vai achar nada aí”- disse firmemente Hermione, já tarde no domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Não começa, Hermione” – disse Harry. “Se não fosse pelo Príncipe, Rony não estaria sentado aqui agora.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele estaria se você tivesse escutado Snape no nosso primeiro ano” – disse desdenhosamente Hermione.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harry a ignorou. Ele havia acabado de achar um encanto “Sectumsempra!” rabiscado numa margem acima das intrigantes palavras “Para inimigos”, e ficou ansioso para tentá-lo, mas achou melhor não fazê-lo na frente de Hermione. Ao invés disso, ele secretamente fez um vinco na página. Eles estavam sentados ao lado da lareira na Sala Comunal; as únicas pessoas ainda acordadas eram outros sextanistas. Havia uma certa excitação quando eles voltaram do jantar para procurar algum aviso no quadro que anunciasse a data do Teste de Aparatação. Aqueles que já tivessem 17 anos ou que completariam antes do primeiro dia de teste, 21 de Abril, tinham a opção de se inscreverem para aulas adicionais, cujo lugar seria (extremamente supervisionado) em Hogsmade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ron havia entrado em pânico ao ler o aviso; ele ainda não havia conseguido aparatar e temia que não estivesse pronto para o teste. Hermione, que agora já havia conseguido aparatar duas vezes, estava mais confiante, mas Harry, que não completaria 17 anos nos próximos quatro meses, não poderia fazer o teste, estando ele pronto ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pelo menos você pode aparatar, mesmo assim!” – disse Ron tensamente. “Você não terá problemas até que Julho chegue!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu fiz isso apenas uma vez”, Harry relembrou à ele; ele finalmente havia conseguido desaparecer e se rematerializar dentro de seu arco durante suas aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo perdido muito tempo em se preocupar de mais em Aparatação, Ron estava agora se esforçando para terminar uma redação muito difícil para Snape que Harry e Hermione já tinham terminado. Harry esperava que recebesse uma nota baixa com a sua, porque havia descordado de Snape sobre a melhor maneira de se lidar com dementadores, mas ele não se importava: a memória de Slughorn era a coisa mais importante pra ele agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu estou te avisando, o Príncipe estúpido não vai te ajudar nisso, Harry!” – disse Hermione, com a voz mais alta. “Só há uma maneira de forçar alguém à fazer algo que você quer, e é com a Maldição Imperius, que é ilegal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Sim, eu sei disso, obrigado, ” – Harry disse, não tirando os olhos do livro. “É por isso que estou procurando algo diferente. Dumbledore diz que Veritaserum não funcionará, mas deve haver outra coisa, uma poção ou feitiço...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você está fazendo isso da maneira errada” – Hermione disse. “Só você pode conseguir a memória, Dumbledore disse. Isso deve significar que você pode persuadir Slughorn quando ninguém mais pode. Não é questão de lhe dar uma poção, qualquer um poderia fazer isso...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como se soletra ‘beligerante’?” – disse Ron, agitando dificilmente sua pena enquanto olhava fixamente seu pergaminho. “Não pode ser B – U – M...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não, não é,” – disse Hermione, puxando a redação de Ron até ela. “Nem “presságio” começa com  O – R – G também. Qual tipo de pena você está usando?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma das penas “Checar-Soletragem“ do Fred e do Jorge, mas eu acho que o feitiço deve estar falhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim, deve mesmo,” – disse Hermione, apontando para o título da redação, “porque fomos perguntados como nós lidaríamos com dementadores, e não ‘bombas de bosta’, e não me lembro de você ter mudado seu nome para “Roonil Wazlib’, também.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Ah não!” – disse Ron, encarando horrorizado para o pergaminho. “Não diga que eu terei de reescrever tudo isso de novo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tudo bem, a gente pode consertar, “ – disse Hermione, puxando a redação para perto dela e pegando sua varinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu te amo, Hermione!,” – disse Ron afundando em sua cadeira, piscando seus olhos---. Hermione ficou fracamente rosada, mas apenas disse “ Não deixe Lavender escutar você dizer isso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não deixarei,” – disse Ron entre suas mãos. “Ou talvez eu deixe, assim ela termina comigo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porque você não termina com ela já que não quer mais ficar com ela? – perguntou Harry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você nunca teve de dar um fora em alguém, não é? – disse Ron. “Você e Cho apenas...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nos separamos de alguma maneira, sim,” – disse Harry.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Gostaria que isso acontecesse com a Lavender e eu,” disse Ron tristemente, vendo Hermione silenciosamente batendo nas palavras escritas incorretamente na redação de Ron com a ponta de sua varinha, assim elas se auto-corrigiam na página. “Mas quanto mais eu dou a entender que quero terminar, mais ela me abraça. É como estar saindo com a lula gigante.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aqui,” – disse Hermione, mais ou menos vinte minutos mais tarde, devolvendo a redação de Ron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Muitíssimo obrigado,” – disse Ron. “Posso pegar sua pena emprestada pra escrever a conclusão?”. Harry, que não havia encontrado nada de útil nas anotações do Príncipe Mestiço até então, olhou ao redor; eles três eram as únicas pessoas restantes na Sala Comunal, Simas acabara de subir para ir deitar, amaldiçoando Snape e sua redação. Os únicos ruídos eram os estalados do fogo e o arranhar da pena de Hermione, que Ron usava escrevendo no pergaminho o último parágrafo sobre dementadores. Harry havia apenas fechado o livro do Príncipe Mestiço, bocejando, quando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crack!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermione soltou um gritinho; Ron derramou tinta em sua recém terminada redação, e Harry disse, “Monstro!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elfo-doméstico fez uma reverência e disse aos seus próprios ásperos dedos do pé. “Mestre disse que ele queria relatórios regulares sobre o que o menino Malfoy está fazendo, então Mostro veio dar...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crack!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dobby apareceu do lado de Monstro, com seu chapéu de abafador de chá torto. “Dobby têm ajudado também, Harry Potter!” ele gritou, dando em Montro um olhar de ressentimento. “E Monstro teve a obrigação de dizer à Dobbry quando ele ia ver Harry Potter para que assim os dois pudessem fazer seus relatórios juntos!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que é isso?” - perguntou Hermione, ainda olhando socada para as aparições repentinas. “O que está acontecendo, Harry?” Harry hesitou antes de responder, porque ele não havia contado à Hermione que tinha mandado Monstro e Dobby ficarem atrás de Malfoy; elfos-domésticos eram sempre um assunto muito tocante para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bem... eles têm seguido malfoy pra mim,” ele disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dia e noite,” grasnou Monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dobby não têm dormido à uma semana, Harry Potter!” – disse Dobby, balançando onde ele estava. Hermione olhou indignada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você não têm dormido, Dobby? Mas claramente, Harry, você não disse à ele que não...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não, claro que não,” – disse Harry rapidamente. “Dobby, você pode dormir, tá legal? Mas nenhum de vocês descobriu nada? Ele se apressou para perguntar antes que Hermione pudesse intervir de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mestre Malfoy se movimenta com a nobreza de um próprio sangue-puro,” – guinchou Monstro o quanto antes. “Suas feições recordam as da minha ama e suas maneiras são as de...”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Draco Malfoy é um menino mal!” – gritou Dobby irritadamente. “Um menino mal que, que...” Ele tremeu da borda de seu chapéu aos dedos dos pés em suas meias e então correu até o fogo, prestes à se jogar nele. Harry, atento à essa atitude que não era inteiramente inesperada, agarrou-o pelo meio e segurou-o rápido. Por alguns segundos Dobby relutou, mas depois mancou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Obrigado, Harry Potter,” – ele ofegou. “Dobby ainda acha difícil falar mal de seus velhos mestres..” Harry soltou-o; Dobby ajeitou seu chapéu e disse desafiadamente à Monstro, “ mas Monstro deveria saber que Draco Malfoy não é um bom mestre para um elfo-doméstico!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim, nós não precisamos ouvir sobre você estar apaixonado por Malfoy,” –  Harry disse à Monstro. “Vamos direto sobre onde ele na verdade têm ido.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monstro fez reverência novamente,  olhando furiosamente, e disse, “Mestre Malfoy come no Salão Principal, ele dorme no dormitório nas masmorras, ele presta atenção em suas aulas numa variedade de...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dobby, me diga você,” – disse harry, interrompendo Monstro. “Ele têm ido à algum lugar que não deveria ir?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Harry Potter, senhor,” confessou Dobby, seu grandes e oblíquos olhos estavam brilhando por causa da lareira, “o menino Malfoy não está quebrando nenhuma regra que Dobby possa descobrir, mas ele ainda lamentavelmente tem evitado revelar algo. Ele têm feito visitas regulares ao 7º andar com vários outros alunos, que ficam vigiando para ele enquanto ele entra...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Sala Precisa!” – disse Harry, batendo em sua testa com o livro “Fazendo Poções Avançadas”. Hermione e Ron o encararam. “É pra lá que ele têm escapado! É lá que ele têm feito... sej  lá o que está fazendo! E aposto que é por isso que ele têm sumido do mapa – pensando nisso, eu nunca vi a Sala Precisa no mapa!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Talvez os Marotos nunca souberam da existência da sala,” – disse Ron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu acho que isso faz parte da mágica da Sala,” – disse Hermione. “Se você precisa que seja secreta, ela será.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dobby, você pode entrar na Sala e ver o que é que Malfoy está fazendo?” – disse Harry ansiosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não Harry Potter, isso é impossível,” – disse Dobby.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não, não é,” – disse Harry o quanto antes. “Malfoy entrou na A.D.  no ano passado, então eu serei capaz de entrar e espioná-lo, sem problema.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas eu não acho que você vá conseguir, Harry!” Disse Hermione lentamente. “ Malfoy já sabia exatamente como nós estávamos usando a sala,  sabia por queaquela idiota da Marietta dedurou. Ele precisava que a sala se transformasseno quartel da A.D.,e ela se transformou.Mas você não sabe no que a sala setransforma quando Malfoy entra nela,então você não sabe no que mandar ela setransformar.”“Haverá um jeito” disse Harry dispersamente.” Você foi brilhante, Dobby.”“Monstro foi bem também,” disse Hermione gentilmente; mas longe de parecerengrandecido, Monstro desviou seus enormes olhos cor de sangue e coaxou noforro, “A sangue ruim está falando com  Monstro, Monstro fingir que nãopode ouvir—““Páre com isso,” Harry o ordenou, e Monstro fez uma última reverência edesaparatou. “Seria melhor você dormir um pouco também, Dobby.”“Obrigado, senhor Harry Potter!” rangeu Dobby alegremente, e também sumiu.“Isso não é bom?! Disse Harry entusiásticamente, virando-se para Ron eHermione no momento em que a sala estava sem elfos de novo. “Nós sabemosonde Malfoy está indo! Nós o cercamos agora!”“Sim, isso é ótimo.” Disse Ron raivosamente, cuja tentativa de limpar aencharcada massa de tinta se tornou quase uma completa experiência. HermionePuxou a varinha e começou a retirar a tinta.“Mas o que está acontecendo com ele para ir lá com um monte de alunos?”disse Hermione.”Quantas pessoas estão nisso? Você não acha que ele confia emtodos eles para saber o que ele está fazendo---““Sim, isso é estranho.” Disse Harry, franzindo a testa. “Eu o ouvi dizendo aCrabbe que não era da conta dele o que ele estava fazendo... então o que elequer dizer com isso...isso...” a voz de Harry sumiu,ele olhava furtivamentepara a lareira.”Deus,que idiota eu fui.” Disse ele sussurrante.” É óbvio,nãoé?Tinha um monte disso no calabouço... ele poderia ter roubado um poucodurante a lição...”“Roubado o que?” disse Ron.“Poção polisuco. Ele roubou um pouco da poção Polisuco que Slughorn nosmostrou na nossa primeira aula de poções... não há muitos alunos montandoguarda para Malfoy... É só Crabbe e Goyle como de costume... Sim, Tudo seencaixa!” disse Harry, que levantou de um salto e começou a andar em frenteà lareira. “Eles são suficientemente idiotas para fazer o que ele mandamesmo que não saibam o que ele pretende, mas ele não quer que eles sejamvistos rondando a Sala precisa, então ele os fez tomar poção polisuco parafazê-los parecer com outras pessoas... Aquelas duas garotas que eu vi comele quando ele perdeu o Quadribol – há! Crabbe e Goyle!”“Você quer dizer,” disse Hermione numa voz comedida,” que aquela garotinhacuja balança eu consertei -- ?”“Sim,claro!” Disse Harry alto, olhando furtivamente para ela. “Claro! Malfoydevia estar dentro da sala naquela hora, então ela – do que eu estoufalando? – ele derrubou as balanças para dizer a Malfoy não sair,por que tinha alguém lá! E havia aquela garota que deixou cair ovos de sapo também! Nós passamos por ele esse tempo todo e não percebemos!”“Ele fez Crabbe e Goyle  se transformarem em garotas?”IndagouRon.”Coitados...por isso eles não pareciam muito alegres esses dias. Estousurpreso por eles não dizerem a Malfoy para não fazer isso.”“Bem,eles não iriam,iriam,se ele tivesse mostrado sua Marca negra?” disseHarry“Humm... a Marca Negra nós não sabemos se existe.” Disse Hermionesensatamente, pegando a redação seca de Ron antes que pudesse causar maisestragos e segurando pra ele.“Veremos” disse Harry secretamente.“Sim,nós veremos.” disse Hermione, abaixando e alongando-se. “mas,Harry,antes que você se empolgue, eu ainda não acho que você consiga entrar naSala Precisa sem saber o que há lá antes. E eu acho que você não deveriaesquecer disso”— Ele pôs sua mochila no ombro e olhou para ele seriamente ---“Você deveria estar se concentrando em pegar aquela memória de Slughorn. Boanoite.”Harry viu ela sair, sentindo-se mal. Uma vez que a porta do dormitóriofeminino fechou atrás dela ele virou-se para Ron.” O que você acha?”“Queria poder desaparatar como um elfo doméstico.” Disse Ron, olhandofurtivamente para o lugar de onde Dobby havia sumido. “Aquele teste deaparatação seria moleza.”Harry não dormiu direito àquela noite. Ele ficou acordado pelo que pareceramhoras, imaginando como Malfoy estava usando a Sala Precisa e o queele, Harry, veria quando entrasse lá no dia seguinte, pelo que Hermionedisse, Harry tinha certeza de que se Malfoy pode ver o quartel general daA.D., ele poderia ver o de Malfoy. O que poderia ser? Um lugar de encontros?Um esconderijo? Um workshop? A mente de Harry trabalhou fervorosamente e seus sonhos, quando ele finalmente dormiu,  eram quebrados e perturbado por imagens de Malfoy, que se transformou em Slughorn, que se transformou em Snape...Harry estava muito adiantado para o café da manhã no dia seguinte; ele tinhaum tempo livre antes da aula de Defesa contra as artes das trevas e estavadeterminado a passá-lo tentando entrar na Sala Precisa. Hermione nãomostrava nenhum interesse em seus planos de entrar na Sala, o que irritouHarry, Por que ele achou que ela seria de grande ajuda se quisesse.“Olhe,” disse ele discretamente, levantando-se e pondo a mão no ProfetaDiário, que ela havia acabado de receber pelo correio coruja, para impedi-lade abri-lo e sumir atrás dele. “Eu não esqueci sobre Slughorn, mas eu nãotenho idéia de como pegar aquela memória dele, e até eu conseguir uma lavagem cerebral por que eu não deveria descobrir o que Malfoy está fazendo?”“Eu já disse, você tem que persuadir Slughorn,”disse Hermione. “Isso não éuma questão de pegá-lo ou enfeitiçá-lo, ou Dumbledore poderia ter feito issoem um segundo. Ao invés de rondar a Sala Precisa” –Ela tirou o ProfetaDiário debaixo da mão de Harry e focou a primeira página—“você deveria ir,encontrar Slughorn e começar a apelar à sua bondade natural.”“Alguém conhecido --- ?” perguntou Ron, quando Hermione olhou rapidamente asmanchetes.“Sim!” disse Hermione, fazendo que tanto Harry quanto a Ron parassem o caféda manhã.”Mas está tudo bem, ele não está morto --- é Mundungus, ele foipreso e mandado para Azkaban! Algo a ver com conjurar um inferius durante umatentativa de assalto,e alguém chamado Octavius Pepper desapareceu. Oh, quehorrível, uma garoto de nove anos foi preso por tentar matar seus avós, elesacham que o garoto estava sob a maldição Imperius.”Eles terminaram seu café da manhã em silêncio. Hermione foi imediatamentepara a aula de Runas antigas; Ron para o salão comunal, onde ele ainda tinhaque acabar sua dissertação sobre dementadores para Snape, e Harry para ocorredor no sétimo andar na parede oposta a que estava a tapeçaria deBarnabas  the Barmy ensinando trasgos a dançar balé.Harry saiu de sua capa de invisibilidade uma vez que ele encontrou umapassagem vazia, mas ele não podia ser interrompido. Quando ele alcançou seudestino ele encontrou o lugar vazio. Harry não estava certo se suas chancesde entrar na sala eram melhores com Malfoy dentro ou fora dela, mas pelomenos sua primeira tentativa não seria complicada pela presença de Crabbe ouGoyle fingindo ser uma garota de onze anos.Ele fechou os olhos e se aproximou de onde a porta da Sala precisa estavaescondida. Ele sabia o que tinha que fazer; ele aprimorou-se nisso no anoanterior. Concentrando-se com toda sua força ele pensou, “Eu preciso ver oque Malfoy está fazendo aqui... preciso ver o que Malfoy está fazendoaqui... preciso ver o que Malfoy está fazendo aqui...”Três vezes ele passou pela porta; depois, seu coração batendo com excitação,ele abriu os olhos e olhou—mas ele ainda estava olhando para uma paredevazia. Ele deu um passo a frente e experimentou empurrar. A  rochapermaneceu sólida e imóvel.“Tudo bem” disse Harry alto.”Tudo bem... eu pensei na coisa errada...” elerefletiu por um momento depois parou de novo,olhos fechados,concentrando-seo mais forte que podia.”Eu preciso ver o lugar que Malfoy freqüentasecretamente... Eu preciso ver o lugar que Malfoy freqüenta secretamente...Eu preciso ver o lugar que Malfoy freqüenta secretamente...” Depois de andarem frente a porta por três vezes, ele abriu os olhos.Não havia porta.“Oh, vamos lá” ele disse à parede irritadamente.”Aquilo era um pedidoclaro.Legal.” Ele pensou muito por vários minutos antes de tentar mais umavez. “ Eu preciso que você se torne o lugar que se tornou para Draco Malfoy...”Ele não abriu os olhos imediatamente quando acabou sua patrulha; ele estavaprestando atenção, como se ele fosse ouvir a porta aparecer. Ele não ouviunada,no entanto, exceto o distante piar dos pássaros do lado de fora. Eleabriu os olhos;Ainda não havia nenhuma porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harry jurava. Alguém gritou. Ele olhou ao redor para ver um grupo de alunos do primeiro ano correndo de costas pra parede, dando a impressão de que eles haviam encontrado um fantasma aparentemente desbocado.&lt;br /&gt;Harry pensou de todo o jeito  “Preciso ver o que Malfoy está fazendo ai dentro" que ele pôde pensar durante uma hora inteira, no fim, ele foi obrigado a admitir que Hermione estava certa: A sala simplesmente não quis se abrir para ele. Frustrado e aborrecido, ele partiu para aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, tirando a Capa de Invisibilidade e guardando junto a sua bolsa.&lt;br /&gt;"Atrasado novamente, Potter", disse Snape friamente, quando Harry se apressou para entrar na sala. "Dez pontos da Grifinória". Harry olhou feio para Snape e se arremessou ao assento ao lado de Ron. Metade da classe ainda estava de pé, tirando livros e organizando suas coisas; ele não poderia ter demorado muito mais que eles.&lt;br /&gt;"Antes de nós começarmos, eu quero seus ensaios sobre dementadores" disse Snape, agitando sua varinha, de forma que vinte e cinco rolos de pergaminho planaram no ar e se empilharam sobre a mesa dele. "E eu espero que eles estejam melhores do que o ensaio que eu pedi sobre a Maldição Imperius. Agora, se vocês abrirem seus livros na pagina—o que foi, Sr Finnigan?"&lt;br /&gt;"Senhor" disse o Simas "eu gostaria de saber, qual é a diferença entre um Inferius e um fantasma? Porque havia algo no jornal sobre um Inferius—"&lt;br /&gt;"Não, não havia" disse Snape numa voz entediada.&lt;br /&gt;"Mas senhor, eu ouvi as pessoas falarem que—”&lt;br /&gt;"Se você tivesse lido o artigo em questão, Sr Finnigan, você saberia que o Inferius nada mais era que um ladrão covarde e fedorento que atende pelo nome de Mundungus Fletcher”.&lt;br /&gt;"Eu pensei que Snape e Mundungus estavam do mesmo lado" murmurou Harry para Ron e Hermione. " ele não deve ter ficado chateado por o mesmo ter sido apanhado —"&lt;br /&gt;"Mas Potter parece ter muito que dizer sobre o assunto”, disse Snape, apontando de repente ao fundo da sala, os olhos pretos dele fixos em Harry. "Nos deixe perguntar Potter, como nós saberíamos a diferença entre um Inferius e um Fantasma”.&lt;br /&gt;A classe inteira virou-se para Harry que apressadamente que tentava se lembrar do que Dumbledore lhe falou na noite em que foram visitar Slughorn. "Er—bem—fantasmas são transparentes—" ele disse.&lt;br /&gt;"Muito bom", disse Snape torcendo seu lábio. "É, é notável que seis anos de educação mágica não foram desperdiçados em você, Potter. 'Fantasmas são transparentes’”.&lt;br /&gt;Pansy Parkinson soltara uma risadinha aguda. Vários outros também sorriam de satisfação. Harry respirou fundo e calmamente continuou, entretanto seu interior estava fervendo, "Sim, fantasmas são transparentes, mas Inferius são corpos mortos, não são? Então eles são sólidos—”&lt;br /&gt;"Uma pessoa de cinco anos poderia ter nos contado o mesmo" zombou Snape. "O Inferius é um cadáver que foi reanimado por feitiço de um Bruxo das Trevas. Não está vivo, é meramente usado como um fantoche pelo bruxo. Um fantasma, como acredito que vocês agora saibam, é a impressão de uma alma passada na terra, e claro, como Potter tão sabiamente nos falou, transparente”.&lt;br /&gt; "Bem, o que Harry disse é mais útil se encontrarmos com um!" Disse Ron. "Quando nós encontrarmos com um cara a cara veremos se ele é sólido, não é, não iremos perguntar 'com licença, você é a impressão de uma alma passada?'" Houve um acesso de risadas por toda sala, que foi interrompido pelo olhar lançado por Snape.&lt;br /&gt; "Outros dez pontos da Grifinória” disse Snape. "Eu não esperaria nada mais sofisticado de você, Ronald Weasley, tão sólido que não consegue aparatar meia polegada através do aro".&lt;br /&gt; "Não!" Hermione sussurrou agarrando Harry pelo braço quando ele abriu a boca dele furiosamente. “ Mais um pouco e você irá cumprir detenção outra vez, deixe.”&lt;br /&gt;"Agora abram seus livros na página duzentos e treze”, disse Snape, com um pequeno sorriso de satisfação, “e leiam os dois primeiros parágrafos da Maldição Cruciatus”.&lt;br /&gt;Ron era muito requisitado na classe. Quando o sino soou ao término da aula, Lilá alcançou Ron e Harry (Hermione misteriosamente sumiu como se tivesse aparatado) . Ela tentou desviar o assunto de Snape, que  abusou calorosamente,  zombando da aparatação de Ron, mas isso pareceu irritar Ron, e ele livrou-se dela fazendo um desvio pelo banheiro dos meninos junto a Harry.&lt;br /&gt;“Snape esta certo, não está?” Disse Ron, depois de fitar um espelho rachado por um minuto ou dois. "Eu não sei se deveria fazer o teste. Eu posso cair tentando aparatar”.&lt;br /&gt;"Você pode fazer as sessões extras em Hogsmeade e ver por onde eles começam”, disse Harry razoavelmente. "Será mais interessante que tentar em um arco estúpido de qualquer maneira. Então, se você ainda não for—você sabe—tão bom quanto você gostaria de ser, você pode adiar o teste, faça comigo durante o verão — Murta, este é o banheiro dos meninos!”&lt;br /&gt; O fantasma de uma menina saiu de um boxe atrás deles e agora flutuava pelo ar, encarando-os pelos óculos grossos, brancos e redondos. "Oh", ela disse abatida. "São vocês dois."&lt;br /&gt; "Quem você estava esperando?" Disse  Ron, olhando para ela no espelho.&lt;br /&gt;"Ninguém", disse Murta, selecionando tristemente uma mancha em seu queixo. "Ele disse que voltaria pra me ver, entretanto você disse que apareceria e me visitaria também” — e lançou um olhar de reprovação a Harry — “e eu não o vi por meses e meses. Eu aprendi a não esperar muito dos meninos.”&lt;br /&gt; "Eu pensei que você vivia no banheiro das meninas? Disse Harry que tinha tido cuidado de dar um espaço entre o box durante alguns anos.&lt;br /&gt;"Eu vivo" ela disse mal-humorado encolhendo os ombros, "mas isso não quer dizer que eu não visito outros lugares. Eu vim e o vi uma vez em seu banho, lembra-se?”&lt;br /&gt;"Nitidamente”, disse  Harry.&lt;br /&gt;"Mas eu pensei que ele gostasse de mim” disse ela queixosamente. "Talvez se vocês dois deixassem, ele voltaria novamente. Nós tivemos muito em comum. Eu acho que ele também percebeu isso."&lt;br /&gt;E ela olhou esperançosamente para a porta. "Quando você diz que vocês têm muito em comum”, disse Ron, soando bastante engraçado agora, “Significa que ele também vive curvado?”.&lt;br /&gt; "Não", disse Murta desafiante, a voz dela ecoava ruidosamente ao redor do ladrilho do velho banheiro. "Eu quero dizer ele é sensível, as pessoas o intimidam também, ele sente só e tem não tem ninguém para conversar, e ele não tem medo de mostrar seus sentimentos e chorar!”.&lt;br /&gt;“Havia um menino chorando aqui?" Disse Harry curiosamente. "Um garoto jovem?”&lt;br /&gt;"Você não notaria!" Disse Murta, seus pequenos olhos fixaram em Ron que estava sorrindo. "Eu prometi que  não contaria para ninguém, e  levarei o segredo dele para o—"&lt;br /&gt; "—não ao tumulo, certamente?” Disse  Ron com um bufo. "Os esgotos, talvez". Murta deu um uivo de raiva e mergulhou de costas no banheiro, fazendo a agua espirrar por todos os lados e sobre o chão. Provocar Murta parecia ter dado um coração fresco em Ron. "Você tem razão”, ele disse balançando a maleta escolar sobre seu ombro, "eu farei as sessões de prática em Hogsmeade antes que eu decida se irei  fazer a prova”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E assim no fim de semana seguinte, Ron uniu-se a Hermione e o resto dos sextanista que completariam dezessete a tempo para fazer a prova em quinze dias. Harry sentiu-se com ciúmes ao ver todos prontos para ir ao vilarejo; ele sentiu falta das viagens para lá, e era um dia de primavera particularmente bom, um dos primeiros que o céu estava claro como eles não viam há muito tempo. Porém, ele tinha decidido que era hora de tentar outro assalto a Sala Precisa.&lt;br /&gt;Você faria melhor, “ disse Hermione, quando ela confiou esta planta a Rony durante sua entrada no saguão, "indo direto ao escritório de Slughorn e tentando tirar essa memória dele."&lt;br /&gt; "eu tenho tentado!" disse Harry atravessado,o que era perfeitamente verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha voltado após cada aula de poções durante a semana, em uma tentativa de falar com Slughorn de canto, mas o mestre de  poções virava sempre à esquerda em direção às masmorras tão rapidamente que Harry não tinha conseguido pegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por duas vezes, Harry tinha ido a seu escritório e batido a porta, mas não recebeu nenhuma resposta.Porém, na segunda ocasião teve certeza que havia ouvido os sons rapidamente sufocados de um gramophone velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele não quer falar comigo, Hermione! Pode me dizer pra tentar começar outra vez no seus próprios, e não está deixando acontecer.&lt;br /&gt; "bem, você tem apenas começado a manter-se nele,você não tem?" A fila curta das pessoas que esperavam passar por Filch, que fazia seu ato usual com o sensor de segredos, estando mais a frente um pouco depois, Harry não respondeu caso fosse ouvido pelo zelador. Desejou boa sorte a Rony e Hermione, e então virou e subiu a escadaria de  mármore, determinado, novamente, mesmo com  qualquer coisa que Hermione disse-se, a dedicar uma hora ou duas para a Sala Precisa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma vez longe da vista do corredor de entrada, Harry puxou o Mapa do Maroto e a Capa da Invisibilidade de sua mochila. Tendo se escondido, ele bateu no mapa, e murmurou," Juro solenemente não fazer nada de bom," cuidadosamente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como era domingo pela manhã, quase todos os estudantes estavam dentro das várias salas comunais; s da Grinfinória em uma torre, os da Corvinal em outra, os Sonserinos  nos calabouços, e o da Lufa-Lufa no porão perto da cozinha. Aqui e lá uma pessoa perdida vagava ao redor da biblioteca ou num corredor de cima. Tinham poucas pessoas nos andares, e lá, sozinho  no corredor do sétimo andar, estava Gregory Goyle. Não havia nenhum sinal da “Sala Precisa”, mas  Harry não estava preocupado com isso; se Goyle estava de guarda  do lado de fora, o  quarto estava aberto, o mapa mostrando isso ou não. Ele correu então para cima, subindo os degraus, só reduzindo a velocidade quando alcançou um canto no corredor, quando ele começou a rastejar, muito lentamente,  em direção a uma menininha que segurava  suas tão pesadas balanças de latão, aquela  que hermione tinha ajudado há uns 15 dias antes tão amavelmente. Ele esperou até chegar atrás dela antes de se abaixar e muito baixo sussurrar :&lt;br /&gt;" Olá…você é muito linda, não é? "&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Goyle deu um grito alto, morrendo de medo, jogou para cima as balanças no ar, e correu pra fora, enquanto desaparecia da visão de Harry antes do som das balanças que caíram no chão ecoar ao  redor. Rindo, Harry virou-se para  contemplar a parede em branco atrás da qual, ele estava seguro, Draco Malfoy estava gelado agora e  de pé, informado que alguém mal vindo está lá fora, mas não ousou fazer um aparecimento. Deu para Harry um sentimento mais agradável de poder, então  ele tentou se lembrar que forma de palavras já havia usado e começou a fazer as que ele ainda não havia experimentado.&lt;br /&gt;  Mas esta disposição esperançosa não durou muito tempo.  Meia hora depois, ele havia  tentado muitas  variações de pedido para ver  Malfoy, e a parede continuava  da mesma maneira. Harry sentiu-se inacreditavelmente frustrado.&lt;br /&gt;Malfoy poderia estar só há alguns passos longe dele, e ainda não havia um pequeno indício  sobre o que ele estava fazendo lá. Perdendo a paciência completamente,  Harry correu à parede e a chutou .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"AI!"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ele pensou que  poderia ter quebrado o dedo do pé; como ele apertou e pulou em um pé, a cada da Invisibilidade deslizou sobre ele.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Harry?"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ele girou ao redor, viu um par de pernas, e tombou de lado. Lá, para sua surpresa absoluta, era Tonks,  caminhando para ele como se,  freqüentemente passa-se neste corredor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"O que você está fazendo  aqui?" ele disse,  subindo  novamente e rastejando com seus pés; por que ela sempre  acha escondido no chão?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Eu vim ver Dumbledore," disse Tonks.  Harry pensou que ela parecia terrível: mais magra que habitual, o cabelo rato-colorido dela ralo e sem vida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O escritório dele não é a qui," disse  Harry," é redondo e fica do outro lado do castelo, atrás da gárgula—"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Eu sei," disse Tonks. "Ele não está lá. Aparentemente, foi embora novamente."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Ele teve?” disse  Harry, enquanto recolocava o pé contundido  no chão. "Ei—você não sabe onde ele vai, eu suponho?"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Não," disse Tonks.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"O que você quer, para vim vê-lo aqui?"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Nada em particular," disse Tonks, enquanto escolhia,  aparentemente dissimulada a cor da manga de seu roupão. "Eu há pouco pensei que ele poderia saber na onde vai. Eu ouvi rumores… as pessoas ficando loucas."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Sim, eu sei,  tudo está nos jornais," disse  Harry. "Isso lembrou-lhe, aquela criança está tentando matar seu... —"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"O Profeta às vezes  está atrás disso," disse Tonks que não parecia estar escutando. "Você não recebeu nenhuma carta recentemente de qualquer membro da Ordem ?”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Ninguém da Ordem escreve mais para mim," disse Harry," não desde Sirius—“Ele viu que os olhos dela tinham enchido de lágrimas.”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Eu sinto muito," ele murmurou desajeitadamente. "Eu quero dizer... Eu sinto falta dele, foi minha culpa".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"O que?" Disse Tonks inexpressivamente, como se ela não o tivesse ouvido. "Bem. Eu o verei por ai, Harry.”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ela se virou abruptamente e caminhou de volta para o corredor de baixo, deixando Harry sair depois  dela. Depois de um minuto ou assim pareceu, ele puxou a capa de Invisibilidade novamente e retomou sus esforços em conseguir entrar na Sala Precisa, mas o coração dele não estava nisto. Finalmente, o vazio que sentia  no estômago e o conhecimento de que  Ron e Hermione iriam  logo voltar para o almoço o fizeram abandonar a tentativa e deixar o corredor para  Malfoy que, esperançosamente, teria demasiado medo de deixar durante algumas horas para que ninguém o visse.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ele achou  Ron e Hermione no Salão Principal, já a meio caminho para o almoço.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Eu fiz isto—bem, quase!"  Ron falou entusiasmado para  Harry quando ele olhou para ele. “Eu deveria  aparatar do lado de fora da loja de Chá da Madame  Puddifoots e eu excedi  isto um pouco, terminei perto de Scrivenshafts, mas pelo menos eu me movi!"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Bom", disse  Harry. "Como você foi, Hermione?"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Oh, ela estava perfeita, obviamente," disse  Ron antes de Hermione pudesse responder. “Deliberação perfeita, Destino e Determinação  ou qualquer outro  inferno que seja —todos nós entramos para uma bebida rápida nos Três Vassouras depois e você deveria ter ouvido o que Twycross falou  sobre ela— eu ficarei surpreso se ele não estourar a perguntar logo—"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"E  você?" Hermione perguntou, ignorando o Ron. "Você esteve na Sala Precisa todo esse tempo?"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Sim," disse  Harry. "E imagina com quem  eu esbarrei lá em cima? Tonks!"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Tonks?"  Ron  e Hermione repetiram juntos, parecendo surpresos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Sim, ela disse que vinha visitar Dumbledore."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Se você me perguntasse," disse  Ron uma vez que Harry tinha terminado de contar  a conversa dele com Tonks," ela está um  pouco depressiva.  Ela perdeu o controle  depois do que aconteceu ao Ministério."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"É um pouco estranho," disse Hermione que por alguma razão parecia muito preocupada. “Ela está vigiando a escola, por que ela abandonaria seu posto de repente para vir ver Dumbledore quando ele  nem está  mesmo aqui?"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Eu tive um pensamento," disse distraidamente Harry. Ele se sentia estranho sobre expressar isto; este era um território dominado muito mais por  Hermione do que por ele. "Você não pensa que ela pode ter sido... você sabe... apaixonada por Sirius?"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Hermione o encarou. "O que no mundo  o faz dizer isso?"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Eu não sei" disse  Harry, enquanto encolhia os ombros," mas ela quase estava chorando quando eu mencionei o nome dele, e o Patronus dela é agora uma coisa quadrúpede e grande. Eu desejei saber se não tinha se tornado... você sabe... ele."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"É um pensamento," disse Hermione lentamente. "Mas eu ainda não sei por que ela estaria dentro do castelo para ver Dumbledore, supondo que esse seja o real motivo dela estar aqui."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Volta para o que eu disse, não é?" disse Ron que estava colocando mais purê de batata em sua  boca . "Ela apaixonada é pouco engraçada. Perdendo o controle... Mulheres," e  disse sabiamente a Harry," eles são facilmente chateados."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"E ainda," disse Hermione, enquanto saia do seu devaneio," eu duvido que você encontraria uma mulher que fica  de mau humor por meia hora, só  porque a Madame Rosmerta não riu da piada dela sobre o Bruxo  Curandeiro, e a  Mimbulus mimbletonia."  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ron a olhou ferozmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Blog para a traduç?o do Half-Blood Prince - Divirtam-se!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14610381-112198118948961525?l=traducaohpb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112198118948961525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112198118948961525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traducaohpb.blogspot.com/2005/07/captulo-21.html' title='Capítulo 21'/><author><name>Tradutora HP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17872629631848116516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.odfhp.com/quick_livro6.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381.post-112198099011475430</id><published>2005-07-21T18:22:00.000-03:00</published><updated>2005-07-22T15:33:40.853-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 20</title><content type='html'>Capitulo 20: O Pedido de Lord Voldemort&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harry e Rony deixaram a Ala Hospitalar na primeira hora da manhã de segunda, restaurados de plena saúde, pelos cuidados da Madame Pomfrey e agora habilitados a curtir os benefícios de terem sido nocauteados e envenenados, o melhor era que Hermione fazendo amizade com Rony novamente. Hermione até acompanhou-os para o Café a Manhã, trazendo com ela noticias de que Gina havia discutido com Dean. A criatura adormecida no peito de Harry reapareceu, aspirando o ar esperançosamente. " Porque eles brigaram?" ele perguntou, tentando soar casual quando eles viraram em um corredor do sétimo andar que estava deserto a não ser por uma garota que estava observando uma tapeçaria de trolls na sala. Ela olhou apavorada quando viu sextanistas se aproximando e derrubou a pesada escala de metal que ela estava levando. " Está certo "! disse Hermione amavelmente, se apressando adiante para ajudá-la. " Aqui..." Ela bateu na escala quebrada com sua varinha e disse, Reparo ". A menina não disse obrigado, mas permaneceu fixa no local assistindo-os sumir de vista; Rony deu uma olhada atrás para ela. " Eu juro que eles estão diminuindo, " ele disse. " Não ligue pra ela," Harry disse, um pouco impacientemente. " Porque Gina e Dean brigaram, Hermione "? " Oh, o Dean estava rindo de McLaggen que acertou aquele Balaço em você," Hermione disse. " Deve ter sido engraçado," disse Rony com sensatez. " Não pareceu nada engraçado "! disse Hermione ardentemente. " Seria terrível e se Coote e Peakes não tivessem pego Harry, ele poderia ter sido muito machucado"! " Sim, bem, não havia nenhuma necessidade de Gina e Dean se separarem por causa disto," Harry disse, ainda tentando soar casual. " Ou eles ainda são juntos "? " Sim, eles estão - mas por que você está tão interessado "? perguntou Hermione, dando em Harry uma olhada astuta. " Eu só não quero meu time de Quadribol bagunçado novamente"! ele disse apressadamente, mas Hermione continuou parecendo suspeitar, e ele ficou mais aliviado quando uma voz atrás deles chamou, Harry "! dando a ele uma desculpa para se virar por trás dela. " Oh, olá, Luna ". - " Eu fui para a Ala hospitalar para te encontrar," disse Luna, procurando em sua bolsa. " Mas eles disseram que você tinha partido..." Ela empurrou o que pareceu ser uma cebola verde, um cogumelo manchado grande, e uma quantia considerável do que se parecia lixo de gato nas mãos de Rony, e finalmente arrancando um pergaminho bastante sujo que ela deu a Harry. ". . Me pediram que lhe desse isto ". Era um rolo pequeno de pergaminho, que Harry reconheceu imediatamente como outro convite a uma lição com Dumbledore. " Hoje à noite, " ele contou para Rony e para Hermione, uma vez que ele o desenrolou. "Bom comentário na última partida "! disse Rony a Luna quando ela colocava de volta a cebola verde, o cogumelo, e o lixode gato. Luna sorriu vagamente. " Você está tirando sarro de mim, não está?" ela disse. " Todo o mundo diz que eu fui terrível ". " Não, eu falo sério "! disse Rony seriamente. " Eu não posso me lembrar de desfrutar mais comentário! O que é isto, a propósito "? ele acrescentou, segurando o objeto em forma de cebola até o nível do olho. " Oh, é um Gurdyroot, " ela disse colocando o lixo de gato e o cogumelo de volta na bolsa dela. " Você pode ficar com este se quiser, eu tenho alguns deles. Eles são realmente excelentes para evitar Gulping Plimpies". E ela caminhou pra fora, deixando Rony rindoi, ainda apertando o Gurdyroot. " Você sabe, ela é fixada em mim, Luna, " ele disse, quando eles partiram novamente para o Salão Principal. " Eu sei que ela é doida, mas está em um bom - " Ele parou de falar muito de repente. Lilá Brown estava estava ao pé do escadaria de mármore com olhar atroador. " Oi," Rony disse nervosamente. " Vamos, " Harry murmurou a Hermione, e eles passaram rápido, entretanto não antes de ouvirem Lilá dizer, " Por que você não me falou que você estava saindo hoje? E por que ela estava com você "? Rony parecia mal-humorado e aborrecido quando ele apareceu depois ao café da manhã meia hora depois, e entretanto ele se sentou com Lilá, Harry não os viu trocar nenhuma palavra todo o tempo em que eles estavam juntos. Hermione estava agindo como se ela estivesse totalmente distraida a tudo isto, mas algumas vezes Harry viu um sorriso forçado em sua face. Todo aquele dia ela parecia estar em um particularmente bom humor, e aquela noite na sala comunal ela consentiu em examinar (em outras palavras, terminar escrevendo) a composição de Herbologia de Harry, algo que ela tinha estado recusando relutantemente a fazer até este ponto, porque ela sabia que Harry deixaria então Rony copiar o seu trabalho. " Muito obrigado, Hermione," Harry disse, dando-lhe um tapinha nas costas e checando seu relógio e vendo que era quase oito em ponto. " Escute, eu tenho que se apressar ou eu chegarei tarde para Dumbledore. ..." Ela não respondeu, mas somente riscou algumas das sentensas mais fracas dele de um modo cansado. Forçando um sorriso, Harry saiu apressado pelo buraco do retrato e fora ao escritório do diretor. O gárgula se moveu para o lado à menção de "biscoito de caramelo", e Harry subiu a escada espiral dois degraus de cada vez, batendo na porta no exato momento que o relógio soou oito horas. " Entre," Dumbledore disse, porém a medida que Harry esticou a mão para empurrar a porta, ela foi aberta para dentro. Professora Trelawney estava lá. Aha "! ela chamou, apontando dramaticamente em Harry a medida que ela piscava pra ele com seus enormes óculos. " Então esta é a razão porque eu estou de modo tão informal em seu escritório, Dumbledore "! "Minha cara Sibila", disse Dumbledore em uma voz levemente irritada, "não há questão de se impressionar com qualquer coisa informal, mas Harry tem um encontro e realmente acho que não há mais nada para ser dito - " "Muito vem", disse a Professora Trelawney, em uma voz profundamente ofendida. "Se você não irá expulsar aquele cavalo usurpador, então é isso. ... Talvez eu deva encontar uma escola onde meus talentos sao melhor apreciados. ..." Ela empurrou Harry e desapareceu para baixo da escada espiral; eles ouviram-na no meio do caminho da descida, e Harry achou que ela tinha tropeçado em um de seus longos xales. Por favor feche a porta e sente-se, Harry," disse Dumbledore, soando particularmente cansado. Harry obedeceu, observando a medida que ele tomave seu usual assento em frente a mesa de Dumbledore, que a Penseira estava mais uma vez entre eles, com mais duas pequenas garrafas de cristal cheias de memória girando. "Professora Trelawney ainda não está feliz que Firenze esteja ensinando, então?" Harry perguntou. "Não," disse Dumbledore, "Adivinhação está se tornando muito mais problemática que eu poderia prever, nunca tendo planejado a matéria eu mesmo. Eu não posso pedir a Firenze que retorne para a Floresta, onde ele é agora um transgressor, nem pedir a Sibila Trelawney para nos deixar. Entre nós mesmos, ela não tem idéia ela correria fora do castelo. Ela não sabe - e eu penso que não seria inteligente instruí-la - que ela fez a profecia sobre você e Voldemort, você vê." Dumbledore inspirou profundamente, então disse,, " mas não importa meus problemas pessoais. Nós temos coisas mais importantes para discutir. Primeiramente - você cumpriu a tarefa que eu lhe deu ao final da sua lição anterior?" "Ah," disse Harry, de modo educado. Que com lições de aparição e quadribol e rony sendo envenenado e tendo seu crânio quebrado e sua determinação em descobrir o que Draco Malfoy estava fazendo, Harry tinha quase se esquecido sobre a memória que Dumbledore havia pedido para extrair do Professor Slughorn. "Bem, eu pedi ao Professor Slughorn sobre isso ao final da aula de poções, senhor, mas, er, ele não a deu pra mim." Houve um pequeno silêncio. "Eu vejo", disse Dumbledore finalmente, olhando Harry sobre seus óculos meia-lua e dando a Harry a sensação usual de que ele estava sendo passado em um raio X. "E você sente que excedeu o melhor de seus esforços nesta tarefa, sim? Você exercitou toda a sua considerável perspicácia? O que você não deixou de aprofundar em sua busca para obter a memória?" "Bem," Harry protelou, confuso pelo que diria depois. Sua única tentativa de conseguir a memória de repente parecia embaraçosamente fraca. "Bem...o dia que Rony bebeu a poção do amor por engano, eu o levei ao Professor Slughorn. Eu pensei que talvez se eu pegasse professor Slughorn de bom humor -" "E funcionou"? perguntou Dumbledore. "Bem, não, senhor, porque Rony foi envenenado -" "- o que, naturalmente, fez você esquecer tudo sobre tentar conseguir a memória; eu não esperaria mais que isso, enquanto seu melhor amigo estava em perigo. Uma vez tornou claro que o Sr. Weasley estava indo fazer uma recuperação completa, contudo, eu teria esperado que voce retornasse com a tarefa que eu lhe dei. Eu acho que eu fui claro para você quão importante a memória é. Realmente, eu fiz meu melhor em imprecionar você com a mais crucial memória de todas e nós estaremos perdendo tempo sem ela." Um ardente e doloroso sentimento de vergonha foi do topo da cabeça de Harry percorrendo todo o seu corpo. Dumbledore não rinha elevado sua voz, ele nem mesmo soava furioso, mas Harry preferia que ele o tivesse feito, este desapontamento gelado era pior que tudo. "Senhor," ele disse, um pouco desesperadamente. "não é que eu tenha perdido tempo, ou outra coisa, eu apenas tive outras, outras coisas..." "Outras coisas em sua mente, "Dumbledore terminou a frase pra ele. "Eu sei". O silêncio percorreu entre eles novamente, o mais inconfortável silêncio que Harry alguma vez já tinha experimentado com Dumbledore; parecia continuar e continuar, interrompido somente pelo ronco do quadro de Armando Dippet acima da cabeça de Dumbledore. Harry sentiu-se extranhamente diminuído, como se ele tivesse encolhido um pouco desde que entrou na sala. Quando ele pode suportar ele disse, "Professor Dumbledore, eu realmente sinto muito. Eu deveria ter feito mais. ...eu deveria ter ele disse, "Professor Dumbledore, eu realmente sinto muito. Eu deveria ter feito mais. ...eu deveria ter percebido que você não me pediria pra fazer algo que não fosse realmente importante. "Obrigado por dizer isto, Harry," disse Dumbledore calmamente. "Eu posso esperar, então, que você dará alta prioridade para isto agora? Haverá um pequeno ponto em nosso encontro depois de hoje a noite a menos que tenhamos aquela memória. "Eu o farei, senhor, eu a conseguirei dele," ele disse seriamente. Então nós não diremos mais nada sobre isso agora," disse Dumbledore mais gentilmente, "mas continuemos nossa história onde ela parou. Você lembra onde foi?" "Sim, senhor," disse Harry rapidamente. "Voldemort matou seu pai e seus avos e fez isso como se seu tio Morfin o tivesse feito. Então ele voltou a Hogwarts e ele perguntou ao Professor Slughorn sobre Horcruxes," ele murmurou acanhadamente. "Muito bem" disse Dumbledore. "Agora, você se lembrará, eu espero, que eu disse a você o quão o início destes acontecimentos para nós é entrar no mundo das suposições e especulações?" "Sim, senhor". "Até aqui, e espero que você concorde, eu tenho mostrado a você fontes razoavelmente firmes de fatos por minha dedução que Voldemort fez até a idade de dezessete?" Harry acenou com a cabeça. "Mas agora, Hary," disse Dumbledore, "agora as coisas se tornam mais escuras e estranhas. Se havia dificuldades em encontrar evidências sobre o garoto Riddle, tem sido quase impossível encontrar algo que relembre sobre o homem Voldemort. Na verdade, eu duvido que há uma alma vida, com exceção dele próprio, que pode dar-nos informações de sua vida desde que ele deixou Hogwarts. Contudo, eu tenho as duas últimas memórias que eu gostaria de dividir com você." Dumbledore indicou as duas pequenas garrafas de cristal brilhando ao lado da penseira. "Eu ficaria feliz se a sua opinião forem as conclusões que eu tenho tirado delas. A idéia de que Dumbledore avaliava a sua opinião fez com que Harry sentisse mais profundamente envergonhado de que ele tivesse falhado na tarefa de conseguir a memória Horcrux, e ele se sentiu culpado em seu assento a medida que Dumbledore levantava a primeira das duas garrafas para a luz examinando-a. "Eu espero que você não esteja cansado de mergulhar dentro das memórias das pessoas, para eles eram recordações curiosas, estas duas," ele disse. "Esta primeira veio de um elfo-doméstico muito velho chamado Hokey. Antes de nós vermos o que Hokey testemunhou, eu preciso recontar rapidamente como Lord Voldemort deixou Hogwarts. "Ele chegou ao seu décimo sétimo ano nesta escola com, com você deve ter esperado, altas notas em todos os exames que ele tinha feito. Todos a sua volta, seus colegas de classe estavam decidindo quais empregos eles iriam tentar uma vez que tivessem deixado Hogwarts. Quase todos esperavam coisas espetaculares de Tom Riddle, perfeito, monitor chefe, ganhador do "Premio pos serviços especiais prestados à escola". Eu sei que vários professores, Professor Slughorn entre eles, sugeriram a ele se juntar ao Ministério da Magia, ofereceram várias indicações, colocaram-no em contato com pessoas úteis. Ele recusou todas as ofertas. A próxima coisa que a equipe soube, Voldemort estava trabalhando na Borgin and Burkes. "Na Borgin and Burkes?" Harry repetiu, impressionado. "Na Borgin and Burkes," repetiu Dumbledore calmamente. "eu acho que verá que as atrações do local seguraram-no como nós veremos na memória de Hokey. Mas esta não foi a primeira escolha de trabalho de Voldemort. Dificilmente alguém sabia disso na época - Eu era um em poucos a quem o diretor confidenciou - mas Voldemort promeiro aproximou-se do Professor Dippet e pediu se ele poderia permanecer em Hogwarts como um professor." "Ele queria ficar aqui?" Por que? Perguntou Harry ainda surpreso. "Eu acredito que ele tinha várias razões, apesar de não ter confidenciado nem ao Professor Dippet", disse Dumbledore. "Primeiramente, e mais importante, Voldemort era, eu acredito, mais ligado a esta escola que ele sempre teve como pessoa. Hogwarts era onde ele tinha sido mais feliz; o primeiro e único lugar que ele tinha se sentido em casa." Harry se sentiu levemente desconfortável com estas palavras, porque era exatamente como ele se sentia em relação a Hogwarts também. "Em segundo, o castelo é uma fortaleza de antiga magia. Sem dúvidas Voldemort tinha penetrado muito mais em seus segredos que a maioria dos estudantes que passaram pelo lugar, mas ele sentia que ainda havia mistérios para revelar, histórias de mágica para descobrir. "E terceiro, como um professor, ele teria grande poder e influência sobre jovens bruxos e magos. Talvez ele teria adquirido a idéia do Professor Slughorn, o professor com quem ele tinha melhores períodos, que tinha demonstrado quão influente a profissão de Professor pode ser. Eu não imagino por nenhum instante que Voldemort encararia gastar o resto de sua vida em Hogwarts, mas eu penso que ele via isso como uma base útil, e um lugar onde ele talvez poderia construir seu exército. "Mas ele não conseguiu o emprego, senhor?" "Não, ele não conseguiu. Professor Dippet disse a ele que ele era ainda muito jovem aos 18, mas convidou-o para retornar em alguns poucos anos, se ele ainda desejasse ensinar. "O que você acha disso, senhor?" Harry perguntou hesitante. "Profundamente atordoado", disse Dumbledore. "Eu tinha dito a Armando a contratação - eu não dei as mesmas razões que eu lhe dei, pois o Professor Dippet era muito credor em Voldemort e convencido da honestidade dele. Mas eu não quis que Lord Voldemort voltasse para essa escola, e especialmente em uma posição de poder." "Que trabalho ele quis, senhor? Que matéria ele quis ensinar?" De alguma maneira, Harry sabia a resposta antes mesmo de Dumbledore responder. "Defesa Contra as Artes das Trevas. Naquela época era dada por uma Professora velha chamada Galatea Merrythought que tinha estado em Hogwarts por quase cinqüenta anos." "Assim Voldemort foi embora para Borgin e Burkes e todo o pessoal que tinha o admirado, disse que isso era um desperdício, um jovem bruxo brilhante como ele, trabalhando em uma loja. Porém, Voldemort não era um mero assistente. Cortês, bonito e inteligente, ele logo passou a fazer determinados trabalhos particulares do tipo que só existe em lugares especializados como Borgin e Burkes como você sabe, Harry, em objetos com propriedades incomuns e poderosas. Voldemort foi enviado a persuadir as pessoas para colocarem à venda os tesouros deles para os sócios, e ele era, por todas as contas, extraordinariamente talentoso nisto." "Eu aposto que sim", disse Harry, incapaz se conter. "Bem, realmente", disse Dumbledore, com um sorriso lânguido. "E agora está na hora de ter notícias de Hokey, a elfa doméstica que trabalhou para uma bruxa muito velha, muito rica de nome Hepzibah Smith." Dumbledore bateu na garrafa com a varinha dele, a cortiça voou fora e ele derramou a memória rodopiando na Penseira, dizendo depois que ele fez isso, "Depois de você, Harry." Harry levantou e foi para o conteúdo prateado ondulante da bacia de pedra mais uma vez até que a face dele o tocou. Ele caiu pelo escuro e pousou em um quarto, sentando à sua frente estava uma velha senhora, imensamente gorda, usando uma peruca cor de gengibre e um jogo de vestes rosa brilhante flutuava ao redor dela, dando a ela uma aparência de bolo gelado derretendo. Ela estava se olhando em um pequeno espelho enfeitado com jóias e passando rouge de leve sobre as bochechas já escarlates com um grande pompom de pó, enquanto a menor e mais velha elfa doméstica que Harry vista visto estava atada aos pés carnudos com chinelos apertados. "Se apresse, Hokey! " disse Hepzibah mandando. "Ele disse que viria as quatro, e só faltam alguns minutos e ele, até agora, nunca se atrasou!" Ela apertou o pompom de pó enquanto a elfa doméstica se endireitava. O topo da cabeça do elfa doméstica alcançava apenas o assento da cadeira de Hepzibah e a pele encaroçada dela estava pendurada desalinhada com o lenço amassado que ela vestia preso como uma toga. "Como eu estou?" perguntou Hepzibah, virando a cabeça para admirar os vários ângulos de seu rosto no espelho. "Graciosa, senhora", chiou Hokey. Harry só poderia assumir que estava no contrato de Hokey que ela tinha que mentir quando questionada sobre isso, porque Hepzibah Smith passava longe de estar graciosa. A campainha tocou e a senhora e a elfa deram um pulo. "Rápido, rápido, ele está aqui, Hokey!" choramingou Hepzibah e a elfa correu para fora do quarto que estava tão cheio de objetos que parecia difícil imaginar como qualquer pessoa poderia andar por ele de modo a não derrubar pelo menos uma dúzia de coisas: Haviam armários cheios de pequenas caixas envernizadas, estojos cheio de livros com relevos em ouro, estantes de orbes e globos celestiais e muitas plantas que floresceram em vasos. Na realidade, o quarto parecia um cruzamento de uma loja de antiguidades mágicas e um conservatório. A elfa doméstica retornou dentro de alguns minutos, seguido por um homem jovem e alto que Harry não teve nenhuma dificuldade em reconhecer como Voldemort. Ele estava vestido com um terno preto; seu cabelo estava um pouco mais longo que quando estava na escola e as bochechas dele mais encovadas, mas no conjunto ele estava ainda mais bonito. Pelo modo que ele andou pelo quarto podia-se ver que ele já tinha estado ali muitas vezes antes e se reclinou sobre a mão pequena e gorducha de Hepzibah, tocando-a com os lábios. "Eu trouxe flores para você", ele disse baixo, produzindo um buquê de rosas do nada. "Você é um menino malcriado, não precisava!" gritou a velha Hepzibah, embora Harry tenha notado que ela tinha um vaso vazio pronto na pequena mesa mais próxima. "Você mima esta velha senhora, Tom... Sente-se, sente-se... Onde Hokey está? Ah...". A elfa doméstica tinha voltado enérgica ao quarto trazendo uma bandeja com vários bolos que ela acertou no cotovelo da senhora dela. "Sirva-se, Tom", disse Hepzibah, "eu sei que você ama meus bolos. Agora, como você está? Você parece pálido. Eles exploram de você naquela loja, eu já disse isso cem vezes..." Voldemort sorriu mecanicamente e Hepzibah sorriu de volta. "Bem, qual é sua desculpa pra me visitar dessa vez?" ela perguntou, batendo os seus cílios. "Sr. Burke gostaria de fazer uma oferta melhor para a armadura feita por elfos", disse Voldemort. "Quinhentos Galeões, ele garante que é o melhor que - " "Agora, agora, não tão rápido, ou eu pensarei que você está aqui só por causa das minhas quinquilharias!" Hepzibah fez beicinho. "Ordenaram que eu viesse aqui por causa deles", disse Voldemort em voz baixa. "Eu sou só um pobre assistente, senhora que tem que fazer como é mandado. o sr. Burke deseja que eu indague - " "Oh, Sr. Burke!" disse Hepzibah, balançando a sua pequena mão. "Eu tenho algo a mostrar para você que eu nunca mostrei ao Sr. Burke! Você pode manter segredo, Tom? Você promete que não contará para o Sr. Burke que eu tenho isto? Ele nunca me deixaria descansar se ele souber que eu mostrei isto a você, e eu não estou vendendo, não só para Burke, para ninguém! Mas você, Tom, você apreciará isto para sua história, nem com muitos galeões você poderia adquirir isto". "Eu ficaria alegre em ver qualquer coisa que a Senhorita Hepzibah me mostrar" disse Voldemort baixinho e Hepzibah deu outra risadinha como uma garotinha. "Eu mando Hokey buscar para mim... Hokey onde você está? Eu quero mostrar para o sr. Riddle nosso melhor tesouro... Na realidade, traga os dois, enquanto você faz isto... " "Aqui, senhora", chiou a elfa doméstica e Harry viu duas caixas de couro, uma em cima da outra, movendo se pelo quarto como se tivesse vontade própria, mas ele sabia que a elfa minúscula estava segurando os dois em cima de sua cabeça, passando entre mesas, pufes e bancos. "Agora", disse Hepzibah, pegando as caixas de cima da cabeça da elfa e colocando-as no colo e preparando se para abrir a de cima, "Eu realmente acho que você irá adorar isso, Tom... Oh, se minha família soubesse que eu estou mostrando isso para você... Eles não podem esperar para colocarem as mãos deles nisto!" Ela abriu a tampa. Harry se esticou para ter uma visão melhor e viu o que se parecia uma taça dourada pequena com duas asas finamente forjadas. "Eu gostaria de saber se você sabe o que é isso, Tom? Pegue, dê uma boa olhada!" Hepzibah sussurrou e Voldemort esticou sua mão longa e fina e ergueu a taça através de uma asa para fora de suas capas sedosas. Harry pensou ter visto um vislumbre vermelho nos olhos escuros dele. A expressão gananciosa dele se refletiu curiosamente na face de Hepzibah, mas os olhos minúsculos dela estavam fixos nas características bonitas de Voldemort. "Um texugo", Voldemort murmurou, examinando a gravura na taça. "Então isto era..."? "De Helga Hufflepuff, como você muito bem sabe, você é um menino inteligente!" disse Hepzibah, indo para frente com um ranger alto das roupas e beliscando a bochecha oca dele. "Eu não lhe falei que eu era uma descendente distinta? Isto foi passado pela família durante anos e anos. Graciosa, não é? E tem vários tipos de poderes, eu suponho, mas eu não os testei completamente, eu só a mantenho agradável e segura bem aqui..." Ela retirou a taça do longo dedo indicador de Voldemort e guardou-a suavemente na sua caixa, sua intenção era resolver isto cuidadosamente depois de notar a sombra que cruzou a face de Voldemort quando a taça foi tomada. "E agora", disse Hepzibah felizmente, "onde Hokey está? Oh sim, aí está você - guarde o objeto agora, Hokey". A elfa levou a taça encaixotada obedientemente e Hepzibah voltou a sua atenção para a outra caixa mais aplainada no colo dela. "Eu creio que você gostará deste mesmo muito mais, Tom", ela sussurrou. "Se incline um pouco, querido, assim você poderá ver... Claro que Burke sabe que eu tenho este aqui, eu comprei isto dele, e eu tenho certeza que ele adoraria voltar a tê-lo quando eu me for..." Ela deslizou o gancho da filigrana para trás e sacudiu a caixa aberta. Lá, sobre o veludo carmesim liso, havia um pesado medalhão dourado. Voldemort retirou o medalhão, sem ser convidado, e o segurou contra a luz, o encarando. "A marca de Slytherin", ele disse baixo, quando a luz refletiu num S serpentino desenhado. "Certamente!" disse Hepzibah, aparentemente encantada à vista de Voldemort que contemplava seu medalhão. "Eu tive que pagar um braço e uma perna por isto, mas eu não poderia deixar isto passar, não um tesouro tão valioso assim, tinha que ter isto na minha coleção. Burke comprou isto, aparentemente, de uma mulher pobre que não tinha mais nada, mas que aparentemente não tinha nenhuma idéia de seu verdadeiro valor-" Não havia nenhum erro dessa vez: Os olhos de Voldemort brilharam de cor escarlate a essas palavras, e Harry viu as juntas dele embranquecerem em volta do medalhão. "Eu soube que Burke lhe pagou uma micharia, mas veja bem... Bonito, não é? E novamente, inúmeros tipos de poderes atribuídos a ele, entretanto, eu só o mantenho bem seguro..." Ela pegou de volta o medalhão. Por um momento, Harry pensou que Voldemort não ia deixá-la fazer isso, mas ela tinha deslizado pelos dedos dele e voltado para sua almofada aveludada vermelha. "Então, aí está Tom querido, e eu espero que você desfrute disso!" Pela primeira vez, ela olhou para ele em cheio, Harry viu o sorriso tolo dela hesitar. "Você está bem, querido?" "Oh sim", disse Voldemort em voz baixa. "Sim, eu estou muito bem..." "Eu pensei - foi um truque de luz, eu suponho-" disse Hepzibah, parecendo nervosa, e Harry adivinhou que ela também tinha visto o vislumbre vermelho momentâneo nos olhos de Voldemort. "Aqui, Hokey, leve embora estes e os tranque novamente... Os encantos de sempre..." "Hora partir, Harry", disse Dumbledore baixo quando a elfa doméstica se levantou e abaixou, pegando as caixas, Dumbledore agarrou Harry mais uma vez mais pelo cotovelo e, juntos, eles rodopiaram e voltaram para o escritório de Dumbledore. "Hepzibah Smith morreu dois dias depois daquela cena", disse Dumbledore, enquanto se sentava e indicava que Harry deveria fazer o mesmo. "Hokey, a elfa da casa, foi condenado pelo Ministério por envenenar o chocolate dela sem querer". "Não mesmo!" disse Harry furiosamente. "Parece que nós temos a mesma opinião", disse Dumbledore. "Certamente, são as muitas semelhanças entre esta morte e a dos Riddle. Em ambos os casos, alguém levou a culpa por outro, alguém que teve uma impressão clara de ter causado a morte-" "Hokey confessou?". "Ela se lembrou de ter colocado algo no chocolate que não parecia ser açúcar, mas um veneno letal e pouco conhecido," disse Dumbledore. "Foi concluído que ela não tinha pretensão de fazer isto, mas sendo velha e confusa-". "Voldemort modificou a memória dela, assim como fez com Morfin!". "Sim, essa também é a minha conclusão", disse Dumbledore. "E, da mesma maneira que com Morfin, o Ministério foi predisposto a suspeitar de Hokey-". "-porque ela era uma elfa domestico", disse Harry. Ele raramente tinha sentido mais piedade por esta classe desde que Hermione tinha lançado o F.A.L.E. "Exatamente", disse Dumbledore. "Ela era velha, ela admitiu ter mexido na bebida, e ninguém do Ministério se preocupou em investigar mais. Como no caso de Morfin, até que eu a localizasse e conseguisse extrair esta memória, a vida dela já estava terminando - mas a memória dela, claro, não prova nada a não ser que Voldemort sabia da existência da xícara e do medalhão". "Até que Hokey fosse condenada, a família de Hepzibah não tinha percebido que haviam perdendo dois dos seus maiores tesouros. Levou tempo para perceberem, porque ela tinha muitos esconderijos, sempre vigiando sua coleção com vários feitiços e encantamentos. Mas antes de terem certeza que a xícara e o medalhão haviam sido levados, o assistente que tinha trabalhado para Borgin e Burkes, o jovem garoto que visitava Hepzibah regularmente e a tinha encantado tão bem, tinha deixado seu posto e desaparecido. Os superiores dele não tinham nenhuma idéia de onde ele tinha ido; eles estavam tão surpresos quanto qualquer um com o desaparecimento. E essa foi a última coisa que se viu ou ouviu falar de Tom Riddle por um longo tempo" "Agora," disse Dumbledore, "se você não se importa, Harry, eu quero pausar mais uma vez para chamar sua atenção a alguns pontos da historia. Voldemort cometeu outro crime, se foi o primeiro depois dos Riddles, eu não sei, mas acho que foi. Desta vez,como você viu, ele não matou por vingança, mas por gana. Ele queria os dois troféus fabulosos que a pobre confusa velha mostrara pra ele. Assim como ele roubou as outras crianças no orfanato, assim como ele roubou o anel de seu tio Morfim, assim agora ele fugiu com o medalhão e a caneca de Heozibah." "Mas," disse Harry carrancudo, "parece loucura... arriscar tudo, perder o seu trabalho por aquelas..." "Loucura pra você, talvez, mas não para Voldemort," disse Dumbledore. "Eu espero que você entenda no decorrer exatamente o que aqueles objetos significavam para ele, Harry, mas você tem que admitir que não é difícil imaginar que ele pensou que o medalhão era, no mínimo, de seu direito." "O medalhão talvez," disse Harry, "mas e a caneca?" "Pertenceu a outro dos fundadores de Hogwarts," disse Dumbledore. "Eu acho que ele ainda sentia grande atração pela escola e não conseguia resistir a um objeto que pertenceu à sua historia. Existem outras razões eu acho... Eu espero poder demonstra-las a você no decorrer." "E agora a ultima lembrança que eu tenho pra te mostrar, a não ser que você consiga a memória do Professor Slughorn pra nós. Dez anos separam a memória de Hokey dessa, dez anos durante os quais nós só podemos imaginar o que Lord Voldemort estava fazendo..." Harry ficou de pé mais uma vez enquanto Dumbledore limpava a ultima memória da penseira. "De quem é essa memória?" ele perguntou. "Minha," disse Dumbledore. E Harry mergulhou depois de Dumbledore através da massa prateado brilhante, chegando no escritório que ele tinha acabado de deixar. Lá estava Fawkes descansando felizmente na sua gaiola, e atrás da mesa estava Dumbledore, que parecia muito com o Dumbledore parado ao lado de Harry, apesar de que as duas mãos estavam inteiras e perfeitas e sua face estava, talvez, com menos rugas. A diferença entre o escritório atual e aquele é que no passado estava nevando; flocos azulados caiam pela janela no escuro e paravam no peitoril. O Dumbledore mais novo parecia esperar por alguma coisa com certeza, momentos depois que eles chegaram ouve uma batida na porta e ele disse, "Entre." Harry deixou sair um engasgo reprimido e abafado, Voldemort entrou na sala. Suas feições não eram aquelas que harry viu sair do caldeirão de pedra há quase dois anos. Elas ainda não eram de cobra, seus olhos ainda não eram escarlates, sua face ainda não parecia uma mascara e ele não era mais atraente como Tom Riddle.Embora suas feições fossem queimada e manchada, elas eram como de cera e estranhamente distorcidas, e o branco de seus olhos agora estava permanentemente sangrentos, e embora suas pupilas não estivessem finas ainda, Harry sabia que elas se tornariam.Ele estava usando uma longa veste preta e sua faça estava tão pálida como a neve que respingava nos seus ombros. O Dumbledore detrás da mesa não mostrou nenhum sinal de surpresa. Evidentemente exata visita teria sido marcada. "Boa tarde, Tom," disse Dumbledore facilmente. "Você não vai se sentar?" "Obrigada," disse Voldemort, e se sentou aonde Dumbledore mostrou.O mesmo assento que Harry tinha acabado de deixar no presente. "Eu ouvi que você se tornou diretor," disse ele, e sua voz pareceu um pouco mais alta e fria do que tinha sido. "Valeu a pena." "Fico feliz com a sua aprovação," disse Dumbledore sorrindo. "Posso te oferecer um drink?" "Eu agradeceria," disse Voldemort. "Foi um caminho longo." Dumbledore levantou e foi até o armário que agora guardava a Penseira, e que estava cheio de garrafas. Enchendo uma taça de vinho a Voldemort e uma para ele mesmo, ele retornou ao assento atrás da mesa. "Então, Tom... a que devo o prazer da visita?" Voldemort não respondeu de cara, mas meramente deu um gole no vinho. "Eles não me chamam mais de 'Tom'" disse ele. "Hoje em dia eu sou conhecido com..." "Eu sei como você pe conhecido," disse Dumbledore sorrindo de forma agradável. "Mas temo que para mim você sempre será o Tom Riddle. É uma das coisas mais irritantes sobre velhos professores, eu acho que eles nunca esquecem suas juventudes." Ele levantou a taça num brinde com Voldemort, de quem o rosto pareceu sem expressão. Harry sentiu a atmosfera da sala mudar subitamente. A recusa de Dumbledore a usar o nome escolhido de Voldemort era uma recusa a deixar Voldemort ditar os termos do encontro, e Harry poderia dizer que Voldemort entendeu como isso. "Eu estou surpreso que você tenha permanecido aqui por tanto tempo," disse Voldemort depois de uma curta pausa. "Eu sempre me perguntei porque um bruxo como você nunca desejou deixar a escola." "Bem," disse Dumbledore, ainda sorrindo, "para um bruxo como eu não pode haver nada mais importante do que passar a diante suas habilidades anciãs e ajudar mentes jovens. Se eu me lembro corretamente, você já teve atração por ser professor também." "E ainda tenho," disse Voldemort. "Eu somente me pergunto porque você... que é solicitado tão freqüentemente para aconselhar o Ministério e que já foi duas vezes, eu acho, oferecido do cardo e Primeiro ministro..." "Três vezes ao todo, na verdade," disse Dumbledore. "Mas o Ministério nunca me atraiu como carreira. Denovo alguma coisa que temos eu comum, penso eu." Voldemort inclinou sua cabeça sem sorrir e deu mais um gole no vinho. Dumbledore não quebrou o silencio que se estabeleceu entre os dois, mas esperou com um olhar agradável de expectativa, para Voldemort falar primeiro. "Eu retornei," disse ele depois de um tempo, "mais tarde, talvez, do que Professor Dippet esperava...mas eu retornei, para pedir mais uma vez uma vez que ele me disse que eu era jovem demais para ser professor. Eu vim saber se o senhor me permite voltar ao castelo para ensinar. Eu acho que o senhor deve saber que eu tenho visto e feito muitas coisas desde quando deixei este lugar. Eu poderia mostrar e contar aos seus alunos coisas que eles não poderiam saber de nenhum outro bruxo." Dumbledore considerou Voldemort do topo de seu próprio cálice por um tempo antes de falar. "Sim, eu certamente sei que você tem visto e feito muitas coisa desde que nos deixou," disse ele. "Rumores chegaram a sua velha escola, Tom. E estou decepcionado em acreditar neles." A expressão de Voldemort continuou passiva enquanto ele dizia, "Grandeza gera inveja, inveja gera mentiras. Você devia saber disso Dumbledore." "Você chama de grandeza o que tem feito?" perguntou Dumbledore delicadamente. "Certamente," disse Voldemort, e seus olhos pareceram se tornar vermelhos. "Eu experimentei, eu ultrapassei os limites da magia, talvez, mais do que eles jamais tivessem sido ultrapassados." "De alguns tipos de magia," Dumbledore o corrigiu. "De alguns tipos de magia. De outros, você continua... Perdoe-me... terrivelmente ignorante." Pela primeira vez Voldemort sorriu. Era um olhar malicioso, uma coisa má, mais ameaçadora do que raivosa. "O velho argumento," disse ele suavemente. "Mas nada que eu vi no mundo apoiou seu famoso pronunciamento de que o amor é mais poderoso do que meu tipo de magia, Dumbledore." "Talvez você tenha procurado nos lugares errados," sugeriu Dumbledore. "Bem, então, que lugar melhor para recomeçar minhas pesquisar do que aqui em Hogwarts?" disse Voldemort. "Você me deixará voltar? Você me deixará dividir meu conhecimento com seus alunos? Eu ponho meus talentos e eu mesmo a sua disposição. Estou às suas ordens." Dumbledore levantou suas sobrancelhas. "E o que você fará com aqueles que você comanda? O que acontecerá com aquele que se autodenominam, ou então os rumores o fazem, Comensais da Morte?" Harry podia dizer que Voldemort não espera que Dumbledore soubesse esse nome, ele viu os olhos de Voldemort ficarem vermelhos de novo e suas narinas se abrirem. "Meus amigos," disse ele, depois de um momento de pausa, "continuarão sem mim, eu tenho certeza." "Estou feliz em ouvir que você os considera seus amigos," disse Dumbledore. "Eu estava sob a impressão de que eles eram mais na faixa de seus servos." "Você está enganado," disse Voldemort. "Então se nós formos ao Hog's Head esta noite, nós não encontraremos um grupo deles... Nott, Rosier, Muldber, Dolohov... esperando seu retorno? Amigos devotados esses, viajam tão longe numa noite com neve meramente para desejar boa sorte enquanto você concorre a um cargo de professor." Não havia duvidas que o conhecimento detalhado de Dumbledore daqueles que estavam viajando era pouco bem-vindo por Voldemort, de qualquer jeito se refez quase que na mesma hora. "Onisciente como sempre, Dumbledore." "Oh.não. meramente amigo do dono do bar local," disse Dumbledore calmamente. "Agora, Tom..." Dumbledore sentou seu copo vazio e se levantou, os dedos se movendo num gesto característico. "Vamos falar abertamente. Porque você veio aqui esta noite requisitar um emprego que você não quer?" Voldemort pareceu friamente surpreso. "Que eu não quero? Pelo contrário, Dumbledore, eu o quero muito." "Oh, você quer voltar para Hogwarts, mais você não quer ensinar mais do que quando você tinha dezoito anos. Do que você está atrás, Tom? Por que ao tentar uma conversa aberta?" Voldemort desdenhou. "Se você não quer me dar o trabalho..." "É claro que eu não quero," disse Dumbledore. "E eu não acho que você esperou em algum momento que eu quisesse. Se você veio aqui, você pediu, você deve ter um propósito." Voldemort se levantou. Ele pareceu menos com Tom Riddle do que nunca, suas feições carregas de ódio. "Esta é sua palavra final?" "Sim, é." Disse Dumbledore se levantando também. "Então não há nada mais para nós conversarmos." "Não, nada," disse Dumbledore, e uma grande tristeza preencheu seu rosto. "Já se foi o tempo que eu podia te amedrontar com um armário em chamas e forçar você a cumprir punições por seus crime. Mas eu queria poder,Tom... Como eu queria poder..." Por um segundo Harry esteve no meio de um aviso desapontado. Ele tinha certeza de que a mão de Voldemort mexeu em seu bolo e na sua varinha, mas o momento passou, Voldemort se virou, a porta foi se fechando e ele se foi. Harry sentiu que a mão Dumbledore se fechou em seus braços denovo e momentos depois, eles estavam parados juntos quase no mesmo ponto, mas não tinha neve no peitoril das janelas, e a mão de Dumbledore estava negra e morte denovo. "Porque?" disse Harry de uma vez, olhando na cara de Dumbledore. "Porque ele voltou? Você algum dia descobriu?" "Eu tenho idéia," disse Dumbledore, "mas não mais que isso." "Que idéia senhor?" "Eu vou te contar, Harry, quando você retirar aquela memória do Professor Slughorn," disse Dumbledore. "Quando você conseguir a ultima memória, tudo ficará, espero eu, muito claro...para nós dois." Harry ainda estava queimando de curiosidade e embora Dumbledore tenha caminhado para a porta e estivesse segurando-na aberta para Harry, ele não se moveu. "Ele estava atrás de Defesa Contra as Artes das Trevas denovo, senhor? Ele não disse..." "Oh, ele definitivamente queria Defesa Contra as Artes das Trevas," disse Dumbledore. "As conseqüências do nosso encontro provaram isso. Você vê, nós não conseguimos manter um Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas mais de um ano depois que eu recusei o posto ao Lorde Voldemort."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Blog para a traduç?o do Half-Blood Prince - Divirtam-se!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14610381-112198099011475430?l=traducaohpb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112198099011475430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112198099011475430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traducaohpb.blogspot.com/2005/07/captulo-20.html' title='Capítulo 20'/><author><name>Tradutora HP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17872629631848116516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.odfhp.com/quick_livro6.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381.post-112198047572400315</id><published>2005-07-21T18:13:00.000-03:00</published><updated>2005-07-22T15:27:08.606-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 19</title><content type='html'>Capítulo 19: Contos de Elfos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De todos, esse não é o melhor aniversário do Rony?" disse Fred.&lt;br /&gt;Estava nivelando; a ala do hospital era quieta, as janelas com as cortinas fechadas, as lâmpadas iluminando. Rony ocupava a única cama. Harry, Hermione, e Gina estavam sentados em torno dele; tinham gastado o dia inteiro espera atrás da porta, tentando ver o interior sempre que alguém entrava ou saia. A senhora Pomfrey os deixou entrar somente às oito horas. Fred e George tinham chegado há 10 minutos.&lt;br /&gt;“Não é assim que nós imaginamos entregar nosso presente," disse George assustadoramente colocando um presente envolvido grande no armário ao lado da cama de Rony e sentando-se ao lado de Gina.&lt;br /&gt;"É, quando nos retrataram a cena estávamos ciente" disse Fred.&lt;br /&gt;"E nós estávamos em Hogsmeade, esperando para surpreendê-lo -" disse George.&lt;br /&gt;"Vocês estavam em Hogsmeade?" Gina perguntou, olhando acima.&lt;br /&gt;"Nós estávamos pensando em comprar a Zonko’s" disse Fred tristemente. "Uma loja em Hogsmeade, você sabe, mas um monte de coisa que compraríamos não são mais permitidas na escola nos fins-de-semana... Mas nunca se preocupe com isso agora."&lt;br /&gt;Extraiu acima de uma cadeira ao lado de Harry e olhou a cara pálida de Rony.&lt;br /&gt;"Como exatamente aconteceu, Harry?"&lt;br /&gt;Harry narrou novamente a história que, ele sentiu como cem vezes a Dumbledore, a McGonagall, à senhora Pomfrey, a Hermione, e a Gina.&lt;br /&gt;"...e então eu forcei bezoar na sua garganta e o fiz respirar mais facilmente, Slughorn trouxe ajuda, McGonagall e a senhora Pomfrey foram até lá, e trouxeram Rony até aqui. Disseram que ele ficará bem. A Madame Pomfrey diz que terá que permanecer aqui uma semana ou um pouco mais... até que faça efeito a essência do..."&lt;br /&gt;"Caramba, foi sorte você pensar em um bezoar," disse George em uma voz baixa.&lt;br /&gt;"Sorte havia só em uma pessoa naquele quarto," disse Harry, que se manteve frio girando em seus pensamentos sobre o que aconteceria caso ele não pusesse suas mãos na pequena pedra.&lt;br /&gt;Hermione deu um suspiro quase inaudível. Tinha permanecido excepcionalmente quieta o dia inteiro. Assustada, pálida, até Harry a tirou da ala hospitalar para perguntar o que estava acontecendo, não fez parte das obsessivas discussões entre Harry e Gina sobre como Rony tinha sido envenenado, mas esteve meramente ao lado dele, com um olhar amedrontado, até que o último minuto em que eles puderam permanecer por lá.&lt;br /&gt;"Mamãe e Papai sabem?" Fred perguntou a Gina. "Eles já o viram – chegaram há uma hora - estão no escritório de Dumbledore agora, mas estarão de volta logo..."&lt;br /&gt;Houve uma pausa enquanto todos eles observaram Rony roncando baixo em seu sono.&lt;br /&gt;"Então, o veneno estava na bebida?" Fred disse quietamente.&lt;br /&gt;"Sim," disse Harry mais uma vez; poderia pensar em mais nada, e estaria contente por não ter que recomeçar aquele assunto; "Slughorn derramou-a para fora -"&lt;br /&gt;"Poderia ter deslizado algo no vidro de Rony sem que você pudesse ver?"&lt;br /&gt;"Provavelmente," disse Harry, "Mas porque Slughorn envenenaria Rony?"&lt;br /&gt;"Nenhuma idéia," disse Fred, pensativo. "Você não pensa que poderia ter misturado os vidros por engano? Por exemplo, para envenenar você?"&lt;br /&gt;"Porque Slughorn iria quer envenenar Harry?" perguntou Gina.&lt;br /&gt;“Eu não sei," disse Fred, "Mas há várias pessoas que gostariam de envenenar Harry, não é? 'O Escolhido ' e tudo isso?"&lt;br /&gt;"Então, você acha que Slughorn é um comensal da morte?" Gina disse.&lt;br /&gt;"Qualquer coisa é possível," disse Fred escura.&lt;br /&gt;"Poderia estar sob a Maldição Imperius," disse George.&lt;br /&gt;"Ou poderia ser inocente," disse Gina. "O veneno poderia estar no frasco, que no caso seria para envenenar Slughorn."&lt;br /&gt;"Quem gostaria de matar Slughorn?"&lt;br /&gt;"Dumbledore conta que Voldemort queria Slughorn ao seu lado," disse Harry. "Slughorn esteve se escondendo por um ano antes de vir a Hogwarts. E..." Ele pensou na memória que Dumbledore não conseguiu extrair de Slughorn. "E talvez Voldemort o queira afastado, talvez ele pense que poderia ser valioso a Dumbledore."&lt;br /&gt;"Mas você disse que Slughorn estava planejando dar aquilo de presente de natal a Dumbledore," Gina lembrou-o. "Assim o culpado poderia estar apenas fazendo isso para envenenar Dumbledore."&lt;br /&gt;"Então o culpado não conhece Slughorn muito bem," disse Hermione, falando pela primeira vez dentro de horas e soando como se ele estivesse com um forte gripe. "Qualquer um que soubesse que Slughorn pensara em dar isso a Dumbledore, deveria saber que ele poderia mudar de idéia e ficar com as bebidas para si mesmo."&lt;br /&gt;"Er - meu," disse Ron inesperadamente.&lt;br /&gt;Todos caíram em silêncio, prestando lhe atenção ansiosamente, mas após ruídos incompreensíveis por um momento, ele meramente começou a ressonar.&lt;br /&gt;As portas do dormitório voaram abertas, fazendo todos saltarem: Hagrid veio andando até eles, seu cabelo encharcado pela chuva, sua capa que agitada atrás dele, um arco e flecha de pele de urso em sua mão, saindo de uma fuga de pegadas de golfinho feitas sob medida, enlameando todo o assoalho.&lt;br /&gt;"Tenho estado na floresta o dia inteiro!" ofegou. "Aragog está pior, Eu tenho estado lendo para ele – não havia me levantado para o jantar até agora, e então a professora Sprout me contou sobre... Rony! Como ele está?"&lt;br /&gt;"Nada mau," disse Harry. "Disseram que ele ficará bem."&lt;br /&gt;"Não mais de seis visitantes de cada vez!" senhora dita Pomfrey, apressando-se fora de seu escritório.&lt;br /&gt;"Hagrid vale por seis," George indicado.&lt;br /&gt;"Oh... Sim." disse a senhora Pomfrey, que pareceu ter concordado que o povo de Hagrid exibia um enorme tamanho. Para cobrir sua confusão, apressou-se fora escapando por cima das pegadas enlameadas de Hagrid no caminho.&lt;br /&gt;"Eu não acredito nisso," disse Hagrid roucamente, agitando sua grande cabeça de cabelos desgrenhados, enquanto olhava fixamente para baixo em direção a Rony. "Apenas não ' acredito... Olhe para ele... Quem iria quer feri-lo, hein?"&lt;br /&gt;"Isso é justamente o que nós discutíamos," disse Harry. "Nós não sabemos."&lt;br /&gt;"Alguém poderia ter um rancor contra à equipe de Quadribol da Grifinória, não poderiam?" Hagrid disse ansiosamente. "Primeiro Katie, agora Ron..."&lt;br /&gt;"Eu não vejo ninguém que poderia tentar atacar da equipe de Quadribol," disse&lt;br /&gt;“Eu preciso descobrir”.&lt;br /&gt;“Wood deve ter irritado os sonserinos se ele não tivesse se afastado a tempo," disse Fred razoavelmente.&lt;br /&gt;“Bem, eu não penso que é Quadribol, mas eu acho que há uma conexão entre os ataques," disse Hermione quietamente&lt;br /&gt;"Como você concluiu isso?" Fred perguntou.&lt;br /&gt;"Bem, por uma coisa, ambos deveriam ter sido fatais e não foram, embora por pura sorte. E por outro, nem o veneno nem o colar parecem ter alcançado a pessoa que era “suposta para ser morta”. Naturalmente, "adicionou pensativa," O que fez a pessoa ir atrás deste mesmo, de uma maneira mais perigosa dessa vez, porque não parece se importar com quantas pessoas ela mate até realmente alcançar sua vítima."&lt;br /&gt;Antes que qualquer um pudesse responder a este pronunciamento sinistro, as portas do dormitório se abriram outra vez e o Sr. e a Sra. Weasley apressaram-se pela entrada. Não tinham feito nada mais do que satisfazerem-se de que Ron fez uma boa recuperação desde sua última visita ao hospital; agora Sra. Weasley estava apreensiva por Harry e o abraçou muito forte. "Dumbledore nos disse como você o salvou com o bezoar," chorou "Oh, Harry, o que nós podemos dizer? Você salvou Gina... você salvou Arthur... Agora você salvou Rony..."&lt;br /&gt;"Não seja... eu não...” Harry murmurou sem agilidade.&lt;br /&gt;“A metade da nossa família parece dever-lhe suas vidas, agora eu paro e penso sobre isso," Sr. Weasley disse em uma voz constringida. "Bem, tudo que eu posso dizer é que foi uma grande sorte para os Weasley's quando Rony decidiu se sentar em seu compartimento no Expresso de Hogwarts, Harry."&lt;br /&gt;Harry não poderia pensar em nenhuma resposta para isso, quando a Madame Pomfrey os lembrou que só eram permitidos somente seis visitantes em torno da cama de Rony; ele e cor-de-rosa Hermione foram os primeiros a sair e Hagrid decidiu ir com eles, deixando Rony com sua família.&lt;br /&gt;"É terrível," Hagrid rosnou sobre sua barba, enquanto os três volitavam pelo longo do corredor até as escadarias de mármore. “E esta nova segurança, miúdos estão ainda sendo feridos... Dumbledore está doente de preocupação... ele não diz muito, mas eu posso dizer..."&lt;br /&gt;"Ele não teve nenhuma idéia, Hagrid?" Hermione perguntou desesperadamente.&lt;br /&gt;“Eu espero que ele tenha centenas de idéias, um cérebro como o dele...," disse Hagrid. "Mas não sabe quem enviou esse colar, nem quem pôs o veneno no vinho, ou se eles vão ser pegos, não é? O que me preocupa... "disse Hagrid, abaixando sua voz e olhando de relance sobre seu ombro (Harry, ao mesmo tempo, verificou o teto a procura de pirraça)," é quanto tempo Hogwarts pode permanecer aberta se os alunos continuarem sendo atacados. Uma Câmara Secreta mais uma vez, não é? Haverá pânico, mais pais tirando seus filhos da escola, sim a próxima coisa será a regulamentação do governo...”&lt;br /&gt;Hagrid parou de falar enquanto o fantasma de uma mulher de longos cabelos passava serenamente por eles, recomeçado então com um sussurro rouco, "...as regulamentações do governo querem nos fechar, pelo nosso próprio bem."&lt;br /&gt;"Certamente não?" Hermione disse, olhando preocupada.&lt;br /&gt;"Começo a ver pelo seu ponto de vista,” disse Hagrid pesadamente. "Eu quero dizer, sempre foi um pouco arriscado deixar seu filho em Hogwarts, não é? É de se esperar acidentes, não é, com as centenas de bruxos, todos contra as Artes das Trevas, mas tentativas de assassinato , isso é diferente. Então, não é uma novidade Dumbledore estar furioso com Sn-"&lt;br /&gt;Hagrid parou em suas trilhas, uma familiar expressão culpada e que era visível em sua face acima de sua barba preta e enrolada.&lt;br /&gt;"Que?" Harry disse rapidamente. "Dumbledore está irritado com Snape?"&lt;br /&gt;"Eu nunca disse isso," disse Hagrid, embora sua expressão de pânico mostrava que ele revelou um grande segredo "Olhe a hora, já são quase meia-noite, você precisam voltar-"&lt;br /&gt;"Hagrid, porque Dumbledore está irritado com Snape?" Harry perguntou em voz alta.&lt;br /&gt;"Shhhh!" Hagrid disse, olhando nervoso e irritado. "Não diga isso dessa forma, Harry, quer que eu perca meu emprego? Entenda, eu supôs que você, bem, você continuar com Trato de-"&lt;br /&gt;"Não tente me deixar com a consciência pesada, não dará certo!" Harry disse rigorosamente. "O que é que Snape fez?"&lt;br /&gt;"Eu não sei, Harry, eu não devia ter ouvido tudo isso! Eu - bem, eu estava vindo da floresta na noite passada e ouvi o que eles falaram muito bem. Eu não queria chamar atenção para mim, então eu escolhi escapar na tentativa de não ouvir, mas isso foi hum - bem, uma discussão bastante agressiva, e que não foi fácil de se livrar..."&lt;br /&gt;"Bem?" Harry incitou-o, porque Hagrid fitou seus pés enormes inquietamente.&lt;br /&gt;"Bem, eu apenas ouvi Snape dizendo que Dumbledore lhe tirou muito do que ele lhe concedia e ele - Snape – Não queria fazer mais aquele trabalho -"&lt;br /&gt;"Fazer que?"&lt;br /&gt;“Eu não sei, Harry, soou como se Snape estava se sentindo um pouco sobre carregado de trabalho, isso é tudo - de qualquer maneira, Dumbledore contou-lhe o plano e então que concordou que continuaria com o que estava fazendo. Bonita audácia a dele ele. Então ele disse para Snape continuar investigando a sua casa, a Sonserina. Bem, não há nada estranho nisso!" Hagrid adicionou rapidamente, já que Harry e Hermione trocaram olhares significativos "Todos os Chefes das Casas estão agora investigando, depois daquela história com o colar -"&lt;br /&gt;"Sim, mas Dumbledore não repreendeu o resto deles, não é?" Harry disse.&lt;br /&gt;"Olhe," Hagrid torceu seu arco e flecha incomodamente em suas mãos; havia um som lascando-se alto e difundiu em dois. "Eu sei o que você pensa sobre Snape, Harry, e eu não quero pensar que há mais coisas do que realmente tem nessa história."&lt;br /&gt;"Cuidado," disse Hermione brevemente.&lt;br /&gt;Viraram apenas a tempo ver que a sombra de Argus Filch aparecia sobre a parede atrás deles, antes que o homem surgisse, ele deu um giro para o canto de costas, com seu queixo duplo tremendo nervosamente.&lt;br /&gt;"Oho!" suspirou. "Fora da cama assim tarde, detenção para os dois!"&lt;br /&gt;"Você não ganhou, Filch," disse Hagrid logo. "Eles estão comigo, não estão?"&lt;br /&gt;"E que diferença isso faz?" perguntou Filch repulsivamente.&lt;br /&gt;"Eu sou um professor, não sou? Sim, encare isso!” Hagrid disse, ateando fogo acima em uma vez.&lt;br /&gt;Havia um ruído silvando maliciosamente enquanto Filch inchava com fúria; A Sra. Norris tinha chegado, despercebida, e balançava-se sinuosamente em torno em torno dos magros tornozelos de Filch.&lt;br /&gt;"Vão andando," disse Hagrid do canto de sua boca.&lt;br /&gt;Harry não precisou ouvir duas vezes; ele e Hermione apressaram-se fora; as vozes de Hagrid e Filch ecoavam altas atrás deles enquanto andavam. Passaram por perto de pirraça girando próximo a torre da Grifinória, mas estava listando feliz, enquanto gritava e ria, os chamando.&lt;br /&gt;Quando houver um conflito e quando houver um problema:&lt;br /&gt;Convide Pirraça, ele fará o dobro!&lt;br /&gt;A mulher gorda tirava uma soneca e não ficou satisfeita por ter sido acordada, mas balançou-se para a frente raivosamente para permitir que entrassem no salão comunal, agradecidos de que naquela hora, estava calmo e vazio. Parecia que as pessoas não souberam sobre Ron ainda; Harry ficou muito aliviado: Já fora interrogado o bastante por um dia. Hermione lhe dirigiu um “boa noite” e seguiu para o dormitório das meninas. Harry, entretanto, ficou por ali, sentou-se perto do fogo, e permaneceu olhando o fogo que se apagava lentamente.&lt;br /&gt;Então Dumbledore tinha discutido com Snape. Apesar de tudo que ele tinha dito a Harry, apesar de sua insistência em dizer que confia em Snape completamente, ele tinha perdido a calma com ele... Ele achou que Snape não tinha tentado o suficiente investigar os Sonserinos... Ou, talvez, investigar um único Sonserino: Malfoy?&lt;br /&gt;Foi porque Dumbledore não quis que Harry fizesse qualquer coisa estúpida, para poder investigar com suas próprias mãos, que não tinha fingido que as suspeitas de Harry estavam erradas? Isso pareceu provável. Podia até mesmo ser que Dumbledore não queria que nada distraísse Harry de suas lições, ou de obter aquela memória de Slughorn. Talvez Dumbledore não achasse certo confidenciar suspeitas sobre sua equipe de funcionários a alunos de dezesseis anos...&lt;br /&gt;"Aí está você, potter!"&lt;br /&gt;Harry deu um pulo em choque, sua varinha a postos. Ele tinha sido que o Salão Comunal estava completamente vazio; não estava preparado para uma figura grande e tosca que se levantava de repente em uma cadeira distante. Uma visão mais próxima mostrou-lhe que aquele era Cormac McLaggen.&lt;br /&gt;"Eu estive esperando você voltar," disse McLaggen, desprezando a varinha de Harry. "Devo ter caído no sono. Olha, eu vi vocês levando o Weasley até a Ala Hospitalar mais cedo. Não parece que ele estará bem até o jogo da próxima semana."&lt;br /&gt;Harry demorou algum tempo para perceber do que exatamente McLaggen estava falando.&lt;br /&gt;"Oh... Claro... Quadribol," disse, para trás em suas calças de brim e passando a mão cansadamente em seu cabelo. "Sim... Ele não vai poder jogar."&lt;br /&gt;"Bem, então, eu vou ser o goleiro, não vou?" McLaggen disse.&lt;br /&gt;"Sim," disse Harry. "Sim, eu suponho que sim..."&lt;br /&gt;Ele não poderia pensar em algum argumento; apesar de tudo, McLaggen tinha sido o segundo melhor nos testes para o timo.&lt;br /&gt;"Excelente," disse McLaggen em uma voz satisfeita. "Quando teremos treino?"&lt;br /&gt;"Que? Oh... Vai ter um amanhã à tarde."&lt;br /&gt;"Bom. Sabe Potter, eu acho que nós deveríamos ter uma conversa antes. Eu tenho algumas idéias para a nossa estratégia que você pode achar útil."&lt;br /&gt;"Certo," disse Harry sem entusiasmo. "Bem, vou ouvi-los amanhã, então. Eu estou bem cansado agora... A gente se vê...”.&lt;br /&gt;A notícia que Ron tinha sido envenenado se propagou rapidamente no dia seguinte, mas não causou o mesmo efeito que o ataque de Katie. As pessoas pareceram pensar que poderia ter sido um acidente, uma vez que ele estava na sala do Professor de Poções no momento, e uma vez que ele tinha tomado o antídoto imediatamente não havia nenhum dano real. De fato, os Grifinórios estavam muito mais interessados no próximo jogo de Quadribol contra a Lufa-Lufa, porque muitos deles quiseram ver Zacharias Smith, que joga como Artilheiro no time da Lufa-Lufa, punido por seus comentários no jogo de abertura contra a Sonserina.&lt;br /&gt;Harry, entretanto, nunca tinha estado menos interessado em Quadribol; ele estava tornando-se obcecado com Draco Malfoy. Continuava verificando o Mapa do Maroto sempre que tinha chance, às vezes fazia rotas por onde Malfoy parecia estar, mas ainda não o tinha visto fazendo nada fora do normal. E ainda havia aqueles momentos inexplicáveis em que Malfoy simplesmente desaparecia do Mapa. . .&lt;br /&gt;Mas Harry não teve muito tempo para pensar no problema, como tantos treinos de Quadribol, deveres e o fato de agora ele estar sendo perseguido por Cormac McLaggen e Lilá Brown onde quer que ele fosse.&lt;br /&gt;Ele não podia escolher qual dele era mais irritante. McLaggen prosseguiu com suas sugestões que ele seria um Goleiro permanente muito melhor para a equipe do que Rony, e agora que Harry o via jogar constantemente, ele começava a concordar com ele; ele também não parava de criticar os outros jogadores e fornecer a Harry esquemas de treinamento detalhados, de modo que Harry fosse forçado mais de uma vez a lembrá-lo quem era capitão.&lt;br /&gt;Entrementes, Lilá ficava rodeando Harry para discutir sobre Ron, o que Harry descobriu ser tão desgastante quanto as aulas de Quadribol de McLaggen. No início, Lilá tinha se irritado porque ninguém tinha dito a ele que Rony estava na Ala Hospitalar. "Que dizer, eu sou sua namorada!" – mas agora ele já havia perdoado Harry sobre isso e estava decidida a ter longos bate-papos sobre os sentimentos de Rony, uma experiência tão desagradável que Harry a deixaria de lado com felicidade.&lt;br /&gt;"Sabe, porque não você conversa com Rony sobre tudo isso?" Harry pediu, depois que ela fez um interrogatório bem longo sobre desde um relatório preciso sobre o que Rony tinha dito sobre suas novas vestes para dormir até saber se Rony considerava o seu relacionamento com Lilá “sério”.&lt;br /&gt;"Bem, eu conversaria, mas está sempre adormecido quando vou vê-lo!" Lilá disse de mau humor.&lt;br /&gt;"É?" Harry disse, surpreendido, ele tinha achado Rony bem alerta todas as vezes que tinha sido até a Ala Hospitalar, perfeitamente interessado nas notícias da briga de Dumbledore e Snape e nos abusos de McLaggen.&lt;br /&gt;"Hermione Granger continua visitando-o?" Lilá exigiu de repente.&lt;br /&gt;"Sim, eu acho que sim. Bem, eles são amigos, não são?" Harry disse incômodo.&lt;br /&gt;"Amigos, não me faça rir," disse Lilá, zombando. "Não fala com ele desde que ele começou sair comigo! Mas eu suponho que ela queira voltar a falar com ele agora que ele está todo interessante..."&lt;br /&gt;"Você diria que estar envenenado é interessante?" Harry perguntou. "De qualquer maneira – desculpe, tenho que ir – lá vem McLaggen para uma ótima conversa sobre Quadribol," disse Harry apressadamente, e entrou por uma porta que parecia ser parte da parede e seguiu pelo atalho que o para a sala de Poções onde, ainda bem, nem Lilá nem McLaggen poderiam segui-lo.&lt;br /&gt;Na manhã do jogo de Quadribol contra Lufa-Lufa, Harry passou na Ala Hospitalar antes de se dirigir para o campo. Rony estava muito agitado; Madame Pomfrey não o deixaria ir para o campo ver a partida, sentindo que ele se excitaria demais.&lt;br /&gt;"Então, como McLaggen está se saindo?" perguntou a Harry nervosamente, aparentemente esquecendo-se de que já tinha feito a mesma pergunta duas vezes.&lt;br /&gt;"Eu já te disse," disse Harry pacientemente, "Ele poderia ser o melhor do mundo e eu não iria querer mantê-lo. Ele fica tentando dizer a todos o que fazer, ele pensa que poderia jogar em cada posição melhor do que cada um de nós. Eu mal posso esperar para me livrar dele. E falando de se livrar das pessoas," Harry adicionou, se levantando e pegando sua Firebolt, "Você irá parar de fingir estar dormindo quando Lilá vier vê-lo? Ela está me deixando louco."&lt;br /&gt;"Oh," disse Ron, parecendo encabulado. "Sim. Tudo bem."&lt;br /&gt;"Se você não quer sair mais com ela, apenas diga isso para ela," disse Harry.&lt;br /&gt;"É... Bem... Não é tão fácil, não é?" Ron disse. Pausou. "Hermione vem aqui antes do jogo?" disse ocasionalmente.&lt;br /&gt;"Não, ela já desceu com a Gina."&lt;br /&gt;"Ah," disse Rony, parecendo um pouco abatido. "Certo. Bem, boa sorte. Espero que você acabe com McLag - digo, Smith."&lt;br /&gt;"Eu vou tentar," disse Harry, segurando sua vassoura. "Te vejo depois do jogo."&lt;br /&gt;Ele se apressou para baixo através dos corredores desertos; a escola inteira estava lá fora, esperando no estádio ou logo abaixo dele. Estava olhando fora da janela por onde ele passava, tentando calcular quanto vento eles enfrentariam, quando um ruído adiante o fez se virar e ele viu Malfoy que andava em sua direção, acompanhado de duas garotas, as duas parecendo mal-humoradas e rancorosas.&lt;br /&gt;Malfoy parou brevemente ao ver Harry, então deu um riso curto, sem graça e continuou andando.&lt;br /&gt;"Aonde você vai?" Harry exigiu.&lt;br /&gt;"É, eu realmente vou te contar, porque é da sua conta, Potter," Malfoy zombou. "Você deveria correr, eles estão esperando o 'Capitão Escolhido ' - 'O Menino que Marcou ' – ou seja lá como eles estão te chamando agora."&lt;br /&gt;Uma das meninas deu uma risadinha sem graça. Harry olhou fixamente para ela. Ela corou. Malfoy deu um empurrão em Harry e ele e seus amigos continuaram andando em passo rápido, virando uma esquina e desaparecendo de vista.&lt;br /&gt;Harry ficou parado onde estava e prestando atenção até que eles desaparecessem. Isto o estava enfurecendo; já estava na hora da partida começar e ainda havia Malfoy, saindo de fininho enquanto todos estavam fora da escola: a melhor possibilidade de Harry de descobrir o que Malfoy estava aprontando. Passaram segundos silenciosos, e Harry permaneceu onde estava, congelado, olhando para lugar onde Malfoy tinha desaparecido...&lt;br /&gt;"Onde você esteve?" Gina reclamou, enquanto Harry entrava nos vestiários. A equipe inteira já estava com os uniformes e prontos; Coote e Peakes, os batedores, estavam batendo seus tacos na perna de tão nervosos.&lt;br /&gt;"Eu me encontrei com Malfoy," Harry a disse em voz baixa, enquanto enfiava as vestes escarlates por sua cabeça.&lt;br /&gt;"Então eu quis saber o que ele estava fazendo subindo para o castelo com duas garotas enquanto todos estão aqui embaixo..."&lt;br /&gt;"Isso é realmente importante agora?"&lt;br /&gt;"Bem, eu não fui lá descobrir, fui?" Harry disse, segurando sua Firebolt e arrumando seus óculos. "Vamos então!"&lt;br /&gt;E sem outra palavra, marchou para o campo aos aplausos e vaias ensurdecedoras.&lt;br /&gt;Havia pouco vento; nuvens irregulares; a cada segundo haviam flashes de luz brilhante do Sol.&lt;br /&gt;"Circunstâncias complicadas!" McLaggen disse estimulante à equipe. "Coote, Peakes, vocês vão ter que voar fora do Sol, senão não vão ver-"&lt;br /&gt;"Eu sou o capitão, McLaggen, pare de lhes instruções," disse Harry irritadamente. "Só voe para os aros!"&lt;br /&gt;Uma vez que McLaggen tinha saído fora, Harry se virou para Coote e Peakes.&lt;br /&gt;"Certifiquem-se de voar fora do sol," ele lhes disse relutante.&lt;br /&gt;Apertou a mão do capitão da Lufa-Lufa, e então, com o apito da Madame Hooch, o soltou e levantou-se no ar, mais alto que o resto de sua equipe, voando pelo campo em busca do pomo de ouro. Se ele o pegasse rápido, haveria a possibilidade de ele voltar logo ao castelo, pegar o Mapa do Maroto, e descobrir o que Malfoy estava fazendo...&lt;br /&gt;"E aquele é Smith da Lufa-Lufa com a Goles," disse uma voz sonhadora, ecoando pelo estádio. "Ele foi o comentarista na última vez, naturalmente, e Gina Weasley vai em sua direção, provavelmente de propósito, pelo menos parecia que sim. Smith foi completamente rude sobre a Grifinória, Eu espero que ele mude de opinião agora que está jogando contra eles - oh, veja, ele perdeu a Goles, Gina a tirou dele. Eu gosto dela, ele é uma boa garota... "&lt;br /&gt;Harry olhou fixamente para baixo no podium do comentarista. Certamente ninguém em sã consciência deixaria Luna Lovegood comentar? Mas mesmo de tão longe não havia como confundir aquele cabelo longo, loiro-sujo, nem o colar de tampas de cortiça de Cerveja Amanteigada. Ao lado de Luna, a professora McGonagall estava parecendo ligeiramente incômoda, pensando duas vezes sobre a sua escolha.&lt;br /&gt;"... mas agora esse jogador grande da Lufa-Lufa pegou o Goles do, bem, eu não consigo lembrar seu nome, é algo como Bibble – Não, Buggins-”.&lt;br /&gt;"É Cadwallader!" disse a Professora McGonagall em voz alta ao lado de Luna. A multidão riu.&lt;br /&gt;Harry olhou fixamente ao redor procurando pelo pomo; não havia nenhum sinal dele. Momentos mais tarde, Cadwallader havia marcado. McLaggen criticando e gritando com Gina por ela ter perdido a Goles, e com isso ele não tinha o tinha visto a grande esfera vermelha passando zunindo em sua orelha direita.&lt;br /&gt;"McLaggen, preste atenção naquilo que você tem que fazer e esqueça os outros!" Harry gritou, se virando para encarar o seu Goleiro.&lt;br /&gt;"Você não está sendo um grande exemplo!" McLaggen gritou em resposta, seu rosto vermelho e furioso.&lt;br /&gt;"E Harry Potter tem uma discussão com seu goleiro," disse Luna serenamente, enquanto alunos da Lufa-Lufa e da Sonserina na multidão aplaudiam e zombavam. "Eu não acho que isso o ajudará a encontrar o pomo, mas talvez seja um artifício inteligente...”.&lt;br /&gt;Xingando irritadamente, Harry girou para o chão e em volta do campo novamente, fazendo a varredura dos céus por algum sinal da minúscula e alada esfera dourada.&lt;br /&gt;Gina e Demelza marcaram um gol cada, dando aos defensores vestindo vermelho e dourado abaixo de algo para se animarem. Então Cadwallader marcou outra vez, deixando as coisas iguais, mas Luna não pareceu ter observado; parecia mais interessada nas coisas terrestres que no placar, atraindo de forma interessante à atenção da multidão com coisas nebulosas, como a possibilidade de que Zacharias Smith, que tinha falhado em manter a posse da Goles por mais tempo do que um minuto, sofria xingamentos como "perdedor Lurgy?”&lt;br /&gt;"Setenta a quarenta para Lufa-Lufa!" professora McGonagall anunciou no megafone de Luna.&lt;br /&gt;"Já?" Luna disse vagamente. "Olhem! O goleiro da Grifinória segurou um arremesso do batedor."&lt;br /&gt;Harry girou no ar. Sem dúvidas, McLaggen, para as razões melhor conhecidas por ele mesmo, tinha puxado o seu bastão de Peakes e tinha parecido demonstrar como bater um Balaço para próximo de Cadwallader.&lt;br /&gt;"Você devolverá a ele seu bastão e volte para os postes do gol!" Harry rugiu, indo em direção a McLaggen quando McLaggen acertou com uma forte pancada um balaço nele.&lt;br /&gt;Cegueira, dor nauseante... Um flash de luz. . Gritos distantes. . . E a sensação de estar caindo em um túnel longo. .&lt;br /&gt;E a próxima coisa Harry soube, que ele estava deitado em uma quente e confortável cama e olhando acima em uma lâmpada que jogava um círculo de luz dourada em um teto sombreado. Levantou sua cabeça desastradamente. Em sua esquerda havia um olhar familiar, de uma pessoa sardenta, com cabelo ruivo.&lt;br /&gt;"Legal uma visitinha," disse Rony, sorrindo.&lt;br /&gt;Harry piscou e olhou ao redor. Naturalmente: Estava na ala hospitalar. A parte externa do céu era índigo listado com vermelho. A partida devia ter terminado horas atrás... Como teve toda a esperança de encurralar Malfoy. Cabeça de Harry estava estranhamente pesada; levantou uma mão e sentiu um turbante duro de bandagens.&lt;br /&gt;"O que aconteceu?"&lt;br /&gt;"Rachou o crânio," disse Madame Pomfrey, apressando-se e empurrando o para trás de encontro a seu travesseiro. "Nada para preocupar-se, eu reparei-o imediatamente, mas eu estou mantendo-o durante a noite. Você não deve fazer esforço por algumas horas."&lt;br /&gt;"Eu não quero permanecer aqui de noite," disse Harry irritadamente, sentando-se. "Eu quero encontrar McLaggen e matá-lo."&lt;br /&gt;"Eu estou receosa que isto exigiria esforço excessivo, '" disse Madame Pomfrey, empurrando o firmemente para trás na cama e levantando sua varinha de uma maneira ameaçadora. "Você permanecerá aqui até que eu o dispense, Potter, ou eu chamarei o diretor."&lt;br /&gt;Apressou-se de volta para seu escritório, e Harry afundou-se para trás em seus travesseiros, fumegando.&lt;br /&gt;"Você sabe me dizer de quando nós perdemos?" perguntou a Rony com os dentes cerrados.&lt;br /&gt;"Bem, sim eu sei," disse Rony se justificando. "O placar final foi trezentos e vinte a sessenta."&lt;br /&gt;"Brilhante," disse Harry brutamente. "Realmente brilhante! Quando eu pegar McLaggen-"&lt;br /&gt;"Você não quer pegá-lo, ele é do tamanho de um troll," disse Rony razoavelmente. "Pessoalmente, eu penso que há muito ser feito para enfeitiçá-lo com coisa do Príncipe de unha do dedo do pé. De qualquer forma, o resto do time deve tratar disso com ele antes que você consiga sair daqui, eles não estão felizes...”&lt;br /&gt;Havia um tom tristemente abafado na alegria de Rony; Harry não poderia dizê-lo que não estava excitado que McLaggen tivesse arrebentado tão gravemente. Harry colocou, olhando fixamente para as luzes no teto, seu crânio recentemente emendado que não doía, precisamente, mas sentia se ligeiramente inconfortável debaixo de toda bandagem.&lt;br /&gt;"Eu pude ouvir o comentário da partida daqui," disse Rony, sua voz se agitando com uma gargalhada. “Eu esperava que Luna sempre comentasse, mais agora... Lurgy Perdedor...”&lt;br /&gt;Mas Harry estava ainda demasiado irritado para ver humor na situação, e após Rony urrava abaixado.&lt;br /&gt;"Gina veio visitá-lo enquanto você estava inconsciente," disse, depois que uma pausa longa, e a imaginação de Harry voou baixo, construindo rapidamente uma cena em que Gina, chorando sobre sua forma sem vida, confessando seus sentimentos de atração profunda por ele quando Rony lhes dava sua benção. .  "Ela contou que você chegou justamente na hora para a partida. Como chegou? Você saiu daqui cedo o bastante."&lt;br /&gt;"Oh...” Harry disse, a medida que a cena dentro de seu coração explodia. "Sim... bem, eu vi Malfoy se esquivando com um par de garotas que pareciam não quererem estar com ele, e aquela foi a segunda vez que certamente ele não desceu para o campo de Quadribol com o resto da escola; ele abandonou a ultima partida também, recorda?" Harry suspirou. “Eu desejava segui-lo agora, a partida foi um fiasco..."&lt;br /&gt;"Não seja estúpido," disse Rony agudamente. "Você não poderia ter perdido a partida de Quadribol apenas para seguir Malfoy, você é o capitão!"&lt;br /&gt;"Eu queria saber o que ele está tramando," disse Harry. "E não diga isso está tudo em minha cabeça, não após o que eu ouvi entre ele e Snape -"&lt;br /&gt;"I nunca disse estava tudo em sua cabeça," disse Rony, inclinando para frente com os cotovelos e franzindo as sobrancelhas para Harry, "mas não há nenhuma régua dizendo que somente uma pessoa de cada vez pode conspirar qualquer coisa neste lugar! Você está começando ser um bocado obsessivo com Malfoy, Harry. Eu digo, pensando sobre faltar na partida apenas para segui-lo...”&lt;br /&gt;"Eu quero pegá-lo!" Harry disse com frustração. "Eu penso, onde está que vai quando desaparece do mapa?"&lt;br /&gt;"Eu não sei... Hogsmeade?" Rony sugeriu, bocejando.&lt;br /&gt;"Eu nunca o vi em nenhuma passagem secreta do mapa. Eu pensei que eles estavam sendo observados de qualquer maneira?"&lt;br /&gt;"Bom então, eu não sei," disse Rony.&lt;br /&gt;O silêncio caiu entre eles. Harry olhou fixamente acima no círculo da luz da lâmpada, pensando. . .&lt;br /&gt;Se apenas ele tivesse o poder de Rufus Scrimgeour, poderia ser capaz de ficar na cola de Malfoy, mas infelizmente Harry não tinha um escritório cheio de Aurores em seu comando. . . Pensou rapidamente em tentar ajustar a A.D., mas havia outra vez o problema que as pessoas estariam faltosos das lições; a maioria delas, apesar de tudo, tiveram ainda horários cheios. . .&lt;br /&gt;Havia um baixo barulho de ronco na cama de Rony. Quando a Madame Pomfrey saiu de seu escritório, desta vez vestindo um grosso roupão. Era o mais fácil fingir o sono; Harry rolou sobre em seu lado e escutou todas as cortinas se fecharam enquanto balançava a varinha dela. As lâmpadas escureceram, e retornou a seu escritório; ouviu o clique da porta atrás dela e soube que fora dormir.&lt;br /&gt;Esta era, Harry refletiu na escuridão, a terceira vez que ele tinha sido trazido à ala hospitalar por causa de um ferimento no Quadribol. Na última vez tinha caído sua vassoura devido à presença dos dementadores em torno do campo, e a vez anterior, todos os ossos tinham sido removido de seu braço pelo professor incuravelmente sem aptidão Lockhart... Aquele havia sido seu ferimento mais doloroso... Pelo ele recordava a agonia de crescer um dos ossos do braço em uma noite, um desconforto não facilitado pela chegada de um visitante inesperado no meio do -&lt;br /&gt;Harry se sentou ereto, seu coração golpeando, seu oblíquo turbante de bandagem. Teve a solução finalmente: Havia uma maneira de Malfoy ser seguido - como ele poderia se ter esquecido, porque não pensou nele antes?&lt;br /&gt;Mas a pergunta era, como chamá-lo? Que você fez? Quietamente, temporariamente, Harry falou na escuridão.&lt;br /&gt;"Monstro?"&lt;br /&gt;Houve um estalo muito alto, e os sons de briga e de rangidos encheram o quarto silencioso. Rony acordou com um uivo.&lt;br /&gt;"O que está havendo -?"&lt;br /&gt;Harry apontou sua varinha apressadamente para a porta do escritório de Madame Pomfrey e murmurou, "Muffliato!" para que ela não viesse correndo. Então ele mexeu à extremidade de sua cama para um olhar melhor no que estava acontecendo.&lt;br /&gt;Dois elfos-domésticos estavam rolando no assoalho no meio do dormitório, um que estava vestindo um colete marrom encolhido e vários chapéus de lã e outro, um pano velho sujo amarrado sobre seus quadris como uma tanga. Então houve um outro estrondo alto, e Pirraça o poltergeist apareceu no ar acima dos acima dos elfos lutando.&lt;br /&gt;"Eu estava assistindo isso, Potty!" ele disse a Harry com raiva, apontando na luta abaixo, antes de deixar sair uma alta gargalhada. "Olhe a briga das criaturas das crianças, morde, morde ele, soco, soco -"&lt;br /&gt;"Monstro não insultará Harry Potter na frente do Dobby, de jeito nenhum , ou o Dobby fechará a boca de Monstro para ele!" Dobby gritava numa voz aguda.&lt;br /&gt;"- Chute, arranhe!" gritava pirraça feliz, agora atirando um punhado de giz nos elfos para enfurecê-los mais e mais. "Atice, belisque!"&lt;br /&gt;"Monstro dirá o que acha sobre seu mestre, o oh sim, e que mestre é, o amigo imundo de sangues-ruins, oh, o que mestra de pobre Monstro diz -?"&lt;br /&gt;Exatamente a mestras de Monstro diria, eles não souberam, porque naquele momento Dobby do momento afundou seu nodoso punho na boca de Monstro e arrancou metade de seus dentes. Harry e Rony pularam fora de suas camas e apartaram os dois elfos para longe, embora continuassem a tentar e voltar e se atracar, atiçados por pirraça, que dançava em torno da lâmpada gritando, "enfia seus dedos no nariz dele, arranca o couro e puxa as orelhas-"&lt;br /&gt;Harry apontou sua varinha para pirraça e disse, "Langlock!" Pirraça segurou sua garganta, engasgado, e desceu do quarto que faz gestos obscenos mas incapaz de falar, devido ao fato que sua língua tinha sido colada ao céu de sua boca.&lt;br /&gt;"Legal," disse Rony com reconhecimento, levantando Dobby no ar de modo que seus membros não tivessem mais contato com Monstro. "Aquele foi um outro feitiço do príncipe, não foi?"&lt;br /&gt;"Sim," disse Harry, torcendo o braço de Monstro deixando-o imobilizado. "Certo - eu estou proibindo-os de lutarem entre si. Bem, monstro, você está proibido de lutar o Dobby. Dobby, eu sei que eu não posso lhe dar ordens-"&lt;br /&gt;"Dobby é um elfo-doméstico livre e pode obedecer qualquer um que gostar e o Dobby fará o que Harry Potter querer que fazer!" Dobby disse, com lágrimas escorrendo em sua pequena e enrugada face e em seu colete.&lt;br /&gt;"Certo então," disse-o Harry, e ele e Rony liberaram os elfos, que caíram no assoalho mas não continuaram lutando.&lt;br /&gt;"O mestre chamou-me?" Monstro resmungou, afundando-se em uma curva enquanto deu a Harry um olhar que lhe desejasse claramente uma morte dolorosa.&lt;br /&gt;"Sim, eu chamei," disse Harry, olhando de relance para a porta do escritório da Madame Pomfrey para certificar-se de que o feitiço Muffliato funcionasse ainda; não havia nenhum sinal que tinha ouvido alguma perturbação. "Eu tenho um trabalho para você."&lt;br /&gt;"Monstro fará o que mestre querer," disse Monstro, afundando-se assim baixo que seus lábios tocaram quase em seus retorcidos dedos do pé, "porque Monstro não tem nenhuma escolha, mas Monstro está envergonhado de ter tal mestre, sim -"&lt;br /&gt;"Dobby o faz, Harry Potter!" Dobby rangeu, seus olhos do tamanho de bolas de tênis ainda nadando em lágrimas. "Dobby seria honrado em ajudar Harry Potter!"&lt;br /&gt;"Voltando a pensar nisso, seria bom ter ambos vocês," disse Harry. "Combinado então... Eu os quero na cola de Draco Malfoy."&lt;br /&gt;Ignorando o olhar da surpresa e de irritação misturados na cara de Rony, Harry continuou, "eu quero saber onde ele está indo, com quem ele está se encontrando, e o que ele está fazendo. Eu quero que vocês o sigam 24 horas por dia."&lt;br /&gt;"Sim, Harry Potter!" disse Dobby imediatamente, seus olhos grandes brilhavam de excitação. "E se o Dobby tiver um erro, o Dobby jogar-se fora da torre mais alta, Harry Potter!"&lt;br /&gt;"Não haverá nenhuma necessidade para isto," disse Harry apressadamente.&lt;br /&gt;"Mestre quer que mim siga o mais novo dos Malfoy?" Monstro resmungou. "Mestre quer mim espiar o puro-sangue sobrinho neto da minha velha mestra?"&lt;br /&gt;"Exatamente," disse Harry, prevendo um grande perigo e determinando imediatamente. "E você é proibido de avisá-lo, Monstro, ou para mostrar-lhe o que você está fazendo, ou para lhe falar sobre algo, ou para lhe escrever mensagens ou... ou o contatar de alguma maneira. Entendido?"&lt;br /&gt;Ele pensou que poderia ver Monstro se esforçando para ver uma brecha nas instruções que ele tinha acabado de dar e esperou. Após um momento ou dois, e para a grande satisfação de Harry, Monstro curvou se profundamente outra vez e disse, com amargo ressentimento, o "mestre pensa em tudo, e Monstro deve obedeces-lho mesmo que Monstro muito preferir ser o empregado do garoto Malfoy, oh sim..."&lt;br /&gt;"Está esclarecido então,” disse Harry. "Eu quero relatórios regulares, mas certifiquem-se de que eu não esteja cercado de pessoas quando isso acontecer. Rony e Hermione são permitidos. E não digam a ninguém o que vocês estão fazendo. Cravem em Malfoy como um par de verrugas."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Blog para a traduç?o do Half-Blood Prince - Divirtam-se!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14610381-112198047572400315?l=traducaohpb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112198047572400315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112198047572400315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traducaohpb.blogspot.com/2005/07/captulo-19.html' title='Capítulo 19'/><author><name>Tradutora HP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17872629631848116516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.odfhp.com/quick_livro6.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381.post-112185534349266279</id><published>2005-07-20T07:28:00.000-03:00</published><updated>2005-07-22T15:25:41.073-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 18</title><content type='html'>Capítulo 18 - Surpresas de Aniversário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte Harry confiou a Rony e Hermione a tarefa que Dumbledore tinha dado a ele, embora separadamente, pois Hermione ainda se recusava a tolerar a presença de Rony por mais tempo do que o necessário para lhe dar um olhar de desprezo. Rony pensou que era improvável que Harry tivesse problemas com Slughorn afinal "Ele te ama!" disse ele depois do café da manhã, abanando um garfo cheio de ovos fritos. "Não recusará nada a você, não é mesmo? Não ao seu pequeno Príncipe das Poções. Você só precisa esperar depois da aula da tarde e perguntá-lo." Hermione, entretanto, deu um olhar desanimador. "Ele deve estar determinado a esconder o que realmente aconteceu, se Dumbledore não foi capaz de tirar isso dele" ela disse em voz baixa, enquanto estavam no pátio deserto e cheio de neve durante o intervalo. "Horcruxes...Horcruxes... Eu nunca ouvi nada sobre elas." "Você não ouviu?" Harry estava desapontado; ele havia esperado que Hermione pudesse lhe dar uma dica do que eram Horcruxes. "Devem ser Artes das Trevas realmente avançadas, pois senão porque Voldemort iria querer saber sobre elas? Eu acho que será difícil conseguir a informação,Harry, você terá que agir com muita cautela ao se aproximar de Slughorn, pensar numa estratégia..." "Rony disse que eu deveria simplesmente me atrasar na saída da aula de Poções esta tarde..." "Oh, claro, se "Won-Won" pensa assim, é melhor faze-lo!" ela disse, explodindo mais uma vez "Além do mais, quando foi que a opinião de 'Won-Won' foi errada?" "Hermione, você não poderia..." "Não!" Ela disse com raiva, e se afastou violentamente, deixando Harry sozinho e atolado na neve. As aulas de Poções eram bastante incômodas, pois Harry, Rony e Hermione compartilhavam a mesma mesa. Hoje, Hermione havia levado seu caldeirão pela mesa de modo que ficasse perto de Ernie, e ignorou Harry e Rony. "O que você fez?" Rony murmurou para Harry, olhando o perfil arrogante de Hermione. Mas antes que Harry pudesse responder, Slughorn estava solicitando o silêncio em frente à classe. "Sentem-se, sentem-se, por favor! Rápido, agora, temos muito trabalho pela frente esta tarde! A terceira lei de Golpalott, alguém pode me dizer qual é? A senhorita Granger pode, com certeza." Hermione recitou em alta velocidade: "A terceira Lei de Golpalott diz que o antídoto para um veneno será igual à soma dos antídotos para cada um dos componentes que o compõe." "Precisamente!" disse Slughorn radiante "Dez pontos para Grifinória! Agora,se nós aceitarmos que a terceira Lei de Golpalott é verdade.." .Harry estava aceitando que a palavra de Slughorn sobre essa terceira Lei de Golpalott era verdadeira, porque ele não havia entendido nada dela. Ninguém além de Hermione pareceu entender o que Slughorn disse depois, também. "... Que significa, claro que assumindo que nós venhamos a conseguir a identificação correta dos ingredientes pela Scarpin Relelaspell, nosso primeiro alvo não é simplesmente selecionar antídotos para os ingredientes da mesma, mas encontrar o componente adicionado que, por um processo quase químico, transforme esses elementos..." Rony estava sentado ao lado de Harry com a boca meio-aberta, olhando fixamente seu novo livro de Poções Avançadas. Rony continuava sem lembrar de que não poderia confiar em Hermione para socorre-lo quando não entendesse o que estava acontecendo. "E então" finalizou Slughorn "eu quero que cada um de vocês venha aqui e pegue um desses frascos em minha mesa. Vocês criarão antídotos para o veneno dentro dele antes do fim da aula. Boa sorte, e não se esqueçam de suas luvas protetoras." Hermione deixou seu assento e já havia caminhado a metade do caminho em direção à mesa de Slughorn antes que o resto da turma compreendesse que deviam se mover,e quando Harry, Rony e Ernie retornaram à mesa, ela já havia virado o conteúdo de seu frasco no caldeirão, e estava acendendo o fogo embaixo dele "É uma pena que o Príncipe não poderá ajuda-lo muito nisto, Harry." Ela disse de maneira vivaz enquanto se e endireitava. "Você tem que entender os princípios envolvidos desta vez. Nada de atalhos ou fraudes!" Irritado, Harry abriu o veneno que tinha pegado na mesa de Slughorn, que era de uma aparência rosa extravagante, a derrubou em seu caldeirão e acendeu o fogo abaixo dele. Ele não fazia idéia do que deveria fazer a seguir. Olhou de relance para Rony, que o observava de esguelha, copiando tudo o que Harry fazia.- Você está certo de que o Príncipe não deixou nenhum palpite? - Rony resmungou para Harry.Harry pegou sua cópia de confiança de Poções Avançadas e abriu no capítulo sobre Antídotos. Lá estava a terceira Lei de Golpalott, explicada com todas as palavras que Hermione havia recitado, mas nenhuma singela dica pela mão de Príncipe explicando o que significava. Aparentemente o Príncipe, como Hermione, não tinha dificuldades em entender aquilo.- Nada. - Disse Harry melancolicamente.Hermione estava agora acenando sua varinha entusiasticamente sobre o seu caldeirão. Infelizmente, eles não poderiam copiar o feitiço que esta estava fazendo porque ela agora dominava tão bem os feitiços não verbais que ela não precisou mencionar as palavras em voz alta. Ernie Macmillan, entretanto,murmurava "Specialis Revelio!" sobre seu caldeirão, o que soou impressivo, então Harry e Rony rapidamente o imitaram.Levou somente cinco minutos para que Harry compreendesse que sua reputação como o melhor aluno de poções da classe se espatifava ao redor de si. Slughorn tinha examinado o seu caldeirão esperançosamente em sua primeira inspeção pela masmorra, preparado para exclamar deliciado como sempre, e havia retirado sua cabeça rapidamente, tossindo, ao sentir o cheiro de ovos podres sobre si.A expressão de Hermione não poderia estar mais satisfeita; ela havia odiado não se destacar em cada aula de Poções. Ela estava agora decantando os misteriosos ingredientes separados de seu veneno em dez frascos de cristal diferentes. Mais para evitar essa visão irritante do que por qualquer outra coisa, Harry inclinou-se sobre o livro de Príncipe, virando algumas páginas com força desnecessária.E lá estava, rabiscado através de uma longa linha de antídotos.Apenas empurre um bezoar pelas suas gargantas.Harry fitou as palavras longamente. Ele não havia ouvido, há muito tempo, sobre bezoar? Snape não havia mencionado eles na primeira aula de Poções? Uma pedra tirada do estômago de uma cabra, que o livrará da maioria dos venenos".Não era uma resposta para o problema de Golpalott, e se Snape ainda fosse o seu professor, Harry não ousaria faze-lo, mas este era um momento para medidas desesperadas.Ele foi em direção ao armário de estoques e, empurrando para o lado os chifres de unicórnio e um emaranhado de ervas ressecadas, encontrou, bem no fundo, uma pequena caixa onde se lia a palavra "Bezoar".Ele abriu a caixa exatamente quando Slughorn avisou: "Mais cinco minutos, pessoal!" Dentro dela havia uma dúzia de objetos marrons enrugados, parecendo mais rins secos do que pedras. Harry apanhou um, devolveu a caixa para o armário e voltou apressado ao seu caldeirão. "O tempo acabou!" Disse Slughorn animadamente. "Bem, vamos ver o que vocês conseguiram fazer! Blaise... O que você tem para mim?" Lentamente, Slughorn se moveu pela sala, examinando os vários antídotos. Ninguém havia conseguido terminar a tarefa, embora Hermione estivesse tentando meter a força alguns poucos ingredientes em sua garrafa antes de Slughorn a alcançar.Rony havia desistido completamente, e estava tentando meramente parar de respirar os aromas pútridos que saíam de seu caldeirão. Harry permaneceu esperando, o bezoar seguro em uma mão ligeiramente suada. Slughorn alcançou a última mesa. Cheirou a poção de Ernie e passou sobre Rony com uma careta. Ele não se demorou no caldeirão de Rony, mas se afastou rapidamente,ligeiramente nauseado. "E você, Harry." Ele disse "O que você tem para me mostrar?" Harry mostrou sua mão, o bezoar repousando em sua palma. Slughorn olhou para baixo por dez longos segundos. Harry imaginou, por um momento, se ele iria gritar com ele. Então ele jogou sua cabeça para trás e explodiu em gargalhadas. "Você é ousado, garoto!" explodiu ele, pegando o bezoar e mantendo-o no alto para que toda a classe pudesse ver. "Oh, você é como sua mãe... Bem, eu não posso criticá-lo... Um bezoar certamente agiria como antídoto para todas estas poções!" Hermione, com a face suada e fuligem em seu nariz, ficou lívida. Seu antídoto não terminado, compreendendo cinqüenta e dois ingredientes, incluindo um chumaço do seu próprio cabelo, borbulhou lentamente atrás de Slughorn, que só tinha olhos para Harry. "E você pensou no bezoar sozinho, não pensou, Harry?" Ela perguntou por entre os dentes. "Este é o espírito que um verdadeiro fazedor de poções precisa!" Disse Slughorn alegremente, antes que Harry pudesse responder. "Exatamente como sua mãe, ela tinha a mesma compreensão intuitiva fazendo poções, definitivamente você herdou isso de Lílian... Sim, Harry, sim, se você tiver um bezoar à mão, é claro que você fará o truque... Embora eles não funcionem em todos os casos, e sejam muito raros, ainda tem seu valor saber como preparar antídotos." A única pessoa na sala com um olhar mais bravo do que Hermione era Malfoy, que,Harry ficou encantado em observar, havia derramado algo que parecia como um gato doente sobre si mesmo. Antes que qualquer um deles pudesse expressar sua fúria por Harry ficar em primeiro lugar na classe sem fazer nada, entretanto, o sino bateu. "Tempo de guardar o material!" Disse Slughorn. E dez pontos extras para Grifinória pela ousadia!" Ainda rindo, ele voltou gingando para sua mesa à frente da masmorra.Harry ficou para trás, gastando uma grande quantidade de tempo para fechar sua mochila. Nem Rony e nem Hermione lhe desejaram boa sorte quando saíram; ambos lhe dedicaram olhares irritados. Finalmente só havia Harry e Slughorn na sala. "Vamos, agora, Harry, você ficará atrasado para sua próxima aula!" Disse Slughorn amavelmente, estalando os ganchos dourados de sua pasta de couro de dragão. "Senhor," Disse Harry, lembrando-se irresistivelmente de Voldemort "eu queria lhe perguntar algo." Pergunte o que quiser, então, meu querido, pergunte o que quiser. "Senhor, eu queria saber o que você sabe sobre... Sobre Horcruxes?" Slughorn congelou. Seu rosto redondo pareceu afundar dentro de si. Ele umedeceu os lábios e disse asperamente: "O que você disse?" "Eu perguntei o que sabe sobre Horcruxes, senhor. O senhor sabe..." "Dumbledore lhe pediu isso!" Sussurrou Slughorn.Sua voz havia mudado completamente. Não era mais genial, e sim chocado, estarrecido. Ele levou a mão ao bolso e retirou um lenço, e esfregou sua testa molhada. "Dumbledore lhe mostrou aquilo - aquela memória!" Disse Slughorn. "Então? Ele não mostrou?" "Sim" Disse Harry, decidindo no momento que era melhor não mentir. "Sim, é claro.' Disse Slughorn, ainda esfregando sua face pálida. "É claro... Bem, se você viu aquela memória, Harry. Você sabe que eu não sei nada - NADA" ele repetiu a palavra com força "sobre Horcruxes." Ele pegou sua pasta de couro de dragão, colocou o lenço no bolso e marchou para a porta da masmorra. "Senhor" Disse Harry desesperadamente. "Eu só pensei que poderia haver um pouco mais daquela memória..." "Pensou?" Disse Slughorn. "Então pensou errado, está ouvindo? ERRADO!" Ele gritou a última palavra e, antes que Harry pudesse dizer qualquer coisa, bateu a porta da masmorra atrás dele.Nem Rony nem Hermione ficaram animados quando Harry lhes contou o desastre da entrevista. Hermione ainda estava chateada por Harry ter triunfado sem fazer o trabalho propriamente. Rony estava ressentido que Harry não tinha passado bezoar escondido para ele nenhum. "Teria parecido estúpido se nós todos tivéssemos feito!" disse Harry irritado. "Olha, eu tinha que tentar amolece-lo para perguntar sobre Voldemort, não tinha?" "Oh! Se contenha!" ele somou irritado, Rony estremeceu ao som do nome. Enfurecido pelo fracasso dele e pela atitude de Rony e Hermione, Harry passou os dias seguintes pensando no que fazer sobre Slughorn. Por enquanto, ele decidiu que ele deixaria Slughorn pensar que ele tinha esquecido totalmente Horcruxes; era certamente melhor para o acalmar, provocando uma falsa antes de voltar ao ataque.Quando Harry deixou de questionar Slughorn novamente, o mestre de Poções retornou ao tratamento afetuoso usual dele, e parecia ter tirado o assunto de sua mente.Harry esperou um convite a uma das pequenas festas de tarde de Slughorn, determinado a aceitá-lo desta vez, mesmo se tivesse que remarcar os treinos de Quadribol. Porém, infelizmente, nenhum convite chegou. Harry conferiu com Hermione e Gina: nenhuma delas tinha recebido convite algum e nem,até onde elas sabiam, ninguém tinha.Harry não podia negar que Slughorn não era tão esquecido quanto parecia, simplesmente ele estava determinado a não dar a Harry nenhuma oportunidade adicional para questioná-lo. Enquanto isso, a biblioteca de Hogwarts tinha falhado com Hermione pela primeira vez. Ela estava tão triste, que até esqueceu que estava irritada por conta do acontecimento com o bezoar. "Eu não achei uma única explicação para o que são Horcruxes!" ela falou. "Nem umazinha! Eu estive olhando na seção proibida e até mesmo nos livros mais horríveis onde eles lhe contam como fabricar as poções mais horrendas - nada! Tudo que eu pude achar foi isto, no Introdução para Magia Mais Má -escute- 'das Horcruxes, a mais maligna das invenções mágicas, nós não falaremos nem daremos receita'... Por que menciona isto, então?"' ela disse impacientemente, enquanto fechava o livro velho batendo-o; ele soltou uma lamúria fantasmagórica. "Oh, cala a boca"' ela resmungou, enquanto colocava o livro na bolsa. A neve derretia ao redor da escola quando fevereiro chegou, o frio foi substituído por uma umidade melancólica. Nuvens cinzentas bem baixas pareciam penduradas em cima do castelo e uma constante chuva fria caindo deixavam os gramados escorregadios e barrentos.Iniciava-se também a primeira aula de Aparatar para os sextanistas, que foi marcada para uma manhã de sábado, de forma que nenhuma das matérias normais fosse atrapalhada, e aconteceria no Grande Salão.Quando o Harry e Hermione chegaram ao Salão (Rony tinha ficado com Lilá),eles perceberam que as mesas haviam desaparecido. A chuva chicoteava contra as janelas altas e o teto encantado se erguia escurecido sobre eles, enquanto se juntavam em frente aos Professores McGonagall, Snape, Flitwick e Sprout - os Chefes das Casas - e um bruxo pequeno, que Harry imaginou ser o Instrutor de Aparatar do Ministério. Ele era anormalmente pálido, com cílios transparentes,cabelo delgado e um ar insubstancial, como se uma única rajada de vento pudesse levá-lo embora. Harry desejou saber se aparecimentos, e constantes reaparições tinham diminuído a matéria dele de alguma maneira, ou se esta forma delicada era a ideal para qualquer um que desejasse desaparecer. "Bom dia", disse o bruxo de Ministério, quando todos os alunos tinham chegado e os Chefes das Casas pediram silêncio. "Meu nome é Wilkie Twycross e eu serei seu Instrutor de Aparatar do Ministério - durante as próximas doze semanas. Eu espero poder prepará-los para seu teste de Aparatar neste período". "Malfoy, fique quieto e preste atenção!" rosnou a Professora McGonagall.Todo mundo olhou em volta. Malfoy tinha ficado de um rosa idiota; ele parecia tão furioso que se afastou de Crabbe, com quem ele estava sussurrando alguma coisa.Harry olhou depressa, para Snape, que parecia muito aborrecido, o que Harry suspeitou ser menos pela falta de Malfoy do que pelo fato de McGonagall ter repreendido um aluno da casa dele. "em algum tempo, muitos de vocês estarão prontos para fazer sua prova," Twycross continuou, como se não tivesse havido nenhuma interrupção. "'Como vocês sabem, é impossível a Aparatar ou Desaparatar dentro de Hogwarts. O Diretor desfez este feitiço, somente dentro do Grande Salão, durante uma hora,para possibilitar nossa prática. Eu devo enfatizar que você não será capaz de Aparatar fora das paredes deste Corredor, e espero que você não seja burro de tentar. Eu gostaria que cada um de vocês se posicionasse agora de tal forma que tenha uns cinco metros de espaço em frente a você." Houve um grande tumulto, na separação das pessoas, elas batiam-se umas nas outras, e organizavam-se erroneamente. Os Chefes das Casas moveram-se entre os estudantes, colocando-os em posição e solucionando problemas. "Harry aonde você pensa que vai?" Hermione perguntou. Mas Harry não respondeu; ele estava se movendo depressa pela multidão, além do lugar onde Professor Flitwick estava tentando posicionar alguns Corvinais, todos querendo estar na frente e, passando pela Professora Sprout,que alinhava as Lufa-Lufas que insistiam em aglomerar-se ao redor de Ernesto Macmillan, ele conseguiu se posicionar na parte de trás da multidão, exatamente atrás de Malfoy que estava tirando proveito do motim geral para continuar a conversa com Crabbe, posicionando-se a cinco pés de distância, mas parecendo revoltado. "Eu não sei quanto mais, certo?"' Malfoy disse a ele, sem perceber que Harry estava logo atrás. "Está levando muito mais tempo do que eu pensei." Crabbe abriu a boca, mas Malfoy pareceu adivinhar o que ele ia dizer. "Olha, não é nenhum segredo o que estou fazendo, Crabbe, você e Goyle mantém uma vigia, é isso que devem fazer!" "'Eu diria a meus amigos o que faria, se eles precisassem manter uma vigilância para mim," Harry disse, alto bastante para Malfoy o ouvir. Malfoy girou, a mão dele agarrando a varinha, mas, nesse preciso momento os quatro Chefes das Casas gritaram, 'Quietos!', e o silêncio reinou novamente. Malfoy virou-se para frente lentamente. "Obrigado" disse Twycross. "Agora então..." Ele balançou sua varinha. Arcos antiquados de madeira apareceram no chão em frente a cada estudante. "As coisas mais importantes para se lembrar quando Aparatar são os três D's!" disse Twycross. "Destino, Determinação, Deliberação! Passo um: fixe sua mente firmemente no destino desejado," Disse Twycross. "Neste caso, o interior de seu arco. Gentilmente, concentre-se agora neste destino." Todo mundo dava uma olhada furtiva, para conferir se os outros estavam fitando seu arco, então rapidamente fizeram como lhes foi falado. Harry contemplou o remendo circular de chão pardo incluído no seu arco e tentou não pensar em nada mais. Isto era impossível, pois ele não podia deixar de pensar no que Malfoy estava fazendo, a ponto de precisar de vigias. "Passo dois," disse Twycross, "foque sua determinação em ocupar o espaço visualizado! Deixe este seu anseio inundar sua mente e partir para cada partícula de seu corpo!" Harry olhou sorrateiramente ao redor. Um pouco a sua esquerda, Ernie Macmillan estava contemplando o arco dele tão firme que sua face tinha ficado rosa; olhava como se estivesse tentando botar um ovo do tamanho de uma Goles. Harry sufocou um riso e rapidamente voltou o olhar ao seu próprio arco. "Passo três," chamou Twycross, "e somente quando eu der o comando... Imaginem aquele mesmo lugar, tentem não sentir mais nada, movendo-se com deliberação. Em meu comando, agora... um" Harry olhou ao redor novamente; muitas pessoas estavam olhando alarmadas,perguntando-se se já iam aparatar tão depressa. Harry tentou fixar os pensamentos dele novamente no arco; ele já tinha esquecido o que três D's representavam. "TRÊS!" Harry girou naquele mesmo lugar, perdeu o equilíbrio e quase caiu. Ele não foi o único. O Salão inteiro estava, de repente, cheio de pessoas cambaleantes; Neville estava caído atrás dele; Ernie Macmillan, por outro lado, tinha feito uma pirueta saltando no arco dele e parecia momentaneamente emocionado, até que viu Dino Thomas que rugindo de tanto rir dele. "Não se distraiam, não se distraiam," disse Twycross secamente, que não parecia estar esperando qualquer coisa melhor. "Ajustem seus arcos, por favor, e para trás em suas posições originais..." A segunda tentativa não foi melhor que a primeira. A terceira foi ruim do mesmo jeito. Nada até a quarta trouxe qualquer acontecimento excitante. Houve um guincho horrível de dor e todo mundo olhou, apavorado, vendo Susan Bones da Lufa-Lufa que cambaleou no arco dela com a perna esquerda parada a cinco pés de distância do lugar de onde ela tinha começado. Os Chefes das Casas foram até a ela; houve um grande estrondo e uma bola de fumaça roxa apareceu, revelando uma Susan que chorava, com a perna no lugar,mas, horrorizada. "A Fraturação ou separação de corpos," disse Twycross desapontado, "acontece quando a mente está insuficientemente determinada. Você tem que se concentrar continuamente em seu destino, e se mover, sem hesitar, mas com deliberação...assim." Twycross pisou adiante, graciosamente girando no mesmo lugar com os braços estendidos e desapareceu em um redemoinho de roupas, enquanto reaparecia na parte de trás do Salão. "Se lembrem dos três D's" ele disse,' e tentem novamente... "1...2...3..." Mas de uma hora depois, e a Fraturação de Susan ainda era coisa mais interessante que tinha acontecido. Twycross não parecia desanimado. Firmando o capote dele ao pescoço, ele somente disse, "Até sábado que vem a todos, e não esqueçam: Destinação. Determinação. Deliberação." Com isso, ele balançou a varinha, e enquanto os arcos desapareciam, saiu do Salão acompanhado pela Professora McGonagall. Conversando, as pessoas se dirigiam para o Salão de Entrada. "O que você fez"' perguntou Harry para Rony, enquanto saíam. "Eu acho que senti algo da última vez que tentei - um formigamento nos pés." "'Eu achei estes treinos muito fáceis, facílimos," disse uma voz atrás deles, e Hermione os olhou, enquanto sorria maliciosamente. "Eu não sentia nada," disse Harry, ignorando a interrupção. "Mas não é isso que me preocupa agora." "O que você quer dizer, que não se preocupa... Você não quer aprender a Aparatar?" disse Rony incrédulo. "Eu não estou interessado, realmente. Eu prefiro voar," disse Harry, enquanto olhava por cima do ombro para ver onde Malfoy estava, e acelerou quando eles entraram no Salão de Entrada. "Olhe, se apresse, vamos, há algo que eu quero fazer..." perplexo, Rony seguiu Harry para a torre da Grifinória correndo. Eles foram temporariamente detidos por Pirraça, que tinha jogado uma porta no quarto andar fechando-o e se recusando deixar qualquer um passar até que atearam fogo às calças dele, mas Harry e Rony simplesmente retrocederam e foram por atalhos já conhecidos. Dentro de cinco minutos, eles estavam entrando pelo buraco do retrato. "Você vai me contar o que nós estamos fazendo, então?" perguntou Rony. "Para cima," disse Harry, cruzando a sala comunal e entrando pela porta para a escadaria dos meninos.O dormitório deles estava, como previsto, vazio. Ele abriu sua mala e começou a procurar algo, enquanto Rony assistia impacientemente. "'Malfoy está usando Crabbe e Goyle como vigias. Ele estava discutindo agora mesmo com Crabbe. Quer saber... aha!" Ele tinha achado, um quadrado dobrado de pergaminho aparentemente em branco que ele abriu e bateu com a varinha. "Eu solene juro que não fazer o bem... Mostre Malfoy!" Imediatamente, o Mapa do Maroto apareceu na superfície do pergaminho. Era um plano detalhado de todo os pisos do castelo e, movendo-se nele, minúsculos,pontos pretos que representavam cada dos ocupantes do castelo. "Me ajude a achar Malfoy," disse Harry rapidamente. Ele pôs o mapa na cama dele, e ele e Rony se apoiaram, enquanto procuravam. "Lá!" disse Rony, depois de um minuto. "Ele está na sala comunal de Sonserina, olhe... com Parkinson, Zabini, Crabbe e Goyle..." Harry olhou para o mapa, desapontado, e o guardou quase que imediatamente. "Bem, vou manter o olho nele de agora em diante nele," disse firmemente. "E no momento que eu o vir espreitando em algum lugar com Crabbe e Goyle, será com a Capa da Invisibilidade que vou descobrir o que ele quer" Ele parou quando Neville entrou no dormitório, trazendo com ele um cheiro forte de material chamuscado, e começou a procurar em sua mala um par limpo de roupas.Apesar da determinação de capturar Malfoy, Harry não teve sorte por todo resto da semana. Embora ele consultasse o mapa tão freqüentemente quanto podia, às vezes fazendo visitas desnecessárias ao banheiro entre as aulas para olhar, ele não viu nenhuma vez Malfoy em lugar suspeito. Realmente, ele notou que Crabbe e Goyle rondavam o castelo sozinhos mais freqüentemente que o usual, às vezes permanecendo parados em corredores desertos, mas sempre Malfoy não só estava longe deles, mas impossível de ser localizado no mapa. Isto era muito misterioso. Harry pensou na possibilidade de Malfoy estar realmente deixando os terrenos escolares, mas não pôde ver como ele poderia faze-lo, devido ao alto nível de segurança que operava agora dentro do castelo. Ele poderia somente supor que pudesse ter perdido Malfoy entre as centenas de pontos pretos minúsculos no mapa. Como Malfoy, Crabbe e Goyle pareciam agir de modo diferente, já que eram normalmente inseparáveis, estas coisas poderiam demonstrar que estavam se afastando. Rony e Hermione, Harry refletiu tristemente, eram prova viva disso. Março não trouxe mudanças no tempo, a não ser o vento, além de úmido.Para indignação geral, uma nota apareceu em todos os quadros de aviso das salas comunais, a próxima viagem a Hogsmeade tinha sido cancelada. Royn estava furioso. "Era no meu aniversário!" disse ele, "estava esperando isso!"' "Não uma surpresa grande, entretanto, é?" disse Harry. "Não depois do que aconteceu a Katie." Ela ainda não tinha voltado do St. Mungus. E ainda mais, tinham sido notificados mais desaparecimentos no Profeta Diário, incluindo vários parentes de estudantes de Hogwarts. "Mas agora tudo que quero é avançar nas lições de Aparatar estúpidas!" disse Rony emburrado. "grande presente de aniversário..." Três lições depois, Aparatar já estava se mostrando bem difícil e mais algumas pessoas tinham se fraturado. A frustração era grande e havia uma certa quantia de piadas sobre Wilkie Twycross e o três D's que tinham inspirado vários apelidos para ele, os mais educados deles eram Respiração de Cachorro e Cabeça de Esterco. "Feliz aniversário Rony", disse Harry, quando eles acordaram no dia primeiro de março enquanto Simas e Dino se levantavam ruidosamente para o café da manhã. "Tenho um presente." Ele jogou um pacote para a cama de Rony onde apareceu uma pequena pilha, Harry assumiu, foram entregues à noite por elfos. "Coragem" disse Rony. Quando ele arrancava o papel, Harry saiu da cama, abriu a própria mala e começou a procurar o Mapa do Maroto que ele escondeu depois de tanto uso. Ele tirou vários de seus pertences e remexeu suas meias nas quais ele ainda estava mantendo a garrafa de sua poção de sorte, Felix Felicis. "Certo" ele murmurou, levando o mapa de volta para cama com ele, batendo e murmurando, "eu juro solenemente não fazer o bem", de modo que Neville,que estava passando próximo à cama dele na hora, não ouvisse. "Legal, Harry!" disse Rony entusiasmado, mexendo no par novo de luvas de goleiro de quadribol que Harry tinha lhe dado. "Sem problemas", disse Harry distraidamente, enquanto ele procurava o dormitório da Sonserina para localizar Malfoy. "É... eu não acho que ele esteja mesmo na cama dele..." Rony não respondeu; ele estava muito ocupado desembrulhando presentes e soltava uma exclamação de prazer de vez em quando.' Sério, este foi um bom ano! ' Ele anunciou, mostrando um relógio de ouro pesado com símbolos estranhos ao redor e estrelas minúsculas se movendo em vez de ponteiros. "Veja o que mamãe e papai me deram! Eu quero ver o que ganharei quando fizer aniversário ano que vem..." "Calma," murmurou Harry, olhando o relógio antes de verificar mais de perto o mapa. Onde Malfoy estava? Ele não parecia estar à mesa da Sonserina no Salão Principal, tomando o café da manhã... Ele não estava em nenhuma parte perto de Snape que estava sentando na sala dele... Ele não estava em quaisquer dos banheiros ou na ala hospitalar... "Quer um?" RonY disse com voz abafada, oferecendo uma caixa de caldeirão de chocolate. "Não obrigado," disse Harry, observando. "Malfoy saiu novamente!" "Não pode ter feito isso," disse Rony, enchendo a boca com o segundo caldeirão,deslizando para fora da cama para se vestir. "Vem. Se você não se apressar terá de aparatar de estômago vazio... Poderia fazer deixar fácil, eu suponho..." Rony olhou pensativo para a caixa de caldeirões de chocolate, então encolheu os ombros e se serviu de um terceiro.Harry bateu no mapa com a varinha, murmurando, "Mal feito - feito,"' entretanto não tinha sido, foi se vestir refletindo. Devia haver uma explicação para os desaparecimentos periódicos de Malfoy, mas ele não podia simplesmente pensar no que poderia ser. O melhor modo de encontra-lo seria o seguindo, mas mesmo com a capa da invisibilidade esta não era uma boa idéia; ele tinha as aulas, prática de quadribol, deveres e aparatação; ele não podia seguir Malfoy pela escola toda sem sua ausência ser notada. "Pronto?" disse ele para Rony. Ele estava a meio caminho da porta do dormitório quando ele percebeu que Rony não tinha se mexido, mas estava apoiado na cama, fitando o lado de fora da janela molhada de chuva com um estranho olhar no rosto. "Rony? O café da manhã." "Eu não tenho fome," Harry olhou para ele. "Você não disse -?" "Bem, certo, eu irei com você," suspirou Rony, "mas eu não quero comer." Harry o olhou, desconfiado. "Você comeu somente meia caixa de caldeirão de chocolate, não foi?" "Não, é que" Rony suspirou novamente. "Você... você não entenderia." "Serei imparcial," disse Harry, embora contrariamente, ele se virou para abrir a porta." "Harry!" disse Rony de repente. "O que?" "Harry, eu não posso fazer isto!" "Você não pode fazer isso que?" perguntou Harry, agora começando, definitivamente, a se sentir alarmado. Rony estava bastante pálido e parecia doente. "Eu não posso deixar de pensar nela!" disse Rony asperamente. O queixo de Harry caiu. Ele não tinha esperado isto e, seguramente, ele não queria ouvir isto. Eles podiam ser amigos, mas se Rony começasse chamando Lilá de "Lili"', ele sairia correndo escada abaixo. "Por que não a procura no café da manhã?" Harry perguntou tentando injetar uma nota de bom senso na conversa. "Ela nem sabe que eu existo," disse Rony com um gesto desesperado. "Ela definitivamente sabe que você existe,"' disse Harry, confuso. "Ela tem ficado com você, não tem?" Rony piscou.' "Sobre quem você está falando?" "Sobre quem você está falando?" Disse Harry, com uma sensação crescente de que toda a razão tinha escapado da conversa. "Romilda Vane," disse Rony suavemente e o rosto inteiro pareceu se iluminar quando ele disse isto, como se batesse um raio da mais pura luz solar. Eles se encararam durante quase um minuto inteiro, antes que Harry dissesse, "Isto é uma piada, certo? Você está brincando. Você está brincando." "Eu acho, Harry, eu acho que eu a amo," disse Rony numa voz estrangulada. "OK," disse Harry e caminhou até Rony que tinha um olhar vítreo e aparência pálida, "OK... diga novamente olhando para mim." "Eu a amo," repetiu Rony. "Tenho visto o cabelo dela, todo negro, brilhante e sedoso... E os olhos dela? Os olhos escuros e grandes dela? E o," "Isto é realmente engraçado e tudo," disse Harry impacientemente, "mas é uma piada, certo? Chega." Ele virou para partir e tinha dado dois passos para a porta quando um soco o acertou na orelha direita. Cambaleando, ele olhou em volta. O punho de Rony preparado, o rosto contorcido de raiva; ele estava a ponto de golpear novamente.Harry reagiu instintivamente; a varinha estava fora do bolso e o encantamento saiu sem um pensamento consciente: "Levicorpus!" Rony gritou quando foi virado mais uma vez; ele oscilou de cabeça para baixo, as vestes penduradas. "O que foi isso?" Harry berrou. "Você a insultou, Harry! Você disse que era uma piada!" gritou Rony que estava ficando com o rosto púrpura lentamente à medida que o sangue descia para a cabeça dele. "Isso é loucura!" disse Harry. "O que aconteceu ?" E então ele viu a caixa aberta na cama de Rony e a verdade o atingiu com a força do bastão de um trasgo... "Onde você conseguiu esses caldeirões de chocolate?" "Eles foram um presente de aniversário!" gritou Rony, remexendo lentamente no ar lutando para se livrar. "Eu lhe ofereci um, não foi?" "Você só os apanhou do chão, não é? Eles tinham caído na minha cama, certo?" "Me deixe ir!" "Eles não caíram na sua cama, você encontrou, você não entende? Eles eram meus,eu os atirei para fora da minha mala quando eu estava procurando o mapa. Eles são os caldeirões de chocolate que Romilda me deu antes de Natal e eles estão cheios de poção do amor!" Mas somente uma palavra disto parecia ter sido registrada por Rony. "Romilda?" Ele repetiu. "Você disse Romilda? Harry, você a conhece? Você pode me apresentar?" Harry encarou Rony vacilando, o rosto agora parecia tremendamente esperançoso e lutou com uma forte vontade de rir. Uma parte dele, a parte da orelha direita que ainda pulsava, tinha um forte desejo de soltar Rony e assistir até os efeitos da poção passar... Mas por outro lado, eles eram amigos, Rony não tinha sido ele mesmo quando o atacou e Harry, pensou que ele mereceria outro soco se ele permitisse que Rony declarasse amor eterno para Romilda Vane. "Sim, eu o apresentarei," disse Harry, pensando rapidamente. "Eu vou te soltar agora, OK?" Ele deixou Rony se chocar contra o chão (a orelha dele doía ainda), mas Rony simplesmente saltou novamente aos pés dele e sorriu. "Ela estará no escritório de Slughorn," Harry disse confiante, abrindo à porta. "Por que ela estará lá?" Perguntou ansiosamente Rony e se apressando a sair. "Oh, ela tem lições de Poções extras com ele," disse Harry inventando rapidamente. "Talvez eu possa perguntar se eu posso tê-las com ela?" disse Rony ansioso. "Grande idéia," disse Harry. Lilá estava esperando ao lado do buraco do retrato, uma complicação que Harry não tinha previsto. "Você está atrasado, Won-Won!" ela fez beicinho. "Eu devo a você um presente" "Me deixa em paz!" disse Rony impaciente, "Harry vai me apresentar Romilda Vane." E sem outra palavra para ela, empurrou o quadro e se foram. Harry tentou faze ruma cara sem entender para Lilá, mas simplesmente poderia ter rido, porque ela olhava mais ofendida que nunca quando a Mulher Gorda se fechou atrás deles.Harry estava preocupada pois Slughorn poderia estar tomando café da manhã, mas ele atendeu a porta de escritório dele à primeira batida, usando um traje aveludado verde e touca. "Harry," ele murmurou. "É muito cedo para uma chamada... Eu geralmente durmo até tarde no sábado..." "Professor, eu realmente sinto muito em o perturbar," disse Harry tão baixo quanto possível, enquanto Rony estava nas pontas dos pés, tentando ver atrás de Slughorn, dentro do quarto dele, "mas meu amigo Rony bebeu uma poção de amor por engano. Você não pode lhe fazer um antídoto, pode? Eu o levaria à Madame Pomfrey, mas nós não queremos ter relação com alguma Gemialidades Weasley, você entende... Perguntas indesejadas..." "Você não poderia ter preparado o antídoto, Harry, especialista em poções como você?" perguntou Slughorn. "Er," disse Harry, um pouco distraído pelo fato que Rony estava o batendo com o cotovelo agora nas costelas em uma tentativa para forçar a entrada dele no quarto, "bem,eu nunca preparei um antídoto para uma poção de amor, senhor, e até que eu aprenda isto, Rony certamente poderia fazer algo sério" Felizmente, Rony escolheu este momento para gemer, "eu não posso vê-la. Harry, ele está a escondendo?" "Esta poção estava dentro de algo?" perguntou Slughorn, agora olhando Rony com interesse profissional. "Eles podem a concentrar, você sabe, para os efeitos serem preservados muito tempo." "Isso explicaria tudo," disse Harry, lutando ferozmente, agora, com Rony para impedi-lo de ir para cima de Slughorn. "É o aniversário dele, Professor, ele tomou sem querer." "Oh, certo, entre, então, entre," disse Slughorn cedendo. "Eu tenho o necessário aqui em minha bolsa, não é um antídoto difícil..." Rony correu pela porta adentro da sala abarrotada de Slughorn, tropeçou numa banqueta, recuperou o equilíbrio se agarrando ao pescoço de Harry e murmurou, "Ela não viu que eu tropecei, não é?" "Ela chegou ainda," disse Harry e assistindo Slughorn abrir o kit de poção dele e ir adicionando algumas pitadas disto e daquilo numa garrafa cristalina pequena. "Isso é bom," disse Rony fervorosamente. "Como eu estou?" "Muito bonito," disse Slughorn suavemente e deu para Rony um vidro de líquido claro. "Agora beba, é um tônico para os nervos, manterá você calmo quando ela chegar, você sabe," "Brilhante," disse Rony ansioso e ele bebeu o antídoto ruidosamente.Harry e Slughorn o assistiram. Por um momento, Rony sorriu para eles. Então,muito lentamente, o sorriso dele despencou e desapareceu, para ser substituído por uma expressão de horror extremo. "Voltou ao normal, então?" disse Harry e sorrindo. Slughorn riu. "Muito obrigado Professor." "Não mencionarei isto a ninguém, garoto, a ninguém," disse Slughorn, quando Rony desmoronou em uma poltrona perto e com o olhar devastado. "Cerveja amanteigada, isso é o que ele precisa,"' Slughorn continuou, agora atarefado mexendo em cima de uma mesa carregada com bebidas. "Eu tenho cerveja amanteigada, eu tenho vinho, eu tenho a última garrafa de mel de carvalho maduro... hmm... Pretendia dar isso a Dumbledore no Natal... ah bem..." Ele encolheu os ombros ... "Ele não pode perder o que ele nunca teve! Por que nós não abrimos isto agora e celebramos o aniversário do Sr. Weasley? Nada como um bom espírito para esquecer as agonias das decepções de amor..." Ele riu novamente e Harry se uniu a ele. Este era o primeiro momento que ele estava praticamente só com Slughorn desde a desastrosa primeira tentativa de extrair a verdadeira memória dele. Talvez, se ele pudesse manter Slughorn de bom humor... Talvez se eles consumissem bastante do mel de carvalho maduro... "A você, então," disse Slughorn e deu para Harry e Rony um copo de mel, antes de erguer o próprio. "Bem, um feliz aniversário, Ralph..." "Rony" sussurrou Harry. Mas Rony que não aparecia estar escutando ao brinde já tinha lançado o mel na boca dele e tinha bebido tudo.Houve um segundo, dificilmente mais que uma batida do coração em qual Harry soube que havia algo terrivelmente errado e Slughorn, parecia não notar. "...e que você possa ter muitos outros" "Rony!" Rony tinha derrubado o copo dele; subido na poltrona e, então, apertado os braços dela incontrolavelmente. Uma espuma estava pingando da boca e os olhos estavam revirando nas órbitas. "Professor!' Harry berrou. "Faça algo" Mas Slughorn parecia paralisado pelo choque. Rony crispou e sufocou: a pele dele estava ficando azul. "O que...mas..." gaguejou Slughorn. Harry deixou o copo em cima de uma mesa baixa e correu para o kit de poção aberto de Slughorn e tirou jarros e bolsas, enquanto o som terrível de Rony gargarejando sem respiração encheu o quarto. Então ele achou - a pedra extraída do rim de cabra que Slughorn tinha pegado dele na aula de Poções.Ele voltou para o lado de Rony, abrindo a mandíbula dele e empurrando o bezoar na boca dele. Rony deu um grande tremor, uma sacudidela e o corpo dele ficou mole e calmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Blog para a traduç?o do Half-Blood Prince - Divirtam-se!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14610381-112185534349266279?l=traducaohpb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112185534349266279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14610381/posts/default/112185534349266279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traducaohpb.blogspot.com/2005/07/captulo-18.html' title='Capítulo 18'/><author><name>Tradutora HP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17872629631848116516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.odfhp.com/quick_livro6.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14610381.post-112185527246675449</id><published>2005-07-20T07:27:00.000-03:00</published><updated>2005-07-22T15:22:54.883-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 17</title><content type='html'>Capitulo 17- A lembrança Adulterada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da tarde, alguns dias depois do Ano Novo, Harry, Rony e Gina formaram uma fila ao lado do fogo da cozinha para o retorno à Hogwarts. O Ministério arranjou uma conexão pela rede de pó de Flu para o retorno rápido e seguro dos alunos à escola. Somente a Srª. Weasley estava lá para se despedir, já que o Sr Weasley, Fred, Jorge, Gui e Fleur voltaram ao trabalho. A Srª Weasley se dissolveu em lágrimas no momento da partida. Na verdade, qualquer coisinha fazia Srª Weasley entrar numa crise de choro, chorava desde a repentina chegada de Percy no dia de Natal com os óculos cheio de pastinaga (pelo qual Fred, Jorge e Gina reclamavam os créditos).&lt;br /&gt;“Não chora, mamãe” disse Gina acariciando as costas da mãe, enquanto ela soluçava em seus ombros “está tudo bem...”&lt;br /&gt;“Não se preocupe com a gente”, disse Rony permitindo que a mãe desse um longo e molhado beijo em sua bochecha, “ou com Percy. Ele é só um idiota, não é uma grande perda, não é mesmo?”&lt;br /&gt;Srª Weasley soluçou ainda mais forte enquanto abraçava Harry.&lt;br /&gt;“Prometa-me que você vai se cuidar.. se manter longe de encrenca...”&lt;br /&gt;“Eu sempre me mantenho, Srª Weasley”, disse Harry, “ Eu gosto de uma vida calma, a Srª me conhece.”&lt;br /&gt;Ela deu um sorriso e um passo atrás, “Fiquem bem, então, todos vocês...”&lt;br /&gt;Harry entrou nas chamas esverdeadas e gritou “Hogwarts” Ele deu uma última e rápida olhada na cozinha dos Weasley e na Srª Weasley, enquanto as chamas o tragavam. Girando rápido, ele viu imagens desfocadas de outros aposentos de bruxos, que sumiam de vista antes que ele pudesse olhar melhor, então a velocidade foi diminuindo até que parou na lareira da sala da Profª Mcgonagall. Ela mal desviou os olhos do que estava fazendo enquanto ele saia da lareira.&lt;br /&gt;“Boa noite, Potter. Tente não sujar o carpete com as cinzas.”&lt;br /&gt;“Não, professora”&lt;br /&gt;Harry ajeitou seus óculos e alisou os cabelos enquanto Rony aparecia rodopiando. Quando Gina chegou, os três se retiraram da sala de McGonagall e foram em direção à torre da Grifinória. Harry olhou pelas janelas do corredor e percebeu que o sol já se escondia por detrás dos terrenos cobertos de neve como a que ele viu na Toca. De longe, pôde observar Hagrid alimentando Bicuço na frente de sua cabana.&lt;br /&gt;“Baubles” disse Rony confiante, quando chegaram à Mulher Gorda, que parecia estar mais pálida que o normal.&lt;br /&gt;“Não!” disse a Dama com sua voz alta.&lt;br /&gt;“O que você quer dizer com ‘não’?”&lt;br /&gt;“Tem uma nova senha” disse “ e por favor, não grite”&lt;br /&gt;“Mas nós não estávamos no castelo, como você acha que nós..”&lt;br /&gt;“Harry! Gina!”&lt;br /&gt;Hermione vinha correndo na direção deles, com o rosto corado e vestindo uma capa, chapéu e luvas.&lt;br /&gt;“Cheguei a algumas horas, estava indo visitar Hagrid e bic– quer dizer, Witherwings” disse ofegante “Tiveram um bom Natal?”&lt;br /&gt;“Sim,” disse Rony de uma vez, “cheio de eventos, Rufus Scrim--"&lt;br /&gt;“ Tenho uma coisa pra você, Harry”, disse Hermione, sem olhar para Rony e nem mesmo demonstrar ter ouvido o que ele disse. “Oh, esperem – a senha, Abstinência”&lt;br /&gt;“Precisamente” disse a Dama Gorda, e moveu-se revelando a passagem.&lt;br /&gt;“O que houve com ela?” perguntou Harry.&lt;br /&gt;“Animação do Natal, aparentemente,” disse Hermione, enquanto liderava o caminho para o salão comunal. “Ela e Violeta beberam todo o vinho naquele quadro dos monges bêbados no corredor de Feitiços. De qualquer forma...”&lt;br /&gt;Ela meteu a mão em seu bolso e puxou um pedaço de pergaminho contendo a letra de Dumbledore.&lt;br /&gt;“Ótimo”, disse Harry, desenrolando o pergaminho e descobrindo que sua próxima aula com Dumbledore estava marcada para noite seguinte. “Eu tenho muita coisa para contar a ele – e para vocês. Vamos nos sentar...”&lt;br /&gt;Mas neste momento, ouviu-se alguém dizer “Won-Won” e Lilá Brown veio correndo e jogou-se nos braços de Rony. As pessoas que estavam por perto deram risinhos; Hermione também deu uma risadinha. “Tem uma mensagem aqui... Vem comigo, Gina?”&lt;br /&gt;“Não, obrigado. Marquei de encontrar Dino.” Disse Gina, com pouco entusiasmo, como Harry não pode deixar de notar. Deixando Rony e Lilá numa espécie de luta em pé, Harry levou Hermione para uma mesa quadrada.&lt;br /&gt;“Então, como foi o Natal?”&lt;br /&gt;“Ah, bom,” disse, “nada de especial. Como foi na casa de Won-Won?”.&lt;br /&gt;“Te conto em um minuto”, disse Harry. “Olha Hermione, você não poderia...”.&lt;br /&gt;“Não, não posso”, disse. “Portanto não precisa nem pedir.”&lt;br /&gt;“Pensei que, você sabe, pelo Natal...”.&lt;br /&gt;“Foi a Mulher Gorda que bebeu um galão de vinho de 500 anos, e não eu. Então, quais são as novidades importantes que você tem para me dizer?”&lt;br /&gt;Ela pareceu muito firme para discutir no momento. Por isso, Harry deixou o assunto sobre Rony de lado e contou tudo o que ele ouviu da conversa entre Malfoy e Snape. Quando terminou, Hermione pensou por um momento e, então, disse: “Você não acha que...”.&lt;br /&gt;“... ele estava fingindo oferecer ajuda para enganar Malfoy e descobrir o que ele estava armando?”&lt;br /&gt;“Bem, isso”, disse Hermione.&lt;br /&gt;“Sr. Weasley e Lupin acham isso”, disse Harry, “E isso prova que ele está tramando alguma coisa, você não pode negar isso”.&lt;br /&gt;“Não, não posso” respondeu calmamente.&lt;br /&gt;“E ele está a mando de Lord Voldemort, como eu tinha dito.”&lt;br /&gt;“Bem.. Algum dos dois chegou a mencionar o nome de Voldemort??”&lt;br /&gt;Harry franziu a testa, tentando lembrar. “Não tenho certeza... Snape certamente disse ‘seu mestre’, e quem mais poderia ser?”&lt;br /&gt;“Eu não sei”, disse batendo nos lábios, “O pai dele, talvez?”.&lt;br /&gt;Ela olhava fixamente através da sala, aparentemente perdida em seus pensamentos, nem mesmo percebeu Lilá fazendo cócegas em Rony. “Como está Lupin?”&lt;br /&gt;“Nada bem”, e contou-lhe sobre a missão dele de se infiltrar entre os lobisomens e as dificuldades disso. “Você já ouviu falar em Fenrir Greyback?”&lt;br /&gt;“Sim, eu já ouvi”, respondeu de sobressalto, “E você também, Harry!”.&lt;br /&gt;“Quando? Em História da Magia? Você sabe muito bem que eu não prestava atenção...”.&lt;br /&gt;“Não, não, História da Magia não! Malfoy ameaçou Borgin sobre ele!” disse Hermione. “Lá na Travessa do Tranco, não se lembra? Ele disse para Borgin que Fenrir Greyback era um velho amigo da família e que ele estaria de olho nos progressos de Borgin.”&lt;br /&gt;Harry respondeu “Eu esqueci! Mas isso prova que Malfoy é um Comensal de Morte, de que outra forma ele entraria em contato com Grayback e diria o que ele teria de fazer?”.&lt;br /&gt;“É muito suspeito” disse Hermione, “a não ser que...”.&lt;br /&gt;“Ah, qual é?” disse Harry exasperado, “você não pode se livrar desta prova!”.&lt;br /&gt;“Bem, existe a possibilidade de ser um mero blefe”.&lt;br /&gt;“Você é inacreditável, é sim!” disse sacudindo a cabeça.&lt;br /&gt;“Veja quem está certo! Você vai se arrepender assim como o Ministério. Ah é, eu tive um encontro com Rufus Scrimgeor também...”&lt;br /&gt;E o restante da noite passou com uma conversa educada sobre o abuso do Ministério; para Hermione assim como para Rony, pensar nisso depois de tudo o que o Ministério fez Harry passar no ano anterior, e ainda ter a cara-de-pau de pedir ajuda agora...&lt;br /&gt;O novo semestre começou na manhã seguinte com uma surpresa agradável aos alunos do sexto ano: um grande aviso foi preso no quadro de avisos durante a noite.&lt;br /&gt;AULAS DE APARATAÇÃO&lt;br /&gt;Se você tem dezessete anos ou vai fazer dezessete antes do próximo dia 31 de agosto, você está habilitado para um curso de doze semanas de Aulas de Aparatação com um Instrutor de Aparatação do Ministério. Por favor, assine abaixo para participar. Custo: 12 galeões.&lt;br /&gt;Harry e Rony juntaram-se ao aglomerado que se formou perto do aviso e revezaram-se para assinar seus nomes. Rony estava se preparando para assinar seu nome quando Lilá veio por trás, passou a mão sobre seus olhos e perguntou “Adivinha quem é, Won-Won!” Harry virou-se para ver Hermione saindo quietamente para não ser vista, ele foi se juntar com ela, sem desejar manter-se perto de Rony e Lilá, mas para sua surpresa Rony se juntou a eles logo depois de terem saído pelo buraco do quadro, com suas orelhas vermelhas e uma expressão de irritação. Sem dar uma palavra, Hermione se apressou para acompanhar Neville.&lt;br /&gt;“Então, aparatação”, disse Rony, mantendo um tom perfeitamente claro para fingir que nada tinha acontecido. “Deve ser moleza, né?”&lt;br /&gt;“Não sei”, disse Harry. “Talvez seja melhor quando se faz por si mesmo, não gostei muito quando Dumbledore me levou para um passeio.”&lt;br /&gt;“Esqueci que você já tinha feito... É melhor eu passar no teste na primeira vez.” Disse Rony, parecendo ansioso. “Fred e Jorge conseguiram”;&lt;br /&gt;“Mas Carlinhos repetiu, não foi?”&lt;br /&gt;“Sim, mas Carlinhos é maior que eu”, Rony manteve os braços por fora do corpo como se fosse um gorila- “por isso, Fred e Jorge não brincaram a respeito, pelo menos não na frente de Carlinhos...”&lt;br /&gt;“Quando poderemos fazer o teste?”&lt;br /&gt;“Assim que completarmos dezessete. Será só em Março para mim!”&lt;br /&gt;“Sim, mas você não poderia aparatar aqui, pelo menos não no castelo...”&lt;br /&gt;“Não é esse o objetivo, todo mundo saberia que eu posso aparatar se eu quiser.”&lt;br /&gt;Rony não era o único animado por causa da Aparatação. Por todo aquele dia, houve conversas sobre o curso que estava por vir, uma grande quantidade de conversas sobre desaparecer e aparecer em outro lugar que quiser.&lt;br /&gt;“Vai ser tão legal quando–” Simas estalou o dedo indicando o desaparecimento. “Meu primo Fergus faz isso só para me aborrecer, ele não imagina quando eu puder revidar... Ele não terá um momento de sossego.”&lt;br /&gt;Perdido na visão de sua futura habilidade, ele brandiu sua varinha muito entusiasmadamente e ao invés de produzir uma calma fonte de água pura, que era o assunto da aula de Feitiços do dia, saiu um forte jato de água que ricocheteou no teto e derrubou professor Flitwick de cara no chão.&lt;br /&gt;“Harry já aparatou”, Rony contou ao envergonhado Simas, depois do professor Flitwick ter secado a si mesmo com um brandir da varinha e dizer a Simas: Sou um bruxo e não um macaco sacudindo um graveto!”&lt;br /&gt;“Bem – er – alguém o levou. Carona por aparatação.”&lt;br /&gt;“Uau” sussurrou Simas, e ele, Dino e Neville uniram mais um pouco suas cabeças para ouvir como é Aparatar. Todos pareciam mais impressionados do que desacreditados, à medida que Harry contou a sua desconfortável experiência, respondendo detalhadamente as perguntas até as dez para oito, quando ele disse que precisava devolver um livro na biblioteca, e assim pôde escapar e rumar para a aula de Dumbledore.&lt;br /&gt;Havia luz na sala de Dumbledore, os quadros dos antigos diretores roncavam tranqüilamente em suas telas e a Penseira estava posta e preparada em cima da mesa. As mãos de Dumbledore repousavam ao lado do objeto, a mão direita continuava negra e queimada como sempre. Não parecia ter se curado de forma alguma e Harry pensou, pela centésima vez, o que poderia ter causado, mas ele não perguntou; Dumbledore já havia dito que ele saberia em algum momento e havia outro assunto que ele queria perguntar. Mas antes que Harry pudesse falar qualquer coisa sobre Snape e Malfoy, Dumbledore perguntou:&lt;br /&gt;“Ouvi que você se encontrou com o Ministro da Magia?”&lt;br /&gt;“Sim”, disse Harry, “E ele não ficou nada contente comigo.”&lt;br /&gt;“Não”, concordou Dumbledore. “Ele também não está muito contente comigo. Não devemos ceder às nossas angústias, Harry, mas, sim, continuar a batalha.”&lt;br /&gt;Harry sorriu. “Ele queria que eu dissesse à comunidade dos Bruxos que o Ministério está fazendo um trabalho maravilhoso.”&lt;br /&gt;Dumbledore deu um sorriso e disse “Foi a idéia original de Fudge, sabe. Durante seus últimos dias de Ministro, quando ele estava desesperadamente tentando manter seu posto, ele queria ter um encontro com você, esperando que você pudesse lhe dar apoio...”&lt;br /&gt;“Depois de tudo o que Fudge fez ano passado?” disse Harry com raiva. “Depois de Umbridge?”&lt;br /&gt;“Eu disse a Cornelius que ele não tinha nenhuma chance, mas a idéia não morreu quando ele saiu. Depois de horas em um encontro com Scrimgeour ele pediu-me um encontro com você...”&lt;br /&gt;“Então foi por isso que vocês discutiram!” disse de ímpeto Harry. “Estava no Profeta Diário.”&lt;br /&gt;“O Profeta consegue publicar verdades de vez em quando”, disse Dumbledore, “mas somente por acidente. Sim, foi por isso que discutimos. Bem, parece que Rufus encontrou um jeito de espreitá-lo, no final das contas.”&lt;br /&gt;“Ele me acusou de ser um de seus homens.”&lt;br /&gt;“Que grosseiro da parte dele.”&lt;br /&gt;“Mas eu disse que eu era.”&lt;br /&gt;Dumbledore abriu sua boca para falar, mas fechou novamente. Por trás de Harry, Fawkes, a fênix, soltou uma suave nota musical. Para o grande embaraço de Harry, ele percebeu que os olhos azuis e brilhantes de Dumbledore estavam, agora, cheios de água, Harry não pode evitar de olhar para baixo, encarando seus próprios joelhos. Contudo, quando Dumbledore voltou a falar, sua voz estava bastante firme.&lt;br /&gt;“Estou muito emocionado, Harry.”&lt;br /&gt;“Scrimgeour queria saber para onde você vai quando você não está em Hogwarts,” disse Harry ainda olhando para seus próprios joelhos.&lt;br /&gt;“Sim, ele está muito curioso a respeito disto”, disse Dumbledore, parecendo muito animado e Harry achou que era seguro levantar a cabeça de novo.&lt;br /&gt;“Ele até mesmo tentou me seguir. Incrível, mesmo! Ele mandou Dawlish me seguir. Não foi nada legal. Eu fui forçado a enfeitiçar Dawlish uma vez, e eu tive de fazer de novo com um grande pesar.”&lt;br /&gt;“Então eles não sabem aonde o senhor foi?” perguntou Harry, esperançoso por maiores informações sobre este assunto, mas Dumbledore mal sorriu por debaixo de seus óculos de meia-lua.&lt;br /&gt;“Não, eles não sabem, e ainda não é o momento para você saber. Agora eu sugiro que comecemos, a não ser que você tenha algo a dizer?”&lt;br /&gt;“Na verdade, tenho sim, senhor!” disse Harry. “É sobre Malfoy e Snape.”&lt;br /&gt;“Professor Snape, Harry.”&lt;br /&gt;“Sim, senhor. Eu os ouvi durante a festa do professor Slughorn... bem, eu os segui, na verdade...”.&lt;br /&gt;Dumbledore ouviu a historia que Harry contava sem demonstrar nenhum sentimento. Quando Harry terminou, ele ficou alguns minutos em silêncio, e então, disse “Obrigado por me contar, Harry, mas sugiro que você esqueça isso, não é importante.”&lt;br /&gt;“Não é importante? Professor, o senhor não entendeu...?”&lt;br /&gt;“Sim, Harry, abençoado como eu sou com um grande poder cerebral, eu entendi tudo o que você me contou”, disse Dumbledore um pouco ríspido. “Eu acho que você deveria considerar a possibilidade de eu ter entendido mais que você mesmo. Novamente, fico feliz por ter contado, mas deixe-me assegurar-lhe que você não me contou nada que me deixe inquieto.”&lt;br /&gt;Harry manteve seu olhar em Dumbledore, silencioso. O que estava acontecendo? Isto significava que Dumbledore realmente mandou Snape descobrir o que Malfoy está tramando, e neste caso já teria ouvido de Snape o que Harry acabara de contar? Ou será que ele realmente se preocupava com o que acabou de ouvir, mas está fingindo que não?&lt;br /&gt;“Então, senhor”, disse tentando manter seu tom de voz o mais educado e calmo possível, “definitivamente você ainda confia em...”&lt;br /&gt;“Fui tolerante o suficiente para responder a essa pergunta outras vezes”, respondeu Dumbledore, apesar de não parecer mais tão tolerante. “Minha resposta não mudou!”&lt;br /&gt;“Eu deveria saber que não”, disse uma voz desagradável; Phineas Nigellus estava claramente fingindo estar dormindo. Dumbledore ignorou-o.&lt;br /&gt;“E agora, Harry, eu insisto que devemos seguir adiante. Tenho coisas mais importantes para debater com você esta noite”.&lt;br /&gt;Harry sentou sentindo-se desgostoso. Como seria se ele não permitisse mudar de assunto, se ele insistisse em continuar as acusações contra Malfoy? Como se tivesse lido a mente de Harry, Dumbledore sacudiu a cabeça.&lt;br /&gt;“Ah, Harry. Como isso acontece com freqüência, até mesmo, entre melhores amigos! Cada um de nós acredita que tem a dizer é mais importante do que qualquer coisa que o outro tem a contribuir.”&lt;br /&gt;“Eu não digo que o que o senhor tem a dizer é sem importância”, disse Harry formalmente.&lt;br /&gt;“Bem, você está certo, porque é importante”, disse Dumbledore. “Tenho mais duas memórias para te mostrar hoje, ambas obtidas com enorme dificuldade, e a segunda delas é, acredito eu, uma das mais importantes que coletei”.&lt;br /&gt;Harry não disse nada, ainda sentia-se com raiva pela forma como suas palavras foram recebidas, mas sabia que não conseguiria nada se continuasse discutindo.&lt;br /&gt;“Então”, disse Dumbledore, “continuamos esta noite com o conto de Tom Riddle, a quem nós deixamos, da última vez, no inicio de seus anos em Hogwarts. Você se lembra o quanto ele ficou animado ao descobrir que era bruxo, e que recusou minha companhia na viagem para o Beco Diagonal, ao mesmo tempo em que eu o avisei sobre continuar roubando dentro da escola”.&lt;br /&gt;“O ano letivo chegou e junto dele veio Tom Riddle, um menino quieto em suas roupas de segunda mão, que entrou na fila para ser sorteado. Ele foi posto na Sonserina quase no momento em que o chapéu tocou sua cabeça”, continuou Dumbledore, sacudindo sua mão branca em direção a prateleira onde estava o Chapéu Seletor, muito antigo e imóvel. “Quando Riddle descobriu que o famoso criador de sua casa podia falar com cobras, eu não sei – talvez naquela mesma noite. Esse conhecimento somente excitou-o e aumentou seu senso de auto-importância.”&lt;br /&gt;“No entanto, se ele estava assustando ou impressionando seus colegas sonserinos com sua habilidade de ofidioglota, nenhum dos professores chegou a saber sobre isso. Ele não mostrou nenhum sinal de arrogância ou de agressividade. Como era um talentoso e muito bonito órfão, ele chamou a atenção e a simpatia dos professores quase que no momento em que chegou na escola. Ele parecia correto, quieto e sedento por conhecimento. Quase todos tinham uma boa impressão dele”.&lt;br /&gt;“O senhor não contou como ele era quando o conheceu no orfanato?” perguntou Harry.&lt;br /&gt;“Não, não contei. Apesar de que ele não mostrou nenhuma ponta de remorso, era possível que sentisse arrependido pela forma como se comportou antes e resolveu ter um novo começo. Eu escolhi lhe dar esta chance.”&lt;br /&gt;Dumbledore fez uma pausa e observou curiosamente Harry, que tinha aberto sua boca para falar. Aqui, de novo, estava a tendência de Dumbledore de confiar nas pessoas que claramente não mereciam! Mas, então, Harry lembrou-se de uma coisa...&lt;br /&gt;“Mas você não confiou nele realmente, senhor? Ele me contou... o Riddle que saiu do diário disse ‘Dumbledore nunca pareceu gostar de mim como os demais professores. ’”.&lt;br /&gt;“Vamos dizer que eu realmente não achei que ele fosse de todo confiável”, disse Dumbledore. “Eu decidi, como já indiquei, que ficaria de olhos bem atentos sobre ele, e assim eu o fiz. Devo dizer que não obtive muitas informações sobre ele no início. Ele era muito reservado comigo, ele sentia, tenho certeza, que a emoção de ter descoberto sua verdadeira identidade já tinha me contado muito sobre ele. Ele teve cuidado de nunca mais revelar tanto novamente, mas ele não poderia tomar de volta o que ele já tinha deixado aparecer em sua excitação, ou mesmo o que Srª. Cole tinha me confidenciado. No entanto, ele sentia que não deveria tentar me conquistar assim como ele conquistou tantos de meus colegas.”&lt;br /&gt;“Na medida em que ele crescia na escola, ele formou à sua volta um grupo de amigos dedicados a ele; chamo-os de amigos, por não haver uma palavra melhor do que esta, pois como já indiquei, Riddle não sentia nenhuma afeição por qualquer um deles. Este grupo tinha uma espécie de encanto, um glamour obscuro dentro do castelo. Os integrantes do grupo eram bem diferentes; uma mistura de fracos procurando proteção, ambiciosos procurando uma repartição de glória e uma atração violenta por um líder que mostrava a eles as mais refinadas formas de crueldade. Em outras palavras, eram os futuros Comensais de Morte, e, de fato, alguns deles se tornaram os primeiros Comensais depois que saíram da escola.”&lt;br /&gt;“Rigidamente controlados por Riddle, eles nunca foram pegos fazendo alguma coisa errada, apesar de seus sete anos de Hogwarts terem sido marcados por incidentes suspeitos aos quais eles nunca estavam satisfatoriamente ligados; o mais grave de todos foi, é claro, a abertura da Câmara Secreta, que resultou na morte de uma garota. Como você sabe, Hagrid foi falsamente acusado deste crime.”&lt;br /&gt;“Não fui capaz de encontrar muitas memórias de Riddle em Hogwarts”, disse Dumbledore, pousando sua mão ferida sobre a Penseira. “Os poucos que o conheciam não estavam preparados para falar sobre ele, eles estavam muito aterrorizados. O que eu sei, descobri depois que ele saiu de Hogwarts, depois de muito esforço, depois de procurar alguns que poderiam ser enganados numa conversa, depois de procurar por velhos registros de questionamentos a Trouxas e Bruxos que o testemunharam.”&lt;br /&gt;“Aqueles que eu persuadi a falar me contaram que Riddle tinha obsessão por sua linhagem hereditária. Isto era compreensível, é claro; ele cresceu em um orfanato e queria descobrir como foi parar lá. Parece que ele procurou ligação com seu pai Tom Riddle nos escudos da Sala dos Troféus, nas listas de monitores antigos da escola, e até mesmo nos livros de história do mundo dos Bruxos. Finalmente ele percebeu que seu pai nunca colocou os pés em Hogwarts. Acredito que foi neste momento que ele deixou de usar o nome de seu pai, assumindo a identidade de Lord Voldemort, começando a investigar a família de sua mãe – a mulher que, você se lembra, ele achou que não poderia ser bruxa já que sucumbiu à vergonhosa fraqueza humana da morte.”&lt;br /&gt;“Tudo o que ele tinha a procurar era somente o nome Servolo (Marvolo), que ele descobriu, nos tempos de orfanato, ter sido do pai de sua mãe. Finalmente, depois de trabalhosa pesquisa em livros de famílias de Bruxos, ele descobriu a linhagem sobrevivente de Slyterin. No verão de seu décimo sexto aniversário, ele saiu do orfanato para onde voltava todo ano e foi à procura de seus parentes Gaunt. E agora, Harry, se você se levantar...”&lt;br /&gt;Dumbledore se levantou e Harry pôde ver que ele novamente segurava uma pequena garrafa de cristal cheia por um fio prateado de lembrança.&lt;br /&gt;“Tive muita sorte de coletar esta aqui”, ele disse, colocando a massa brilhante na Penseira. “Você vai entender quando mergulharmos nela. Vamos?”&lt;br /&gt;Harry deu um passo em direção à base de pedra e curvou-se até seu rosto afundar na lembrança. Ele sentiu a familiar sensação de cair no nada e aterrissou em um chão sujo quase na escuridão total.&lt;br /&gt;Demorou alguns segundos para reconhecer o local. A casa dos Gaunt estava agora mais suja do qualquer lugar onde Harry já esteve. O teto estava repleto de teias de aranha e o chão coberto de lama, comida apodrecida estava em cima da mesa junto a panelas imundas. A única luz vinha de uma vela que estava aos pés de um homem com cabelos e barba enormes, e Harry não conseguia ver os olhos ou a boca dele. O homem estava jogado em uma poltrona perto do fogo e Harry se perguntou, por um momento, se ele estava morto. Porém, alguém bateu na porta e o homem moveu-se, erguendo uma varinha na mão direita enquanto segurava uma faca na esquerda. A porta se abriu com um estalo. Ali, no limiar da porta, segurando uma velha lamparina, encontrava-se um garoto que Harry reconheceu no ato: alto, pálido, cabelos escuros, e muito bonito – Voldemort adolescente.&lt;br /&gt;Os olhos de Voldemort olharam por dentro da casa até que viu o homem na poltrona. Por alguns segundos, ambos se olharam, o homem se levantou derrubando garrafas vazias que se encontravam a seus pés.&lt;br /&gt;“VOCÊ!” gritou. “VOCÊ!”.&lt;br /&gt;E correu em direção a Riddle, varinha e faca prontas para atacar.&lt;br /&gt;“Pare”.&lt;br /&gt;Riddle falou em língua de cobra. O homem escorregou e bateu na mesa, derrubando as panelas. Olhou assustado para Riddle. Houve um grande momento de silêncio enquanto se olhavam. Até que o homem falou:&lt;br /&gt;“Você também fala?”&lt;br /&gt;“Sim, eu falo”, disse Riddle. Ele entrou na casa, batendo a porta por atrás de si. Harry não pode evitar sentir uma admiração à coragem de Voldemort. Seu rosto quase não mostrava nojo ou, até mesmo, decepção.&lt;br /&gt;“Onde está Servolo?” perguntou.&lt;br /&gt;“Morto”, disse o outro. “Morreu há alguns anos atrás.”&lt;br /&gt;Riddle franziu a testa.&lt;br /&gt;“Quem é você, então?”&lt;br /&gt;“Sou Morfin, não sou?”&lt;br /&gt;“Filho de Servolo?”&lt;br /&gt;“Claro que sou, então...”&lt;br /&gt;Morfin tirou o cabelo de seu rosto para poder ver Riddle melhor e Harry pode ver que ele usava em sua mão direita o anel contendo a jóia negra que pertencera a Servolo.&lt;br /&gt;“Pensei que você fosse aquele Trouxa”, sussurrou Morfin. “Você se parece muito com ele.”&lt;br /&gt;“Que trouxa?” Perguntou Riddle asperamente.&lt;br /&gt;“O Trouxa que minha irmã gostava, o Trouxa que morava na mansão do outro lado”, disse Morfin, e cuspiu inesperadamente no chão. “Você se parece exatamente com ele. Riddle. Mas ele está mais velho agora, não está? Ele é mais velho que você, agora vejo...”&lt;br /&gt;Morfin olhava fixamente e chegou pro lado um pouco, ainda se apoiando na quina da mesa. “Ele voltou, percebe...” acrescentou.&lt;br /&gt;Voldemort olhava para Morfin, pensando em suas possibilidades. Moveu-se um pouco mais perto de Morfin e disse “Riddle voltou?”&lt;br /&gt;“Er, ele a largou, e que isso sirva de lição a ela, casamento imundo”, disse Morfin, mais uma vês cuspindo no chão. “Nos roubou, antes de fugir. Onde está o colar, o colar de Slyterin?”.&lt;br /&gt;Voldemort não respondeu. Morfin estava ficando irado novamente, sacudiu a faca e gritou “Ela nos desonrou, sim, ela nos desonrou, vadia imunda! E você, vindo aqui e perguntando coisas a respeito disso tudo? Acabou... acabou...”.&lt;br /&gt;Ele virou o rosto, e Voldemort andou em sua direção. E quando fez isso uma estranha escuridão surgiu, apagando a lamparina de Voldemort e a vela de Morfin, apagando tudo... Os dedos de Dumbledore seguraram firmemente o braço de Harry e eles voltaram ao presente. A suave luz dourada da sala de Dumbledore cegou os olhos de Harry depois da impenetrável escuridão.&lt;br /&gt;“Isso é tudo?” Disse Harry de uma vez. “Por que tudo ficou tão escuro de repente?”&lt;br /&gt;“Porque Morfin não conseguia lembrar de mais nada depois deste ponto”, disse Dumbledore, apontando para que Harry se assentasse novamente em sua cadeira. “Quando ele acordou na manhã seguinte, estava deitado no chão, sozinho. O anel de Servolo havia desaparecido”.&lt;br /&gt;“Enquanto isso, na vila de Little Hangleton, uma empregada corria pela rua principal, gritando que havia três corpos estendidos na sala de jantar da mansão; Tom Riddle pai, sua mãe e seu pai.”&lt;br /&gt;“As autoridades Trouxas estavam perplexas. Até onde eu sei, eles não sabiam como os Riddles haviam morrido, já que a maldição Avada Kedavra não deixa nenhum sinal de dano... A exceção está na minha frente”, Dumbledore acrescentou olhando para a cicatriz de Harry. “O Ministério, por outro lado, sabia que isto tinha sido um assassinato cometido por um bruxo. Eles também sabiam que um convicto bruxo que odiava Trouxas morava depois do vale perto da mansão dos Riddle, alguém que odiava Trouxas e que já havia atacado uma das pessoas assassinadas.”&lt;br /&gt;“Assim, o Ministério convocou Morfin. Eles não precisaram perguntá-lo, usando Veritaserum ou Legilimência. Ele admitiu o assassinato, dizendo detalhes que só o assassino poderia saber. Ele estava orgulhoso, ele disse, por ter matado os Trouxas, esteve esperando a chance por muitos anos. Ele entregou sua varinha, e ficou provado que ela fora utilizada no assassinato. E ele se permitiu ser levado sem lutar direto para Azkaban”.&lt;br /&gt;“Só o que incomodava ele era o fato de que o anel de seu pai havia desaparecido. ’Ele vai me matar por ter perdido’, ele disse várias vezes às pessoas que o prenderam. ‘Ele vai me matar por ter perdido!’ E isso, aparentemente, foi tudo o que ele disse novamente. Durante o período em que ficou em Azkaban, ele reviveu esta lembrança, lamentando a perda do último artefato da herança de Servolo, e está enterrado ao lado da prisão, ao lado de muitos outros que morreram lá dentro.“&lt;br /&gt;“Então, Voldemort roubou a varinha de Morfin e usou-a?” Disse Harry, sentando com a coluna ereta.&lt;br /&gt;“Isso mesmo”, disse Dumbledore. “Não temos nenhuma lembrança que possa nos mostrar isso, mas acho que podemos ter toda certeza que foi isto o que aconteceu. Voldemort estuporou seu tio, pegou sua varinha e foi em direção à mansão do outro lado do vale. Lá, ele matou o Trouxa que havia abandonado sua mãe, e, também, seus avós Trouxas, exterminando o último dos Riddles e vingando-se do homem que nunca o quis como um filho. Então, retornou à cabana dos Gaunt, fez uma magia complexa que implantaria uma falsa lembrança na mente de seu tio, deixou a varinha de Morfin ao lado de seu dono inconsciente, pegou o velho anel que ele usava e foi embora.”&lt;br /&gt;“E Morfin nunca percebeu que ele não fez nada daquilo?”&lt;br /&gt;“Nunca”, disse Dumbledore, “ e ele deu uma confissão detalhada.”&lt;br /&gt;“Mas ele tinha essa lembrança verdadeira o tempo todo?”&lt;br /&gt;“Sim, mas foi preciso um grande esforço da poderosa Legilimência para obter isso dele”, disse Dumbledore, “e pra que alguém investigaria a fundo a mente de Morfin quando ele já havia confessado o crime? No entanto, eu consegui fazer uma visita a Morfin nas suas últimas semanas de vida, pois naquele momento eu tentava descobrir o máximo possível sobre o passado de Voldemort. Obtive essa lembrança com muita dificuldade. Quando vi o que continha, tentei utilizá-la para retirar Morfin de Azkaban. Mas antes do Ministério chegar a uma decisão, ele já havia morrido”.&lt;br /&gt;“Mas como o Ministério não havia percebido que Voldemort tinha feito isso tudo com Morfin?” Harry perguntou com raiva. “Ele era menor de idade naquela época, não era? Achei que era possível detectar magia feita por menores de idade.”&lt;br /&gt;“Você tem razão - eles podem detectar magia, mas não quem a fez. Você se lembra que foi acusado de usar magia de Levitação quando na verdade quem utilizou foi...”&lt;br /&gt;“Dobby”, disse Harry; essa injustiça ainda o incomodava. “Então, se você é menor de idade e faz magia dentro da casa de um Bruxo adulto, o Ministério não vai saber?”&lt;br /&gt;“O ministério certamente saberá dizer quem praticou a magia”, disse Dumbledore, sorrindo gentilmente enquanto olhava a indignação de Harry. “Eles cobram aos bruxos adultos que seus filhos obedeçam enquanto estão dentro da casa.”&lt;br /&gt;“Isso é muita besteira”, esbravejou Harry. “Olha o que aconteceu aqui, olha o que aconteceu com Morfin.”&lt;br /&gt;“Eu concordo”, disse Dumbledore. “Mesmo por tudo o que Morfin foi, ele não merecia morrer da forma que morreu, acusado de assassinatos que ele não cometeu. Está ficando tarde, e ainda quero que você olhe mais uma lembrança antes de irmos...”&lt;br /&gt;Dumbledore tirou de um bolso outra garrafinha de cristal e Harry ficou em silencio novamente, lembrando que Dumbledore disse que esta fora a mais importante que ele conseguiu coletar. Harry percebeu que o conteúdo foi difícil de ser despejado na Penseira, como se ela tivesse se tornado mais sólida, será que as lembranças se estragam?&lt;br /&gt;“Isto não vai demorar”, disse Dumbledore, quando ele finalmente esvaziou o vidrinho. “Devemos estar de volta antes de você notar. Bem, vamos entrar mais uma vez na Penseira...”&lt;br /&gt;Harry caiu mais uma vez dentro do liquido prateado e aterrissou, desta vez, em frente a um homem que ele logo reconheceu.&lt;br /&gt;Era um bem mais jovem Horácio Slughorn. Harry estava tão acostumado com ele careca que vê-lo com cabelo grosso, brilhante e cor de palha era um pouco desconcertante, apesar de já haver uma careca do tamanho de um galeão no topo de sua cabeça. Seu bigode, mas fino do que o atual era de um louro avermelhado. Ele não era tão gordo quanto o Slughorn que Harry conhecia. Seus pequenos pés repousavam em cima de um pufe, ele estava sentado bem confortável em uma poltrona, uma das mãos segurando uma pequena taça de vinho e a outra vasculhando uma caixa de abacaxis cristalizados.&lt;br /&gt;Harry olhou a volta enquanto Dumbledore chegava, e percebeu que estavam na sala de Slughorn. Uma meia dúzia de garotos estava sentada ao redor de Slughorn, todos por volta de 15 anos. Harry reconheceu Voldemort logo de cara. Ele era o mais bonito entre todos e o que parecia mais relaxado. Seu braço direito estava deitado relaxadamente sobre o braço de sua poltrona, com um susto, Harry percebeu que ele usava o anel dourado-e-preto de Servolo, ele já havia matado seu pai.&lt;br /&gt;“Senhor, é verdade que professor Merrythought está se aposentando do cargo?” ele perguntou.&lt;br /&gt;“Tom, Tom, se eu soubesse não poderia lhe dizer”, disse Slughorn, sacudindo um dedo açucarado de desaprovação, mas que perdia efeito à medida que seus olhos piscavam. “Devo dizer que gostaria de saber como você consegue ter acesso a certas informações, você sabe mais que alguns de meus colegas.”&lt;br /&gt;Riddle sorriu e os demais garotos olharam-no com admiração.&lt;br /&gt;“Com essa incomum habilidade de saber coisas que você não deveria e sua cuidadosa habilidade de agradar pessoas importantes - obrigado pelo abacaxi, sim, são os meus favoritos–”.&lt;br /&gt;Depois que alguns garotos riram com certo nervoso, uma coisa muito estranha aconteceu. Toda a sala encheu-se com uma grossa nevoa branca, e Harry não podia ver nada além do rosto de Dumbledore, que estava ao seu lado. Então a voz de Slughorn ecoou por entre a névoa, estranhamente alta “... você vai pelo caminho errado, garoto, lembre-se de minhas palavras!”.&lt;br /&gt;A névoa sumiu tão subitamente quanto surgiu, e ninguém pareceu reparar isto, ou ninguém agiu como se algo diferente tivesse acontecido. Alarmado, Harry olhou à volta e viu um grande relógio dourado acima da cabeça de Slughorn marcando onze horas da noite.&lt;br /&gt;“Bom Deus, já está tão tarde assim?” Disse Slughorn. “É melhor vocês irem garotos ou estaremos todos encrencados. Lestrange, quero seu artigo para amanhã ou estará em detenção. O mesmo para você, Avery!”&lt;br /&gt;Slughorn levantou-se da cadeira e levou seu copo vazio até a mesa, enquanto os meninos saíam da sala. Voldemort, no entanto, ficou para trás. Harry sabia que ele se atrasou de propósito para poder fica a sós com Slughorn.&lt;br /&gt;“Tome cuidado, Tom”, olhando à volta e vendo-o ainda lá, “você não quer ser pego a essa hora da noite, ainda mais sendo monitor...”.&lt;br /&gt;“Senhor, quero lhe perguntar uma coisa.”&lt;br /&gt;“Pode perguntar, então, garoto, pode perguntar...”&lt;br /&gt;“Senhor, queria saber o que você sabe sobre Horcruxes?”&lt;br /&gt;E, então, aconteceu tudo de novo: a densa névoa de forma que Harry não conseguia ver nem Slughorn nem Voldemort; somente Dumbledore, que sorria serenamente. Então, a voz de Slughorn ecoou novamente, assim como antes.&lt;br /&gt;“Eu não sei nada sobre Horcruxes e mesmo se soubesse não diria! Agora saia daqui de uma vez e não permita que eu ouça você mencionado isto de novo!”&lt;br /&gt;“Bem, é isso”, disse Dumbledore calmamente ao lado de Harry.&lt;br /&gt;“É hora de irmos.”&lt;br /&gt;Os pés de Harry saíram do chão da lembrança e voltaram ao chão da sala de Dumbledore.&lt;br /&gt;“Isso é tudo?” Perguntou Harry atônito.&lt;br /&gt;Dumbledore havia dito que esta era a lembrança mais importante de todas, mas ele não conseguia ver o que tinha de tão importante a respeito. Com certeza a névoa e o fato de ninguém haver percebido, foi estranho, mas, além disso, nada pareceu ter acontecido, a não ser o fato de Voldemort ter feito uma pergunta e não ter obtido resposta.&lt;br /&gt;“Como você deve ter percebido”, disse Dumbledore sentando por detrás da mesa, “esta lembrança foi adulterada.”&lt;br /&gt;“Adulterada?” repetiu Harry, sentando-se também.&lt;br /&gt;“Certamente”, disse Dumbledore. “Professor Slughorn interferiu em suas próprias lembranças.”&lt;br /&gt;“Mas por que ele faria isso?”&lt;br /&gt;“Porque, eu acredito, ele está envergonhado do que se lembra”, disse Dumbledore. “Ele tentou refazer a lembrança para mostrar-se a si mesmo sob uma perspectiva melhor, esco
